sexta-feira, dezembro 06, 2019

Post 7268 - Desafio de Escrita - 13 - Final Feliz ou Qual é o filme?


Desafio 13 -  Final feliz ou Qual é o filme


Ela voltou atrás e salvou-o, na confusão são separados mas reencontram-se na água gelada, ele em cima de porta-prancha na qual flutuava, quer ceder-lhe o lugar, mas ela diz-lhe: "cabemos os dois".
E então, lado a lado, ou ele por cima e ela por baixo, ou ela por baixo e ele por cima, assim até mais quentes, aguentam-se os dois em cima da prancha, durante a noite, até chegar ajuda!

(depois casaram, tiveram sete filhos, zangaram-se e reconciliaram-se, foram muito felizes e nenhum dos dois voltou a fazer uma viagem de barco....)
(o filme ligeiramente diferente, teve grande impacto na mesma, com o my heart will gone a servir para outros que se separaram, mas não porque não se salvaram, apenas porque sim, e a cena no barco em que ele é o rei do mundo continuou a ser copiada mil uma vezes).


Post 7267



Curso de Escrita Criativa no El Corte Inglês em Vila Nova de Gaia, com Pedro Chagas Freitas, "Os segredos da Escrita Criativa", dias 5, 12, 19 e 26 de Novembro, das 18.30 às 20.00 horas.
Curso De Escrita Criativa Com Pedro Chagas Freitas  


Os C's da Escrita Criativa (construção, criatividade, coragem, critica, comunicação, coração, concisão, contenção, consistência, concretização)

quinta-feira, dezembro 05, 2019

Post 7266 - Filmes no Cinema e na Televisão








Resultado de imagem para cinema knives out
Resultado de imagem para cinema midwayKnives Out - Todos são suspeitos de Rian Johnsn, com Ana de Armas, Toni Collette, Chris Evans, Daniel Craig, Jamie Lee Curtis, Michael Shannon, Christopher Plummer, Don Johnson, Frank Oz



Resultado de imagem para Photograph de Ritesh BatraMidway de Roland Emmerich, com Patrick Wilson, Luke Evans, Woody Harrelson, Madny Moore, Aaron Eckhart, Ed Skrein (um filme com muita acção e foi interessante vê-lo ao lado de alguém que sabia muito sobre aquela batalha)

Fotografia (Photograph de Ritesh Batra (o realizados de A lancheira e nos dois filmes um final em aberto), com
Nawazuddin Siddiqui, Sanya Malhotra, Sachin Khedekar

Post 7265 - Desafio de Escrita 9/10 - Numa Estrada em hora de ponta




Para fugir a troço da auto-estrada em obras meteu por uma estrada paralela.
Pelo GPS seriam só três kms, mas indicava para o percurso quase uma hora.
Estranhou que pudesse ser tanto tempo e arriscou.
Logo depois percebeu. Seria por ser hora de ponta ou porque outros condutores da auto-estrada tinham tido a mesma grande ideia, apanhou uma fila parada.
No para-arranque constante, crescia nele o sono.
Para o combater, desceu o vidro do seu lado. O ar frio da noite invadiu a capsula antes super aquecida.
Alguns instantes chegaram para despertar e sentir frio, mas não fechou o vidro porque algo lhe chamou a atenção.
À sua frente um carro ligou os quatro-piscas. Algo incongruente com todos parados. A condutora saiu do veiculo hesitante, virou-se para trás e deu alguns passos na sua direcção. Como que em resposta, o condutor do veículo logo a seguir ao seu, também acionou os quatro-piscas e saiu do carro. Foi ter com a rapariga e pediu-lhe desculpa pelo atraso, correcção atrasos, prometeu-lhe que nunca mais se atrasaria, que ela era a coisa mais importante na sua vida (como coisa? deveria ser mais romântico!).
Os dois abraçaram-se.
Entretanto a fila à frente movera-se oitenta centímetros, quase um metro e os carros atrás começaram a buzinar (ele não).
 O rapaz virou-se para trás, eufórico com a reconciliação, fez um gesto feio. 
Abriu-se a porta de um Fiat pequeno e saiu de lá um condutor musculoso pouco agradado com o gesto. O rapaz balbuciou uma desculpa. Voltaram todos para os respectivos carros e avançaram os oitenta centímetros.
Fechou o vidro e continuou atento. Nada mais sucedeu, e quando se completava a hora (o GPS tem sempre razão) regressou à auto-estrada.

