quinta-feira, novembro 16, 2017

terça-feira, novembro 14, 2017

Post 6455 Hoje no Google


131º Aniversário do furador ou perfurador do papel

Post 6454

And Death Shall Have No Dominion - Poem by Dylan Thomas


And death shall have no dominion.
Dead man naked they shall be one
With the man in the wind and the west moon;
When their bones are picked clean and the clean bones gone,
They shall have stars at elbow and foot;
Though they go mad they shall be sane,
Though they sink through the sea they shall rise again;
Though lovers be lost love shall not;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
Under the windings of the sea
They lying long shall not die windily;
Twisting on racks when sinews give way,
Strapped to a wheel, yet they shall not break;
Faith in their hands shall snap in two,
And the unicorn evils run them through;
Split all ends up they shan't crack;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
No more may gulls cry at their ears
Or waves break loud on the seashores;
Where blew a flower may a flower no more
Lift its head to the blows of the rain;
Though they be mad and dead as nails,
Heads of the characters hammer through daisies;
Break in the sun till the sun breaks down,
And death shall have no dominion. 

Post 6453 - Desafio de Escrita - 9/10

Entrou no café, olhou à sua volta e voltou a sair.
Tentou agir normalmente. Não seria para cancelar, e talvez se resolvesse aguardando alguns minutos.
Esfregou as mãos frias, tentando aquecê-las e percebeu que estava a transpirar. Suor gelado parecia cobrir todo o seu corpo. Estava enjoado e não tinha dormido nada ou quase nada naquela noite. Atravessou para o outro lado da rua e puxou de um cigarro. Decorreram os poucos minutos que tinha previsto, e o agente policial saiu do café, com ar vagaroso retomou a ronda.
Aguardou que ele virasse a esquina e deixasse de ser visível, como se tivesse sido devorado pelo nevoeiro que tinha descido sobre eles, antes do anoitecer.
Deitou o cigarro para o chão ainda em meio e calcou-o. Era hora de agir.
Tentando andar normalmente, dirigiu-se de novo para o seu objectivo.
Entrou. Lá dentro, apenas o dono limpava o balcão e um casal num canto mastigava um lanche triste, sem falarem, nem se olharem.
Avançou decidido e puxou da pistola: “abra a caixa e passe para cá o dinheiro” dirigiu ao dono. Falou em voz baixa, mas mesmo assim o casal ouviu-o. Não pareceram alarmados, mas apenas curiosos.
O dono olhou-o: “Aqui não há nada para ti”. Levantou a arma para que fosse mais visível, sem qualquer reacção, ou pelo menos sem a que pretendia. O homem à sua frente continuava sem parecer assustado e sim aborrecido. Todavia, dirigiu-se para a caixa e abriu a gaveta: “Serve-te”. Pelo barulho já o adivinhava, mas confirmou-o com o olhar, estava vazia. Ainda pensou se seria de dirigir‑se ao casal mas decidiu ir embora. Quando saia, ainda ouviu o homem à mesa perguntar: “Vamos atrás dele?” e a resposta lacónica “Não vale a pena”.
Ficou a pensar nessa frase. Falhara também ali.

Post 6452 Sexta-feira 3/11 e Sábado 11/11 - Thor: Ragnarok e

Thor: Ragnarok de Taika Waititi, com Chris Hemsworth, Tom Hiddleston e Cate Blanchett

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Sete Irmãs (What happened to Monday?) de Tommy Wirkola, com Noomi Rapace, Willem Dafoe e Glenn Close

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segunda-feira, novembro 06, 2017

Post 6451 - Divulgação




Tema: A FESTA

1.
Com o objectivo de promover e incentivar o gosto e a prática da escrita em língua portuguesa e a exposição de novos autores, encontram-se abertas as candidaturas para a terceira Antologia de Contos, a ser publicada pelo Centro Mário Cláudio em 2018.

2. A submissão de candidaturas está aberta à participação de autores lusófonos, com o mínimo de 18 anos, não havendo limite máximo. Não serão admitidas candidaturas de autores vencedores das anteriores edições.

3. Todos os trabalhos apresentados a concurso terão de ser inéditos.

4. Normas de apresentação:

5 a 20 páginas A4, corpo 12 (Times New Roman ou Arial) com espaçamento duplo.


