Dona-Redonda
"Quem tropeça é sempre alguém que se distrai a olhar para as estrelas" Vladimir Nabokov (nome do blogue veio do livro para crianças de Virgínia de Castro e Almeida)
sábado, junho 20, 2020
Post 7583 - Sobre a bailarina
Na wikipédia
Esta ilusão de óptica é originada pela falta das pistas visuais que são necessárias para se estabelecer a profundidade da figura. Com os dados que estão disponíveis, é tão possível que os braços, quando se dirigem para um dos lados, estejam a rodar pela frente como por detrás. Portanto, a bailarina tanto roda no sentido dos ponteiros do relógio quando o pé que se vê no chão é o esquerdo, como roda no sentido contrário quando o pé que se vê no chão é o direito. Uma vez que não há dados visuais na silhueta que indiquem qual dos lados está a ser apresentado, ela tanto está numa como na outra perna, porque quando a sua imagem se dirige para um dos lados é interpretada como estando voltada para cá ou para lá do observador. Os perfis, esquerdo e direito, são as posições menos ambíguas na aparente rotação da figura. Contudo, mesmo assim, também não é possível determinar qual das pernas está no chão, e se ela se movimenta pela parte anterior ou posterior do círculo quando se dirige para um dos lados.
A pista que falta e a que é dada
Pode dizer-se, portanto, que a causa que origina este efeito, está na necessidade de ver resolvida a ambiguidade, combinada com uma interpretação a três dimensões de uma imagem que só tem duas. A pista que falta é a que conduz à leitura da profundidade do corpo na representação da figura. Sem ela o observador deveria ver somente uma figura que se move de um lado para o outro. No entanto, embora não esteja presente a pista que leva a descodificar a profundidade do corpo, está presente a pista que leva a descodificar a profundidade do espaço que este ocupa. Espaço que se observa na oscilação deste para cima e para baixo, enquanto percorre o seu movimento de um lado para o outro. Esta curta oscilação vertical sincronizada com o longo movimento horizontal, produz o desenho dum círculo paramétrico com rotação horizontal, criando assim a sensação contínua da profundidade do movimento. E como o ponto de vista do observador sobre a bailarina se localiza na sua cintura, o círculo desenhado tanto pode estar a ser percepcionado por cima como por baixo. Quando o círculo é percepcionado por cima a figura roda no sentido dos ponteiros do relógio, quando o cículo é percepcionado por baixo ela roda no sentido contrário, e vice versa.
Esta ilusão foi irresponsavelmente identificada como método científico para fazer testes de personalidade, supostamente determinando qual dos dois hemisférios cerebrais do observador em questão é predominante no momento da observação, caso a figura rode para um ou para o outro lado. Seguindo este ponto de vista supostamente científico, do qual resta apresentar prova [3], a Ilusão da Bailarina tornou-se conhecida como o «teste do cérebro direito vs. cérebro esquerdo», e foi assim que se divulgou pela internet, dos finais de 2007 aos inícios de 2008. De acordo com os proponentes desta ilusão como teste de personalidade, se no momento em que inicia a sua observação, o sujeito da análise vê a imagem a rodar no sentido contrário aos ponteiros do relógio, isso significa que o hemisfério esquerdo predomina, se ele vê a imagem a rodar no sentido dos ponteiros do relógio, predomina o hemisfério direito. Todavia, Steven Novella, Director da Neurologia Geral na Escola de Medicina da Universidade de Yale, afirma peremptoriamente que o teste é um completo absurdo e não serve para o que foi proposto.[4] Novella diz ainda que embora esta noção de que temos uma predominância de um hemisfério sobe o outro esteja difundida na consciência pública, e os hemisférios funcionem bem sozinhos e tenham aptidões diferentes, é como um todo único que funcionam e não em separado como se imagina. Segundo Thomas Toppino [2], Presidente do Departamento de Psicologia da Universidade de Villanova em Filadélfia, trata-se de um fenómeno que se dá exclusivamente dentro dos parâmetros do sistema visual, e a criação de Kayahara servirá, antes de mais, como ferramenta para se perceber melhor o funcionamento da visão.