sexta-feira, novembro 29, 2019

Post 7264 Desafio de Escrita - Aqueles pássaros não se calam


Aqueles pássaros não se calam


Algo de estranho se passava.
Mas não se apercebeu logo.
Chovia e queria era chegar depressa a casa.
Andava assim em passos largos, às vezes tortos, para contornar poças de água, ou afastar-se da berma, quando se apercebia da aproximação de mais um carro acelerado e descuidado, que na passagem projectaria água para os lados, num autêntico chuveiro, sujo e gelado.
Porque anoitecia, já passara a hora de ponta, e deixaram de passar carros, conseguiu ouvir melhor outros barulhos, menos absorventes e ruidosos
Eram sons familiares: o chilrear de pássaros.
Muitos pássaros.
Sons comuns na Primavera e Verão, mas estavam no meio do Inverno…
Procurou e localizou os sons. À sua frente, do lado direito, sobre o telhado de uma casa e nos fins de electricidade ou telefone. Eram às dezenas.
Mas não deviam ter emigrado?
Quando os viu, sentiu que também o viam.
Apeteceu-lhe dar meia-volta para não passar por eles. Lembrou-se do filme de Hitchcock. Forçou-se a continuar quando queria era dar meia volta e regressar a donde viera
Pareciam agora indiferentes à sua passagem, mas não se calavam.
Estava já perto do seu destino. Acelerou ainda mais os passos até passar a correr. Esbaforido entrou em casa e foi espreitar à janela.  
Os pássaros continuavam lá.
Se abrisse a janela, além do vento e chuva, iria ouvi-los, sem dúvida.
Foi então que como se obedecessem a ordens, qual exército disciplinado, se ergueram todos em voo. Dirigiam-se para onde estava. Pensou; o que faço? Não tenho tempo de fechar as portadas. Será que se vão projectar contra o vido? Deveria esconder-me num armário?
Em voo rasante passaram por ele.
Respirou aliviado. Deveria ser um esquadrão atrasado, mas que agora seguia para outras paragens.  Talvez se tivessem demorado mais porque se tinham perdido na conversa. Em vez de planos de viagem, teriam abraçado outros temas, como desafios de escrita, e humanos estranhos, como ele.


quinta-feira, novembro 28, 2019

Post 7263 - Desafio de Escrita 8/10 - O Estalo


Paf!
Doeu-lhe?
O primeiro estalo. Deixou-a antes meio espantada. Não veio sozinho, ele completou com: “Cala-te lá, vês o que me fazes fazer?”
E ela calou-se.
Pensou, como é que aquele que acreditei ser o homem da minha vida está igual ao meu pai? Lembrou-se de todas as tareias que viu a mãe levar, de como o pai também a culpava. Porque não tinha o jantar pronto, porque gastara demais, porque andava muito tempo na rua, porque andava de unhas pintadas para os outros verem, não agia como uma mulher de bem, mas como uma puta.
Cresceu com isso. Viu como a mãe se calava e morria por dentro. Cada dia mais magra e sofrida até que morreu mesmo. Disseram que teve um cancro. Ela sabia que a verdade era outra. Desistiu de viver. Foi-se tão em silêncio como quando apanhava o que ele deitava ao chão, disfarçava as negras, e lhe desciam raras e amargas lágrimas pelos sulcos e feridas na cara.
Continuou calada quando ele lhe veio pedir desculpa. E também quando ele se zangou porque ela não lhe respondia. “Foi o vinho, não volta a suceder. Mas porque é que não dizes nada, estás estupida?”.  Talvez meio envergonhado pelo estalo, ele não insistiu e foi-se deitar.
Ouviu-o ressonar enquanto arrumava as suas coisas.
Aquele foi o primeiro estalo e o último
Nunca se arrependeu de ter ido embora.

