Sinopse no site da Bertrand
"Pela janela de um apartamento em Bruxelas vê-se uma mulher, quase sempre vestida de roupão e envolta nas suas memórias. Ela acaba de perder o marido. Por isso passa muito tempo ao telefone, a falar com as filhas, uma em Ménilmontant, um bairro de Paris, outra na América do Sul, e com a família espalhada pelo mundo. Nesse labirinto de vozes, evoca o vazio que a cerca, com a delicadeza de uma fuga musical. Para além do nome impronunciável da Shoah e do silêncio dos sobreviventes, fala de uma solidão indescritível e dos pequenos arranjos com a vida. Memórias no meio das banalidades do quotidiano. Uma história de luto sublimada por palavras, Uma Família em Bruxelas é uma conversa íntima como um livro aberto."
Sobre a autora:
"Chantal Akerman (1959, Bruxelas – 2015, Paris) foi cineasta, artista, por vezes escritora; sempre sensível, sempre atenta. Jeanne Dielman, 23, quai du commerce, 1080 Bruxelles, que realizou com 25 anos, foi escolhido, em 2022, pelo júri da revista Sight and Sound como o melhor filme de todos os tempos, e o primeiro, em setenta anos, atribuído a uma mulher. Uma Família em Bruxelas, com tradução e posfácio de Cristina Fernandes, é um livro prodigioso na sua simplicidade e compreensão da intimidade humana. Não havia melhor forma de apresentar pela primeira vez aos leitores portugueses a obra literária da grande Chantal Akerman."
(um livro pequeno, mas profundo, que nos faz pensar)
Muito bem. Gostei da publicação :))
ResponderEliminar.
Sinto que o meu tempo ainda não acabou
Beijos. Boa noite.
Se não tivesse filhos, com certeza a essa altura já não estaria aquiu para deixar este comentário..
ResponderEliminarDeve ser interessante embora eu não viva mergulhada na solidão.
ResponderEliminarAbraço