sexta-feira, outubro 18, 2019

Post 7234 - Desafio dos Pássaros 6 - O Amor, uma cabana e um frigorífico




A nossa primeira viagem não foi bem o que estava à espera.
O Paulo vendeu-me tudo como um sonho, os dois e uma choupana, no meio da natureza…que mais poderíamos desejar?
Eu que andava meio desconfiada que ele queria desviar os nossos subsídios de férias para o televisor de ecrã panorâmico de não sei quantas polegadas, “assim vejo a bola em casa, fofa”, e “está em promoção, é uma oportunidade única”, até fiquei aliviada. Afinal sempre íamos ter férias. Burra. Mas que férias?!
Seguimos para lá no jipe do avô dele, que não estava lá muito bem e não durou muito depois, o jipe, claro.
Não havia dúvidas que ficava no meio da natureza. Tão no meio que nunca mais chegávamos, era só árvores e caminhos de terra e lama.
No final da tarde avistámos a choupana, que não chegaria sequer ao patamar de uma cabana. Se não fosse tão tarde e não estivesse tão cansada teria dito para darmos meia-volta e desistirmos de ali ficar. Assim resolvi dar-lhe uma oportunidade. Entrámos e não tinha electricidade, mas tinha um frigorífico. Pensei que funcionasse com bateria, mas não, era mesmo para funcionar ligado a uma tomada que não existia. Assim servia de armário para conservas. Mas para ser positiva estava tanto frio ali que não precisávamos de frigorifico, bastaria colocar o que quiséssemos gelado lá fora, na janela ou encostado à porta. E o Paulo não conseguiu ligar a lareira. Disse que a madeira e os fósforos estavam húmidos. Deveríamos tê-los guardado no frigorífico.
Comemos as sandes que tínhamos levado e fomos dormir. Durante a noite, a escuridão pesava e  não vi estrelas no céu. Assim que consegui adormecer acordei em sobressalto. Alguém andava aos empurrões à porta. Não fomos abrir para descobrirmos quem era e fizemos bem, porque de manhã algo deixara marcas de garras na porta, talvez um urso.
Pelo menos com tanto frio dormimos bem agarradinhos.
Nos anos seguintes passei eu a tratar das férias e lá para casa arranjei um frigorífico parecido. Tinha muita arrumação.

Post 7233 - Desafio de Escrita 2/10 - Hora de ponta no Elevador


Foi por pouco!
Tive de correr mas cheguei ao pé do elevador quando a porta começava a fechar‑se. Premi o botão e voltou a abrir-se.
À minha frente seis rostos fechados e enfadados. Pareceu-me até que uma senhora tinha estado a carregar no botão para fechar muito assertivamente e não queria larga-lo.
- “Com licença, com licença.” Consegui enfiar-me no meio deles.
Estavam já marcados os andares 5, 6 e 7. Quando marquei o 4, cresceu o mal-estar à minha volta. Alguém disse, “andamos a parar em todos os apeadeiros”. Aquelas pessoas não estavam nada felizes. A minha sorte em apanhar o elevador fora um grande contratempo para eles.
O pior foi quando, depois de se fechar a porta, e o elevador começar vagarosamente a mover-se, nos apercebemos que descia…
Alguém o chamara, aparentemente do Andar 2, onde voltou a parar.
A porta abriu-se muito lentamente. Uma senhora olhou para nós. Tentei suavizar o ambiente dirigindo-lhe um pequeno sorriso, enquanto tentava recuar para abrir espaço para ela. A senhora que não pareceu ver-me, nem aos demais, enfiou um braço com sacos de compras pela porta dentro e gritou para alguém que não víamos:
- Está aqui o elevador!
A mesma voz atrás de mim que comentara a paragem em todos os apeadeiros fez‑se ouvir “não cabe mais ninguém!” no preciso momento em que surgiu um senhor e duas jovens, talvez o marido e as filhas, uma delas extraordinariamente bonita…o que terá contribuído para que finalmente alguns recuassem e pudessem entrar todos. Afinal ainda cabia mais alguém, e logo quatro.
Como sardinhas em lata mas protegidos assim de qualquer oscilação inesperada constatámos que finalmente subíamos.
Depois, não foi fácil chegar à porta para sair no meu andar, mas lá consegui e assim cheguei a horas à minha consulta.

