terça-feira, agosto 13, 2019

Post 7173 - Uma espécie de souffle de bacalhau


- Lombo de bacalhau com fio de azeite e alho esmagado, água a ferver por cima, a ferver depois por alguns minutos - de seguida, tiramos a pele e espinhas e deixamos o bacalhau em lascas;
- Numa panela cozi uma batata em água e sal, e depois esmaguei-a com uma colher;
- Noutra panela, cebola e alho picados, manteiga, leite farinha Maizena (...) juntamos cenoura raspada, a batata esmagada, as lascas de bacalhau, depois três gemas de ovo e temperamos com sumo de limão, noz moscada, pimenta e sal; entretanto batemos as claras em castelo, envolvemos no anterior e vai para o forno, com queijo ralado por cima a gratinar, a 180º durante cerca de 30 minutos;

Post 7172 - Pela blogosfera - novos blogues

Novos blogues a seguirmos:

VIDAS

e

____a doce pomba não morreu

(encontrado graças à Janita do blogue O Cantinho da Janita)

domingo, agosto 11, 2019

Post 7171 - Livros, divulgação

´

Preços mínimos na Bertrand - livros por cinco euros e na Fnac - livros por 0,98 €.


Post 7170 - 7 de Agosto - Arroz de bacalhau

Arroz de bacalhau
- Cozemos dois lombos de bacalhau (pele para cima, com dente de alho esmagado e fio de azeite, com água a ferver para cima, só alguns minutos) tiramos a pela e as espinhas;
- Estrugido ou refogado, cebola picada e azeite, pimento vermelho, arroz, água, sal, pimenta, tomate triturado e depois juntamos  bacalhau;

Post 7169 - Desafio de Escrita 3/10 Doar




Há dias passei perto do Hospital S. João e lembrei-me da primeira vez que doei sangue.
Com receio, mas com vontade de ajudar, respondi ao questionário (nunca fui a África, mas o meu homem foi…não tive outro, espero que ele também não…) e fui à breve consulta com a Médica que me pesou e picou o dedo. Segui para a sala. Não olhei quando a Enfermeira me espetou a agulha no braço.
No final, do alto dos meus trinta anos, deu‑me um piripaque ou badagaio e quase caía para o lado. Que vergonha, e numa sala cheia!
Indicaram-me o bar.
Não sabia e passei a partilhar que quando doamos sangue ganhamos direito a um lanche!
Enquanto recuperava com uma 7up e meio croissant, uma senhora que também teria estado a doar veio falar comigo. Fisicamente frágil veio perguntar‑me como estava. Admirei-a pela sua força, e ela respondeu-me que até há algum tempo não o era. Tinha casado com vinte anos, há mais de trinta, e forte foi sempre o marido. Ele doava sangue, era voluntário da bata amarelo –  ajudava os pacientes e visitantes.
Até que um dia, ali perto, tiveram um acidente de carro. Ela nem um arranhão, mas ele ficou mal. Um Enfermeiro que o conhecia chegou ao local, e quis dar-lhe ânimo: “vamos já trazer uma maca”. Ele apertou a mão dela, a forma de lhe dizer que a amava, mas também uma despedida, e sério, porque foi sempre corajoso e verdadeiro, respondeu “não vale a pena” e morreu.
Primeiro sentiu-se perdida, depois descobriu em si a força para continuar e ali, sentia-se mais próxima dele.
Não a voltei a ver. Perguntei por ela e só uma vez alguém disse que a conhecia, mas deve ter feito confusão porque me disse que no acidente tinham morrido os dois.

segunda-feira, agosto 05, 2019

Post 7167

https://www.duolingo.com/

No ano passado estive a tentar aprender checo com o Duolingo, agora estou a experimentar além de continuar com o checo, também alemão, romeno, turco, grego, polaco, russo, árabe, chinês, ucraniano, francês, sueco, espanhol e holandês - o que talvez não seja grande ideia porque começo a confundi-las a todas...

