quarta-feira, outubro 28, 2020

Post 7768 - Muito estranho

 Consegui encomendar os meus chocolates preferidos para entrega em casa e já recebi 146 emails com o mesmo conteúdo quanto a já terem remetido a encomenda (poderá querer significar que vão enviar 146 chocolates?)

Actualização já é o 251º email a enunciar que enviaram a encomenda (parece que estão ainda mais felizes  do que eu por a terem enviado)


terça-feira, outubro 27, 2020

Post 7767 - Ainda sem fotografias

 Para os assados no forno, temperar a carne e deixá-la a marinar durante uma hora, depois no forno tapar o pirex com papel alumínio e deixar a assar durante cerca de uma hora a 180º, tirar o papel e deixar no forno mais alguns minutos

Post 7766 - Super torneio de Escrita Criativa 7/7 - Burra e parva

 

 

Burra e parva na sua primeira paixão por alguém que nada valia.

Pudera saber então o que hoje sabia.

Quinze anos deslavados e feia. Queria tanto ser bonita.

Se a convidavam para uma festa, claro que ia.

Bebeu, dançou sozinha, ninguém lhe ligava. Que lhe importava?

Pelo menos, pelo menos, que ninguém soubesse da indiferença fingida.

Então algo, que nem em sonhos esperava, sucedeu. 

O Jaime viu-a. Olhou para onde ela estava e viu-a.

Quando a chamou para um canto, foi.

 

Teve o primeiro beijo na boca, cuspo, fedia a álcool, a língua dele na sua boca, fechou os olhos, as mãos dele a abrirem-lhe com força a camisa, saltou um botão, as mãos dele geladas nos seus peitos, e o que é que lhe dizia?  "sei o que tu queres, tu queres é isto". O barulho à volta, próximo, demasiado perto, alertou-a. Não estavam sozinhos. Empurrou-o e fugiu, entre risos dele e de outros.

 

Vergonha.

Devia ter sabido. Porque outra razão a chamaria?

Burra, Parva.

E suja, enojada com o cheiro dele que nela sentia, como se a tivesse marcado.

 

Voltou mais tarde ao local do crime.

Vazio e sujo, ainda não fora a sala limpa, garrafas e copos espalhados pelos móveis.

No chão encontrou o botão arrancado, premiu-o com força e guardou-o: "um dia mato-o e mato-me".

 

Talismã ou estigma. Levava-o consigo numa algibeira, sempre ciente de que lá estava, de vez em quando procurava-o, segurava-o nas pontas dos dedos, carregava nele com o indicador ou o polegar, acuado contra o pano do bolso, não podia fugir-lhe.

Ou então deixava-o escondido, no fundo de uma gaveta, mas sem esquecer que lá estava.

Atormentava-a e motivava-a.

Planeou destruir o botão com um martelo. Nessa noite sonhou que o fazia ao Jaime e amigos, e não foi um pesadelo. De manhã até lhe pareceu que o botão sorria.

Mudaram de casa, nunca mais os viu.

 

Depois cresceu e deitou fora o botão.

segunda-feira, outubro 26, 2020

Post 7764 - Receita de sopa de abóbora com um pouco de publicidade do Lidl

 Tudo começou quando fui até ao Lidl para conseguir um dos kispos por 29,99 € e vi uma pequena abóbora como esta

  que é a abóbora hokkaido, sobre a qual se diz no Google:  (em inglês: red kuri squash e em francês: potimarrom ou potiron d`hokkaido) É uma variedade pequena que possui casca laranja avermelhada e formato arredondado. Esta abóbora é adocicada e muito saborosa, com sabor semelhante à castanha portuguesa ou marrom. Ela possui uma textura muito aveludada, após o cozimento, por isso  é muito utilizada em nhoques e risotos.

E resolvi utilizá-la numa sopa, misturando várias receitas:

- Na panela, azeite, cebola e alho em pedacinho  a que juntei depois pedacinho da abóbora, de uma cenoura e meia, uma batata pequena e meio alho francês e pouco depois água, pimenta e sal - varinha mágica

Para acompanhar croutons na frigideira; cortei quadradinhos de pão que foram para frigideira com um pouco de azeite, regados com manteiga derretida com um pouco de alho picado, sal, pimenta, tomilho, alecrim e óregãos.

