sábado, junho 24, 2017

Post 6281 - Pela blogosfera

Descobri o blogue



do Hugo Oliveira participante no Concurso de Escrita referido num anterior post -  a sua participação encontra-se aqui:  http://editorapapel.blogspot.pt/2017/06/9-concurso-literario-papel-darroz_14.html

Post 6280 Hoje no Google


Campeonato Mundial de Taekwondo 2017

quinta-feira, junho 22, 2017

Post 6279 Entretanto

Entretanto, enquanto decorre ainda o 9º Concurso de Escrita, "A minha vida dava um filme"

e tenho três preferidos:






Post 6278 - Novo Concurso de Escrita - Divulgação

Novo Concurso de Escrita




"TAL COMO PROMETIDO! 

10º Concurso - Papel D´Arroz Editora

UMA NOITE PERTURBANTE – histórias do arco da velha!
Há noites ASSIM!
Há noites com histórias do Arco da VELHA!
Há noites adormecidas no Fantástico!
Há noites ACORDADAS!
Há noites sem dormir… de SUSTO!

O que vos pedimos?
Histórias do arco da velha – fantásticas – inexplicáveis – com ou sem MEDO!
A IMAGINAÇÃO _ é VOSSA!

10º Concurso - Papel D´Arroz Editora
UMA NOITE PERTURBANTE – histórias do arco da velha!

REGULAMENTO:
- Cada Autor deverá enviar uma história sobre o tema proposto
- O trabalho enviado deverá ser em prosa – limite – até 8 páginas A4 – sem formatação – times new roman – 12 pts.
- Foto em boa definição
- Pequena biografia e/ou Bibliografia
- Data limite para o envio do vosso trabalho – 22 de Julho de 2017
- mail para envio de trabalhos – papellivros@gmail.com
- Todas as histórias serão publicadas no Blogue da Papel D´arroz Editora
- Todas as histórias enviadas – dentro das condições determinadas – serão avaliadas pelo júri :

Teresa Maria Queiroz – Escritora
Maria Helena Guedes – Escritora
Patrícia Nunes – Dep. Editorial
- Membro de júri, convidado – Vencedor do 9º Concurso Literário Papel D´arroz Editora.

O VENCEDOR DO 10º CONCURSO LITERÁRIO
PAPEL D´ARROZ EDITORA

UMA NOITE PERTURBANTE

terá como PRÉMIO a edição de um livro de Autor 
na Papel D´Arroz Editora – sem qualquer custo adicionado.
BOA SORTE!
AGUARDAMOS AS VOSSAS HISTÓRIAS – do arco da velha…
O cronómetro começa—AGORA!"

https://www.facebook.com/groups/talentosasolta/permalink/1370382279693870/
ou em
http://editorapapel.blogspot.pt/2017/06/convite-10-concurso-literario-uma-noite.html

Post 6277 - Livros 2017 (124) Lia de Aj Tolissano

Lia de Aj Tolissano

Lia


Post 6276 - Desafio de Escrita 5/10 A carta


      Abriu o envelope, retirou a folha de papel do seu interior, mas não a leu, amarfalhou-a e atirou-a em direcção ao cesto de papéis que não estava longe, mas estranhamente falhou. Não queria ter de se levantar para a deitar de vez ao lixo, mas não a queria deixar ali, por isso levantou-se, deu os três passos que o separavam da folha, baixou o tronco, apanhou-a com a ponta dos dedos e deixou-a cair no cesto.

Saiu para almoçar. 
      Quando voltou, calhou olhar para o cesto e não estava lá. Ainda tinha o envelope em cima da mesa e pegou nele. Antes não tinha reparado, mas não tinha nenhum selo ou carimbo, nem remetente ou destinatário. Um envelope branco imaculado. Não tinha estado sequer fechado. Não fora preciso descolar o papel ou rasgá-lo para retirar a folha de papel dobrada em duas. Lembrava-se que a folha era cor-de-rosa e perfumada com odor de rosas. Fora por isso que soubera que era dela. Deduzira que fosse uma carta igual às outras, mas essas tinham destinatário e selo no envelope, tinha tido de rasgar o sobrescrito, lera as primeiras palavras das primeiras frases antes de interromper a leitura. Depois livrara-se delas.

