Dona-Redonda
"Quem tropeça é sempre alguém que se distrai a olhar para as estrelas" Vladimir Nabokov (nome do blogue veio do livro para crianças de Virgínia de Castro e Almeida)
segunda-feira, agosto 31, 2020
domingo, agosto 30, 2020
sábado, agosto 29, 2020
Post 7681 - Livros 2020 (63) Do Céu com Amor de Michelle Holman
Do Céu com Amor de Michelle Holman (r)
Sinopse no site da Bertrand
Depois de uma colisão frontal entre um elegante carro desportivo e um utilitário, um anjo bondoso faz uma troca na sala de espera do Céu. Uma professora baixinha, temperamental e amante de râguebi recebe uma segunda oportunidade e encontra-se no corpo de uma americana alta, deslumbrante e promiscua. Tem um marido rico e lindo de morrer que parece ter acabado de sair de um romance -, mas por uma razão qualquer, não suporta sequer olhar para ela. Ela pensa que enlouqueceu, e se contar a alguém as pessoas saberão que isso é verdade... e irão interná-la. E ela não pode fugir e esconder-se: tem uma perna partida.
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sexta-feira, agosto 28, 2020
Post 7680 - Receita - batatas e frango gratinado
(para quando sobrar frango assado no forno do almoço)
- Cortamos 3 batatas em rodelas que cozemos em água por dois minutos;
- Em pirex untado com manteiga colocamos uma primeira camada;
- Em panela primeiro cebola picada, azeite, quando a cebola começar a ficar mole, alho picado e depois o frango desfiado;
- Noutra panela, uma colher de sopa de manteiga, quando derretar e esfriar juntar e mexer uma colher de sopa de farinha de trigo, mexer bem, levar ao lume médio e mexer bem durante cerca de dez minutos; juntar sal e noz moscada - cerca de metade juntamos com o preparado do frango e vai para o pirex, em cima uma nova camada de rodelas de batata, o resto do molho e queijo para gratinar e vai para o forno pré-aquecido a 200º para gratinar cerca de meia hora;
- Cortamos 3 batatas em rodelas que cozemos em água por dois minutos;
- Em pirex untado com manteiga colocamos uma primeira camada;
- Em panela primeiro cebola picada, azeite, quando a cebola começar a ficar mole, alho picado e depois o frango desfiado;
- Noutra panela, uma colher de sopa de manteiga, quando derretar e esfriar juntar e mexer uma colher de sopa de farinha de trigo, mexer bem, levar ao lume médio e mexer bem durante cerca de dez minutos; juntar sal e noz moscada - cerca de metade juntamos com o preparado do frango e vai para o pirex, em cima uma nova camada de rodelas de batata, o resto do molho e queijo para gratinar e vai para o forno pré-aquecido a 200º para gratinar cerca de meia hora;
(também na fotografia o plano B, alheira e batatas fritas)
quinta-feira, agosto 27, 2020
Post 7679 - Desafio de Escrita - CNEC 22/50 - 6/10 - O meu erro foi
O meu erro foi não ter percebido
a tempo.
Devo ter morrido. Não
sinto nenhuma dor, não sinto o meu corpo.
A minha última memória
foi a da arma nas suas mãos. Acho que consegui até ver o tiro, ouvi-o sem
dúvida, e senti depois a bala como uma pancada. Então, não vi a minha vida
inteira, pensei apenas como era possível ter-me enganado tanto sobre alguém.
Será talvez melhor
começar pelo início. Após o serviço militar passei a prestar serviços para o
meu tio Júlio, detective particular. Ensinou-me tudo e deixou-me o seu
escritório quando se reformou. Ao contrário do que se poderia pensar era uma
vida pacata. Normalmente procuravam-me para investigar o crédito de terceiros com
quem os clientes pretendiam celebrar contratos. Ocasionalmente era contactado
por homens ou mulheres que se achavam enganados e quase sempre eram-no
realmente.
Quando João me procurou
no escritório foi um encontro impactante. A sua beleza e ingenuidade
seduziram-me. Concordei com tudo o que propôs. No dia seguinte mudei‑me para
sua casa e iniciei a investigação. João disse-me que estava em perigo por uma
herança cobiçada pelos primos. Sentia-me como se tivesse entrado num livro, mas
não um policial e sim um romance.