sexta-feira, novembro 22, 2019

Desafio dos Pássaros - Tema # 11 Um dia na vida de Spassky


Acordo e saio para passeio matinal com humano ou humana a meu cargo. Adoro passear e quero sempre ir, mas não gosto lá muito quando chove.
No regresso levam-me para casa da avó porque vão trabalhar. Sei que ela é frágil e não pode levar-me a passear por isso em casa dela sou menos efusivo e farto-me de dormir. Ela tapa-me com uma mantinha.
Vêm-me buscar ao final do dia, às vezes humana traz a irmã (a tia, que está a escrever por mim) e  fico super entusiasmado quando os vejo, damos uma pequena volta ali perto e seguimos de carro para casa. Vou bem atento ao que se passa ao redor, e às vezes zango-me quando vejo algum dos meus inimigos na minha zona.
 A seguir como – comida de uma latinha, sempre pouca, poderia comer muito mais, e vamos passear. Aproveito para marcar território e socializar sobretudo com algumas cadelinhas. Ao jantar deles, peço, mas não me dão comida, só de vez em quando alguns biscoitos, poucos. Estou super atento para apanhar alguma coisa que possa cair ao chão, até guardanapos de papel, mas depois é uma luta para os conseguir comer.
 Percebo bem o que me dizem, mas normalmente gosto é de fazer a minha vontade, como seguir à frente nos passeios, e parar quando querem regressar, e posso até dificultar quando resolvem levar-me ao colo para casa, depende. Normalmente ganho muitas festas de todos, não percebo é porque não entendem que quero biscoitos quando fico a olhar fixamente para o lugar onde os guardam…

CNEC - Desafio de Escrita 7/10 - O Jogo





Atirou os dados e eles rolaram pela mesa, cubos brancos imperfeitos de bordas meio arredondadas e pontos negros decisivos.
Quando pararam, a soma dos dois ascendia a três, apenas três.
Estou perdido, pensou. Apostara tudo, até o amor da Marta.
O seu adversário saboreava já a vitória quando também os largou.
“Alea jacta est”, a sorte está lançada.
Correram os cubos sobre a mesa e o impossível sucedeu, na face de cada um, central e único ponto negro.
- Perdi! Balbuciou o outro surpreendido e derrotado.
- Ganhei, proferiu quase para si próprio. Não foi proporcional o alivio ao desespero que o antecedera.
Tinha de contar à Marta e contou-lhe, “apostei-te”.
Quando finalmente convencida que era verdade, ela fez a mala, não o escutou e deixou-o como um último olhar de desdém: “não sou uma coisa”.
Não o era para ele, mas a paixão pelo jogo fora mais forte.
E com maior dedicação se agarrou a ela.
Podia ter perdido tudo, mas ganhou. Não uma fortuna, mas o suficiente para pagar as dívidas e iniciar um pequeno negócio.
Jurou manter-se longe dos casinos. Apostou para si mesmo que recuperaria a Marta, mas ela não voltou e ele deixou de cumprir a sua promessa.

Post 7258



segunda-feira, novembro 18, 2019

Post 7257 - Cinema

Exterminador Implacável: Destino Sombrio (Terminator: Dark Fate) de Tim Miller, com Arnold Schwarzenegger, Linda Hamilton, Mackenzie Davis
Na sexta-feira, 8.11.19


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No Domingo, 17.11.19
A Biblioteca dos Livros Rejeitados (Le Mystère Henri Pick) de Rémi Bezançon, com Fabrice Luchini, Camille Cottin, Alice Isaaz, Marie-Christine Orry, Baseado num livro de David Foenkinos
 (gostei muito deste filme)


