"Quem tropeça é sempre alguém que se distrai a olhar para as estrelas" Vladimir Nabokov (nome do blogue veio do livro para crianças de Virgínia de Castro e Almeida)
quinta-feira, junho 28, 2018
Post 6751 - Quarta-feira, 27.6.18
Massa com frango:
- Numa panela, massa (lacinhos tricolor) a cozer com água e sal;
- Noutra panela, cebola picada, azeite, pedacinhos de peito de frango, antes temperado com sumo de limão, alho, sal e pimenta, pedacinhos de linguiça e chouriço, e de cenoura e pimento vermelho e ervilhas, tomate triturado, um pouco de vinho branco, queijo para gratinar;
- Em tijela, misturamos natas, queijo ralado e um ovo;
- Misturamos tudo.
Post 6750 - Terça-feira, 26.6.18 - Arroz de frango (receita repetida, um pouco alterada) e empadão (receita da P.)
Arroz de Frango (receita repetida, um pouco alterada)
- Numa panela cozer o frango em pedacinhos, com água, sal, meia cebola, ervilhas, e cenoura aos pedacinhos;.
- Noutra panela, azeite, cebola picada, bacon, salpicão, chouriço, linguiça cortados em pedacinhos, arroz, pimento vermelho, tomate triturado, juntamos conteúdo da primeira panela de pois de tirarmos a cebola, sal, pimenta, um pouco de vinho branco;
Empadão - receita da P.
- Numa panela azeite, cebola picada, pedacinhos de salpicão, linguiça e bacon, tomate triturado, depois juntar o resto da carne assada; - Varinha mágica;
- Noutra panela água, batata e cravinho, um pouco de manteiga;
- Pirex, por cima fatias de queijo, um ovo inteiro mexido e uma tirinha de pimento vermelho;
Post 6749 - Livros 2018 (48 e 49) Tiger de Laurann Dohner (r) e À luz da meia noite de Sherrilyn Kenyon (r)
Tiger de Laurann Dohner (r)
À luz da meia noite de Sherrilyn Kenyon (r)
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Post 6747 - Desafio de Escrita 5/10 - Mentir
Ela queria dizer-me que
também me amava, mas como não era verdade, não pôde.
Eu queria dizer-lhe que
não fazia mal, que podia amar pelos dois, mas como não era verdade, não pude
dizê-lo.
Separámo-nos.
Não conseguirmos mentir
torna tudo mais complicado e mais simples.
No final do século XXI
a humanidade evoluiu para o homo telephaticus.
Adquirimos a capacidade
de comunicar o que pensamos sem serem precisas palavras.
Não conseguimos é
mentir. Mentir, enquanto afirmação do que sabemos falso, negação do que sabemos
verdadeiro ou por omissão.
Continuam a existir
mentiras, enquanto afirmações ou negação do que não corresponde ou corresponde à
realidade, mas como podem existir várias verdades conforme o que percepcionamos,
não serão mentiras enquanto acreditamos no que afirmamos ou negamos.
Mantém-se as relações assentes
em verdades, afectuosas ou não.
Também podemos mentir
na escrita, no registo sonoro ou audiovisual, desde que não haja um
interlocutor que leia o que pensamos, na altura em que o escrevemos ou o
dizemos.
Continua a ser possível
a televisão e o cinema. O teatro poderá não recuperar. A plateia em silêncio
ouve as palavras, mas “lê” os pensamentos dos actores enquanto representam, dificultando
a concentração na peça.
Entretanto a Audi que
deixou de produzir veículos automóveis após o escândalo com a produção dos
híbridos-poluentes, lançou-se na exploração de capacetes-vedantes. Não se têm
revelado muito populares porque os potenciais interessados não querem emitir
mas querem receber (e também porque o seu volume deixa os utilizadores a
parecer imensamente cabeçudos).
Escrevo este texto no
alto do Everest onde subi sem ajuda ou oxigénio no tempo recorde absoluto de
vinte minutos. Posso escrevê-lo porque ao meu redor não se encontra ninguém que
saiba o que penso (e vou deixá-lo protegido numa cápsula de tempo para as
gerações futuras, quando chegar o homo telephaticus-extra).
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terça-feira, junho 26, 2018
Post 6746 - Desafio de Escrita (OE) 8/10 - Carta
Minha
querida ex
O
que é que nos aconteceu?
Foi
uma surpresa tão grande e boa encontrar-te ontem. Estás lindíssima, sempre o
foste mas é incrível como me pareces familiar e diferente, uma mulher elegante
e interessante que queria conhecer e a mulher com quem estive casado mais de vinte
anos, e já não via há dois.