sexta-feira, junho 19, 2020
quinta-feira, junho 18, 2020
Post 7580 - Receita sem fotografia de Coq ao vin (porque não ficou como está no livro e me esqueci)
- Cebola e fio de azeite, frango a corar com alho esmagado - depois era para retirar o frango enquanto refogávamos presunto, mas deixei lá o frango e juntei um pouco de presunto e um pouco de toucinho, frango voltaria então para a panela, mas de lá não tinha saído, duas chávenas de vinho tinto e seria para pôr cogumelos - mas porque dois dos que iriam comer não gostam de cogumelos, coloquei antes cenoura às rodelas (ficou bem) e castanhas (não ficou tão bem) - no livro nada dizia sobre temperos, juntei folha de louro, um pouco de pimentão doce, sal e pimenta - cozer durante uma hora;
- De seguida deveria dissolver uma colher de maizena em duas colheres de água e juntar, mexendo sempre para engrossar o molho, mas frango estava tão desfeito (ao invés de pernas fui para pedaços de peito) que não ia dar para mexer a não ser que tirasse de lá o frango;
- E no final polvilhar com salsa;
A acompanhar arroz de ervilhas.
Post 7579 - Desafio de Escrita CNEC 49/21 - 6/10 - Chove
Chove
Não precisaria de me
aproximar da janela para o saber.
Ouço a chuva e os
respingos da água quando os carros passam.
Estar perto de uma poça na
passagem de uma viatura destas, acelerada e indiferente, pode deixar-nos encharcados.
Olho pela janela. Vejo o
céu cinzento e claro, e as gotas de água pesadas e verticais porque não há vento.
Um gato branco pula de um muro,
atravessa a rua e encontra abrigo do outro lado, por baixo de um arbusto.
Já o vi antes, ao longe.
Terá adoptado este bairro, mas mantém-se sempre distante.
A chuva iluminou as
cores, deixou o verde mais verde, e o azul e rosa das flores de alguns quintais
mais vivos e brilhantes.
Se fosse lá para fora
sentiria o cheio da terra e da erva molhadas.
Há algo de estranho que
só reparo por me manter a olhar. No 2º andar do prédio em frente não vejo à
janela a viúva. Costuma estar sempre lá, o cortinado desviado a anunciar a sua
presença.
Reparo então que se abre
a porta do prédio e é ela.
E a ela se dirige o gato
branco. Nunca antes o vi tão perto de ninguém.
Ela trouxe-lhe algo de
comer que coloca à frente dele como uma oferenda. Não o tenta prender ou atrair
para mais perto. Percebo a confiança entre os dois e o respeito dela pela
liberdade do gato silvestre.
Vejo chegar o carro do
meu namorado e não vejo mais nada. Vou para a rua ter com ele. Os dois lá fora à
chuva no quadro que se vê da janela.
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quarta-feira, junho 17, 2020
Post 7578 Quarta-feira, 17.6.2020 (dia de aniversário da minha avó)
E lá fui eu de madrugada para cidade local de trabalho, um pouco nervosa porque já há algum tempo que não fazia a viagem e porque o risco no vidro em frente no carro me parece algo ameaçador (para já não dá para o substituir - tenho de esperar para saber se Companhia Seguradora irá suportar o custo e onde é que o devo levar). No regresso, já vinha com piloto automático ligado. Por lá andamos todos com máscaras e alguns também com viseira, e há vários dispensadores com desinfectante/álcool-gel. Tive de falar um pouco mais alto porque a máscara abafa a voz e a distância a distorce.