Dos 6 aos 12 anos vivemos em Gondomar numa casa com quintal com galinhas, couves e abóboras. A minha mãe e a minha avó faziam sopa de abóbora, mas foi na altura em que não gostava de comer (achava além do mais que era uma grande perda de tempo).




domingo, outubro 25, 2020

Shakshuka

Quarta-feira, experimentei pela primeira vez e no Zenith, Shakshuka - prato do Médio Oriente em que se fritam cebolas, pimentos e tomate em azeite e depois se escalfam uns ovos no molho

Shakshuka Israelense (Vegetariano)

(imagem do Google)

sábado, outubro 24, 2020

Master KG - Jerusalema [Feat. Nomcebo] (Official Music Video)


Sobre a música, no Google:

“Jerusalema” foi escrita em língua venda, um dos muitos idiomas falados na África do Sul, e é uma homenagem à Nova Jerusalém, entendida em seu sentido bíblico como a cidade celestial que todos esperamos alcançar na nossa busca comum e fraterna de comunhão com Deus. Neste sentido, como faz Master KG na letra, podemos dizer: “Jerusalém é minha casa… Meu lugar não está aqui, meu reino não está aqui”. “Jerusalema” nasce como uma canção gospel, afro-house, composta por Kgaogelo Moagi, primeiro nome de Master KG, que tem 24 anos e ficou famoso em 2018, quando recebeu o prêmio AFRIMMA de melhor artista na categoria African Electro com o álbum “Skeleton Move”

Jerusalema ikhaya lami
Ngilondoloze
Uhambe nami
Zungangishiyi lana
Jerusalema ikhaya lami
Ngilondoloze
Uhambe nami
Zungangishiyi lana

Ndawo yami ayikho lana
Mbuso wami awukho lana
Ngilondoloze
Zuhambe nami
Ndawo yami ayikho lana
Mbuso wami awukho lana
Ngilondoloze
Zuhambe nami

Ngilondoloze
Ngilondoloze
Ngilondoloze
Zungangishiyi lana
Ngilondoloze
Ngilondoloze
Ngilondoloze
Zungangishiyi lana

Ndawo yami ayikho lana
Mbuso wami awukho lana
Ngilondoloze
Zuhambe nami
Ndawo yami ayikho lana
Mbuso wami awukho lana
Ngilondoloze
Zuhambe nami

Jerusalema ikhaya lami
Ngilondoloze
Uhambe nami
Zungangishiyi lana
Jerusalema ikhaya lami
Ngilondoloze

Uhambe nami
Zungangishiyi lana

Ndawo yami ayikho lana
Mbuso wami awukho lana
Ngilondoloze
Zuhambe nami

Ngilondoloze
Ngilondoloze
Ngilondoloze
Zungangishiyi lana
Ngilondoloze
Ngilondoloze
Ngilondoloze
Zungangishiyi lana

TRADUÇÃO: 

Jerusalém é minha casa
Me salve
Caminhe comigo
Não me deixe aqui
Jerusalém é minha casa
Me salve
Caminhe comigo
Não me deixe aqui

Meu lugar não é aqui
Meu reino não está aqui
Me salve
Vai comigo
Meu lugar não é aqui
Meu reino não está aqui
Me salve
Vai comigo

Me salve
Me salve
Me salve
Não me deixe aqui
Me salve
Me salve
Me salve
Não me deixe aqui

Meu lugar não é aqui
Meu reino não está aqui
Me salve
Vai comigo
Meu lugar não é aqui
Meu reino não está aqui
Me salve
Vai comigo

Jerusalém é minha casa
Me salve
Caminhe comigo
Não me deixe aqui
Jerusalém é minha casa
Me salve
Caminhe comigo
Não me deixe aqui

Meu lugar não é aqui
Meu reino não está aqui
Me salve
Vai comigo

Me salve
Me salve
Me salve
Não me deixe aqui
Me salve
Me salve
Me salve
Não me deixe aqui

Post 7760 - Feijoada fingida (porquê fingida?)

 Vi a receita numa revista, mas não a encontrava, por isso inventei, acrescentei frango e paprika e ficou bom.

Entretanto, já encontrei a reviste e vou colocar aqui as duas receitas


A minha

- Estrugido ou refogado - cebola e alho picados e azeite, rodelas de cenoura, pedacinhos de frango,  bacon, chouriço de carne, água, sal, pimenta, paprika, um pouco de tomate picado, couve lombarda cortada em pedaços, feijão manteiga - como a minha ficou boa acho que vou continuar com ela, mas talvez acrescentar também linguiça



A da revista

- Refoga-se a cenoura em quadradinhos com azeite, quando começar a ficar dourada, junta-se a cebola e o alho, deixa-se refogar, e junta-se um pouco de vinho branco; deixa-se apurar e junta-se parte do feijão com um pouco do caldo da cozedura da carne (o feijão esteve a cozer primeiro em água, depois de demolhado de um dia para o outro, com um pouco de toucinho e louro; retiramos da panela o toucinho e o louro; numa frigideira coloca-se um pouco de azeite, e um pouco de chouriço a fritar e um pouco de couves, corta-se a carne - entrecosto, e juntam-se à panela e também os enchidos (aqui irão as linguiças e se calhar o toucinho de novo?); junta-se o resto do feijão e só nesta altura é que se coloca o sal, juntam-se as couves (couve lombarda cortada grosseiramente) e tempera-se com um pouco de pimenta - na lista dos ingredientes, fala-se também de tomate e cravinho, mas não se diz quando é que se juntam;


Post 7759 - Andar de máscara

Sou bastante míope e, ou ando com lentes de contacto ou com óculos (ou então vejo tudo meio nublado e sem nitidez).

