sexta-feira, agosto 07, 2020

Post 7657 - Bacalhau à Zé do Pipo

- Dois lombos de bacalhau em panela com alho esmagado, folha de louro e grãos de pimenta, água a ferver por cima; depois tirar pele e as espinhas maiores;
- Meia cebola em meias luas, alho picado, azeite, pimenta cayenne, sal, tomate triturado;
- Panela com água a ferver e sal, cozer as batatas; escoar água, esmagar as batatas, juntar leite, manteiga e noz moscada;
- Em pirex fatias de pimento vermelho, os lombos de bacalhau, conteúdo da panela em cima, rodear por montinhos de puré de batata, e maionese em cima, forno por meia hora;


quinta-feira, agosto 06, 2020

Post 7656 - CNEC 50/22 - 3/10 - Nascemos um para o outro



  Não fiz a barba, nem sei bem o que vesti, a roupa com que dormi e um casaco que enfiei à pressa. Mal me reconheci no espelho do elevador quando descia. O cabelo despenteado, olheiras e olhos vermelhos, a roupa enxovalhada.

Há pouco tempo éramos felizes. Soube desde o início que tínhamos nascido um para o outro.

Disse-lhe logo no primeiro encontro. Pensei que ela o tinha compreendido também, mas depois algo sucedeu. Alguém lhe fez a cabeça. Talvez aquele seu colega de trabalho que anda sempre a rondá-la. Como é que ele se chama? O Pedro, acho que é isso. Nunca gostei dele.

Disse-lhe que precisava de saber sempre por onde ela andava. Assim se ela precisasse de ajuda poderia ir logo ter com ela. Vivemos num mundo perigoso. Não pareceu ter percebido. É demasiado ingénua, mas notei como quando ia ter com ela para a surpreender ela ficava era assustada.

Deve ter sido por algo que aquele Pedro lhe disse que ela deixou de responder às minhas mensagens. Não me atendia o telemóvel. Queixou-se que estava sempre a ligar‑lhe, mas se atendesse mais, isso já não sucederia.

Disse que precisava de um tempo. E eu? Não precisava de a ver? Procurei-a em casa, não abriu a porta, mas sei que estava lá, tinha o carro estacionado em frente. Deve ter sido o Pedro que a convenceu a apresentar uma queixa. Disseram-me que tenho de ficar longe dela. Como é possível? Nem ela o pode querer. Ela precisa de mim.

Ontem decidi, vou ter com ela junto ao prédio onde trabalha, no centro da cidade. Encontrei aqui estacionado um Land Rover. Atrás dele, até ela aparecer, apenas tenho de me dobrar um pouco para que não me vejam.

Só temos de conversar. Ela vai perceber que devemos ficar juntos.


quarta-feira, agosto 05, 2020

Post 7655 - Hoje no Google



Doodle do Google para que se use máscaras e se salvem vidas

Post 7654 - Carne guisada com esparguete

Carne guisada com esparguete
- Estrugido ou refogado (cebola e alho picados e azeite), pedacinhos de carne e de bacon, rodelas de cenoura, folha de louro, pimenta branca, sal, vinho branco, tomate picado, água, esparguete


terça-feira, agosto 04, 2020

Post 7653 - Pela blogosfera

Estando  a evitar comprar mais livros, este fica na minha lista de próximas aquisições:
Ver mais AQUI  e AQUI

Antologia de Contos Originais
Bertrand.pt - Antologia de Contos Originais

domingo, agosto 02, 2020

Post 7650

Breve passagem pelo NorteShopping. Havia filas para várias das lojas já a anunciarem saldos.

sábado, agosto 01, 2020

Post 7649

Quando morre alguém que me é querido parece-me que a vida não tem sentido.
Bom é que nasça em nós alguém, embora não seja fácil de acontecer.

sexta-feira, julho 31, 2020

Post 7648

A Morte é a Curva da Estrada

A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
existir como eu existo.

A terra é feita de céu
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.

