Miniaturas de Paulo Kellerman (gostei muito deste livro, dos mini-contos com finais surpreendentes)
No site da wook: "Como o título indica, este livrinho encerra miniaturas de histórias (56). Trata-se de textos-relâmpago, mistos de conto e de anedota, mas cheios de humor e agradáveis de ler. Eis um deles, intitulado «Greve»: «Houve um dia em que as cegonhas decidiram entrar em greve, recusando-se a fazer entregas de bebés. Reivindicavam que o seu papel na sociedade fosse reconhecido e se acabasse definitivamente com a ideia, errada, de que os bebés nascem da barriga das mães. Contudo, os bebés continuaram a nascer. Então as cegonhas perceberam o que, para todos, era óbvio: já há muito tinham sido substituídas pelas mães. A partir desse dia, as cegonhas deixaram de ser os animais alegres que sempre foram; sentindo-se inúteis, começaram a desaparecer, tornando-se uma espécie em extinção».
"Paulo Kellerman nasceu em Leiria, em 1974, tendo editado, em edições artesanais e limitadas, Livro de Estórias (1999), Dicionário (2000), Sete (2000), Uma Pequena Nuvem Solitária perdida no Imenso Azul do Céu (2001), Fascículo (2002 a 2005, 75 edições), Da Vida e da Morte (2005), todas em edições de autor. Publicou Miniaturas nas Edições Colibri. Publicou, pela Deriva, "Gastar Palavras" em que ganhou o Grande Prémio Camilo Castelo Branco."