Um dos primos teve um
acidente na garagem, desmaiou quando ia abrir a porta com o carro a trabalhar.
Quando o descobriram ainda estava vivo, mas ficou em coma. Um outro foi picado
por uma vespa e era alérgico. Teve morte imediata. Havia um terceiro que
desaparecera há anos e corria o processo para a morte presumida.
João queria que
libertasse o primeiro do seu sofrimento. Só teria que ir ao Hospital e pôr um
fim ao seu corpo, porque o seu espírito já o tinha deixado.
A sua insistência fez‑me
suspeitar, mas quando recusei foi tarde demais para mim…
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quarta-feira, agosto 26, 2020
terça-feira, agosto 25, 2020
segunda-feira, agosto 24, 2020
Post 7676 - Livros 2020 (62) Breaking The Declan Brothers - Zeke de Kelly Gendron
Breaking The Declan Brothers - Zeke de Kelly Gendron
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domingo, agosto 23, 2020
Post 7675 - Esparguete com molho de iogurte (1ª tentativa)
1ª tentativa de massa com iogurte natural
- Cebola e alho picados com um pouco de azeite, pedacinhos de pimento vermelho, de bacon e peito de frango, pimenta e sal,
- Cozer esparguete em água e sal;
- Misturar um ovo com um iogurte natural e queijo ralado, e sumo de limão - misturar ao primeiro e juntar a massa
(também na fotografia, bifes e morangos)
- Cebola e alho picados com um pouco de azeite, pedacinhos de pimento vermelho, de bacon e peito de frango, pimenta e sal,
- Cozer esparguete em água e sal;
- Misturar um ovo com um iogurte natural e queijo ralado, e sumo de limão - misturar ao primeiro e juntar a massa
(também na fotografia, bifes e morangos)
sábado, agosto 22, 2020
sexta-feira, agosto 21, 2020
Post 7673 - Vitela assada no forno
Vitela assada no forno:
- Marinar durante duas horas em vinho branco, alho e cebola picados, pimenta branca, pimenta cayenne, acafrão, paprika, tomilho e sal, batatas e castanhas, um pouco de azeite, 170º durante uma hora;
Arroz no forno
- cebola e alho picados, e um pouco de linguiça em pedacinhos, azeite, arroz, água, sal, açafrão - quando pronto, mini pirex com rodelas de linguiça em cima e forno;
Salada de alface e tomate cereja
- Marinar durante duas horas em vinho branco, alho e cebola picados, pimenta branca, pimenta cayenne, acafrão, paprika, tomilho e sal, batatas e castanhas, um pouco de azeite, 170º durante uma hora;
Arroz no forno
- cebola e alho picados, e um pouco de linguiça em pedacinhos, azeite, arroz, água, sal, açafrão - quando pronto, mini pirex com rodelas de linguiça em cima e forno;
Salada de alface e tomate cereja
quinta-feira, agosto 20, 2020
Post 7671 - CNEC 50/22 - 10/5 - Pai
Não quero despedir-me de ti, não quero
dizer-te adeus.
Tento não pensar no que sucedeu.
A dor surge em vagas, algumas derrubam-me
e submergem-me, insuportável e inultrapassável por instantes.
Há outras alturas em que tudo parece
continuar como se nada tivesse sucedido. Se me lembrar nessa altura sinto-o
como uma traição.
Caíste nas escadas e magoaste-te na
cabeça. Apesar de não teres perdido a consciência podia ser um traumatismo
grave.
Não queria que fosses para o Hospital por
recear que apanhasses o Covid. Apanhaste outra coisa, uma pneumonia de uma
bactéria hospitalar. Davam-te um remédio, irias melhorar.
Por causa do Covid não podíamos
acompanhar-te ou visitar-se, apenas telefonar para saber como estavas. Quando nos atendiam, falávamos com médicos e
enfermeiros diferentes com informações distintas e opostas.
No mesmo dia em que pela manhã me disseram
que brevemente ias ter alta, logo após ligam para autorizar uma visita para
despedida.
Não pode ser. Não podia ser.
