"Quem tropeça é sempre alguém que se distrai a olhar para as estrelas" Vladimir Nabokov (nome do blogue veio do livro para crianças de Virgínia de Castro e Almeida)
segunda-feira, fevereiro 25, 2019
Post 7006 - Dezembro 2018
21/12 Tarte de maçã
22/12
22 ou 23/12 - Jantar a seis no 4 Royal
(primeiras prendas)
(prendas no dia 25/12)
30/12 - Arroz com pescada, tamboril, salmão, camarões e pimentos
Leite creme
Post 7005 - Divulgação
.
Livros - Oportunidades, Bertrand, no Centro Comercial Bom Sucesso, no Porto
.
domingo, fevereiro 24, 2019
sábado, fevereiro 23, 2019
Post 7001 - Concursos de Escrita, Divulgação
Visto aqui no Blogue Caneta, Papel e Lápis
Prémio de Literatura Infantil do Pingo Doce, texto e/ou ilustração, até 2 de Abril de 2019.
Concurso Novos Talentos FNAC, formato conto ou noveleta, até 19 de Abril (também disponível nas categorias de Cinema, Fotografia e Música).
Prémio Leya, formato romance, até 30 de Abril de 2019.
Prémio António de Macedo 2019, formato noveleta ou romance, promovido pela Editorial Divergência, até 30 de Junho de 2019.
Podem ver mais prémios e concursos no site da DGLAB,
segunda-feira, fevereiro 18, 2019
quinta-feira, fevereiro 14, 2019
Post 6995 - Desafio de Escrita 1/10
Ele
até reparara como o Jaime ficava soturno antes das ditas reuniões. Mas ninguém
inventaria uma viagem inadiável por razões de família para evitar ir a uma,
certo?
Ali
começava-lhe a parecer-lhe que sim.
Nem
sabia como se deixara convencer, mas viu-se com uma Procuração nas mãos, e instruções
para votar contra obras, a procurar sem sucesso a sala de reuniões que… não
existia.
Eles
reuniam-se na garagem!
Escura
e fria, alguém trouxera para lá umas cadeiras em plástico. Todos pareciam
zangados e olhavam para ele com ar desconfiado. Antes mesmo que o interpelassem
viu-se a acenar com a Procuração: “estou a substituir o Jaime, não pôde vir,
razões de família”. Continuaram com o ar zangado. Esperava que não fosse uma
surpresa para o seu amigo mas os seus vizinhos não pareciam gostar dele.
Haveria
dois grupos e alguns dispersos como ele. Sentou-se perto de um rapaz menos
sisudo.
O
Administrador, cinquentão de fato, trazia um portátil “para alinhavar a acta”.
Uma
senhora magra de óculos pediu a palavra:
“ Isto tem de parar!”
Era
a proprietária da fracção do terraço, comentou o jovem ao seu lado. Reclamava
do lixo e das beatas.
-
“Mas agora tenho provas, filmei o
responsável!” Puxou do iphone e começou a mostrar o vídeo. Alguns
precipitaram-se para ver – talvez receassem ter sido filmados e regressaram com
sorrisos amarelos. Também ele não resistiu a espreitar.
E quem estava lá? O jovem mais simpático ao
lado de quem se sentara. Fumava pensativamente um cigarrinho, mas não estava
numa janela ou varanda virada para o terraço e sim no hall de entrada em baixo.
Dali nem a cinza chegaria ao terraço.
O
administrador perguntou quem mais fumava, sete acusaram-se.
Decidiram
deliberar que as beatas viriam é do prédio do lado (e felizmente ninguém falou
em obras…).