Estando com óculos e máscara, pela rua, entrei numa pequena loja para comprar uma moldura. Estava lá uma senhora afastada do balcão, sem máscara que a colocou para vir atender. E em simultâneo começamos as duas a ficar com os óculos embaciados e não conseguíamos ver o preço...

Post 7758 Eu sou as minhas memórias

 Eu sou as minhas memórias


Memórias de infância

Memórias da Escola

Memórias em família

Memórias dos meus amores

Memórias dos meus amigos

Memórias de passeios e viagens e aventuras

Memórias no trabalho

Memórias de cursos/aprendizagens/mundos

Memórias de sonhos e livros

quinta-feira, outubro 22, 2020

Post 7756 - Para 7º Tema do Super torneio de Escrita, 1ª tentativa

Burra e Parva na sua primeira paixão por alguém que nada valia.

Pudera saber então o que hoje sabia.

Quinze anos deslavados e feia. Queria tanto ser bonita.

Se a convidavam para uma festa, claro que ia.

Bebeu, dançou sozinha, ninguém lhe ligava. Que lhe importava?

Pelo menos que ninguém soubesse da indiferença fingida.

Então algo diferente sucedeu. 

O Jaime viu-a.

Quando a chamou para um canto, foi.

Teve o primeiro beijo na boca, cuspo, fedia a álcool, a língua dele na sua boca, as mãos dele a abrirem-lhe com força a camisa, saltou um botão, as mãos dele geladas nos seus peitos, e o que é que lhe dizia?  "sei o que tu queres, tu queres é isto". O barulho à volta, próximo, demasiado perto, alertou-a. Não estavam sozinhos. Empurrou-o e fugiu, entre risos dele e de outros.

Vergonha.

Devia ter sabido. Porque outra razão a chamaria?

Burra, Parva.

E suja, enojada com o cheiro dele que nela sentia, como se a tivesse marcado.

 

Voltou mais tarde ao local do crime.

Vazio e sujo, ainda não fora a sala limpa, garrafas e copos espalhados pelos móveis.

No chão encontrou o botão arrancado, premiu-o com força e guardou-o: "um dia mato-o e mato-me".

 

Depois cresceu e deitou fora o botão.

 

OU

 Poderia ser uma lenda urbana?

Estava com pressa e o semáforo nunca mais mudava, mas desde criança que tinha uma estranha aversão a carregar no botão. Pressentia um perigo nunca concretizado quando era outro alguém que impaciente o premia. Se lhe dissessem carrega aí no botão, desculpava-se, "não adianta, não é por isso que muda".

Enquanto pensava e recordava, apareceu o bonequinho verde, ouviu-se o zumbido que permitiu a ele a outros iniciar a travessia.


OU


Carregou no botão para chamar o elevador, não olhou quando a porta se abriu, entrou e caiu no vazio do poço do elevador que só depois desceu, esmagando o seu corpo já sem vida pela queda.


OU


Conseguiu aceder às contas dos poderosos, descobriu enganos, fraudes e corrupção, mas estava demasiado velho e cansado para o denunciar. Carregou no botão "Delete".


Poderia também ter carregado no "Enter" e ter enviado para os seus contactos e ficar então na expectativa do que iriam fazer com toda a informação recebida, denunciar ou ocultar?


OU


Carregou no botão da rosa amarela, desmaiada sobre a secretária, para descobrir se era verdadeira. Era. Quem a teria deixado ali? Qual seria o seu significado? Teria um admirador secreto?

Foi ver no Google, na wikipédia "Assim como as vermelhas e as corais, as rosas amarelas representam amor, respeito, alegria, amizade e desejo. Há opiniões divergentes sobre seu significado."


Post 7755 - CNEC 51/23, 2/10 - Setenta anos

 

“Desculpe, mas o Sr. não pode entrar sem máscara”

O funcionário do Café queria ser assertivo, mas o cliente, um homem com setenta anos, cabelo e barba grisalhos e fato cinzento, não parecia estar a ouvi-lo.

