terça-feira, dezembro 14, 2010

Crónicas de sem-carro 2

Hoje cheguei ainda mais cedo à paragem da camionete. Não reconheci nenhum dos que também por ali esperavam. Passei por ruas do centro do Porto com lojas ainda fechadas e pessoas apressadas. Serão os cafés e pastelarias os que abrem mais cedo, seguidos pelas tabacarias.
Quando andava de transportes públicos, costumava entreter-me com dois jogos. O primeiro é bastante comum e continuo a jogá-lo. Consiste apenas em imaginar como será a vida das pessoas com quem nos cruzamos. No segundo, do qual quase me tinha esquecido e recordei na paragem, partia de como imaginava que me viam aqueles por quem passava e inventar-me uma vida diferente.
Antes, entre cidade onde moro e cidade de local de trabalho, passava perto de uma outra. A camionete tem paragens nesta e também numa cidade antes. Atravessa parte de uma avenida em obras e segue por um desvio, muito lentamente, mas na rua deste desvio há um teatro e casas antigas. Talvez um destes dias possa ir lá assistir a uma peça.

7 comentários:

  1. talvez...

    (nota-se o desalento nas tuas palavras)

    beijinho Gábi

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  2. Pelo menos, já fiquei a saber onde é que fica mesmo o teatro :)
    um beijinho

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  3. Imaginar a vida dos outros parece-me um jogo engraçado.

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  4. Venho só para agradecer a informação sobre a exposição. Muito e muito obrigado.
    Pensava que já tinha começado em Novembro, imagine! Assim, na próxima semana, quando aí for para o Natal, espero ter um tempinho para a ir ver.
    Estou a gostar muito destas suas crónicas sem carro...

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  5. Às vezes pode ser sim, Vera, sobretudo se conseguirmos saber quanto nos enganámos :)


    De nada, Carlos Barbosa de Oliveira. Pode ser que nos cruzemos por lá :)

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  6. Blogo sugerido pelo Carlos é para ser seguido… : )

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  7. Obrigada pela visita e pelo comentário, Catarina, vou descobrir o seu já a seguir :)

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