"Quem tropeça é sempre alguém que se distrai a olhar para as estrelas" Vladimir Nabokov (nome do blogue veio do livro para crianças de Virgínia de Castro e Almeida)
quarta-feira, abril 29, 2009
Sessão de hoje
segunda-feira, abril 27, 2009
domingo, abril 26, 2009
25 e 26 de Abril de 2009
Ontem ofereceram-se um cravo. Passaram duas senhoras por mim de mais idade e uma delas comentou para a outra que também queria arranjar um, mas que não sabia onde estavam a vender. Pensei primeiro que também não sabia e só quando já tinham passado é que me lembrei que poderia ter-lhe oferecido o meu. Entretanto e depois de deixar o meu cravo no carro, fui à Comunidade de Leitores da Almedina, ouvir Jorge Reis-Sá sobre o seu livro "Todos os Dias". Fiquei a saber que o fim pensado pelo seu autor não é que eu o tinha retirado do seu livro. É absolutamente chocante a perspectiva de isto poder ter acontecido com inúmeros outros livros que tenha lido. Posso estar redondamente enganada em pensar que no passado entendi perfeitamente livros complexos ou outros aparentemente mais simples..
Hoje fui até à feira do livro em Braga. Completamente perdida consegui lá chegar depois de pedir indicações a dois senhores em duas vezes. Não gosto de curvas para a esquerda em auto-estradas com vento, obras e demasiados carros, mas gosto de feiras de livros e encontrei os três livros de Graça Pina de Morais de que ia à procura: "Origens", "Jerónimo e Eulália" e "O Pobre de Santiago". E o perder-me teve a vantagem de me levar a ver mais de Braga. (as fotografias foram tiradas do Google)
quarta-feira, abril 22, 2009
Aula de terça
domingo, abril 19, 2009
Nos últimos dias
quinta-feira, abril 16, 2009
Decisão 563-A
Pela presente decisão revogam-se a Decisão 563, a Adenda rectificativa da Decisão 563 e a Adenda rectificativa à Adenda rectificativa da Decisão 563. Para colmatar o vazio decisório repristina-se a decisão 562, com efeitos a partir do preciso segundo em que seja publicado este post!
(este post consubstancia ainda uma mui humilde e singela homenagem à profícua e incansável actividade do nosso legislador).
quarta-feira, abril 15, 2009
sexta-feira, abril 10, 2009
Sem título - Post 1116
Para quem quiser acompanhar, mesmo que à distância o Curso "Ler e escrever com Escritores Portugueses" e/ou a Comunidade de Leitores da Almedina, os próximos livro serão "No Silêncio de Deus" de Patrícia Reis, no primeiro, e "Todos os dias" de Jorge Reis-Sá, no segundo. Já li o segundo e gostei e ando a ler e também a gostar do primeiro.
quinta-feira, abril 09, 2009
1ª e 2ª Sessões do Curso: Ler e escrever com escritores portugueses
Na 1ª sessão o reencontro com alguns dos colegas de anteriores cursos e a constatação de que há muitos colegas novos e que alguns terão frequentado clubes de leitura em Serralves. Neste curso pela 1ª vez, junta-se a leitura e escrita. O primeiro livro é um livro de poesia, "Imagens" de Ana Luísa Amaral.
Exercícios de escrita na 1ª sessão.
- Retiradas do livro palavras com conotação mitológica (esfinge, navio, cavalo, jardim, touro, baleia, bastidor, labirinto) escrever um texto com estas palavras em dez minutos.
(...)
Alguns colegas lêem o que escreveram.
- Nessa altura o nosso Professor refere o pano escuro na mesa ao lado (no qual, apesar das minhas incríveis capacidades de observação, ainda não tinha reparado), diz-nos que sob ele estão três objectos e que cada um de nós, à vez, deverá ir espreitar, não falar sobre o que viu, escolher um dos objectos e em 6, 7 linhas, escrever uma pequena história Quem não quiser escrever poderá dizer que objecto escolheria e porquê. Sou das últimas e dedico-me a observar as feições dos que espreitam, para tentar descobrir alguma coisa. Muito impenetráveis e concentrados, demorando algum tempo. Deduzo que pelo menos um dos objectos, senão todos, devem ser estranhos ou difíceis de apreender para justificar esse tempo mais demorado. Chega finalmente a minha vez (fui a ante-penúltima), impaciente, dirijo-me até à mesa, destapo o pano preto e .... à esquerda um quadro pequeno no qual figura um barco antigo, ao meio um gatinho preto pequenino com ar egípcio e à direita o objecto estranho, de barro, e espalmado, uma cara num círculo do qual saem três pernas.
O Professor refere a primeira ocasião em que nos apaixonámos e fomos correspondidos, situação vivida a dois, um olhar a chamar o outro, para referir que serão os objectos, com solicitações diferentes, a escolher-nos também...(só para contrariar resolvi que iria escrever textos sobre cada um dos objectos, para que nenhum ficasse com a pretensão de me ter escolhido, mas não tive tempo, só consegui escrever sobre o quadro e começar o do gato).
Colegas lêem o que escreverem
O Professor diz-nos que a figura estranha em barro espalmada se chama Trinacria ou algo assim, e é uma Divindade/amuleto da Sicília que dá sorte Depois perguntou quem a tinha escolhido porque a escolha dos objectos também era reveladora. Quem escolhesse este objecto era porque nas opções de escrita não escolhia o óbvio.Depois referiu que o gato seria mais apelativo a um universo feminino, do intimismo, da casa, Deus associado à mulher. Aí, já preocupada com o que a minha escolha revelaria, não me contive e resolvi perguntar o que é que significaria escolhermos o quadro. E seria a ideia de errância, viagem, descoberta (vá lá, não me parece mal).
Citou uma frase do poema na página 55, que considera muito bonita:
"No espaço mais azul da ilusão
as coisas acontecem,
verdadeiras,
deixam de ser miragem."
TPC: Pegar nas últimas palavras de cada poema: Não quero. Um sonho. Nada. Não mais. Mais nada. Porquê...e escrever um texto, no qual estas palavras surjam, por exemplo, num diálogo .
Na 2ª sessão, a autora está presente, tem uma voz cheia e bonita, colocamos-lhe diversas questões e responde a algumas.
Quero ir:
Ando a ler com rebuçados de limão
- Imagens;
- Entre dois rios e outras noites;
- Poesia Reunida 1990-2005 (que inclui o Imagens);
De Jorge Reis Sá:
- Todos os Dias;
- O Dom
- Os Esquilos de Long Island;
- Biologia do Homem;
- Livro de Estimação;
- Vou para Casa;
(aguarda vez, Terra).
De Daniel Maia-Pinto Rodrigues:
- Dióspiro, Poesia Reunida 1977-2007;
De Patrícia Reis:
- No Silêncio de Deus;
- Cruz das Almas;
(aguardam vez: Amor em Segunda Mão e Morder-te o Coração)
De Baptista-Bastos:
- A Bolsa da Avó Palhaça.
De Valter Hugo Mãe:
- O Apocalipse dos Trabalhadores;
(aguarda vez, O Remorso de Baltazar Serapião);