Lá dentro dividiram-se as opiniões, entre os que se indignavam, em minoria, e os que audívelmente clamavam: “deixe lá o senhor”.

“Deixar, não deixo nada, depois vêm as multas e ainda perco o emprego”.

Entretanto, o senhor apercebeu-se do que se passava. Da algibeira do casaco tirou uma máscara cirúrgica descartável (que já deveria ter sido descartada há algum tempo) e colocou-a: “Desculpe” disse para o funcionário, “Esqueci-me”. Este, baixou a cabeça e com um leve aceno, consentiu em desculpá-lo, recuando depois para trás do balcão.

A máscara voltou para a algibeira assim que o novo cliente se sentou numa mesa livre e pediu um café.

A ordem tinha sido reposta…até que alguém tossiu. E era o mesmo personagem, que ao invés de tossir para o cotovelo, colocou a mão à frente da boca quando o fez. Fez‑se um estranho silêncio em que apenas ele não pareceu reparar. Dois ou três pediram a conta, os demais saltaram mesmo das respectivas mesas para irem pagar na Caixa.

Pouco depois o Café ficava vazio. Apenas o funcionário e o cliente, que não voltou a tossir e parecia o satisfeito possuidor de um segredo feliz.

Enquanto limpava as mesas decidiu o funcionário que ia levar aquilo de uma forma positiva e agradecer aos deuses a breve pausa no atendimento, antes da nova vaga de clients invadir as mesas vazias.

quarta-feira, outubro 21, 2020

Post 7754 Sobre o Super torneio de Escrita Criativa

Surpreendentemente passei à 2ª fase.

Não queria ter expectativas desde o início e por isso até numerei os textos só até ao 6º (1/6; 2/6...até ao 6/6).

À medida que o tempo passava também as classificações atribuídas aos meus textos me deixavam fora do grupo dos 16.

Estava assim psicologicamente preparada para ficar por aqui e dedicar-me agora apenas ao Campeonato de Escrita Criativa (onde também não estou assim lá muito bem classificada, mas não interessa porque para já, ainda estamos a começar).

No entanto, eventualmente porque um ou mais colegas bem classificados desistiram ou porque tive sorte, passei à tangente e estou no grupo dos 16, sou precisamente, tchan, tchan, tchan, tchan, a 16ª!

A partir daqui somos emparelhados em sorteios e eliminados.

Ora ditou o sorteio que eu tenha de competir com o 5º, o ou a Jo Segrob, que tem obtido algumas vezes a classificação máxima.

Portanto terei chegado ao 7º Tema, e deste não irei passar ao 8º, MAS, quero ser eliminada com um óptimo texto.

Por isso, além do texto que tenho de escrever até à meia noite de hoje para o Campeonato de Escrita, tenho até à próxima segunda-feira para escrever o texto para a 7ª Jornada do Super Torneio de Escrita Criativa.

E aqui (todo este longo texto foi só uma introdução) é que vou solicitar a ajuda de comentadores.

Vou tentar escrever um texto por dia e podem atacá-lo à vontade, do género, "este é melhor deitá-lo, fora, nem pensar" ou "este talvez, mudando isto e aquilo).

Pronto era só isto, solicita-se a ajuda de comentadores para o texto a enviar para a 7ª Jornada do Super Torneio de Escrita e tentarei depois compensá-los (talvez enviando-lhes bolos de chocolate ou algo assim).


terça-feira, outubro 20, 2020

Post 7753 - Supertorneio de Escrita Criativa 6/6

  

Uma criança brinca com um carrinho quando das sombras surge alguém que pega nela e a leva.

A mãe não se apercebe. Sentada num banco do jardim, a poucos metros, naquele preciso momento fixa algo no seu Iphone. Continua sem ver o que se passa em redor por mais algum tempo. Calculando que já terá decorrido a meia hora para o filho brincar, confirma-o no relógio, e levanta-se. Não o vê, mas primeiro não se preocupa. Franze a testa enquanto tenta recordar-se de onde é que ele estava a última vez que o viu. Não consegue, e começa então a chamar por ele:

- “Paulo, onde é que estás? Temos de ir!”

Aborrecida por ele não lhe responder, demonstra-o, elevando o tom de voz e mudando o discurso:

- “Carlos Paulo vem já aqui senão vais ver o que te acontece!”

Percorre alguns metros e algo chama a sua atenção. Baixa-se e apanha do chão o carrinho que ficou para trás.

Ele não ia deixar o brinquedo novo.

Algo lhe aconteceu.

Olha à volta. Nada.

Passou-lhe a zanga, começa a ficar alarmada. Cada vez mais. Anda, corre. Não vê ninguém. Vai até ao Café ao lado do Parque, entra na maior ansiedade:

- Alguém viu o meu filho?