Fomos lá e não sei se nos reconheceste, se
sentiste que ali estávamos.
Pedi-te desculpa porque não fui melhor, não sei como não vi como estavas tão frágil e não impedi o que sucedia. Disse-te
como gosto tanto de ti. Não te disse adeus, disse-te até amanhã.
Ligaram de novo quando já estava em casa.
Um médico a comunicar que tinhas morrido, respondeu-me que não sofreste.
Sei que sofreste sim enquanto estiveste no
Hospital. Quando penso nisso, sinto-me culpada por não me ter oposto a que te
levassem, não ter arriscado vigiar em casa o traumatismo, não ter evitado que
caísses.
Não quero despedir-me de ti, não quero
dizer-te adeus.
Quero que continues na minha vida, quero
poder continuar a ver-te, ouvir-te, falar-te, estar contigo.
Vou continuar a escrever-te e a falar
contigo.
Até a um reencontro, em breve, até já.
quarta-feira, agosto 19, 2020
Post 7670 - Massa à lavrador com grão de bico
- Refogado ou estrugido - cebola e alho picados e azeite, pedacinhos de pimento vermelho, carne, vinho branco, pimenta, sal, folha de louro, uma colher de pimentão doce, linguiça, chouriço, cachaço, bacon, um tomate sem pele nem sementes, meia cenoura raspada, a outra meia às rodelas, uma batata pequena, couve, grão de bico, massa (acho que gosto mais da versão com feijão vermelho).
terça-feira, agosto 18, 2020
segunda-feira, agosto 17, 2020
domingo, agosto 16, 2020
Post 7667 - Receita - peitos de frango assado no forno
- Lavamos os peitos de frango e vão para o pirex, temperados com algumas gotas de sumo de limão e um pouco de vinho branco com sal, pimenta cayenne, paprika, um pouco de piri-piri, manjericão, e alho e azeite e forno; entretanto cozi à parte cenoura, batatas e castanhas que depois juntei ao pirex com novo molho sobre o frango que seria vinho do porto e ketchup, como não tinha ketchup, cozinhei um, com cebola e alho picados, pimenta, paprika, tomate triturado, pimento picado, vinagre de cidra e açúcar; mais um pouco azeite;
(a acompanhar salada de tomate e mozarella e rolinhos de fiambre)
(a acompanhar salada de tomate e mozarella e rolinhos de fiambre)
sábado, agosto 15, 2020
Post 7666 - Na série Chegou a Felicidade -
Uma das personagens declamou o poema - no Google encontrei diferentes traduções:
Todos os homens matam a aquilo que amam:
Alguns com um olhar de ódio,
Outros com uma palavra carinhosa;
O covarde com um beijo
O valente com a espada.
Alguns matam seu amor quando jovem,
Outros quando são velhos,
Alguns afogam com as mãos da luxúria,
Outros com mãos de ouro;
O mais compassivos usam uma faca,
A faca mata sem morrer.
O amor para alguns é muito curto,
E muito Longo para outros;
Alguns vendem e outros compram;
Alguns não sabem o que fazer com suas lágrimas,
Outros usam apenas um suspiro;
Por que todos os homens matam a aquilo que amam,
Embora nem todos têm de morrer por amor.
Todos os homens matam a aquilo que amam:
Alguns com um olhar de ódio,
Outros com uma palavra carinhosa;
O covarde com um beijo
O valente com a espada.
Alguns matam seu amor quando jovem,
Outros quando são velhos,
Alguns afogam com as mãos da luxúria,
Outros com mãos de ouro;
O mais compassivos usam uma faca,
A faca mata sem morrer.
O amor para alguns é muito curto,
E muito Longo para outros;
Alguns vendem e outros compram;
Alguns não sabem o que fazer com suas lágrimas,
Outros usam apenas um suspiro;
Por que todos os homens matam a aquilo que amam,
Embora nem todos têm de morrer por amor.
No entanto,todo homem mata aquilo que adora,
Que cada um deles seja ouvido.
Alguns procedem com dureza no olhar,
Outros com uma palavra lisonjeira.
O covarde fá-lo com um beijo,
Enquanto o bravo o faz com a espada!
Que cada um deles seja ouvido.