Mas tive direito a almoço de pizza em esplanada oferecido por N.
terça-feira, junho 16, 2020
Post 7577 - Terça-feira, 16.6.2020 - Souflé de bacalhau
Souflé de bacalhau
- Cozemos o bacalhau, com um fio de azeite e meio alho esmagado deitando-lhe água a ferver por cima - tiramos a pele e as espinhas e esfiamos o bacalhau;
- cebola e alho picados com manteiga, juntamos leite com uma colher de sopa de Maizena, mexemos em lume brando até cozer a farinha e ficar em creme, juntamos o bacalhau e uma cenoura raspada, sal, pimenta e noz moscada, e três gemas de ovos, batemos as claras em castelo e envolvemos e vai para o forno em pirex untado com manteiga a 150º entre 20 a 30 minutos;
- Cozemos o bacalhau, com um fio de azeite e meio alho esmagado deitando-lhe água a ferver por cima - tiramos a pele e as espinhas e esfiamos o bacalhau;
- cebola e alho picados com manteiga, juntamos leite com uma colher de sopa de Maizena, mexemos em lume brando até cozer a farinha e ficar em creme, juntamos o bacalhau e uma cenoura raspada, sal, pimenta e noz moscada, e três gemas de ovos, batemos as claras em castelo e envolvemos e vai para o forno em pirex untado com manteiga a 150º entre 20 a 30 minutos;
segunda-feira, junho 15, 2020
Post 7576 - Segunda-feira, 15 de Junho de 2020
Hoje almocei fora, risotto, na esplanada de um Centro Comercial, e reforcei as minhas provisões de chocolate e rebuçados de limão.
Funcionários e a maioria dos clientes e passeantes com máscaras, um ou dois, com as viseiras. Parece estranho estarmos assim, mas também parece estranho tirá-las e ficar sem elas quando vamos comer.
Funcionários e a maioria dos clientes e passeantes com máscaras, um ou dois, com as viseiras. Parece estranho estarmos assim, mas também parece estranho tirá-las e ficar sem elas quando vamos comer.
Post 7575 - Livros 2020 (52) Para Sir Phillip com Amor, Série Bridgerton, Vol. V, de Julia Quinn
Sinopse no site da Bertrand:
"Sir Phillip sabia que Eloise Bridgerton tinha já 28 anos e era, pois claro, uma solteirona. Foi por isso mesmo que pediu a sua mão em casamento. Sir Phillip partiu do princípio de que Eloise estaria desesperada por casar e não seria exigente ou caprichosa.
Só que… estava enganado. No dia em que ela lhe aparece à porta, torna-se óbvio que é tudo menos modesta e recatada.
E quando Eloise finalmente para de falar, ele percebe, rendido, que o que mais deseja é… beijá-la.
É que, quando recebeu a tão inesperada proposta, Eloise ficou perplexa. Afinal, nem sequer se conheciam pessoalmente. Mas depois… o seu coração levou a melhor e quando dá por si está numa carruagem alugada, rumo àquele que pensa poder ser o homem dos seus sonhos. Só que… estava enganada. Embora Sir Phillip seja atraente, é certo, é também um bruto, um rude e temperamental bruto, o oposto dos gentis cavalheiros que a cortejam em Londres. Mas quando ele sorri… e quando a beija… o resto do mundo evapora-se e Eloise não consegue evitar a pergunta: será que este pesadelo de homem é, afinal, o homem dos seus sonhos?"