Ninguém o viu.

Quer descrevê-lo e faltam-lhe as palavras.

O telemóvel apita um sms

“Tenho o Paulo comigo. Ele quer o carrinho.”

É do pai do Paulo.

Mas que parvo! Leva-lhe assim o menino sem lhe dizer nada? Aliviada, vai esquecendo o susto, pega no telemóvel e twitta para os seus (poucos) seguidores: “nem sabem o que me aconteceu”.


domingo, outubro 18, 2020

Post 7750 - Séries/filmes na televisão

 No Canal SyFY Mythica

Lido AQUI

"Mythica foi considerado o mais ousado e ambicioso projeto para dar vida a uma saga de fantasia totalmente independente. Filmada durante dois anos no estado americano de Utah, Mythica conta a história de uma jovem bruxa, Marek (Melanie Stone), que tem o sinistro poder da necromancia. Enquanto aprende a lidar com seus poderes, Marek descobre que o lendário necromante Szorlok (Matthew Mercer), tem planos de unir os fragmentos do Darkspore, um objeto mágico que pode trazer uma invasão de mortos-vivos em todo o Planeta. Para impedir os planos de Szorkok, Marek recruta uma equipe de aventureiros para lutar contra o necromante. Não será uma tarefa fácil especialmente por que cada um deles, anda não entende sua parte nessa perigosa missão. Mythica nasceu da ideia de um grupo de fãs de fantasia de criar seu próprio universo mágico, mas inspiradas nos grandes clássicos como O Senhor dos Anéis."

sábado, outubro 17, 2020

Post 7749 - Livros de culinária, divulgação

 Desde Outubro na Banca com a Revista TV7Dias mas podendo ser adquiridos sem a revista, Jovens na Cozinha 1 ao 4

Jovens na Cozinha - Livro 1: Receitas só de Hambúrgueres


sexta-feira, outubro 16, 2020

Post 7747 - Receitas

- Tagliatella carbonara (receita de N) e esparregado, 3ª tentativa

- Cozemos a massa com água e sal;

- Numa outra panela, cebola picada, azeite, bacon em pedacinhos a que iremos juntar já bem misturados um ovo, um pacote de natas e um pacote de queijo ralado, e por fim junta-se a massa; 

Esparregado de espinafres

- Cozemos as folhas de espinafres em água e sal, escoamos a água e vamos juntar a frigideira com azeite e alho picado e depois um pouco de farinha maizena


- Empadão de carne
- Cozemos as batatas em água e sal para depois as esmagarmos, juntamos leite, manteiga e noz moscada;
- Entretanto numa outra panela, cebola e alho picados, azeite, o resto da carne cozida ou assada, bacon, chouriço, cenoura em pedacinhos, um pouco de vinho branco e tomate picado - o recheio.
- Tudo para pirex com fatias de queijo e rodelas de chouriço em cima e vai para o forno


- Massa com atum (receita de N.)
- Numa panela cozemos a massa com água e sal;
- Noutra panela, cebola picada, azeite, tomate triturado, atum - iremos depois juntar um pacote de natas, a seguir a massa já cozida e algum queijo ralado por cima:


quinta-feira, outubro 15, 2020

Post 7746 - CNEC 51/23 - 1/10 - Os amantes do Parque

 

O frio empurrou-os primeiro para as escadas.

Havia dias em que o sol pintava arco-íris nos últimos degraus. No entanto, quase ninguém os via.

Quando avançavam as horas, a escuridão engolia-os, mas acolhia também quem se quisesse resguardar dos olhares da rua.

Era um parque caro e vazio, preterido pelos lugares gratuitos à superfície.

Havia um elevador, quase sempre avariado. Era então preciso empurrar a porta de acesso, pintada de verde e pesada. Saía-se para um pequeno patamar desabrigado, e dava-se com as escadas em cimento e o susto da porta que atrás batia. Cerrava com estrondo o acesso à caverna onde esperavam os carros.

Com tantos estrondos – ninguém se lembrava de a segurar – avariou. Até a virem concertar, passou a admitir a entrada de estranhos sem cartão.

Tinham começado a namorar como por acaso. Achavam-se reciprocamente giros. Eram muito jovens, nem sabiam até ali o que era uma paixão.

Descobriram que de repente o mundo tinha mudado. Quando estavam juntos, nada mais existia, passava a fazer sentido o que antes não o tinha.

Desceram os degraus pelo frio e uma noite empurraram a porta.

Lá dentro atraiu-os a luz branca de presença. Desceram a rampa destinada aos carros e descobriram que havia um terceiro piso, vazio e escuro. Continuaram, mas algo lá lhes impôs silêncio. Talvez o cheiro a bafio. Ouviam o som dos seus passos, cada vez mais curtos. Não deviam estar ali.