Vi-me
a convidar-te para jantares comigo, com o nervosismo dos primeiros tempos de
namoro. Adorei que tivesses aceite. Voltámos ao restaurante que era o nosso
preferido – já lá não ia há mais de cinco anos. Lembravam-se de nós. Não sabiam
do divórcio. Não lhes dissemos nada. Fingimos os dois que continuávamos juntos.
Estar
contigo, conversar contigo, lembrou-me como era nos nossos primeiros anos.
Tivemos tantos bons momentos.
Quando
nos despedimos, não queria deixar-te ir. Só o consegui porque combinámos
almoçar no dia seguinte…que já é hoje, daqui a algumas horas.
Cheguei
a casa e não tinha sono, não conseguiria dormir. Lembrei-me de te escrever.
Nos
primeiros tempos trocávamos cartas mesmo quando estávamos juntos. Guardei todas
as tuas cartas.
Olho
para trás e penso em porque razão nos separámos. Não houve traições ou
deslealdades, zangas ou agressões. Caímos na rotina e afastámo-nos. Disseste-me
que te sentias presa. Vi-o como uma crítica. Devia era ter fugido contigo.
Nestes
dois anos fui eu que me senti preso a uma vida que não quero ter.
Perguntei-te,
não resisti, sobre se tinhas alguém especial na tua vida. Quando me disseste
que não, senti-me a sair de um vale de sombras. Tenho andado meio-morto e não
sabia.
Dos
anos que estivemos juntos, do que conheço de ti do que conversámos, senti que
poderei voltar a ser para ti esse alguém especial.
Não
quero esperar que o sol nasça para te perguntar, queres namorar comigo?
Teu,
espero, não mais ex
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domingo, junho 24, 2018
quinta-feira, junho 21, 2018
Post 6740 - Desafio de Escrita - 4/10 - Casa
Os dias sucediam-se,
cinzentos e iguais. Ao frio sucedera o calor e ambos a cansavam.
A rotina simultaneamente tranquilizava-a e
incomodava-a.
Queria mais dias assim…não
suportava mais a modorra em que caíra.
Contudo, tinha sido ela
a fugir para ali, a refugiar-se na aldeia fantasma, como a chamavam nas
povoações vizinhas.
Há muitos anos, tinham
construído casas para os operários que trabalhavam na Fábrica. Perfilavam-se
sombrias na rua que conduzia às Instalações Fabris, Rua Central, assim nomeada,
única rua na verdade. Quando a Fábrica encerrou, nada mais havia para segurar
os seus operários e famílias.
Aquelas casas vazias
como que a cercavam e vigiavam. Queria pensar que a protegiam.
O sítio ideal para
alguém enjoado de qualquer contacto, mentiu a si mesma, sabendo que fora antes
o medo que a trouxera ali, tão longe de todos os sítios onde tinha vivido.
Arrendou uma das casas.
Uma vez por mês ia até à Venda na Vila vizinha. De resto só saía para passear
Ripley, o seu cão e companheiro imaginado.
Aquele parecia um dia
como os outros, diferente apenas pela chuva forte que caíra há pouco. Calhou
olhar para o chão e chamar-lhe a atenção um objecto inesperado, paralelepípedo
negro. Confirmou quando se aproximou. Era um telemóvel, parecido com o seu.
Olhou em redor
assustada. Não viu ninguém, nada lhe pareceu diferente. De quem seria?
Por breves instantes
pensou que ele poderia tê-la encontrado e tudo iria recomeçar. Pensou se ao
invés de continuar a fugir, deveria enfrentá-lo.
Depois caiu em si. Se
ele a tivesse descoberto seria como das outras vezes. Viria ter com ela, não
lhe daria avisos, não deixaria o telemóvel no chão como armadilha ou por
esquecimento.
Olhou mais atentamente
para o telemóvel, confirmou que era o seu, guardou-o e seguiu para a sua casa.
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Post 6739 - Quarta-feira, 20.6.18
De manhã, parece-me que está tanto calor que é certo optar por levar um vestido para cidade local de trabalho e chove...
Na hora do almoço, no pequeno restaurante a que fomos estão todos virados para a televisão, menos eu (acho muito enervante ver jogo, prefiro ouvir no final que Portugal ganhou). Senhora que nos atende tem até uma pequena bandeirinha de Portugal pintada na cara. Por lapso, a televisão está no canal errado e perdemos o início do jogo...
No centro da Praça instalaram uma televisão gigante e uma espécie de tribuna para a assistência, com todos os lugares preenchidos e a animação de dia de festa.
terça-feira, junho 19, 2018
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