5. Os originais deverão ser apresentados em formato digital (word ou pdf) e enviados para: cemarioclaudio@gmail.com  No cabeçalho do e-mail deverá constar: Candidatura – A FESTA  – Centro Mário Cláudio

6. O prazo de recepção de candidaturas termina a 31 de Dezembro de 2017.

Post 6450 - Desafio de Escrita 8/10


Ela era absolutamente extraordinária e desde o início ele teve essa percepção. Como um furacão que levava tudo à frente, um terramoto que virava tudo de pernas para o ar e mal lhe deixava tempo para respirar, quanto mais para pensar sobre o que estava a suceder.
Foram namorados, amantes, talvez amigos, durante seis meses. Ele pensava que seria ela a terminar, tal como tinha sido dela a iniciativa no seu envolvimento. Quando finalmente sucedeu, surgiu como mais uma consequência do turbilhão que ela era. Arranjou um trabalho no exterior, iria ficar em casa de amigos. Não mentiram um ao outro com a ilusão que poderiam manter-se ligados. Tinham aspirações diferentes para o futuro. Ela queria continuar a descobrir o mundo. Ele queria estabilidade. Foi para ele um descanso e um alívio a despedida. Sabia que a leve melancolia que o envolveu cedo se dissiparia. Teria finalmente tempo para pensar, e seguir outras actividades mais tranquilas que preferia.

Ao olhar para trás pensou com incredulidade no momento que nela mais o surpreendera. Não fora a sua energia ou dispersão, mas um momento de pausa. Ela de patins que lhe davam a velocidade pretendida, subira de algum modo para um semáforo. De lá de cima, olhou para as pessoas sob os seus pés e sorriu para ele. Pareceu-lhe feliz pelo que contemplava a seus pés, o mundo em que iria emergir e confundir-se. Mas durante aqueles breves instantes em que trocaram um olhar e ela lhe sorriu, foi como se ela se despisse para ele, lhe dissesse “esta sou eu, vê-me”. Só por um instante, aquele instante, sentiu que eram um do outro, mas que no tempo que levava a mudar o sinal do vermelho para o verde, se separariam, e deixaria de a ver no meio da multidão.,

Post 6449 - Depois

O que é que fica de nós?

Uma obra, como uma ponte diferente e inovadora (para a época) projectada por um arquitecto famoso, em que se tenha sido o arquitecto ou um pedreiro, ou um livro que seja mesmo lido, na altura em que é publicado e posteriormente, mesmo que só por alguns leitores.

As memórias e saudade dos mais próximos, parente e familiares, até que também eles morram, podendo deixar recordações das memórias até já não sobrarem sequer os netos ou bisnetos.

Se fosse possível, deixar uma herança da criação ou contacto, que continuasse a ser transmitida, e que fosse de confiança em si mesmo para ultrapassar os maus momentos, e a capacidade de se sentir abençoado e ser feliz com o que de bom sucede.

Post 6448 - Desafio de Escrita 7/10

Sou dor
Sou raiva.
Sou medo.
Sou nada.
Não sei se vou sobreviver a isto, não sei se quero.
Não suporto a ideia de continuar a viver num mundo em que não estás.
Qualquer som me pode despertar no meio da noite, mesmo que com sono, lembro-me e acordo. É tão errado acordar assim. Será que algum dia voltarei a ser capaz de dormir a noite inteira?
Tudo parece mais difícil.
Sei que chorar não adianta.
Queria tanto que estivesses viva, poder falar contigo, ouvir a tua voz, abraçar-te, estar contigo.
Sinto-me tão culpada pelos momentos que não aproveitei para estar contigo.
Ficou tudo sem sentido.
E não quero que tentem consolar-me.
Prefiro conter as lágrimas,
Agir como se estivesse bem.
Não pensar.
Sei como é esta dor. Sei que não passa.
Sou dor.
Sou medo.
Sou raiva.
Sou nada.

domingo, novembro 05, 2017

Post 6447 - Hoje no Google



"Hirotugu Akaike (赤池 弘次 Akaike Hirotsugu) (IPA: [akaike çiɾotsɯɡɯ]; November 5, 1927 – August 4, 2009) was a Japanese statistician working in information theory. In the early 1970s, he formulated a criterion for model selection—the Akaike information criterion, which is now widely used."