Decidiram ir embora quando o alarme começou a tocar e a porta corta-fogo moveu-se. Correram, mas não chegaram a tempo. Ficaram fechados no 3º piso. Juntos e assustados. Iriam julgar que tinham vindo roubar um carro? O que diriam os pais? Ele teve a ideia de experimentar o elevador, apesar dos avisos de avariado. A porta abriu-se, entraram, e moveu-se, para o piso – 4.

 


quarta-feira, outubro 14, 2020

Post 7744 Terça-feira, 13.10.20

Carrinho não pegou de manhã.

Como felizmente perto de onde moro, há uma oficina, fui até lá a pé, e ajudaram-me. Com uns cabos carregaram  a bateria e segui para cidade local de trabalho (cheguei a horas embora à tangente), 

Não sei se ajuda, mas não liguei luzes - excepto em pequeno percurso com nevoeiro - e também não liguei ar condicionado, nem rádio (foi uma viagem longa, fria e silenciosa).

Estava um pouco preocupada com o regresso (não me apetecia assim muito ter de ficar a dormir em cidade local de trabalho) mas pegou à primeira.

Tive de mudar a bateria em Abril, será possível que já esteja com problemas?

Em princípio amanhã levo-o à Oficina para um check-up.

terça-feira, outubro 13, 2020

Post 7743 - Super torneio de escrita 5/6 - Jornal

 Um homem lia o jornal e leu nele a notícia sobre um burlão que fingia ler o jornal enquanto escolhia uma vítima.

Estava num Café na altura. Parou a leitura, pousou o jornal e olhou à sua volta. Era o único com um jornal. Nas mesas, todas cheias, pares e grupos lanchavam ou jantavam agarrados aos telemóveis. O pouco que falavam passava pelo objecto que preciosamente manietavam, para selfies e mensagens com terceiros não presentes. Talvez também estivessem a ler notícias. Talvez lessem aquela notícia. No entanto, ninguém parecia alarmado, nem pareciam reparar nele. A vulgaridade com que se vestia concedia-lhe a invisibilidade.

Respirou fundo e foi então que notou a senhora sozinha na mesa do canto.

Bebericava um chá, com um olhar vazio. Trajava de escuro, mas roupa de qualidade, tinha o cabelo bem arranjado, brincos de diamantes, anéis e um colar valiosos.

Esperou mais algum tempo para confirmar, como já adivinhava, que ela não esperava alguém, que ninguém viria ter cm ela.

Pediu a conta da sua mesa enquanto decidia a melhor abordagem. Lá fora escurecia e sabia que a clientela ia mudar. Os que viriam antes de fechar já não lhe interessariam e a senhora deveria estar para sair. Era altura de agir. Pagou, deixando uma pequena gorjeta, a que seria normal e olvidável, como tudo nele.

Levantou-se no preciso momento em que a porta se abriu, e com o ar frio da rua, entrou também um guarda de farda. Viria comprar alguma coisa no final do turno? Não estaria de certeza ali por ele, mas era melhor não arriscar.

Voltaria outro dia.

segunda-feira, outubro 12, 2020

Post 7742 - Receitas: Arroz de nabiças, Caldo verde e biscoitos-mini bolo espalmado de limão

 Arroz de nabiças

- Estrugido ou refogado - cebola e alho picados com azeite, arroz, água, sal, folhas de nabiça, um pouco de tomate triturado,


- Caldo verde, 1ª tentativa com receita de N. (juntei só um pouco de alho) e ficou bom
- Azeite, um pouco de cebola e alho picados e pedacinhos de bacon a fritar para ganhar sabor, juntar depois água, sal, duas cebolas para o grande em pedaços, duas batatas médias, também em pedaços, um pouco de chouriço sem pele e deixar cozer - tirar o chouriço e varinha mágica, juntar a couve portuguesa cortada para caldo-verde e o chouriço em rodelas;

- Era para serem biscoitos de limão, mas a minha balança não está a colaborar depois de ter reduzido a receita para metade:

- 250 gramas de farinha, 150 gramas de açúcar, um ovo, raspa e sumo de um limão, uma colher de manteiga - juntar bem, formar bolas e forno durante 20 minutos - como não estava a dar para formar as bolas resolvi tentar antes um mini bolo de limão espalmado:



Post 7741 - Livros 2020 (69) Texas Destiny de Lorraine Heath

Texas Destiny de Lorraine Heath (r) 

