Nada estava a correr bem para Luís.
Quando
ouvido, negou tudo, mas a prova era esmagadora.
Não
apenas o tinham visto a entrar no Banco, armado, sem disfarce, como a caixa que
o atendera e o outro funcionário que acionara o alarme, tinham sido peremptórios
no reconhecimento.
Para
piorar havia gravações. Passaram o filme na sala de audiências do tribunal.
Incrédulo
viu-se a entrar na agência bancária, tal como tinham dito as testemunhas, a
erguer o revolver e a dirigir-se ao balcão. Conseguia até ver como o rosto da
mulher ficara lívido. Ela nem conseguia falar, limitava-se a estender na sua
direcção umas notas que estava a contar, que ele, com toda a calma, recebeu e
guardou na carteira, como num levantamento normal. Guardou também o revólver no
bolso das calças, e a arma deixou de ser vista, escondida pelo kispo que usava.
Fixou o olhar no casaco. Não se lembrava dele. Será que também o teria tirado a
alguém?
Viu-se
a sair do Banco com toda a calma. Reconheceu-se na imagem, o tom do cabelo, o corte,
a forma de andar. Já na rua, a imagem menos nítida, havia um individuo que o ia
cumprimentar – a segunda testemunha, o Pedro Silva, com quem trabalhara há
alguns anos – mas ele evitava-o de forma ostensiva, além de ladrão, mal-educado.
Afastava-se em passos largos e deixava de ser visto.
Tinham-no
detido no dia seguinte, na sua casa. Fora o Pedro Silva a entrega-lo, sem
dúvida.
Era
a primeira vez que via aquelas filmagens e não se lembrava de nada!
Teria
bebido, estaria louco?
Sem
dúvida ia ser condenado.
Antes
da leitura da Sentença, atraído pelo barulho do alvoroço no tribunal olhou e
viu que dois agentes entravam a empurrar um homem, e este era igual a si!
O
seu sósia desconhecido salvou-o.
Oxalá que eu não tenha um sósia puxa vida:)))
ResponderEliminarBeijos e uma boa tarde
Muito bom :))
ResponderEliminar--
Coisas de uma vida
Votos de um excelente fim de semana.
Beijos