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domingo, junho 14, 2020
sábado, junho 13, 2020
Post 7572 - Receitas: Massa de atum, Frango e cogumelos, Souflé de pescada e Camarões e salmão
Massa de atum
- Cozer a massa em água e sal;
- Refogado ou estrugido - cebola picada e azeite, tomate picado, atum, natas, juntamos a massa e queijo em cima;
Frango com cogumelos
- Numa frigideira, azeite, alho picado, pedacinhos de pimento vermelho e bacon, frango cozido em água, sal e folho de louro, cogumelos, sal, pimenta e pimentão doce; também na fotografia, dois filetes de pescada e batatas fritas;
Souflé de pescada
- Cozer pescada em água com um pouco de azeite, meio dente de alho, uma casca de limão e uma folha de louro;
- cozer uma batatinha em água com sal;
- picar cebola e alho e juntar manteiga, deixar que arrefeça um pouco e juntar leite e um colher de sopa de maizena - lume brando até formar o creme - juntar depois meia cenoura raspada, a batata esmagada e a pescada cozida desfiada, sal, pimenta, um pouco de sumo de limão e noz moscada e três gemas de ovo; bater as três claras em castelo e envolver e vai para o forno em pirex untado com manteiga pré-aquecido a 200º mas a 150º por cerca de vinte minutos (mesmo abrindo o forno para ver como estava cresceu);
Camarões e salmão na frigideira com alho:
- frigideira com azeite, alho picado, pimento vermelho, camarões e depois salmão temperado com sumo de limão, temperados com sal e pimenta;
- a acompanhar batatas fritas
sexta-feira, junho 12, 2020
Post 7569 - Actualização
Em post anterior relatei, com fotografia e tudo, como foi atacado pelas pombas e gaivotas e o estado em que ficou carrinho. Num comentário terei também relatado a minha tentativa frustrada de o lavar - mangueira em casa dos meus pais estava estragada. Entretanto em passagem pelo Continente depois de ter constatado os inúmeros produtos para lavar carros - vidros, jantes, pneus, estofos - mas não poderiam inventar um 5 em 1? - trouxe comigo um lava-vidros e panos e preparava-me para tentar de novo lavar carro com auxilio de um balde...
E eis que:
Chove :)
E eis que:
Chove :)
Post 7568 - Livros 2020 (50) O Casamento Inventado, Série Rokesby - Volume II de Julia Quinn
Sinopse no site da Bertrand
"Enquanto dormias…
Órfã e com o irmão ferido nos campos de batalha da América, Cecilia Harcourt vê-se perante duas opções aterradoras: ir viver com uma tia solteirona ou casar com um primo maquiavélico.
A jovem escolhe a opção… três: atravessar o Atlântico e ajudar o irmão a recuperar. Mas após uma semana de buscas, Cecilia não encontra o irmão e sim o melhor amigo dele, Edward Rokesby. O galante soldado está inconsciente e a precisar desesperadamente de cuidados. Para lhe salvar a vida, Cecilia recorre a uma pequena mentira…
Ao recuperar a consciência, Edward constata que não recorda nada dos últimos três meses. Mas… decerto que se recordaria de ter casado... ou não? Mas se todos dizem que assim é…
Se ao menos fosse verdade…
A mentira que Cecilia contou pode pôr em risco todo o seu futuro, mas ela fê-lo por amor... pois quanto mais tempo passa com o jovem, mais intensos (e verdadeiros!) são os sentimentos que nutre por ele.
E quando a verdade vier ao de cima, quem sabe o que irá acontecer?
O próprio Edward poderá ter também algumas surpresas por revelar…"
Órfã e com o irmão ferido nos campos de batalha da América, Cecilia Harcourt vê-se perante duas opções aterradoras: ir viver com uma tia solteirona ou casar com um primo maquiavélico.
A jovem escolhe a opção… três: atravessar o Atlântico e ajudar o irmão a recuperar. Mas após uma semana de buscas, Cecilia não encontra o irmão e sim o melhor amigo dele, Edward Rokesby. O galante soldado está inconsciente e a precisar desesperadamente de cuidados. Para lhe salvar a vida, Cecilia recorre a uma pequena mentira…
Ao recuperar a consciência, Edward constata que não recorda nada dos últimos três meses. Mas… decerto que se recordaria de ter casado... ou não? Mas se todos dizem que assim é…
Se ao menos fosse verdade…
A mentira que Cecilia contou pode pôr em risco todo o seu futuro, mas ela fê-lo por amor... pois quanto mais tempo passa com o jovem, mais intensos (e verdadeiros!) são os sentimentos que nutre por ele.
E quando a verdade vier ao de cima, quem sabe o que irá acontecer?
