terça-feira, julho 07, 2015

Post 4911 Hoje no Google


Resultado de imagem para doodle de Eiji Tsuburaya





114º Aniversário de Eiji Tsuburaya
"Eiji Tsuburaya was the Japanese special effects director responsible for many Japanese science-fiction movies, including the Godzilla series. In the United States, he is also remembered as the creator of Ultraman."

segunda-feira, julho 06, 2015

Post 4910 Recebido por email da wook.pt

Post 4909

Visto no Msn
"Pessoas desarrumadas não são preguiçosas. Afinal, são eficientesA desarrumação não é um defeito, é um feito, uma forma de arte e de eficácia. Será mesmo?

Eric Abrahamson, professor norte-americano e autor do livro ‘A Perfect Mess’ diz que as pessoas desarrumadas não são preguiçosas nem sujas, mas sim eficientes e concentradas no trabalho.
De acordo com a informação avançada no site do jornal britânico The Telegraph, o caos existente numa mesa pode parecer, à primeira vista, um sinal de confusão e desordem mas, na verdade, significa vontade de trabalhar muito e depressa e pode nada ter que ver com “ausência de desordem”, diz o professor.
“Uma mesa desarrumada pode ser uma priorização altamente eficaz e um sistema de acesso [a informação]. Numa mesa desarrumada, o trabalho mais importante e urgente tende a permanecer por perto e no cimo da desordem, enquanto o material já feito é colocado no fundo”, explica."

domingo, julho 05, 2015

Post 4907 Hoje no Google

Post 4906 Como se fosse de novo dia do meu aniversário

Recebi as prendas por ter participado  neste concurso do blogue a voz à solta
Porque campainha da porta estava avariada e só soube do aviso na terça-feira à noite, fui buscar encomenda quarta-feira de manhã, antes de seguir para cidade local de trabalho. Resisti a abri-la e guardei-a para a noite. Livro veio num embrulho lindo, com uma fita prateada e um postal super especial.
Muito, muito obrigada.







quarta-feira, julho 01, 2015

Post 4905 Pela blogosfera

Regressou o blogue Outsider para já com dois posts.

Post 4904 (voltando brevemente ao saco)

Ontem deparei com um saco branco parecido com o do meu acidente (pneus furados porque saco branco escondia objecto duro) na mesma autoestrada. Ia devagar, deu para o contornar, e depois liguei para a Brisa para os avisar.

Post 4903

Participei neste desafio no blogue Amanhecer Tardiamente! e o meu mini-texto passou a fazer parte do texto final.
Será que sem lerem em baixo conseguem adivinhar qual foi a parte que eu escrevi?

Post 4902 Amor sem desespero (para tentar participar em Colectânea...ver post 4785)

