Fora
o seu primeiro caso nos Homicídios da Polícia Judiciária.
Ema
Pinto-Lebre sofrera o traumatismo craniano no escritório, um espaço aberto onde
na altura estavam mais dez pessoas. Levada para o Hospital com sinais de vida,
morrera ao chegar. Vira-a na Morgue. O cabelo louro na nuca com o sangue negro.
O Médico-legista falara sobre o ferimento. Fora causado por um objecto
metálico, retangular, 7 por 10 cm, ainda não encontrado.
Os
depoimentos não coincidiam. Estavam todos muito ocupados. A maior parte só se
apercebera depois que algo acontecera. Ema jazia no chão, a sua secretária
ligava para o INEM. Dois que estavam mais longe afirmaram tê-la visto a
escorregar e a cair para trás, mas nada no chão batia certo com a lesão apresentada.
O pior era que não faltavam suspeitos com
motivos. Estava a divorciar-se e despedira o próprio marido. Naquele dia ele estivera
lá para receber um último cheque e tinham discutido. No entanto, já teria
saído. Os subordinados pareciam aliviados com o seu desaparecimento. Os colegas
e superiores referiram primeiro que ela vivia para o trabalho, admitiram depois
que ela seria capaz de vender a própria mãe para ficar por cima.
Era
uma pessoa competitiva, egoísta, tratava mal todos os que não lhe interessavam
e os outros receavam o momento em que ela os pudesse ver como antagonistas
porque os apunhalaria sem piedade.
Seria
possível que os dez subordinados e colegas estivessem juntos no seu homicídio?
Foi
ao local uma última vez, antes da limpeza. Olhou com atenção para a sua secretária,
um pesa-papéis, um furador, o computador e o Iphone. Faltaria algo?
Pensou
nos últimos momentos antes da sua morte, a urgência nos actos do Paramédico e
Médico.
Alargou
a busca e encontrou-o. Atrás de uma secretária a cinco metros, escondia‑se contrito,
o agrafador homicida.
Uma versão do Crime no Expresso do Oriente??
ResponderEliminarBeijinho
Pedro,
Eliminarpensei EXACTAMENTE o mesmo que tu!
hahahahahahahah