Post 7166 - Sábado, 3.8.19, Porto








Post 7165 - Livros 2019 (85) O Herói reluctante de Lorraine Heath


The Reluctant Hero (English Edition) por [Heath, Lorraine]

O Herói Reluctante (The Reluctant Hero) de Lorraine Heath
"Estados Unidos, 1884 O xerife Matthew Knight é o herói perfeito para o próximo romance de Andrea Jackson. Suas perseguições a bandidos e foras da lei são fenomenais, mas o homem por trás da estrela de xerife é mais complicado do que ela imaginava. O que faz uma escritora que precisa criar uma história, e seu herói inspirador se recusa a cooperar? Ou melhor, o que uma escritora não faz...?"




Post 7164 - Desafio de Escrita 2/10



Cheguei de noite à pequena cidade onde iria viver o próximo ano. Arrendara um apartamento pelo telefone e foi para lá que me dirigi. Como combinado, tinham deixado as chaves no segundo vaso que ladeava as escadas. A fechadura da porta cedeu com um pequeno estalido, permitindo-me a entrada. Levava uma pequena lanterna e com ela consegui aceder ao quadro eléctrico e depois aos interruptores, e fez-se luz. Ténue e amarela, revelou o que ficava para além do hall, a sala com cozinha, o pequeno quarto, com a lavandaria e o quarto de banho ao lado. Estava tão cansada que me deitei no sofá, tapei‑me com o sobretudo e adormeci.
Comecei a despertar lentamente pela estranheza do que me rodeava. Os sons e cheiros diferentes dos habituais. Abri os olhos e assustei-me. Ao meu nível, meio curvado, um homem olhava para mim. Ergui-me de supetão:
- Mas quem é você? O que faz aqui?
Não me respondeu logo. Continuou a olhar-me sem expressar qualquer emoção. Os seus olhos do azul mais claro e transparente que alguma vez vira. Então hesitantemente, e com uma voz infantil, perguntou-me:
- Tia?
- Não sou sua tia! Quem é você?
- Tião!
- Chama-se Tião?
Acenou que sim e sorriu.
Era filho dos meus vizinhos. Tinha entrado pela porta que eu deixara aberta.
Ter‑me tratado de tia foi um grande elogio por comparar-me à tia que adorava. Deu-me a mão com a confiança de uma criança, e de mãos dadas fomos à procura dos seus pais.
Encontrei nele o meu primeiro amigo na nova morada, mas a partir daí tive mais cuidado em trancar a porta.

quarta-feira, julho 31, 2019

Post 7163 - Pela blogosfera

Já não me lembro de como é que cheguei ao seu blogue, mas gosto muito de como escreve:

Tudo me interessa e nada me prende - Fernando Pessoa

Post 7162

Quero que o nosso amigo continue presente, espero poder continuar a ler o que escreveu e o que escrevem, falar sobre ele, lembrá-lo.
Este vai ser só um post para lembrar, e vou colocar aqui links para posts noutros blogues, sobre o Rui.
( o seu blogue é Coisas da Fonte ou http://coisas-da-fonte.blogspot.com/

A minha foto


segunda-feira, julho 29, 2019

Segunda-feira, 29 de Julho de 2019


O mundo fica mais triste e vazio quando morre um dos nossos amigos.

Quando acontecem coisas más penso que não existe um depois.
Mas as coincidências e as pessoas boas fazem-me esperar que haja, sim.

O Rui do blogue COISAS DA FONTE é uma dessas pessoas.

O Velório será na Rua de S. Brás, ao Largo  da Lapa - Centro Funerário da Lapa, hoje das 16 até às 23.00 horas e o Funeral será amanhã às 9h45.

Post 7160 - Sexta-feira, 26.7.19

Anna - Assassina Profissional (Anna) de Luc Besson, com Sasha Luss, Helen Mirren, Luke Evans

Film picture: Anna

domingo, julho 28, 2019

Post 7159 - Filmes na televisão


Moonlight And Valentino

Paixões ao Luar, Moonlight and Valentino, de David Anspaugh, com Elizabeth Perkins, Gwyneth Paltrow, Katleen Turner, Whoopi Goldberg, Jon Bon Jovi, livro de Ellen Simon