domingo, outubro 13, 2019

sábado, outubro 12, 2019

Post 7231 . Receita- frango corado

- Pedaços de frango a cozer com sal, três grãos de pimenta, uma folha de louro e um cravinho que depois irá para frigideira com pedaços de alho e manteiga e podemos temperar com sal de mesa;

Post 7230 - Livros 2019 (96) Transcendent de Jewel E. Ann

Transcend (Transcend Duet, #1)
Transcendent de Jewel E. Ann


sexta-feira, outubro 11, 2019

Post 7229 Sobre os Desafios de Escrita

Por um lado é muito interessante poder ler como os outros desafiados pegam nos temas e o que fazem com eles, mas por outro lado, pode ser esmagador quando me parece que o fazem tão melhor.
E tenho de me lembrar também de:  Não postergar!

Post 7228 - Desafio de Escrita dos Pássaros - A fila



E eu que não gosto de filas. Nunca pensei que no “Depois” também houvesse uma fila…e uma fila que não anda!
À minha frente um senhor encasacado e com ar infeliz não parece aborrecido com o atraso, desconfio que saberá para onde vai e a ideia não o seduz. O Inferno será demasiado quente ou demasiado gelado.
E à nossa frente dez freiras pacientes, que às vezes até cantam hinos. Quando se preparam para iniciar nova cantoria, peço desculpa e resolvo descobrir porque é que a fila não anda. Vou-me desculpando à medida que avanço. Mais encasacados infelizes e freiras pacientes e a liderar a nossa fila um homem com um bigode pequeno que creio reconhecer…mas, não pode ser! Afinal não deveria ter morrido antes mesmo de eu nascer? Será um clone dele? Não, parece que é o verdadeiro. Conseguiu permanecer escondido, mas foi descoberto e teve de se juntar à fila. Há duas portas, mas não o querem aceitar. À frente de cada porta, um senhor barbudo e de vestido, e um encasacado vermelhusco com chifres. Dirijo-me a eles:  “Meus senhores, a fila tem de andar!” Olham‑me com severidade. Com esta iniciativa ainda vou é estragar as minhas hipóteses de encontrar guarida na primeira porta.
- “Se é mesmo ele, se há um depois, se há um sentido para o que sofremos e um reencontro, talvez seja possível o perdão. Eu não sou ninguém para perdoar, mas talvez possam perguntar aos que ele matou e estão lá dentro?”
As duas figuras escutaram o que eu disse. Retiram-se e fecham as portas, mas só por segundos. Quando regressam, dizem que lhe vão permitir a entrada e como os demais ele poderá escolher. Hitler não hesita e escolhe a Porta do Inferno.
Eu regresso ao meu lugar na fila, penso na escolha que ele fez e na que espero poder fazer quando chegar a minha vez.