Síntese na goodreads

"Arriving on the Fort Worth train, Miss Amelia Carson, mail-order bride, had never met Dallas Leigh, the Texan she promised to marry. The tall cowboy at the station wasn't Dallas. He was Houston, Dallas's brother, sent to escort her on the rugged three-week trek to the ranch where Dallas waited. Brought up in war-ravaged Georgia, Amelia thought Dallas's letters made Texas sound like heaven, a place for her dreams to grow with the right man beside her. By all appearances, Houston Leigh would hardly be considered the "right man." The war he survived had scarred him inside and out, and he was little competition for his handsome brother."

domingo, outubro 11, 2020

Post 7740

 Pintado na parede de um prédio com um pequeno erro de ortografia:

Muitos anceiam pela imortalidade

e não sabem o que fazer no Domingo à tarde


Post 7739 - Poemas de Louise Gluck

 Graças a comentário da autora do blogue Mariana http://olamariana.blogspot.com/ fiquei a saber que há um poema traduzido para português publicado no livro Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro

Pode ser lido no seu blogue AQUI


Entretanto fiquei a saber de outro poema traduzido que pode ser lido AQUI

e vou transcrever:


Paisagem/3

Nos fins do outono uma rapariga deitou fogo

a um trigal. O outono

fora muito seco; o campo

ardeu como palha.

Depois não sobrou nada.

Se o aravessávamos, não víamos nada.

Nada havia para colher, para cheirar.

Os cavalos não compreendem -

Onde está o campo, parecem dizer.

Como tu ou eu a perguntar

onde está a nossa casa.

Ninguém sabe responder-lhes.

Não sobra nada;

resta-nos esperar, a bem do lavrador,

que o seguro pague

É como perder um ano de vida.

Em que perderias um ano da tua vida?

Mais tarde regressas ao velho lugar -

só restam cinzar: negrume e vazio.

Pensas: como pude viver aqui?

Mas na altura era diferente,

mesmo no último verão. A terra agia

como se nada de mal pudesse acontecer-lhe.

Um único fósforo foi quanto bastou.

Mas no momento certo - teve de ser no momento certo.

O campo crestado, seco - 

a morte já a postos

por assim dizer.


Terceira parte do poema "Landscape" de Averno (2006) traduzido por Rui Pires Cabral. Os versos foram publicados no nº12 da Revista Telhados de Vidro, da editora Averno, em maio de 2009.

E no original AQUI

Landscape

1.

The sun is setting behind the mountains,
the earth is cooling.
A stranger has tied his horse to a bare chestnut tree.
The horse is quiet-he turns his head suddenly,
hearing, in the distance, the sound of the sea.

I make my bed for the night here,
spreading my heaviest quilt over the damp earth.

The sound of the sea—
when the horse turns its head, I can hear it.

On a path through the bare chestnut trees,
a little dog trails its master.

The little dog-didn't he used to rush ahead,
straining the leash, as though to show his master
what he sees there, there in the future—

the future, the path, call it what you will.

Behind the trees, at sunset, it is as though a great fire
is burning between two mountains
so that the snow on the highest precipice
seems, for a moment, to be burning also.

Listen: at the path's end the man is calling out.
His voice has become very strange now,
the voice of a person calling to what he can't see.

Over and over he calls out among the dark chestnut trees.
Until the animal responds
faintly, from a great distance,
as though this thing we fear
were not terrible.

Twilight: the stranger has untied his horse.

The sound of the sea—
just memory now.



2.

Time passed, turning everything to ice.
Under the ice, the future stirred.
If you fell into it, you died.

It was a time
of waiting, of suspended action.

I lived in the present, which was
that part of the future you could see.
The past floated above my head,
like the sun and moon, visible but never reachable.

It was a time
governed by contradictions, as in
I felt nothing and
I was afraid.

Winter emptied the trees, filled them again with snow.
Because I couldn't feel, snow fell, the lake froze over.
Because I was afraid, I didn't move;
my breath was white, a description of silence.

Time passed, and some of it became this.
And some of it simply evaporated;
you could see it float above the white trees
forming particles of ice.

All your life, you wait for the propitious time.
Then the propitious time
reveals itself as action taken.

I watched the past move, a line of clouds moving
from left to right or right to left,
depending on the wind. Some days

there was no wind. The clouds seemed
to stay where they were,
like a painting of the sea, more still than real.

Some days the lake was a sheet of glass.
Under the glass, the future made
demure, inviting sounds:
you had to tense yourself so as not to listen.

Time passed; you got to see a piece of it.
The years it took with it were years of winter;
they would not be missed. Some days

there were no clouds, as though
the sources of the past had vanished. The world

was bleached, like a negative; the light passed
directly through it. Then
the image faded.

Above the world
there was only blue, blue everywhere.



3.


In late autumn a young girl set fire to a field
of wheat. The autumn

had been very dry; the field
went up like tinder.