Alguns procedem com dureza no olhar,
Outros com uma palavra lisonjeira.
O covarde fá-lo com um beijo,
Enquanto o bravo o faz com a espada!
Uns matam o próprio amor quando ainda jovens,
Outros o fazem na velhice;
Uns estrangulam com as mãos da luxúria,
Outros com a mão de Ouro,
O que é bondoso faz uso do punhal,
Porque a morte assim vem mais depressa.
Outros o fazem na velhice;
Uns estrangulam com as mãos da luxúria,
Outros com a mão de Ouro,
O que é bondoso faz uso do punhal,
Porque a morte assim vem mais depressa.
Uns amam pouco tempo,outros demais,
Uns vendem,outros compram;
Alguns praticam a ação com muitas lágrimas
E outros sem um suspiro,sequer:
Pois todo o homem mata o objeto do seu amor
E, no entanto, nem todo homem é condenado à morte.
Uns vendem,outros compram;
Alguns praticam a ação com muitas lágrimas
E outros sem um suspiro,sequer:
Pois todo o homem mata o objeto do seu amor
E, no entanto, nem todo homem é condenado à morte.
(…)
Contudo os homens matam o que amam,
Seja por todos isto ouvido,
Alguns o fazem com acerbo olhar,
Outros com frases de lisonja,
O covarde assassina com um beijo,
O bravo mata com punhal!
Seja por todos isto ouvido,
Alguns o fazem com acerbo olhar,
Outros com frases de lisonja,
O covarde assassina com um beijo,
O bravo mata com punhal!
Uns matam seu amor, quando são jovens,
Outros quando velhos estão;
Com as mãos do desejo uns estrangulam
Outros do ouro com as mãos;
Os de mais compaixão usam faca,
O morto assim logo se esfria.
Outros quando velhos estão;
Com as mãos do desejo uns estrangulam
Outros do ouro com as mãos;
Os de mais compaixão usam faca,
O morto assim logo se esfria.
Uns amam pouco tempo, outros demais;
Este o amor compra, aquele o vende;
Uns matam a chorar, com muitas lágrimas,
Outros sem mesmo suspirar:
Porque cada um de nós mata o que ama,
Mas nem todos hão de morrer.
Este o amor compra, aquele o vende;
Uns matam a chorar, com muitas lágrimas,
Outros sem mesmo suspirar:
Porque cada um de nós mata o que ama,
Mas nem todos hão de morrer.
Yet each man kills the thing he loves,
By each let this be heard,
Some do it with a bitter look,
Some with a flattering word,
The coward does it with a kiss,
The brave man with a sword!
Some kill their love when they are young,
And some when they are old;
Some strangle with the hands of Lust,
Some with the hands of Gold:
The kindest use a knife, because
The dead so soon grow cold.
Some love too little, some too long,
Some sell, and others buy;
Some do the deed with many tears,
And some without a sigh:
For each man kills the thing he loves,
Yet each man does not die.
Balada do Cárcere de Reading (1898), que é considerado o melhor poema do autor Oscar Wilde
De Emily Dickinson
Tive uma jóia em minhas mãos —
E adormeci —
O dia era quente e sem ventos —
"É minha", eu disse —
Acordo — e censuro injustamente minhas mãos
Foi-se a Gema —
E uma saudade de Ametista
É tudo o que eu possuo —

I held a Jewel in my fingers —
And went to sleep —
The day was warm, and winds were prosy —
I said "'Twill keep" —
I woke — and chid my honest fingers,
The Gem was gone —
And now, an Amethyst remembrance
Is all I own —
De Emily Dickinson
Tive uma jóia em minhas mãos —
E adormeci —
O dia era quente e sem ventos —
"É minha", eu disse —
Acordo — e censuro injustamente minhas mãos
Foi-se a Gema —
E uma saudade de Ametista
É tudo o que eu possuo —

And went to sleep —
The day was warm, and winds were prosy —
I said "'Twill keep" —
I woke — and chid my honest fingers,
The Gem was gone —
And now, an Amethyst remembrance
Is all I own —
sexta-feira, agosto 14, 2020
Post 7665
Chegou a Felicidade - série Italiana no 2º Canal

"Angelica e Orlando vivem em Roma, mas são de famílias muito diferentes. Orlando é um arquiteto filho de sofisticados intelectuais esquerdistas comprometidos com a causa social. Angelica administra uma livraria infantil no distrito de Testaccio, onde os pais, pessoas de mentalidade um pouco fechada, têm um bar.