        Já tinha passado bastante tempo desde a última. Talvez mais de um ano. Tinha pensado que ela desistira finalmente, embora estranhamente não ficasse aliviado. Quando recebera esta, vira-a como a confirmação de que o laço se matinha, ela não o esquecera como ele não a esquecia. Ou imaginara tudo? Tinha aberto um envelope vazio. Fora por isso que nem iniciara a leitura de uma folha de papel que não existia.
Talvez devesse ligar-lhe para saber ou escrever-lhe…

Post 6275 - Hoje no Google

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117º Aniversário de Oskar Fischinger
"filmmaker and visual artist"

quarta-feira, junho 21, 2017

terça-feira, junho 20, 2017

Post 6272 Grande desafio dona-redonda: As respostas

Como era completamente evidente, o que vemos nesta fotografia :


é a tampa de um frasco de doce!

Depois examinando com atenção o local, é também manifesto
que se trata de um chão algures em Espanha, só pode...

Tivemos alguns comentadores que acertaram na tampa do frasco (dá muito trabalho estar a ver agora quem foram) e assim vão ter direito a metade de um café!

Por isso logo que estiver menos calor poderemos começar a combinar o oferecimento de metade de um café aos comentadores que acertaram na tampa do frasco.

sexta-feira, junho 16, 2017

Post 6270 - Grande Desafio no dona-redonda (com prémio e tudo)

Recebi esta fotografia enviada pela Gina do blogue Dias duma grafómana ou http://bloguenumerooito.blogspot.pt/





Para se completar este desafio é preciso responder a duas questões:

1 - O que está na fotografia?
2- Em que país é que foi tirada?


O primeiro que responder ao desafio ganha, tchan, tchan, tchan, tchan:


um café!

E eu própria irei ter com ele/a para oferecer este café onde quer que esteja o grande vencedor  (desde que seja no Porto e já agora no centro que é para ser mais fácil chegar lá)

Post 6269 Livros 2017 (122), See, Jane Score de Rachel Gibson

See, Jane Score de Rachel Gibson (*)
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Post 6268 Livros 2017 (119, 120 e 121) Letting her Lead de Alexa Riley, Scarlet de Aria Cole e Diário das Coincidências de João Anzanello Carrascoza

Letting her Lead de Alexa Riley
Scarlet de Aria Cole (o)
Diário das Coincidências de João Anzanello Carrascoza
 Crónicas do acaso e histórias reais
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JOÃO ANZANELLO CARRASCOZA nasceu em Cravinhos (SP). É autor dos romances Caderno de um ausente e Aos 7 e aos 40, e dos livros de contos O volume do silêncio e Aquela água toda, entre outros. Suas histórias foram traduzidas para diversos idiomas. Recebeu os prêmios Jabuti, APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, da Fundação Biblioteca Nacional e o internacional Guimarães Rosa (Radio France).

Da história "Bilhete"
"Três anos depois foram chamados para conhecer, num educandário, uma criança com alguns meses de vida. Lá chegando, viram-se cercados por uma menina, que andava com um caderninho na mão e pediu para desenharem algo nele. Nos dez minutos em que estiveram com ela, Márcia e o marido se sentiram unidos intensamente à menina, como se os três estivessem, há muito, presos a um único e inquebrável cordão. A menina, solta no pátio do educandário, era um bilhete para eles, cujo enunciado dizia: Levem-me! Assim, embora os dois tivessem ido buscar um bebê, decidiram àquela hora mudar os planos e adotar a garota, que ali os entretinha, à espera de pais que nunca haviam chegado. A certeza de ambos foi imediata, mas o processo se alongou. Por fim, um dia, o promotor lhes deu uma guarda provisória. E a menina foi passar alguns dias com eles. Ao guardar as roupas da criança, Márcia encontrou, no fundo de uma gaveta, aquele bilhete do marido: Em algum lugar, hoje, uma menina está nascendo para nós. Logo a encontraremos. Verificou a data e a comparou com a do documento da menina: era exatamente o mesmo dia, mês e ano do nascimento dela."