Fernando Pessoa

quinta-feira, julho 30, 2020

Post 7647 - Desafio de Escrita - CNEC 50/22 - 2/10 - Um Segredo


Aos cinco anos voei.
Estávamos no jardim em frente ao prédio onde morávamos e consegui que a minha irmã mais velha me emprestasse a sua bicicleta. Só tinha rodinhas de um dos lados, do outro podíamos cair se não a segurássemos, colocando a perna no chão quando parávamos.
Nesse final de tarde pedalei com força e ia depressa. Não via bem o chão, sentia a rapidez.
A roda de frente foi contra uma pedra que a travou e eu sai projectada.
Voei.
Lembro-me da sensação até à aterragem.
Ganhei um galo na testa e a vergonha de ter caído.
Depois tive de conformar-me com o meu triciclo azul. Tinha um defeito: com facilidade, levantava a frente, e caímos para trás. Depois de vários bate-cus, aprendi como fazer para o evitar. Mantinha-se o perigo para quem não o soubesse, como aconteceu ao colega que desafiou o meu aviso.
Continuei com o sonho de ter uma bicicleta, mas cresci e já não a esperava.
Tinha catorze anos, estava sol, e não deve ter sido pelos meus anos, porque nasci no Inverno.
Não me lembro de um aviso antes, nem de a escolher ou saber que aí vinha.

Para poder ser uma surpresa foi antes um segredo.

O meu pai trouxe-me uma bicicleta. Vermelha, e sem rodinhas.

Já não me lembrava de como andar. Ele estava comigo na rua quando ganhei coragem para pedalar e andei sozinha sem ele atrás a segurar-me. Acho que ele me disse para andar que ia segurar-me e eu andei. Lembrei-me de como era e de como colocar os pés no chão para não cair quando parava.
Fiz mais passeios em sonhos com essa bicicleta do que reais. Não cai com ela, só voei na minha imaginação.

Alcino Do Fundo Lopes
o melhor pai do Mundo

quarta-feira, julho 29, 2020

Post 7646

Ser o passado um país distante ou um país estrangeiro
O primeiro é o título de uma canção do Sérgio Godinho que eu não conhecia
https://www.youtube.com/watch?v=IQI1OKbKHiE

O passado é um país distante
Que distante é a sombra da voz
O passado é a verdade contada
Por outro de nós

Estranho som
O da memória a recordar
Ao longe reconheço a casa
E a língua familiar
Estranho, o som da língua
Na frase familiar
O mar
Galgou numa outra língua, o mar
Nunca será demais lembrar
é um outro olhar para outro olhar

Estranha sombra
A que por vezes cobre o olhar
Dir-se-ia que escurece só
P'ra então iluminar
As sombras a retalho
Na face familiar
O mar
Galgou por sobre a sombra, o mar
Nunca será demais lembrar
é um outro olhar para outro olhar

Estranho sono
O passado é um país distante
Que distante é a sombra da voz
O passado é a verdade contada
Por outro de nós"

O segundo é o título de um livro de Ali Smith que não li (de que se fala aqui)
Estava a pensar como seria bom se pudéssemos abrigar-nos nele, viajarmos até momentos felizes e ficarmos lá. 

terça-feira, julho 28, 2020

Post sem número - 28.7.2020

Tenho dois posts programados que irão aparecer amanhã e na quinta-feira, e também por isso este ficará sem número. Depois irei talvez deixar de estar aqui por algum tempo.

Não queria que este fosse um blogue triste. Comecei com ele quando recuperava de uma perda, o João que morreu com 33 anos. No dia 5 de Outubro de 2017 morreu a minha mãe. Ontem, dia 28.7.2020 morreu o meu pai. Sinto tanta falta dele, Pensava que com a minha mãe tinha sofrido a maior das dores, só que as dores não se comparam. Podem é fechar-nos para o que se passa em redor. Perder a minha mãe poderá ter contribuído para que não visse a fragilidade do meu pai. Num instante, perdemos-los. 
E pela blogosfera também fui recordada pela Maria do Cantinho da Casa, aqui e pelo Kok do Rir é bem melhor!!! aqui que hoje, dia 29.7.2020, faz um ano que partiu o Rui do Coisas da Fonte uma pessoa excepcional pelo que partilhava no seu blogue e pela forma como  nos fazia sentir bem vindos.