           

sexta-feira, julho 26, 2019

quinta-feira, julho 25, 2019

Post 7157 - Arroz de camarões e pescada

- Estrugido ou refogado - cebola picada, azeite, alho picado, camarões, sal, pimenta, um pouco de piri-piri, pedacinhos de pimento vermelho e de um tomate sem pele, nem sementes, vinho branco, tomate picado, óregãos, arroz, água, coentros, pescada;


Post 7156 - Desafio de Escrita 1/10



 Casais
Esperam os dois no corredor. Cada um com o seu advogado. Não se olham, nem falam um com ou outro.
Ela pensa, pelo menos ele não trouxe para aqui a outra. Ele põe-se a imaginar se ela já terá arranjado alguém e essa ideia aborrece-o.
Os seus advogados são jovens.
Ele tem uma advogada, morena, com aspecto seguro e competente. Ela, um advogado um pouco mais velho, com um ar apaziguador. Ambos terminaram há pouco o estágio, embora não se conhecessem por serem de faculdades e cidades diferentes. O advogado dela tinha proposto que conversassem antes. Ela respondera que nem pensar, que ele tinha de pagar pelo que fizera. Mesmo assim e por sua iniciativa, o seu advogado combinou um encontro com a colega. No dia marcado, apenas a colega. O cliente também se recusara a vir. Já conhecia a mulher, dissera, com ela não havia acordos.
Foram os dois tomar um café. "Que chatice, terem faltado, com um pouco de boa vontade isto resolvia-se bem", comentara ele. Ela perguntara-lhe em que acordo estava a pensar. Ele que não pensara em nenhum, encolhera os ombros. Dali tinham passado para outros temas. O curso, as dificuldades em estabelecerem-se. Tinham marcado um jantar e depois outro.
Entretanto, a funcionária veio chamá-los. Conduziu-os ao gabinete do Sr. Juiz. Lá dentro, este de pé, aguardava-os e cumprimentou-os. Fala-lhes da conversão para o mútuo. "Podem ficar já hoje divorciados" anuncia-lhes para os convencer. "E sem ser preciso passarem por um julgamento público, no qual tenham de debater a vossa intimidade". Ele acha boa ideia. Ela não. Não pensa na sua intimidade, pensa só em expôr a dele. Apontá-lo como o marido adúltero, que não cumpriu os votos sagrados. Não há acordo. O processo deve pois prosseguir.
O advogado espera que vão haver mais jantares.

Ou


Uma história de tribunais 
Quando estava a iniciar o meu estágio, um Advogado mais velho contou-me uma história dos tribunais.
Um juiz já com alguma idade exasperava-se por encontrar em sucessivos julgamentos de acidentes de viação a mesma testemunha.
Vez após vez, o mesmo senhor, com alguma idade, mas atento e expressivo, comparecia às audiências para contar o que vira dos acidentes.
Tudo na área da comarca do tribunal, em zonas diferentes, carros, condutores e demais intervenientes distintos, mas a mesma testemunha.
A certa altura, convenceu-se o juiz que seria era um grande mentiroso, talvez contratado pelo advogado ou pela parte que o indicavam para depor, porque era impossível que pudesse assistir a tantos acidentes.
Preocupado com a forma como o iria expor, numa noite de chuva em que regressava a casa, já tarde, apanhou óleo na estrada e perdeu o controle do seu carro.
Despistou-se o juiz, mas depois de um peão conseguiu dominar o veículo e regressar à sua mão. Quando respirava de alívio assistiu incrédulo ao despiste do carro que vinha no sentido contrário e veio embater no seu.
Naqueles segundos o tempo pareceu suspender-se. Teve a consciência de como era inevitável a colisão e sentiu e ouviu depois o crash, o empurrão no seu carro, o puxão do cinto de segurança, o rebentar do airbag, a compressão no seu peito que o protegeu dos vidros partidos, o cheiro estranho que depois ficou no ar.
Meio combalido conseguiu sair do seu carro.
Sentiu então que alguém lhe tocava no braço gentilmente.
Virou-se e era a testemunha, o senhor de alguma idade. Estava ali e tinha visto o que se passara.
Era afinal verdade que por coincidência e por morar na zona, assistira a tantos acidentes.
E o advogado passou a recorrer à história quando se levantavam suspeições de uma sua testemunha.




Post 7155 - Domingo, 21.7.19

Pela Maia