Afterward there was nothing left.
You walk through it, you see nothing.

There's nothing to pick up, to smell.
The horses don't understand it-

Where is the field, they seem to say.
The way you and I would say
where is home.

No one knows how to answer them.
There is nothing left;
you have to hope, for the farmer's sake,
the insurance will pay.

It is like losing a year of your life.
To what would you lose a year of your life?

Afterward, you go back to the old place—
all that remains is char: blackness and emptiness.

You think: how could I live here?

But it was different then,
even last summer. The earth behaved

as though nothing could go wrong with it.

One match was all it took.
But at the right time-it had to be the right time.

The field parched, dry—
the deadness in place already
so to speak.



4.


I fell asleep in a river, I woke in a river,
of my mysterious
failure to die I can tell you
nothing, neither
who saved me nor for what cause—

There was immense silence.
No wind. No human sound.
The bitter century

was ended,
the glorious gone, the abiding gone,

the cold sun
persisting as a kind of curiosity, a memento,
time streaming behind it—

The sky seemed very clear,
as it is in winter,
the soil dry, uncultivated,

the official light calmly
moving through a slot in air

dignified, complacent,
dissolving hope,
subordinating images of the future to signs of the future's passing—

I think I must have fallen.
When I tried to stand, I had to force myself,
being unused to physical pain—

I had forgotten
how harsh these conditions are:

the earth not obsolete
but still, the river cold, shallow—

Of my sleep, I remember
nothing. When I cried out,
my voice soothed me unexpectedly.

In the silence of consciousness I asked myself:
why did I reject my life? And I answer
Die Erde überwältigt mich:
the earth defeats me.

I have tried to be accurate in this description
in case someone else should follow me. I can verify
that when the sun sets in winter it is
incomparably beautiful and the memory of it
lasts a long time. I think this means

there was no night.
The night was in my head.



5.


After the sun set
we rode quickly, in the hope of finding
shelter before darkness.

I could see the stars already,
first in the eastern sky:

we rode, therefore,
away from the light
and toward the sea, since
I had heard of a village there.

After some time, the snow began.
Not thickly at first, then
steadily until the earth
was covered with a white film.

The way we traveled showed
clearly when I turned my head—
for a short while it made
a dark trajectory across the earth—

Then the snow was thick, the path vanished.
The horse was tired and hungry;
he could no longer find
sure footing anywhere. I told myself:

I have been lost before, I have been cold before.
The night has come to me
exactly this way, as a premonition—

And I thought: if I am asked
to return here, I would like to come back
as a human being, and my horse

to remain himself. Otherwise
I would not know how to begin again.



—Louise Glück


Louise Glück, who teaches at Yale, served as the United States Poet Laureate in 2003-2004. Her books include Ararat, The Wild Iris, and The Seven Ages.

sábado, outubro 10, 2020

Post 7738

Isidro Sousa 1973/8.10.2020 

No site da Euedito, a propósito do seu livro Amargo Amargar, https://www.euedito.com/amargo-amargar.html

"Isidro Sousa nasceu em 1973, numa aldeia remota das Terras do Demo, e vive em Lisboa. Jornalista desde 1996, fundou, dirigiu e editou revistas, jornais e guias turísticos, colaborou com diversas editoras, participou em duas dezenas de obras colectivas, foi distinguido num concurso literário e organiza todos os projectos da Colecção Sui Generis, que criou em finais de 2015. Amargo Amargar é o seu primeiro livro."

Não cheguei a conhecê-lo, embora o tenha visto uma vez na rua, Sei que ganhou um prémio literário e organizava Colectâneas, e pelos comentários no FB, em blogues e de alguém que conheço, era uma pessoa boa.


sexta-feira, outubro 09, 2020

Post 7737 - CNEC e Divulgação de Oficina sobre como Escrever e publicar um Livro

Não resisti e inscrevi-me no novo Campeonato de Escrita, o 51º 

E porque recebi o email e pareceu-me interessante, uma Oficina gratuita através de um grupo no FB 

de 10 a 12 de Novembro, sobre como Escrever e Publicar um Livro

Ver AQUI

Post 7736 - Séries na televisão

 Wynonna Earp


quinta-feira, outubro 08, 2020

Post 7735 - Prémio Nobel da Literatura - Louise Gluck

 Podemos ler um estudo sobre a sua poesia que contém um capítulo de um dos seus livros

AQUI

Post 7734

 Actualmente (e sem querer) ando a espalhar alegremente álcool/gel desinfetante por toda a parte - roupa, papéis, carro (no outro dia até atingi um desconhecido, felizmente simpático, porque na loja o frasco tinha um alcance imprevisível).