Post 7645 -


segunda-feira, julho 27, 2020

Post 7644 Receitas em construção - Sopa de tomate e empadão

Sopa de tomate
- Cebola picada em azeite, quando começar a ficar transparente, alho picado, tomates pelados e sem sementes ou de lata, colher de polpa de tomate ou tomate picado, folhas de louro e de manjericão fresco, caldo de legumes, sal, pimenta, cerca de quinze minutos em lume brando, tiramos as folhas - varinha mágica, passamos por passador, juntamos natas, aquecer um pouco e servir;

- Empadão de carne
- Estrugido ou refogado, cebola e alho picados e azeite, juntamos a carne, bacon e chouriço, cebola raspada, um pouco de tomate picado;
- Batatas a cozer em água com sal, escoamos a água, esmigalhamos as batatas, juntamos leite, manteiga e noz moscada;
- pirex, puré de batata, carne, puré de batata, fatias de queijo e rodelas de linguiça sem pele - forno cerca de vinte minutos;



sábado, julho 25, 2020

Post 7640 - Livros 2020 (61) Uma Dama Fora dos Padrões de Julia Quinn ou A Indomável Miss Bridgerton, Série Rokesby

Bertrand.pt - A Indomável Miss BridgertonUma Dama Fora dos Padrões de Julia Quinn ou A Indomável Miss Bridgerton, Série Rokesby, Volume I
Wook.pt - Uma Dama Fora Dos Padrões

Sinopse no site da Bertrand:

"Por vezes, o amor surge nos lugares mais inesperados…
Não é o caso, desta vez.
Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesby. As famílias são vizinhas desde sempre, e Edward e Andrew os eternos companheiros de brincadeiras de Billie. Tanto um como o outro dariam um excelente marido.
Por vezes, apaixonamo-nos pela pessoa que seria perfeita para nós…
Outras vezes, não.
Há apenas um Rokesby que Billie não tolera de forma alguma: George. Pode ser o mais velho, e o herdeiro do título, mas é arrogante e irritante. Ainda por cima, o ódio é mútuo, algo que lhe convém na perfeição.
Mas, por vezes, o Destino tem um sentido de humor perverso…

Os fãs dos Bridgerton - para os quais o fim da saga foi o fim do mundo - têm agora uma nova razão para viver. A série Rokesby - que é uma prequela às tão adoradas histórias da família mais extravagante da Regência - não só os traz de volta como conta como tudo começou…

sexta-feira, julho 24, 2020

Post 7639 - Séries na televisão

Quatro casamentos e um funeral, de Mindy Kaling e Matt Warburton, inspirada no filme com o mesmo título. Drama e comédia com muitos romances.



quinta-feira, julho 23, 2020

Post 7638 - Desafio de Escrita 22/50 - 1/10 - O dia em Tu disseste


O Dia em que tu disseste


Querias o divórcio e não me amavas.

Deve ter havido uma altura em que fui feliz.
Talvez no início, mas não me lembro de como era.

Levantara-se vento e o nevoeiro descera sobre a vila. Casas velhas e vazias. Em algumas o vento levava a que batessem as janelas mal fechadas. Seguia-te com dificuldade. Ia pedir-te para que fosses mais devagar, mas voltava a ver-te, ao teu vulto magro e despachado, um pouco mais à frente.
Quando finalmente paraste, não demorei a alcançar-te. Tinhas esperado por mim, antes de com um encontrão empurrares a porta. Entrámos.
Estava escuro. Lá perduravam os odores dos enchidos antigamente pendurados na chaminé e da lenha ardida em lumes há muito extintos. Ligaste a lanterna que trazias. A luz fez-me piscar os olhos.
Entráramos para a cozinha. Sabia que ao lado ficavam a sala e os quartos, e sabia o que querias de mim. Passei por ti, e levei a lanterna. Estranhei que não me seguisses. Sob os meus pés rangiam as tábuas do chão. Ia recordando o caminho à medida que avançava. A arca estava no segundo quarto, atrás da porta. Tirei-lhe de cima a roupa com teias de aranha e pó, que a escondia. Lá dentro, na caixa pequena onde o deixara, estava o anel falso, mas por baixo dele, apenas embrulhado num lenço, também se encontrava o verdadeiro, o que tu querias. Guardei-os em bolsos opostos nas calças. Regressei para te anunciar que já o tinha, e saímos.
Pediste-mo no carro. Mostrei-te um deles e prometi-te, “é teu quando sair a sentença.”

