Teixeira de Pascoas - A Pàgina de Um Livro é Terra Semeada
de Luísa Ducla Soares com ilustrações de António Santiagu
(adquirido em Livraria em Amarante dia 8/8/25
"Quem tropeça é sempre alguém que se distrai a olhar para as estrelas" Vladimir Nabokov (nome do blogue veio do livro para crianças de Virgínia de Castro e Almeida)
Teixeira de Pascoas - A Pàgina de Um Livro é Terra Semeada
de Luísa Ducla Soares com ilustrações de António Santiagu
(adquirido em Livraria em Amarante dia 8/8/25
As Impacientes de Djaïli Amadou Amal
No site da Bertrand: "Ramla tem de abandonar seu amor e os estudos para casar-se com um homem velho. Paciência! Safira, a esposa destronada, tem que dividir seu marido e sua casa com a jovem coesposa. Paciência! Hindou, adolescente, tem que se casar com o primo alcóolatra que a humilha e espanca. Paciência! Três vidas de mulheres, três choques violentos. Uma leitura urgente."
Senhor do Caos de Bianca Pohndorf
O dia mais bonito da minha vida
que podemos ler AQUI
Béatrice RuAié Lacas Le plus beau jour de ma vie Albussac, Utopique, 2016 (Tradução e adaptação)
Éramos Seis de Maria José Dupré (1898/1984)
Na wikipédia:
"Éramos Seis conta a história de uma família paulistana de classe média baixa, conduzida por Dona Lola, esposa de Júlio Abílio de Lemos, e seus quatro filhos: Carlos, Alfredo, Julinho e Isabel. A obra cobre um período de vinte e oito anos, iniciando em 1914, no início da Primeira Guerra Mundial (mencionada inclusive pela personagem Tia Emília), e terminando em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, no final do Estado Novo.
O drama é narrado em primeira pessoa pela protagonista Lola (cujo nome verdadeiro é Eleonora), e se desenrola tendo duas cidades como cenário: São Paulo (cenário principal) e Itapetininga."
Mil beijos de Tillie Cole (r)
Amélia e o Peixe (Amélie et le Poisson) de Helga Bansch
The House of Lost Horizons, A Sarah Jewell Mystery
From the World of Hellboy
de Chris Roberson, Leila Del Duca e Michelle Madsen
A morrer ou a viver , Histórias de cuidados paliativos de Sofia Teixeira
Uma Boa História de Emily Henry
Sinopse no site da Bertrand
"Daphne precisa de ter tudo planeado ao minuto. Milles é caótico e extrovertido. Eles mal se conheciam até serem trocados pelos ex. E agora têm um plano para se vingar.
Daphne sempre adorou a forma como o noivo, Peter, contava a história de ambos. Como se conheceram (num dia perfeito), se apaixonaram (por causa de um chapéu voador) e voltaram para a cidade natal dele, à beira do lago, para começar uma vida juntos. Ele era realmente bom a contá-la... até ao momento em que a trocou, na despedida de solteiro, pela melhor amiga de infância, Petra.
Agora Daphne tem de aprender a reescrever a sua história: sozinha, na pequena cidade de Waning Bay, Michigan, sem amigos ou família, mas com um emprego de sonho como bibliotecária infantil (que mal dá para pagar as contas) e sem sítio para viver. A solução? Ser companheira de casa da única pessoa que compreende aquilo por que está a passar: Miles Nowak, o ex-namorado de Petra.
Só que o impulsivo Miles, que adora ouvir canções de amor de partir o coração, é o oposto de Daphne, sempre tão pragmática. Não é a combinação perfeita, até que uma noite, enquanto afogam as mágoas em tequilas, traçam um plano. E se isso envolver publicar fotos enganadoras a fingir que são um casal, quem os pode culpar?
Mas, claro, é tudo a fingir, porque quem se atreveria a começar de novo com alguém que tem o coração tão partido como o seu?"
Oráculo de José Rui Teixeira
Caravela Portuguesa de Raquel Chalfi (também de poesia como o anterior, recomendado pela funcionária da Livraria MBooks, gostei muito deste livro)
Sinopse no site da Bertrand: "Com prefácio de António Carlos Cortez e tradução de Lúcia Liba Mucznick, directamente do hebraico, a apresentação ao público português de uma das mais importantes poetas israelitas. E com um título tão lusitano."
No site do Público:
Uma das mais importantes vozes da poesia israelita, em Lisboa
a Mais que não seja pelo título, talvez Raquel Chalfi leia o poema O barco de guerra português na sessão que lhe é dedicada hoje, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa. Também dramaturga e documentarista, mas sobretudo conhecida e premiada pelos seus livros, Chalfi é considerada uma das vozes centrais da poesia contemporânea israelita. Estreou-se em 1975, com Poesias Subaquáticas e Outras, e é logo aí que aparece este poema com ritmo de canção:"[...]