Post 6267 O meu texto publicado no Delito de Opinião


Muito depende da música que se ouve

Como escrever um texto para o Delito de Opinião se não costumo expressar qualquer opinião ou o faço apenas com um gosto (o “like” no FB poderia ter sido inventado para mim)
Descobri a blogosfera há anos e criei um blogue por ter pensado que era necessário para comentar em outro blogue (quando bastaria ter criado o perfil).
Tento normalmente seguir o lema da mãe do Tambor do Bambi - para a eventualidade, pouco provável de alguém o desconhecer, será algo como: se só tiver coisas desagradáveis a dizer, o melhor é ficar calado – procedi depois a um upgrade e fico também bastante calada quando é para dizer algo agradável e quase não passo do gosto ou gosto muito.
Continuo por aqui porque gosto de interagir na blogosfera e sou pela inclusão (o que alguém especial para mim traduzia como “quantos mais macacos melhor a festa”, sem pretender, sublinhe-se desde já, chamar macaco a ninguém) e para partilhar pequenos textos.

Isto assente e para humildemente justificar a ocupação deste outro espaço blogosférico, depois de durante o fim-de-semana me ter interrogado sobre o que escrever, ocorreu-me que poderia, ao invés de expressar uma opinião, inclinar-me para o delito.
Não pretendendo ocupar mais que alguns parágrafos, elegi os delitos estradais e durante o trajecto entre cidade onde moro e cidade local de trabalho, consegui desenvolver duas teorias absolutamente científicas que poderão levar à diminuição significativa não só dos delitos, como de acidentes.
Primeiro, ponderei que uma vez que o limite de velocidade se fica pelos 120 km/hora é incompreensível existirem veículos que o podem exceder. Assim sendo, bastaria ampliar a responsabilidade contra-ordenacional e também criminal (nos homicídios e ofensas negligentes) aos concessionários que vendessem viaturas capazes de exceder a velocidade máxima permitida.
Aqui iríamos também conseguir criar novos postos de trabalho. Como? Pelo aparecimento de empresas nacionais que instalariam nos automóveis importados os mecanismos que os impediriam de ultrapassar os 120 km/hora.
Os interessados poderiam continuar a adquirir Audi, BMW, Ferrari, etc., mas antes de poderem circular no nosso território teriam de instalar o tal mecanismo e depois poderiam andar por aí com segurança, não excedendo nunca os 120 km/hora.
Segundo, parti para experiências no campo, actuando simultaneamente como cobaia e observadora, e pude constatar que a minha condução enquanto escutava:



era completamente distinta do que quando ouvia:


transformando-me numa condutora muito mais fofinha.

Assim, também para diminuir a conflituosidade na condução, bastaria obrigar todos os condutores a escutarem isto. Ou os condutores que tivessem cometido uma infracção teriam por exemplo de escutar este mesmo CD ininterruptamente de dois meses a dois anos, conforme a gravidade da violação.
E pronto, como não me lembro para já de mais nenhuma outra teoria, vou aproveitar para sair agora com cuidado para não tropeçar no tapete vermelho…

quinta-feira, junho 15, 2017

Post 6266 Workshop de Escrita Criativa no El Corte Inglês com Lúcia Vaz Pedro

A música como motor de arranque para a escrita.
A professora partilhou connosco alguns dos seus textos, construiu textos a partir de escritos nossos e declamou-os com uma voz linda.
Professora, escritora, formadora, uma pessoa expressiva e afectuosa (lá no El Corte Inglês não consegui encontrar algum dos seus livros à venda, mas vou procurá-los).

O workshop é gratuito e  ainda nos ofereceram uma "capinha" com papel e uma lapiseira.

(a nossa professora)
(os colegas)
(pasta e caneta oferecidos pelo El Corte Inglês)


Durante o workshop e aqui
"A delicadeza de se existir na brisa do vento...
E se de repente, eu não quisesse nada? Ou se devagarinho não o quisesse? Esse nada que enche os dias dos homens pálidos. Esse nada que para os relógios em sítios incertos, no meio dos desertos e leva o fumo na bagagem.
E se eu fosse assim um bocadinho? Se o fosse para sentir o nada tão cheio de paz de que o tudo é incapaz.
E se eu fosse esse vazio? E se eu o fosse como a neblina que pinta de branco os dias e cega os viajantes.
E se eu fosse o nada? E se eu o fosse?
Sê-lo-ei, um dia, mas já cá não estarei para o poder ver."
Lúcia Vaz Pedro

Abel Korzeniowski - Come, Gentle Night

E também "Ouves o som branco?"