Disseste que não me amavas, mas querias dinheiro ou uma joia da minha família para me libertares.
Falso anel para falso amor.
Nesse mesmo dia fui lá esconder os dois e inventei a história.


quarta-feira, julho 22, 2020

Post 7637 Para próximo desafio de escrita



Com o prazo a terminar, o que pode ser imensamente importante dizer, de tal forma que até marque um dia?

.

terça-feira, julho 21, 2020

Post 7636 - Terça-feira, 21.7.20

Sem o ter escrito quis aderir à iniciativa blogosférica de um post por dia até ao fim do Covid.
Pensei que nem seria difícil porque às vezes tenho vários posts por dia (também os meus posts não são lá muito elaborados...).
Deixei de acompanhar se os blogues que o anunciaram  o mantiveram.
Seria bom se o Covid terminasse de uma vez, que viessem as vacinas e os remédios.
Ultimamente tenho semeado posts programados. 
Provavelmente não estarei aqui quando este post for publicado e tenho estado muito ausente da blogosfera, de visitas a outros blogues, dos comentários e respostas. Ensaio fazê-lo, até para manter-me ocupada, mas depois páro.


segunda-feira, julho 20, 2020

Post 7635 - Cinema na televisão


Theo perde a mãe ainda jovem

O Pintassilgo (The Goldfinch) de John Crowley, com Ansel Elgort, Oakes Fegley, Nicole Kidman


Na Internet:
"Um atentado terrorista no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, modifica para sempre a vida do jovem Theodore Decker (Oakes Fegley). Além de sua mãe falecer no evento, ele é incentivado por um desconhecido a levar consigo um quadro lá exposto, O Pintassilgo, além de um anel com o brasão de sua família. Nos dias seguintes Theo recebe o abrigo da sra. Barbour (Nicole Kidman) e, ao pesquisar sobre o brasão, conhece Hobie (Jeffrey Wright), um vendedor de antiguidades que agora é o tutor de Pippa (Aimee Laurence), filha do homem desconhecido, que também estava no museu no momento do atentado. Tal encontro modifica para sempre a vida do garoto, seja por seu interesse no mercado de antiguidades ou mesmo pela paixão que nutre pela jovem."
"Carel Fabritius foi o discípulo mais talentoso de Rembrandt e um dos poucos que conseguiram escapar à sua enorme influência, criando um estilo muito particular. Estabeleceu-se em Delft em 1650 e, por sua vez, exerceu grande influência nos artistas da cidade, apesar de sua morte precoce. No dia 12 de outubro de 1654, o armazém de pólvoras de Delft explodiu, destruindo o bairro onde vivia Fabritius, assim como seu ateliê e muitas de suas pinturas. Transportado para o hospital local, o pintor não resistiu aos ferimentos e morreu aos 32 anos de idade. Algumas das suas pinturas sobreviveram ao incêndio do seu estúdio. Fabritius usou em seus quadros uma atmosfera diurna e seus tons luminosos devem ter sido uma revelação para Vermeer. A pintura mostra um pintassilgo europeu em tamanho real em cima da caixa de alimentos, um recipiente azul com tampa, que é cercado por dois semi-anéis de madeira fixados na parede. O pássaro está empoleirado no anel superior, ao qual sua perna é presa por uma corrente fina. Na parte inferior, consta a assinatura e data de ” C fabritivs 1654 “.O pintassilgo é uma pintura de trompe-l’œil, criando a ilusão de profundidade, notadamente através do escorço da cabeça, mas também por realces nos anéis e no pé do pássaro e sombras fortes na parede de gesso, ao fundo. Traços ousados ​​de cores brilhantes acima e toques mais claros de cores mais opacas abaixo também acentuam o efeito visual. O ponto de vista parece estar ligeiramente abaixo do pássaro, sugerindo que ele deveria estar numa posição elevada. Há suposições de que ter sido parte de um batente de uma janela ou de uma porta, dando a ilusão de um pássaro empoleirado real para os transeuntes. 
O Pintassilgo, romance da americana Donna Tartt, ganhador do prêmio Pulitzer de ficção em 2014, tem sua trama norteada pelo quadro O Pintassilgo."
O Pintassilgo, 1654, óleo sobre madeira, 33,5 x 22,8 cm, Carel Fabritius, Mauritshuis ,Haia, Holanda.