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Post 6994 - Livros 2019 (25) True de Laurann Dohner
True de Laurann Dohner (r)
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Laurann Dohner,
Livros 2019
domingo, fevereiro 10, 2019
sábado, fevereiro 09, 2019
Post 6992 - Sábado, 9.2.19
Wonder - Encantador de Stephen Chbosky, com Julia Roberts, Jacob Tremblay e Owen Wilson, com base no livro de R.J. Palacio
Peça Our town de Thornton Wilder, personagem de Emily Webb
(softly, more in wonder than in grief) I can't bear it. They're so young and beautiful. Why did they ever have to get old? Mama, I'm here. I'm grown up. I love you all, everything. - I cant look at everything hard enough. (pause, talking to her mother who does not hear her. She speaks with mounting urgency) Oh, Mama, just look at me one minute as though you really saw me. Mama, fourteen years have gone by. I'm dead. You're a grandmother, Mama. I married George Gibbs, Mama. Wally's dead, too. Mama, his appendix burst on a camping trip to North Conway. We felt just terrible about it - don't you remember? But, just for a moment now we're all together. Mama, just for a moment we're happy. Let's look at one another. (pause, looking desperate because she has received no answer. She speaks in a loud voice, forcing herself to not look at her mother) I can't. I can't go on. It goes so fast. We don't have time to look at one another. (she breaks down sobbing, she looks around) I didn't realize. All that was going on in life and we never noticed. Take me back - up the hill - to my grave. But first: Wait! One more look. Good-by, Good-by, world. Good-by, Grover's Corners? Mama and Papa. Good-bye to clocks ticking? and Mama's sunflowers. And food and coffee. And new-ironed dresses and hot baths? and sleeping and waking up. Oh, earth, you're too wonderful for anybody to realize you. (she asks abruptly through her tears) Do any human beings ever realize life while they live it? - every, every minute? (she sighs) I'm ready to go back. I should have listened to you. That's all human beings are! Just blind people.
Post 6991 - Livros 2019 (24) Desconhecidos de Anita Brookner
Desconhecidos de Anita Brookner
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SINOPSE
«Parecia-lhe estar dominado por uma sensação de invisibilidade, como se fosse um mero espectador da sua vida, da sua única vida, sem ninguém que o identificasse, e ainda menos que se identificasse com ele, no vazio do aqui e do agora.»
Paul Sturgis está reformado e vive sozinho em South Kensington. Dá passeios e come fora sozinho, mas sente prazer em pequenas conversas com desconhecidos. A sua única relação é uma prima viúva a quem visita aos domingos. Incapaz de encontrar sentido na sua natureza solitária e com receio de morrer entre desconhecidos, pergunta-se se não estará preparado para ter uma companhia. Mas um encontro de acaso com uma antiga namorada e o facto de travar conhecimento em Veneza com uma mulher mais jovem, recém-divorciada, forçam-no a decidir como (e com quem) irá passar o resto dos seus dias…"
Paul Sturgis está reformado e vive sozinho em South Kensington. Dá passeios e come fora sozinho, mas sente prazer em pequenas conversas com desconhecidos. A sua única relação é uma prima viúva a quem visita aos domingos. Incapaz de encontrar sentido na sua natureza solitária e com receio de morrer entre desconhecidos, pergunta-se se não estará preparado para ter uma companhia. Mas um encontro de acaso com uma antiga namorada e o facto de travar conhecimento em Veneza com uma mulher mais jovem, recém-divorciada, forçam-no a decidir como (e com quem) irá passar o resto dos seus dias…"
Anita Brookner nasceu em Londres e licenciou-se em História da Arte, tendo-se especializado na pintura dos séculos XVIII e XIX. Foi a primeira mulher distinguida com o cargo de slade professor na Universidade de Cambridge. Crítica de arte conceituada, é autora de vários trabalhos publicados sobre o tema.
A partir dos anos 80 enveredou pela literatura tendo rapidamente sido considerada uma das maiores escritoras contemporâneas do Reino Unido. O seu romance "Hotel du Lac" foi galardoado, em 1984, com um dos mais prestigiantes prémios literários, o Booker Prize. Comparada frequentemente a Jane Austen ou Virginia Woolf, as personagens dos seus romances são quase exclusivamente femininas: são, em geral, mulheres que, após terem recebido uma educação tradicional, se vêem confrontadas com um mundo em perfeita mudança que lhes atribui um papel para o qual, nem sempre estão psicologicamente preparadas para assumir.
"A Baía dos Anjos" é a sua vigésima obra. Da sua bibliografia merece referência "Hotel du Lac", "Providence", "Fraude e Visitas", este último editado em Portugal pela Notícias.
Morreu em Março de 2016."
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Post 6990 - Livros 2019 (23) Obsidian de Laurann Dohner
Obsidian de Laurann Dohner (r)
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Livros 2019
terça-feira, fevereiro 05, 2019
segunda-feira, fevereiro 04, 2019
Post 6988 - Livros 2019 (22) Mel E Propólis de Alexandra Inês
Mel E Propólis de Alexandra Inês
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"SINOPSE
PRÉMIO MANUEL TEIXEIRA GOMES 2000 (Prémio Revelação)
A autora fala-nos das alegrias e das angústias de três abelhas que procuram encontrar, na rígida sociedade em que estão inseridas, um lugar para a sua liberdade. Leva-nos ao encontro de uma soberana que deseja conhecer o mundo colorido e luminoso que lhe está vedado pela Natureza e de duas obreiras que lutam para encontrar sentido numa vida de trabalho e de privações."