Post 7227 - Prémio Nobel da Literatura 2018 e 2019

Olga Tokarczuk e Peter Handke 


Post 7226 - Livros 2019 (95) O Comboio da Noite de Martin Amis

O Comboio da Noite    
O Comboio da Noite de Martin Amis


Sinopse no Site da Quetzal
"Mike Hoolihan, uma mulher polícia de uma cidade americana, depara-se com a morte suspeita da jovem Jennifer Rockwell. Mike conhecera-a: era muito bela, inteligente, amorável, gregária, uma criatura extraordi-nariamente adorada por toda a comunidade. Encontrá- -la morta em casa, com um tiro na cabeça, foi um choque tremendo, e maior ainda foi a perplexidade quando todos os indícios apontaram para o suicídio. Até mesmo o facto suspeito de terem sido disparados não um mas três tiros pôde ser rapidamente explicado.
Quando Mike se preparava para dar o caso por encerrado, o pai de Jennifer, antigo polícia e chefe de Mike, pede que esta olhe para o caso uma segunda vez. Tom Rockwell fora o amigo que a ajudara a reabilitar-se de um hábito alcoólico quase fatal - e não iria descansar enquanto não encontrasse uma explicação satisfatória. Porém, à medida que Mike vai investigando e sabendo mais sobre Jennifer Rockwell, a possibilidade de encontrar uma motivação linear vai-se tornando cada vez mais remota, e a verdade por trás daquela morte voluntária é cada vez mais perturbadora.
Ao invés dos livros que o precederam (e que, no geral, fomentam o distanciamento crítico do leitor), este romance de Martin Amis promove a proximidade e a empatia com a sua narradora e protagonista, faz com que o leitor sinta e sofra com ela, enquanto a narrativa segue a receita clássica de uma boa história americana de detetives."
Criticas da Imprensa também no site da Quetazl
«Pela primeira vez [Martin Amis] criou heroínas que se definem não pela roupa interior ou pelo tamanho do peito, 
mas pelo seu trabalho, relações e desapontamentos humanos.»
The Guardian
«O Comboio da Noite é, no seu âmago, um trabalho de sombrio romantismo. Jennifer Rockwell, alma do Mundo,
 já não consegue contemplar o Mundo. Mike, o sal da Terra, acaba por entender porquê. Como é que ela lidará 
com esta informação? A morte é o derradeiro brutamontes na obra de Martin Amis.»
The New York Times
«A ficção de Amis pega num curioso paradoxo da vida contemporânea: quanto mais sabemos – através da 
ciência moderna ou pela televisão (duas das obsessões de Amis) – sobre outros universos e outras pessoas,
 e que há mais coisas “lá fora”, mais do que alguma vez soubemos, mais nos sentimos aprisionados nas
 nossas vidas.»
London Review of Book
E sobre o Autor
Martin Amis é um dos autores de língua inglesa mais importantes e controversos da atualidade. Nasceu no País de Gales e é filho do escritor Kingsley Amis. A matéria-prima dos seus romances radica no absurdo da condição pós-moderna e nos excessos do capitalismo tardio das sociedades ocidentais; e o seu inconfundível estilo é compulsivo, terrivelmente vivo. Saul Bellow, Vladimir Nabokov e James Joyce são as suas grandes referências literárias. Por seu turno, influenciou uma nova geração de romancistas, como Will Self ou Zadie Smith.

Post 7225 - Desafio de Escrita 1/10 - Audiência de julgmaento

A audiência teve início poucos minutos após a hora marcada. O tribunal antigo escapara à última Reforma Judicial, na sua sala imponente, apesar da mobília gasta, da bandeira ao fundo descolorida e dos vidros da janela meio rachados, continuavam a realizar-se julgamentos.
Na sala esperava pacientemente o Sr. Lopes, administrativo reformado, vinha para lá passar as tardes. Já o conheciam e cumprimentavam na secretaria, avisavam-no das marcações de julgamentos crime, os seus preferidos. Como o daquela tarde.
Quando o Juiz entrou, levantaram-se todos. O arguido era um homem novo, motorista de pesados. Acusado de violência doméstica, quis falar. Negou tudo, excepto a relação de alguns anos com a ofendida. Mas não foi ela que o deixou, ele é que a mandou embora, quis evidenciar. De resto, era tudo mentira. Ele nem estava cá na altura, mas na França.
Entrou depois a ofendida. Queria acabar com o processo, mas não podia, é um crime público, não podia desistir da queixa. Não queria falar, mas os factos descritos na acusação teriam alegadamente ocorrido depois da separação. Tinha de prestar depoimento. Esperava-se que confirmasse o que constava da acusação, construída com base na participação e nas suas declarações. Ela queria falar do antes, de quando estavam juntos, mas ele era acusado do que se passara depois.
Perguntou o juiz: “Então ele ligava-lhe, ia procura-la a sua casa e no seu local de trabalho?” Ela responde que “sim, que a mãe dele fazia isso…”
- A mãe dele?
- Sim, a mãe dele. Tomou as dores do filho e perseguia-a, insultava-a.
Mas e o arguido?” Insistiu o Juiz?
- Ele não fez nada, a mãe dele é que a perseguia, não aceitou que terminassem, culpava-a e
Interrompeu-a o Juiz, “mas foi a mãe dele?”
- Sim, a mãe dele…
O arguido foi absolvido.