Post 6265 Desafio de escrita 4/10 Um olhar


Viu-o pelo canto do olho, enquanto esperava pelo autocarro. Nesse preciso momento também ele resolveu olhar para ela. Viram-se e viram-se a olhar um para o outro. Ana desviou o olhar, fez questão de não voltar a olhar para ele, tentou parecer distraída, alheada do que a rodeava.
Pedro pensou que ela era gira, que queria ir ter com ela, conhecê-la, mas nada lhe ocorria para início de conversa. Talvez fingir que estava também na fila e queixar-se do tempo de espera. Só que nesse instante chegou o autocarro. Ia perdê-la. Ana subiu para o autocarro. Pedro nem pensou, subiu também.
Lá dentro, ela conseguiu um lugar sentado, ficou virada para a janela. Entretanto ele agarrava-se à vara no alto, lutava para manter o equilibro e para encontrar algo que dizer. A senhora ao lado de Ana levantou-se. Pedro pensou que seria a a sua oportunidade, mas uma senhora baixinha, com uma barriga redondinha foi mais rápida. Estará grávida? Melhor não indagar e deixá-la com o lugar.
Poderia falar no tempo, perguntar-lhe se não se tinham visto antes. Não tinham, ele tinha a certeza.
Ana levantou-se para dar o seu lugar a outra senhora, esta tinha que estar grávida e talvez de gémeos.
Iria ter agora a sua oportunidade? Pensou interpelá-la com “Não és amiga do Pedro?” Quando ela negasse, responder-lhe-ia “eu sou o Pedro e gostaria que fossemos amigos” mas percebeu então que ela ia sair.
Ana saiu e ele seguiu-a. Ainda vai pensar que sou um perseguidor. Espera aí, até estou a sê-lo.
Ana entrou numa livraria. Estava a olhar para os livros em destaque. Pedro dirigiu-se para ela, parou ao seu lado, ia falar, mas ela falou primeiro: “Conheces a Ana? Negou, e ela retorquiu-lhe a sorrir: “sou eu”.
E não é que eram mesmo almas gémeas?


Post 6264 Para Concurso de Escrita - A minha vida dava um filme

A minha vida quando muito poderia dar um mini-conto bem chato, por isso, irei buscar inspiração para a minha vida dava um filme, à vida da minha avó materna, Manuela da Conceição Andrade Coelho.