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  Lido aqui Em O Mistério de Henri Pick, Daphné Despero (Alice Isaaz) é uma ambiciosa editora em busca de novos romances para publicar. Um dia, enquanto visita seu pai em Crozon, na Bretanha, Daphné decide conhecer uma livraria de manuscritos rejeitados. Lá, ela se encanta com uma história nunca antes publicada, escrita por um pizzaiolo bretão chamado Henri Pick. Admirada com o talento encontrado, ela começa a pesquisar sobre o autor e acaba descobrindo que ele faleceu há dois anos. Com o apoio da família de Pick, o manuscrito é publicado e imediatamente vira uma febre em toda a França, entrando para a lista de mais vendidos e gerando fascínio sobre a história do autor. Como parte da turnê de divulgação do livro, Daphné e a família de Pick são convidadas para ir ao programa de Jean-Michel Rouche (Fabrice Luchini), um crítico literário pedante e desagradável, que não hesita em questionar todos os pontos da história de Henri Pick que soam suspeitos. Convencido de que se trata de uma farsa, Jean-Michel inicia uma trajetória em busca da verdade sobre o mais novo best-seller francês."

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domingo, novembro 17, 2019

sexta-feira, novembro 15, 2019

Post 7255 - Desafio de Escrita dos Pássaros 10º Tema: Já chegámos, já chegámos?


- Já chegamos, já chegamos?
- Ainda não, mas não perguntaram ainda há pouco? Respondia pacientemente a minha mãe.
Olho pela janela. Sabia que ainda não tínhamos chegado, que faltava ainda muito, tanto! Uma das minhas irmãs dormia, a outra também parecia que ia adormecer, mas eu permanecia acordada (ao meu lado, a minha boneca Joaninha, que levava para todo o lado, e tinha inclusive uma pequena mala improvisada, com um pijama e dois vestidos: um azul feito pela minha avó e um com bolinhas amarelas, feito pela costureira de um retalho de tecido). Pela janela do lado direito via ora a estrada, ora os carros com que nos cruzávamos, pela do lado esquerdo, árvores, erva, monte. A paisagem ia mudando. Primeiro, muitos edifícios, depois só algumas casas, árvores altas e verdes, depois também rareavam as árvores, via mais erva e monte, espaçadas as oliveiras, e restos de incêndios, chagas castanhas e despidas no meio dos montes.
Os meus pais pareciam concentrados na viagem, o meu pai na condução, a minha mãe em mil e uma coisas para que tudo corresse bem.
Mais perto, sentíamos o cheiro das estevas – não havia ar condicionado, pelas janelas entreabertas entrava calor.
Sabia que quando chegássemos à aldeia, iria reencontrar os meus avós, alguns primos e primas que não reconhecia, e o meu pai iria rejuvenescer no papel de filho.
Por lá estava também a burrinha, que a minha irmã mais nova iria querer logo ver, os biscoitos em argola, o pão de trigo, a lareira, o chão da casa com tabuas compridas e não muito direitas, o silêncio à noite, e o cantar do galo de madrugada.
Queria hoje poder fazer essa viagem, o durante, enquanto não chegamos e o depois, vivo-o nas recordações.

Post 7254 - Campeonato de Escrita 6/10




Quando vi que eras tu, fiz de conta que não te via.
Eras-me ao mesmo tempo estranha e familiar.
Lembravas-me de mim mesma, uma versão minha inexpressiva e envelhecida.
Ao longo dos anos, tenho evitado pensar em ti. Talvez por isso pensei que não te temia.
Pensei que te daria as boas-vindas, mas fui cobarde. Nada de repousar eternamente, quando contemplei ao invés, o nada.
Ainda não, queria dizer-te, ainda não.
Pensei que recusaria tratamentos e cirurgias, que não os suportaria para ganhar mais alguns momentos.
Enganei-me.
Consegui que recuasses, sabendo que voltarás.
O que faço agora quando não posso mais enganar-me?
Ainda viva, mas apodrecida, não sou nada, não fiz nada, de mim nada restará e arrasto‑me, morta-viva e derrotada, até que regresses.


sábado, novembro 09, 2019