Amor sem desespero

Ana não sabia demonstrar o que sentia, com abraços ou beijos. Saía aos pais. Pessoas sérias, trabalhadoras, a quem ninguém tinha nada a apontar. Saíam cedo de manhã para o trabalho. Deixavam a filha na escola. Regressavam no final do dia. Metiam-se em casa. A mãe cozinhava, enquanto o pai lia o jornal. Ela fazia os deveres da escola. Deitavam-se cedo. Domingo de manhã iam à missa. A mãe investia mais no almoço. O pai dormitava de tarde. Viam televisão e deitavam-se cedo, que o dia seguinte era de novo dia de trabalho. Ana foi até ao 9ºano, com boas notas. Começou a trabalhar ao lado da mãe nas limpezas, passou depois a substituí-la, ficando a mãe como queria em casa, entregue aos seus afazeres, finalmente com um pouco mais de tempo para si, agora que tinha a filha criada. Chegou aos vinte anos solteira, sem nunca ter tido um namorado.
Já ao Rui, com vinte e cinco anos, não lhe faltaram namoradas. Chegou a ter duas ao mesmo tempo e mais do que uma vez. Não era nada bonito o rapaz. Magro e desengonçado, quatro olhos na escola, com lentes garrafais que lhe deixavam os olhos pequenos. Foi logo dado como não apto para o serviço militar. Sem óculos não via nada, seria um perigo com uma arma na mão. Ficou a trabalhar na loja do pai e tinha jeito para atender os clientes, organizar os livros, tratar com os fornecedores. Era bem-falante e engraçado. Aproximava-se como amigo, puxava as meninas para dançar nos bailaricos da vila. Fazia-as rir. Mas o tempo que levava um fósforo a arder, desinteressava-se. Normalmente tão cedo que elas nem tinham tempo de se ligarem a ele de uma forma mais séria. Entusiasmavam-se, mas depois aceitavam que ele se afastasse. Afinal ele era assim. Gostava de todas, acabava por não ser de nenhuma.
Ora, estranhamente porque via tão mal que facilmente iria contra uma porta, reparou o Rui primeiro que a Ana era uma rapariga como as outras. Era calada e séria. Não se fazia ouvir e pelas roupas modestas que vestia, não se fazia ver. Usava o cabelo preso. Raramente levantava os olhos para ver fosse quem fosse, embora tivesse os olhos bonitos, castanhos, com pestanas invulgarmente compridas, como as publicitadas por marcas de rímel que só na televisão assim apareciam. Tentou o Rui meter conversa com ela, mais do que uma vez, e não conseguiu nada. Ela mal lhe respondia. Bom dia, boa tarde, tenho de ir que já é tarde. Tornou‑se um desafio para ele conseguir arrancar-lhe mais do uma frase, tentar que ela permanecesse mais alguns minutos na sua companhia. Começou a reparar que ela era bonita. Definiu uma estratégia que passava por cruzar-se com ela no início de cada tarde, quando ela retomava ao trabalho após almoçar em casa. Do boa tarde, perguntava-lhe se podia acompanhá-la parte do caminho, se ela nada respondia, interpretava-o como consentindo. Já sabia que era melhor não a interpelar, porque ela não respondia, só apressaria o passo e se despediria. Fazia por cativá-la com descrições simpáticas do que se passava em redor, bem atento a qualquer sinal de interesse para escolher o tema. Eram só alguns momentos porque cedo ela chegava à casa onde iria prestar serviço. Mas pouco a pouco ele ia conseguindo que durassem mais. Media o seu sucesso no andarem mais vagarosamente, em obter uma paragem, um olhar. Um dia conseguiu dela uma pergunta.
Ana passou a reparar no Rui, e a dar valor àqueles minutos. Ao Domingo não ia trabalhar e não se viam. Do melhor dia da semana tornou-se o pior, sem que ela percebesse bem porquê. Pela primeira vez desejou ser diferente, mais extrovertida, como se lembrava que algumas colegas na escola eram. Ser mais bonita, ter outras roupas. Não achava que alguém pudesse gostar dela, da forma que era, mas antes não pensava propriamente nisso, não se importava
Um belo dia, ele resolveu convidá-la a ser o seu par, na festa de sábado da vila. Apanhada de surpresa, Ana assustou-se. Disse-lhe que não, e voltou a apressar o passo, mal se despediu dele. Ao entrar na casa onde a esperavam, queria chorar, mas escondeu o que sentia. Queria ter dito, sim.
Rui não percebeu aquela regressão. Nunca antes tinha gasto tanto tempo a tentar conquistar uma rapariga e pelos vistos tinha sido tudo em vão. Já lhe tinha acontecido várias vezes apanhar com um não, mas não se tinha importado, conformava-se e ia pregar a outra freguesia. O orgulho levemente ferido recuperava com o sim que conseguia de uma amiga da primeira. Daquela vez, não queria convidar outra e também não percebia porque se sentia zangado. Decidiu que não ia perder mais tempo com a Ana, que não voltaria mais a esperá-la no início da tarde e enquanto o decidia, sem o compreender, sentia que iria sentir a falta de a ver e mais zangado tal o fazia.
E porque estava zangado ou porque via mal, meteu-se a atravessar a rua sem ver o carro que vinha mesmo quase à sua frente. Felizmente seguia devagar e atento o seu condutor. Travou e embateu-lhe só de leve, fazendo-o contudo cair. Com o barulho da travagem e porque eram muito raros os acidentes na pequena vila, juntaram-se todos os desocupados à sua volta.
Ana que na altura passava pela janela e mais tarde diria que o seu coração adivinhou, viu o que tinha sucedido. Largou tudo e veio a correr. Chegou tão depressa que ele ainda estava no chão e agarrou-se a ele sem o querer largar. O corpo dela pesou-lhe e fez com que fosse um pouco mais difícil levantar-se. Teve  que repetir-lhe várias vezes que estava bem. Mas a zanga tinha-lhe passado por completo e sentia-se mais feliz do que se lembrava de alguma vez se ter sentido. Quando já todos os demais se tinham afastado, perguntou-lhe de novo se queria ir com ele ao baile e ela pendurada no seu braço, respondeu-lhe logo que sim.