Ai ai ai porque não sou, porque não sou um barco de guerra português?
O Alberto faria flutuar a minha bóia em todas as tempestades, e eu flutuaria flutuaria, movendo-me entre água e ar, a sonhar com bolhas coloridas. O Vítor caçaria uma presa para mim, uma presa fremente em braços ardentes, ai! Que maravilha de braços!
O Aldo, ai pobre Aldo, teria que se contentar com a tarefa da digestão, o pobre Aldo, todo ele células de produção produção, ai triste do Aldo! O Jorge, oh, o Jorge, estaria no centro da reprodução. Ai ai.
[...]"
No fim, há uma nota: "O barco de guerra português é uma comunidade de centenas de seres marinhos que vivem colectivamente. O "barco" divide-se em quatro grupos "profissionais", dos quais um constitui a bóia em forma de vela; o segundo cria os braços ardentes; o terceiro digere a comida; o quarto constitui o centro de reprodução".
Quem nunca tenha ouvido falar deste "barco de guerra português" poderá suspeitar que se trata de um ser imaginário.
Foi o que aconteceu, aliás, à tradutora Lúcia Liba Mucznik, a quem a própria Raquel Chalfi pediu a tradução, por intermédio de um divulgador da poesia portuguesa em Israel, Uri Attar.
Convidada, através da Embaixada de Israel, a vir a Lisboa apresentar a sua obra na Faculdade de Letras (ontem) e na Casa Fernando Pessoa (hoje), Chalfi trabalhou com Lúcia Mucznik a tradução dos poemas numa série de encontros no Café Nona, em Telavive, em Dezembro passado. "Foram encontros quase mágicos", diz Mucznik. "Eu ia lá ter pelas seis e ficávamos duas, três horas a trabalhar. Ainda por cima era Inverno, anoitecia mais cedo."
Depois de Lúcia regressar a Lisboa, continuaram por e-mail e por Skype. Este intercâmbio resultou em 24 poemas que Francisco José Viegas prevê publicar no próximo número da revista Tabacaria, em 2008 (que terá ainda uma antologia de poesia marroquina, e poemas de Helder Macedo, José Agostinho Baptista e Vasco Graça Moura). A poesia israelita está quase toda por publicar em Portugal. De Chalfi, Pedro Mexia traduzira alguns poemas a partir do inglês, para uma edição anterior da Tabacaria.
Perigo mortal Sentada no sofá de um hotel de Lisboa, a recuperar de horas de voo e falta de sono, Raquel começa por explicar, na sua voz profunda, um pouco rouca - trabalhou muitos anos em rádio -, que o seu nome se escreve mesmo com "q" e não com o habitual "ch" da transcrição a partir do hebraico. "É por causa da minha infância no México. Vivi lá dos 12 aos 15 anos, os meus pais foram lá professores." Ao voltar a Israel, o "ch" soou-lhe estranho. "O "q" está mais próximo do som em hebraico."
Filha de judeus askenazitas, ambos vindos da Polónia antes da II Guerra, Raquel nasceu em Telavive, num ano que prefere não revelar. À adolescência no México seguiu-se uma temporada a estudar letras em Telavive e, depois, dois anos nos Estados Unidos, onde estudou teatro em Berkeley e cinema em Hollywood.
O barco de guerra português nasceu de "três linhas lidas numa revista de divulgação científica". Porque, como qualquer biólogo comprovará, a criatura existe. Em inglês chamam-lhe "portuguese man-of-war" (barco de guerra português). O nome latim é Physalia physalis. Em português, é conhecida como "caravela portuguesa". Parece da família das medusas (ou alforrecas), mas apresenta várias diferenças. Em vez de uma "cabeça" em forma de campânula ou tampa, tem uma espécie de bóia em forma de vela insuflada, azul ou azul-púrpura. Esta parte anda à tona, levada pela corrente e pelo vento, como uma vela de caravela desfraldada. Daí o nome. As outras estruturas deste organismo comunitário são os tentáculos (que podem atingir 50 metros, altamente dolorosos e mesmo mortais para quem os toque); o aparelho digestivo que recebe as presas capturadas pelos tentáculos; e o aparelho reprodutivo.
Esta musa de Raquel Chalfi - que, no seu primeiro livro, convivia com outros seres marinhos, reais ou imaginários, como a medusa Aurelia ou o peixe-barracuda -, habita de preferência águas mornas e ventosas. Nos Açores, é comum.
O fascínio da criatura, múltipla, representa "a aspiração de qualquer mulher à poliandria", segundo Chalfi, que, de resto, tanto vai beber à ciência como ao quotidiano de Telavive ou Jerusalém.
E falta muito, mas mesmo muito, para que os leitores vejam o fundo e o fim. "Tenho centenas, não quero dizer milhares... de poemas por publicar."
Os Anjos de Maria Teresa Horta