Viúva e mãe das gémeas adolescentes Laura e Bea, Angélica está prestes a casar-se com uma espécie de príncipe encantado, Vittorio.
Por seu lado, Orlando, abandonado pela mulher que o trocou pelo amante alemão, procura gerir a casa, o emprego e os dois filhos: Umberto, de quinze anos de idade, e Pigi, um pequeno filósofo que vai para o primeiro ciclo. Mas quando conhece Orlando, Angelica reencontra o amor e as duas famílias, apesar das diferenças, vão ter de aprender a amar-se.
Por entre os altos e baixos do amor e da vida, acompanhamos Angélica e Orlando na procura do equilíbrio e da felicidade."

"Angelica e Orlando vivem em Roma, mas são de famílias muito diferentes. Orlando é um arquiteto filho de sofisticados intelectuais esquerdistas comprometidos com a causa social. Angelica administra uma livraria infantil no distrito de Testaccio, onde os pais, pessoas de mentalidade um pouco fechada, têm um bar.
Viúva e mãe das gémeas adolescentes Laura e Bea, Angélica está prestes a casar-se com uma espécie de príncipe encantado, Vittorio.
Por seu lado, Orlando, abandonado pela mulher que o trocou pelo amante alemão, procura gerir a casa, o emprego e os dois filhos: Umberto, de quinze anos de idade, e Pigi, um pequeno filósofo que vai para o primeiro ciclo. Mas quando conhece Orlando, Angelica reencontra o amor e as duas famílias, apesar das diferenças, vão ter de aprender a amar-se.
Por entre os altos e baixos do amor e da vida, acompanhamos Angélica e Orlando na procura do equilíbrio e da felicidade."
quinta-feira, agosto 13, 2020
Post 7633 - CNEC 50/22 - 4/10 - A caneta
O papa
queria a sua caneta.
Não me
lembrava bem de como era, nem sabia onde estava.
Procurei-a
nos lugares mais prováveis: as gavetas da secretária na sala e da cómoda no
quarto. Não a encontrei.
Fui buscar
uma minha nova que nunca tinha usado. Fora-me oferecida por uma amiga porque
sim ou por colegas num aniversário.
Não a quis.
A dele
escrevia muito bem. Muito melhor do que aquela que lhe trouxe e não quis sequer
experimentar.
A dele acompanhou-o
nos anos em que trabalhou como médico veterinário, mais de quarenta anos, para escrever
e assinar receitas. Tê-la-á usado também nos contratos para compra de carro e
da casa e na emissão de cheques – o meu pai não queria cartões. Tinha uma letra
muito bonita, quando escrevia ou quando assinava o seu nome: Alcino Do Fundo
Lopes.
Quando
éramos crianças ainda não havia telemóveis e aprendemos a atender e a anotar as
chamadas. Tínhamos de ficar com o nome e o número de telefone e uma ideia do
que era preciso, como “tirar as secundinas” - algo relacionado com um parto
complicado de uma vaca. Às vezes íamos com ele. Metia o carro por estradas
secundárias ou caminhos de terra até
chegar onde era preciso. Vinha ter com ele o lavrador ou criador. Quando havia
cães a ladrar eu tinha medo e preferia ficar no carro, mas cheguei a brincar
com os filhos quando estavam por lá.
Disse-lhe
que o ajudaria a encontrar a caneta no dia seguinte. Não o fiz. Porque me esqueci
ou tinha algo muito importante a fazer.
Dias depois
o meu pai morreu.
Se agora
encontrar a caneta acho que vou chorar.