O próprio Edward poderá ter também algumas surpresas por revelar…"
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quinta-feira, junho 11, 2020
Post 7567 - Quinta-feira, 11.6.2020
Hoje entrei numa Bertrand!
(já nem me lembro da última vez que estive numa, talvez no longínquo Março passado)
(não comprei nada, mas estive quase)
(já nem me lembro da última vez que estive numa, talvez no longínquo Março passado)
(não comprei nada, mas estive quase)
Post 7566 - Desafio de Escrita/CNEC 49/21 - 5/10 - O que faço?
O que faço?
O quarto de hotel tem uma
varanda com vista para o mar. Quando cheguei, logo na recepção, ao
entregarem-me o cartão-chave, louvaram aquela vista, “um dos nossos melhores
quartos”. Só depositei lá a mala e saí para jantar.
Quando regressei tinha
anoitecido. Abri a porta e saí para a varanda. Estava já demasiado escuro para
ver alguma coisa. Na brisa acho que cheirei a maresia e ouvi gaivotas.
Pensava retornar ao ar
condicionado do interior quando ouvi gritos.
- É sempre a mesma coisa
Não te posso levar a lado nenhum que te vestes como uma puta.
Uma voz fininha retorquiu
algo.
- O quê? Tu cala-te mas é
caladinha, não me faças perder a paciência.
Ela terá respondido algo,
porque logo a seguir o barulho pareceu de bofetadas e seguiram-se gritos – “puta”
e “ai que me matas”.
O que faço?
Grito também – “O que se
passa aí? Vou chamar a polícia!”
Calaram-se os dois.
Será que devia chamar
mesmo a polícia? E de onde vinham as vozes e sons? Do quarto ao lado como me
pareceu primeiro, ou do de baixo, ou do de cima?
Resolvo espreitar à
volta. Nada. Nem luzes, nem vozes. Os quartos parecem estar todos vazios. Não há
estrelas no céu.
Quedo-me em silêncio, até
resolver ir deitar-me. Custa-me adormecer e quando o consigo é meio em
sobressalto. Estranho a cama e o ar condicionado do quarto.
Mal desperto de
madrugada, recordo o incidente da noite anterior. Além dos sons de chuveiros e de vozes abafadas,
tudo parece tranquilo.
Ao pequeno almoço tento
em vão reconhecer os intervenientes.
Volto ao quarto para ir
buscar a mala, e vou à varanda. Estamos rodeados por prédios e nessa altura reparo
que de lá, por entre os edifícios, apenas se vê uma nesga de mar.
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quarta-feira, junho 10, 2020
Post 7565 - Livros 2020 (49) Of Neptune de Anna Banks
![Of Neptune (The Syrena Legacy Book 3) por [Anna Banks]](https://m.media-amazon.com/images/I/51kJtpmORVL.jpg)
Of Neptune de Anna Banks, (The Syrena Legacy 3)
Sinopse no Goodreads:
Emma, who is half human and half Syrena, and her Syrena love, Galen, need time together. Alone. Away from the kingdoms of Poseidon and Triton. Emma’s grandfather, the Poseidon king, suggests the two visit a small town called Neptune.
Neptune is home to both Syrena and Half-Breeds alike. But Emma and Galen didn’t sign up to be peacemakers between the ocean-living Syrena and the land-dwelling, freshwater counterparts. They didn’t bargain for meeting a charming Half-Breed named Reed, who can barely disguise his feelings for Emma. And they especially didn’t expect to find themselves in the middle of a power struggle that threatens not only their love, but their ocean kingdoms.
Neptune is home to both Syrena and Half-Breeds alike. But Emma and Galen didn’t sign up to be peacemakers between the ocean-living Syrena and the land-dwelling, freshwater counterparts. They didn’t bargain for meeting a charming Half-Breed named Reed, who can barely disguise his feelings for Emma. And they especially didn’t expect to find themselves in the middle of a power struggle that threatens not only their love, but their ocean kingdoms.
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