Nasceu em Lisboa, a 17 de Junho de 1899, signo gémeos do Zodíaco, serpente no Horóscopo Chinês.  A sua mãe Luísa Barnabé era filha de um juiz, ficou à espera da filha sem ser casada e foi expulsa de casa pelo pai Juiz. A mãe dela e os irmãos visitavam-na às escondidas.
Sustentou-se a si e à filha como costureira. Desde manhã cedo até ao final do dia usava espartilho. Vestia também sob a saia, uma outra  azul escondida por ser monárquica.
O pai da minha avó, Joaquim Guilherme Andrade Coelho, professor de francês, perfilhou a filha, assim como tinha perfilhado uma filha mais velha, Laura Flávia e perfilhou depois o filho Vítor que teve com uma outra senhora. Não era adepto do casamento e só no final da vida é que casou com a mãe do último filho.
A minha avó teve uma educação esmerada, fez a 4ª classe, aprendeu  francês e a tocar piano, sabia cozinhar, coser, cerzir, tricotar e bordar (ensinou-nos ponto baixo, alto e de arroz, ponto de cruz e pé de flor) e morou com a sua mãe até aos dezassete anos, depois teve de ir morar para casa do pai, onde também residia a mãe deste.
Quando foi morar com o pai ele estranhou os "mimos" com que a mãe a tinha criado, frustrado com o facto dela não comer atirou-lhe com um prato (mas não lhe acertou).
A minha bisavó, sua mãe, morreu aos quarenta anos, penso que do coração, quando a minha avó tinha dezoito anos e ela fechou-se no quarto a chorar e sem comer durante dias.
Na casa do pai, a minha avó ia com a criada às compras e a minha trisavó, sua avó, reclamava depois que ao contrário dela, não sabia ser bem servida no Talho, tendo‑lhe retorquido a minha avó que isso sucedia porque o homem do Talho gostava dela. Foi uma tragédia, "caiu o Carmo e a Trindade" a minha trisavó gritou e queixou-se ao filho, que ela era viúva desde jovem e nunca mais tinha olhado sequer para homem nenhum.
A minha avó era muito bonita, tinha o cabelo muito escuro, olhos cinzentos e uma pele muito branca (a sua mãe Luísa Barnabé tinha o cabelo louro escuro e olhos azuis).
O meu bisavó, seu pai, dava-lhe pouco dinheiro para os seus alfinetes. Ela queria comprar um chapéu e ele dizia-lhe que usasse mantilha, que as senhoras de bem andavam com mantilha, aí ela arranjou emprego numa loja de roupa para senhoras, passava chapéus como modelo e conseguiu dinheiro para o chapéu.
Teve um primeiro noivo que era um rapaz rico e de boas famílias e morreu com uma pneumonia.
Ficou depois noiva de um rapaz que era oficial da marinha e tinha uns bigodes compridos.
Estava a fazer compras para o enxoval quando conheceu o meu avô, Eugénio Beltran Pepe.
O meu avô nasceu em Serpa, era o mais velho de vários irmãos. O seu pai, foi guarda fiscal e ganhava pouco, por isso com onze anos o meu avô foi trabalhar para uma loja em Castro Verde, até que a família se mudou para Algés e começou a trabalhar em Lisboa.
Era uma pessoa muito especial, tinha muitos amigos a quem era capaz de dar a camisa que vestia. Nas fotografias vejo-o como um ar simpático, bonito e para o louro. Devia ser um sedutor para ter conseguido arrebatar a minha avó e fazer com que deixasse o noivo número dois.
Casaram e tiveram um primeiro filho, Manuel, que morreu ao nascer. Depois tiveram uma menina de olhos azuis a quem chamaram Luísa. 
Uma das irmãs mais novas do meu avô, Valentina, contraiu  tuberculose - era jovem, bonita e gostava de cantar imitando cantores de ópera - e morreu com vinte e poucos anos. Antes de morrer infelizmente contagiou a sobrinha que teve meningite tuberculose. A minha avó tinha uns óculos especiais de protecção para estar com a filha quando se tentou salvá-la com radiação ultra-violeta. Não foi suficiente e a Luisinha morreu quando ainda não tinha dois anos de idade.
Depois tiveram a minha mãe, Eugénia que cresceu saudável, andou no colégio alemão e tinha tranças louras. O seu cabelo foi escurecendo e chocou as tias ao cortá-lo curto. Um dia conheceu o meu pai, transmontano a trabalhar então em Lisboa. Casaram e foram viver para o Norte. Tiveram três filhas que nasceram todas em Lisboa.
O meu avô morreu quando eu tinha seis meses. Pelo que me contaram, os meus avós eram diferentes mas completavam-se, gostaram sempre um do outro e eram muito amigos. 
Eu conhecia-a como  minha avó,  a vestir-se de escuro, com um carrapito, linda (de manhã penteava o cabelo comprido de prata e arranjava o carrapito). Contava-nos histórias, fazia-nos cafuné para que dormíssemos a sesta, dava-nos chi-corações - não havia nenhum abraço como o dela.
Íamos esperá-la à estação de S. Bento ou íamos ter com ela a Lisboa. A sua casa ficava na Avenida Duque de Ávila - um andar arrendado, o 1º esquerdo do nº86 (o prédio já não existe - naquele prédio os vizinhos eram amigos) com um corredor comprido cheio de coisas misteriosas para descobrirmos, como o cavalinho de pau guardado na despensa, a casa de banho com chão de losangos pretos e brancos e tina com pés, o quarto com a janela para uma rua estreita e escura, a sala com uma pele de leão e o piano. 
A certa altura passou a ficar connosco mas sempre com saudades de Lisboa, dos seus amigos e da sua casa. E estava connosco quando morreu do coração.



quarta-feira, junho 14, 2017

Post 6263 - Hoje - O meu texto no Delito de Opinião

Hoje um texto escrito por mim foi publicado no blogue


Post 6262 Divulgação

Temos uma Feira do Livro a decorrer no El Corte Inglês do Porto que fica em Vila Nova de Gaia - com alguns livros com 40 e 50% de desconto e descobri o ELMAG - elmag.pt - há workshops a acontecerem, de organização, pintura, fotografia e escrita - estive a tentar inscrever-me num, se conseguir, virei depois relatar como é... Ver aqui ou em http://elmag.pt/agenda/workshops/

terça-feira, junho 13, 2017

Post 6261 13 de Junho de 2017

Hoje não é feriado em cidade local de trabalho...

Dia 24 de Junho não é feriado em cidade local de trabalho...

É uma injustiça!

(haver um feriado municipal em Outubro não conta porque ainda falta muito)