Queria ter
sido melhor e queria ter-lhe mostrado muito mais como gosto tanto dele.
quarta-feira, agosto 12, 2020
terça-feira, agosto 11, 2020
segunda-feira, agosto 10, 2020
domingo, agosto 09, 2020
sábado, agosto 08, 2020
Post 7658 - Entrada ou Tapa de queijo mozzarella e linguiça e molho de queijo Roquefort para bifes
- Entrada ou Tapa
- Fatias de pão da avó em pirex no forno a 190º cerca de 10 minutos, retiramos e colocamos em cima fatias de queijo mozzarella e rodelas de linguíça, e azeite, de novo para o forno por mais dez minutos, óragãos;
- Molho de queijo Roquefort para bife: numa panela em lume brando, manteiga e vinho branco, cem gramas de queijo, 200 gramas de natas (talvez um pouco menos seja melhor) e maizena;
- Fatias de pão da avó em pirex no forno a 190º cerca de 10 minutos, retiramos e colocamos em cima fatias de queijo mozzarella e rodelas de linguíça, e azeite, de novo para o forno por mais dez minutos, óragãos;
- Molho de queijo Roquefort para bife: numa panela em lume brando, manteiga e vinho branco, cem gramas de queijo, 200 gramas de natas (talvez um pouco menos seja melhor) e maizena;
sexta-feira, agosto 07, 2020
Post 7657 - Bacalhau à Zé do Pipo
- Dois lombos de bacalhau em panela com alho esmagado, folha de louro e grãos de pimenta, água a ferver por cima; depois tirar pele e as espinhas maiores;
- Meia cebola em meias luas, alho picado, azeite, pimenta cayenne, sal, tomate triturado;
- Panela com água a ferver e sal, cozer as batatas; escoar água, esmagar as batatas, juntar leite, manteiga e noz moscada;
- Em pirex fatias de pimento vermelho, os lombos de bacalhau, conteúdo da panela em cima, rodear por montinhos de puré de batata, e maionese em cima, forno por meia hora;
- Meia cebola em meias luas, alho picado, azeite, pimenta cayenne, sal, tomate triturado;
- Panela com água a ferver e sal, cozer as batatas; escoar água, esmagar as batatas, juntar leite, manteiga e noz moscada;
- Em pirex fatias de pimento vermelho, os lombos de bacalhau, conteúdo da panela em cima, rodear por montinhos de puré de batata, e maionese em cima, forno por meia hora;
quinta-feira, agosto 06, 2020
Post 7656 - CNEC 50/22 - 3/10 - Nascemos um para o outro
Há
pouco tempo éramos felizes. Soube desde o início que tínhamos nascido um para o
outro.
Disse-lhe
logo no primeiro encontro. Pensei que ela o tinha compreendido também, mas
depois algo sucedeu. Alguém lhe fez a cabeça. Talvez aquele seu colega de
trabalho que anda sempre a rondá-la. Como é que ele se chama? O Pedro, acho que
é isso. Nunca gostei dele.
Disse-lhe
que precisava de saber sempre por onde ela andava. Assim se ela precisasse de
ajuda poderia ir logo ter com ela. Vivemos num mundo perigoso. Não pareceu ter
percebido. É demasiado ingénua, mas notei como quando ia ter com ela para a
surpreender ela ficava era assustada.
Deve
ter sido por algo que aquele Pedro lhe disse que ela deixou de responder às
minhas mensagens. Não me atendia o telemóvel. Queixou-se que estava sempre a
ligar‑lhe, mas se atendesse mais, isso já não sucederia.
Disse
que precisava de um tempo. E eu? Não precisava de a ver? Procurei-a em casa, não
abriu a porta, mas sei que estava lá, tinha o carro estacionado em frente. Deve
ter sido o Pedro que a convenceu a apresentar uma queixa. Disseram-me que tenho
de ficar longe dela. Como é possível? Nem ela o pode querer. Ela precisa de
mim.
Ontem
decidi, vou ter com ela junto ao prédio onde trabalha, no centro da cidade. Encontrei
aqui estacionado um Land Rover. Atrás dele, até ela aparecer, apenas tenho de
me dobrar um pouco para que não me vejam.
Só
temos de conversar. Ela vai perceber que devemos ficar juntos.
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quarta-feira, agosto 05, 2020
terça-feira, agosto 04, 2020
segunda-feira, agosto 03, 2020
domingo, agosto 02, 2020
Post 7650
Breve passagem pelo NorteShopping. Havia filas para várias das lojas já a anunciarem saldos.
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