Na contracapa:
"Chegada a sua vez, 3485 aproximou-se da beira, devagarinho e com solenidade. Foi-se aproximando, aproximando, a medo, e antes que fosse o vento a desequilibrar-lhe as asas estendidas, respirou grave e fundo, com se o ar e o vento fossem a partir daquele momento fazer parte dela como um todo, e com um impulso das patas jovens e elásticas lançou-se no abismo.
Alexandra Inês Sarabando de Carvalho nasceu em Aveiro em 1982, e estuda actualmente Engenharia Civil na Universidade de Aveiro.
Gostei muito deste livro. Não pensaria que me fosse interessar a vida numa colmeia e as personagens, Zarda, a guerreira, 3485, que ainda não tem nome e a rainha Flora, e as outras, mas está tão bem escrito que é fácil lermos, sentirmos e querermos saber o que vai acontecer a seguir.
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Livros 2019
domingo, fevereiro 03, 2019
Post 6987 - Livros 2019 (21) Lençol de Sonhos de João Paulo Silva
Lençol de Sonhos de João Paulo Silva
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SINOPSE
Todas as noites a velha Dores vai, ponto a ponto, costurando, com os sonhos de milhares de crianças de todo o mundo, as nuvens que devolverão a paz ao mundo. O pequeno Pedroto é a testemunha e o herdeiro do mistério. É a ele que cabe a missão de devolver as nuvens ao mundo, carregadas de sonhos.
Na contracapa sobre o autor:
"João Paulo Silva é natural de Leiria, onde nasceu em 1972. Actualmente é chefe de redacção do Diário de Leiria, tendo já trabalhado como jornalista em diversos jornais regionais e no Correio da Manhã. Lençol de Sonhos é a sua primeira obra literária publicada por uma editora de âmbito nacional."
E crítica do livro aqui ou em http://e-nigma.com.pt/criticas/lencolsonhos.html
Lençol de Sonhos
por João Paulo Silva
uma crítica de Jorge Candeias
publicada em 03.03.2004
Sabem como é quando as histórias se vão construindo
quase sem se dar por isso, à medida que se avança na leitura? Sabem como é
quando elas parece que vão deixando cair migalhas de curiosidade ao longo do
caminho para que quem vem atrás, ou seja, o leitor, as vá seguindo,
subtilmente, condizido pela mão mas sentindo-se apenas a passear?
Lençol de Sonhos,
de João Paulo Silva, é assim.
Trata-se de uma pequena noveleta, que, não por acaso,
venceu a edição 2001 do Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes. Mas isso não
basta para a trazer ao E-nigma: é preciso também possuir o fantástico como
elemento principal, quer seja único quer não o seja. Não há problema: Lençol de Sonhos é
uma história de realismo mágico. Ou uma fábula, se olhada de outro ponto de
vista.
A ideia quase parece coisa de história infantil: uma
velha, chamada Dores, tem entre mãos um trabalho que parece infinito, e para
isso precisa de lençóis, muitos lençóis. E um dia, entre os lençós que uma
misteriosa personagem lhe entrega, encontra um rapazito. Pedroto, assim se
chama a criança, vai transformar-se, ao longo dos anos que passa com a velha,
numa mistura entre ajudante e uma espécie de neto, acabando por descobrir o
segredo de Dores, o motivo que a leva a precisar de tanta roupa de cama.
Acontece que os lençóis nesta história de João Paulo
Silva não são apenas rectângulos inertes de pano. Bem pelo contrário: são como
esponjas que absorvem os sonhos de quem neles dorme. E é esse o material com
que a velha trabalha: os sonhos, especialmente os sonhos de crianças como
Pedroto, a partir dos quais faz nuvens, preparadas para, um dia, serem largadas
nos céus e levarem os sonhos das crianças ao mundo inteiro, encerrados em gotas
de água.
Poderia ser coisa de história infantil, não é? Mas as
histórias infantis também se caracterizam por um certo tipo de linguagem, que
aqui não existe, e por uma forma simples de construir uma história. A prosa
de Lençol de Sonhos é adulta e de muito boa qualidade. E a história
está construída de forma relativamente complexa, com os avanços e recuos
necessários para ir deixando cair a informação necessária e suficiente para
tornar claras coisas que são transportadas em curiosidades ao longo de várias
páginas, e para criar novas curiosidades para aquilo que está para vir.
Em literatura, quase tudo está nos pormenores. Uma
mesma ideia-base pode transformar-se em algo ilegível, se mal executada, ou
numa pequena maravilha, se bem executada.