segunda-feira, outubro 07, 2019

domingo, outubro 06, 2019

Post 7133 - Livros 2019 (93) A Rapariga Sem Nome de Leslie Wolfe



A Rapariga Sem Nome de Leslie Wolfe

No Site da Bertrand:
Bertrand.pt - A Rapariga Sem Nome
"Sinopse
Os olhos azuis vidrados, o belo rosto, inerte, coberto de cintilantes grãos de areia. Os lábios entreabertos, como que para libertar um último suspiro. Quem é a bela rapariga encontrada ao amanhecer numa praia deserta? Qual é o seu segredo?
A agente especial Tess Winnett, do FBI, procura incessantemente respostas. A cada passo, a cada nova descoberta, desvenda factos perturbadores que conduzem à mesma conclusão: aquela não foi a única vítima. O assassino que procuram já matou antes.
Escondendo também um terrível segredo, a agente Tess Winnett enfrenta os seus receios mais profundos, numa emocionante corrida para apanhar o assassino, que se prepara para acabar com outra vida. Descobri-lo-á a tempo? Será capaz de o deter? A que preço?
AS REGRAS DO JOGO MUDARAM.
TAL COMO A DEFINIÇÃO DE SERIAL KILLER.
TODOS DESEJAMOS TER ALGUÉM. MAS ESTAREMOS DISPOSTOS A MORRER POR ISSO?
A agente especial Tess Winnett é apaixonada, ousada, forte e temperamental. Não hesita em arriscar a vida, numa busca incessante por toda a verdade e por um seria killer cruel que anda a tirar vidas sem piedade. Inteligente, desenvolta e teimosa, Tess levará os leitores numa memorável e aterradora investigação neste empolgante e apaixonante thriller.
Leslie Wolfe é uma escritora norte-americana cujos livros se tornaram bestsellers e cujo trabalho tem sido elogiado pelos leitores e pela crítica, desfrutando de um sucesso e reconhecimento crescentes, com solicitações diversas, incluindo da indústria cinematográfica de Hollywood.
Os romances de Leslie quebram o molde dos thrillers tradicionais, surpreendendo pela notável compreensão da natureza humana e pela forma notável como retratam os ambientes, as situações e as personagens. Fascinada por tecnologia e psicologia, Leslie aproveita a sua vasta experiência e pesquisa nessas áreas a fim de fortalecer e adicionar ingredientes extra aos seus livros.
Leslie Wolfe mora na Florida com o marido, «o Wolfe», e o seu cão. Algumas das suas citações favoritas são: «Um objetivo sem um plano é apenas um desejo», de Antoine de Saint-Exupéry, e «a imaginação é mais importante do que o conhecimento», de Albert Einstein."
"
Um policial com muita acção embora suspeitasse em parte de como ia terminar.

Post 7132 - 5 e 6 de Outubro de2019

Ontem fui à missa. Do meu lado esquerdo as minhas irmãs, ao meu lado esquerdo um senhor simpático com alguma idade. Perto do final quando chega a altura de se dar algo, fui buscar uma moedinha. Jovens escuteiros desciam pelas filas com cestinhas para recolher dádivas. Como estava mais perto do lado direito preparei-me para dar moedinha. Jovem escuteiro com cestinha só olhava para o final da fila. Não me viu. O senhor simpático ao meu lado tentou chamar-lhe a atenção em vão. Virei-me para a direita. Aqui era uma menina escuteira também com uma cestinha e que também não me viu. A minha única hipótese era tentar atirar a moeda, mas com a minha sorte ainda falhava as certinhas e acertava num escuteiro...

Hoje fui votar. Cheguei a escola primária e procuro a minha sessão. Não havia filas para nenhuma...excepto a minha e aqui a fila era mesmo grande. Era a sessão das "Marias". Deviam ter dividido as "Marias" pelas várias salas em vez de juntar-nos a todas...

sexta-feira, outubro 04, 2019

Post 7131 - Desafio de escrita dos pássaros #4 A Beatriz disse que não. E Agora?


 A Beatriz disse que não. E agora?
Fez-se um grande silêncio. Ninguém dizia nada.
Não podia ser brincadeira. Não ali, não naquele sítio, naquela hora.
As parentes e amigas espremidas em vestidos de toilette, elevadas com sapatos pontiagudos, com maquilhagens e penteados caprichados, e os homens nos fatos novos abafados, nem se entre-olhavam e apenas uma mosca solitária zumbia, ou zombava deles todos.
Naquele silêncio pesado não passou despercebido o ranger da porta que se abria devagarinho e os passos que queria abafados do Zé que regressava, após ter ido fumar um cigarrinho.
Estava primeiro preocupado em não fazer barulho, mas depois apercebeu-se que algo de estranho se passava.
Estavam todos calados e parados até nas expressões meio perdidas e espantadas. Todos menos ela que nessa altura se virou para a audiência e com uma voz límpida e assertiva clamou para os presentes.: “Estou grávida e o pai do meu filho é ele” ia apontar para alguém, mas o Zé assustou-se de tal forma que caiu redondo no chão.
Os presentes agradeceram a distracção e rodearam-no. Alguém lhe desapertou o colarinho, ouviu-se: “ajudem-no”, “chamem um médico” Aproveitou a Beatriz para se escapulir com um dos convidados e o noivo desapareceu com outro. O Padre disse que assim não os casava quando era mais do que evidente para todos, que aqueles dois já não o quereriam.
O Zé recuperado e os demais, excepto a noiva e o convidado que ninguém sabia bem quem era, foram na mesma ao copo-de-água e houve como era hábito, danças, charutos e discursos num “casamento” que se tornou inesquecível”.