Post 4901

Algo de muito estranho se passa com o Sitemeter

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terça-feira, junho 30, 2015

Post 4900 Terça-feira, 30.6.2015

(arroz de pato em cidade local de trabalho - parte que falta desapareceu misteriosamente antes de pensar em tirar a fotografia)

Post 4899 Recebido por email da Presença.pt


Dia H Extra! Hoje ainda há -50%!
Podemos não ter o site mais rápido... Mas queremos ter as melhores campanhas!

segunda-feira, junho 29, 2015

Post 4898 Segunda-feira, 29.6.15

 (açorda de marisco)
(tosta de queijo e bacon - continuamos com os pratos leves
nada de saladas pesadas)

domingo, junho 28, 2015

Post 4897 Porto, Sábado, 27.6.15









Post 4896 Sábado, 27.6.15


Post 4895 Sexta-feira, 26.6.15

(risotto de marisco)
(sushi)






Post 4894 Quarta-feira, 24.6.15, DolceVita, Porto, Torneio de Bilhar



Post 4893 Segunda-feira, 22.6.15




Post 4892 Terça-feira, 23.6.15


(rosbife)
(pudim abade de priscos)

Post 4891 Luís Falcão

Depois de ter lido no jornal, procurei no Google:


"Estávamos juntos
mas o meu coração afastava-se em silêncio
como se esperasse a chegada da neve ou de Deus"

Luís Falcão




pétalas negras ardem nos teus olhos
eu tinha meus pés naquela parte da vida
onde não se pode ir com intenção de regressar


dante allighieri, in 'vita nuova'

ocupei o dia com pequenas tarefas
para silenciar um pedido uma súplica
(..)
esperando que um vento frio
dispa de folhas todos os ramos

um dia hei-de pensar no teu rosto
com um dedo que feche pálpebras
e direi
extinguiu-se a minha adoração
e nunca mais procurarei
os vestígios dos teus passos no mundo

percebo demasiado tarde
que a vida é apenas isto
um lugar de abandono
com ciprestes na beira da estrada

nunca foi diferente, por meu, tenho apenas
o vento de outono, as tílias destruídas
e a dolorosa certeza de em tudo ter falhado

quando te afastas
uma fina poeira de gelo
cobre os ramos de todas as árvores
e delicadamente
atravessas os destroços
em que deixas tudo o que amaste

não te demores no meu rosto
habita-o uma despedida
um mundo de onde Deus se ausentou

não sei dizer de onde chegam as tuas mãos
mas essa luz não pertence a este mundo
só dedos assim tão finos
poderiam penetrar a espessura da noite
trazendo ainda frescas umas gotas da manhã

sentir o cair das folhas
como uma advertência íntima
o primeiro passo para um encontro
um regresso ao coração

a primavera prossegue
com outras palavras
o discurso ruinoso do inverno

estávamos juntos
mas o meu coração afastava-se em silêncio
como se esperasse a chegada da neve ou de Deus

fizeste da tua vida
uma catedral abandonada
horas esquecidas
em adoração nocturna
pedindo silêncio
a tudo o que perdeste

(..)
o mundo inteiro irreconhecível
o amor a arder por entre as rosas

a chuva no teu rosto é um milagre de cristais
não conheço um relâmpago que não nasça nos teus olhos

a minha vida
caindo
como neve na escuridão

(..)
caminhamos para o silêncio
e para a escuridão indefinível dos bosques


luis falcão, in 'pétalas negras ardem nos teus olhos'
editora assírio & alvim, 2007