Quanto a Lençol
de Sonhos, não será uma obra-prima, mas é
certamente uma noveleta que abre o apetite para o que João Paulo Silva terá a
mostrar no futuro. Seja no realismo mágico, seja noutro estilo qualquer.
Quatro estrelas."
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João Paulo Silva,
Livros 2019
Post 6985 - Livros 2019 (20) Pedro & Inês/Palavras Vivas/ 15 Poetas Contemporâneos
Pedro & Inês/Palavras Vivas/ 15 Poetas Contemporâneos

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SINOPSE
Um dos temas centrais da cultura e da literatura portuguesas é, sem dúvida, o mito, a lenda, a fábula dos amores de Pedro e Inês. Esta antologia reúne quinze poetas de agora, das mais diversas sensibilidades e estilos, provando que esse mito se mantém vivo. Se mito é «ideia», se pode fecundar a realidade como pretendeu Fernando Pessoa, a poesia, como transmissão dos mitos, é uma elevada expressão desse acto de fazer germinar, pela força das imagens, e pela originalidade de uma sintaxe, a ideia, as ideias. António Carlos Cortez desafiou 15 Poetas a (re)visitarem este mito de Amor e Morte, confirmando a vitalidade desta inquietante história.
Post 6984 - Livros 2019 (19) Deste lado da morte ninguém responde de Pedro Sena-Lino
Deste lado da morte ninguém responde de Pedro Sena-Lino
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Sobre o autor, no site da wook:
"Pedro Sena-Lino nasceu em Lisboa na Páscoa de 1977. Publicou sete volumes de poesia, estando traduzido em Alemão, Croata, Francês, Inglês e Japonês; cinco livros infantis; um livro de contos, Museu de História Sobrenatural, e um romance, 333; e três manuais de escrita criativa. Fundador e diretor da Companhia do Eu, terminou recentemente o doutoramento sobre literatura feminina do século XVII. despaís é o seu segundo romance. Actualmente, vive em Bruxelas."
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Sobre o autor, no site da wook:
"Pedro Sena-Lino nasceu em Lisboa na Páscoa de 1977. Publicou sete volumes de poesia, estando traduzido em Alemão, Croata, Francês, Inglês e Japonês; cinco livros infantis; um livro de contos, Museu de História Sobrenatural, e um romance, 333; e três manuais de escrita criativa. Fundador e diretor da Companhia do Eu, terminou recentemente o doutoramento sobre literatura feminina do século XVII. despaís é o seu segundo romance. Actualmente, vive em Bruxelas."
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Pedro Sena-Lino
sexta-feira, fevereiro 01, 2019
Post 6983 - Livros 2019 (18) Mais Poste, Menos Poste de Margarida Fonseca Santos
No site da wook: EXCERTOS «A sua conduta deixava transparecer frustração e raiva.
– É que nem isto!!! Nem isto!!! Que merda!!! […]
A rapariga virou-se de novo para o carro. Coçou a cabeça, despenteando ainda mais o cabelo.
– É que nem esta merda consigo fazer!!
– O quê? Partir o carro... ou o poste?
– Não! Matar-me!
[…]
Luís voltou a sentar-se no chão, agarrando num livro. Deu-lho para a mão.
– Conhece?
– Não – disse Maria a revirar o livro.
– É alguma coisa que preste?
– A história não é má, mas pode dar- -se um jeito. Um pouco gasto, o tema... No fundo, é a história de um homem que anda a ver se foge da vida que tem. O escritor pegou no tema de uma forma muito doentia, muito lamechas. Fugir da nossa própria vida é um assunto muito sério. Há muita gente a tentar fazer isso e a sofrer com isso. Só que a nossa vida é assim como a nossa sombra, não é? Cola-se a nós e não se vai embora. Só quando apagamos a luz é que ficamos sem sombra.»
Sobre a autora
"Publicou o seu primeiro livro para crianças há vinte e um anos. Desde esse instante, nunca mais parou de escrever para este público, um verdadeiro desafio que se transformou numa grande paixão.
Autora reconhecida e muito querida do público, tem uma grande parte das suas obras no Plano Nacional de Leitura.
Paralelamente a isso, escreve para adultos e para teatro, trabalha na área da escrita criativa e do treino mental, algo que ficou do tempo em que se dedicava à Pedagogia e à Formação Musical. A colecção, A Escolha É Minha, é o reflexo de todo este percurso."
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Livros 2019,
Margarida Fonseca Santos
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