domingo, setembro 29, 2019

Post 7130 - Filmes na televisão

SEI QUE ESTÁS AQUI
Sei que estás aí ( I still see you) de Scott Speer baseado no romance "Break My Heart 1000 Times de Daniel Waters

Asiáticos, Doidos e Ricos (Crazy Rich Asians) de Jon M. Chu
baseado no livro de Kevin Kwan

Resultado de imagem para filme ricos asiáticos


Quando Menos Esperas (Patrick) de Mandie Fletcher, com Ed Skrein, Emilia Jones, Emily Alack

Cartaz do Filme

sexta-feira, setembro 27, 2019

Post 7129 - Hoje no Google

O Google completou 21 anos

Post 7128 Desafio de escrita dos pássaros #3 Uma aventura ou momento marcante


Quando a minha avó morreu, a minha mãe teve de tratar de tudo para entregar a casa ao senhorio. Um apartamento num prédio na Av. Duque d’Avila que já foi deitado abaixo.
Nessa altura fizemos várias viagens a Lisboa, de comboio ou de camionete.
Para a minha mãe, deve ter sido muito difícil e triste, para mim, havia algo de aventura e a morte não era ainda bem real.
Em Lisboa alguns taxistas suscitaram o problema mas aceitaram levar-nos aos cinco, o meu pai à frente e atrás a minha mãe, muito elegante, e as três filhas, a minha irmã mais velha com catorze anos, e eu e a minha irmã mais nova com onze e nove anos, ainda bem miúdas e magrizelas.
Nos Mercedes Táxi cabíamos perfeitamente.
Numa noite em que regressávamos de camionete, esperámos muito tempo até chegar um táxi e aqui, no Porto, o motorista foi peremptório, não nos levava aos cinco.
 O meu pai disse então que iria a pé, até porque tendo levado tanto tempo até chegar um táxi, não faria muito sentido ficar o mesmo tempo, ou mais, à espera do próximo.
A minha mãe não queria que ele ficasse sozinho, mas com três filhas e as malas, não via como irmos todos a pé.
Aí, eu disse que ia com ele. O táxi afastou-se com a minha mãe, as minhas irmãs e as malas e nós iniciámos o passeio.
Era bem tarde e não se via ninguém pelas ruas, mas não senti receio, dei a mão ao meu pai, tentei acompanhar os seus passos e conversámos até chegarmos a casa.
Lá havia luz e a minha mãe tinha feito torradas e café com leite para comermos.
Senti-me feliz por ver que a minha mãe tinha gostado que o meu pai não fosse sozinho, ter conseguido acompanhar os seus passos, e estarmos depois todos juntos, em casa, a cearmos as torradas e o café com leite.

quinta-feira, setembro 26, 2019

Post 7217 - Quarta-feira, 25.9.19

Por cidade de trabalho, almoço especial (com S. V. S. M. e AC) no Aconchego do Quintal



 (o que eu comi, massa integral com tomate cereja, abóbora grelhada, pimento, figo, queijo e sumo de laranja e manga com mel)
(partilhámos sobremesas)

Post 7216 - Receita de quiche

Cebola picada, azeite, bacon aos quadradinhos, cenoura raspada, queijo feta, queijo Terra Nostra e fiambre também aos quadradinhos; entretanto mexemos quatro ovos, com pacote de natas, pimenta, sal, noz moscada; juntamos o preparado e vai para a forma untada com manteiga e com a massa quebrada espetada com garfo; cobrimos com queijo gratinado e vai para o forno pré-aquecido a 170º, depois 150º durante cerca de meia hora;
Variante:
Cebola picada, azeite, cenoura raspada, salmão, um pouco de queijo que se junta ao preparado