Hoje foi verdadeiramente um dia de folhas, na maioria castanhas, como recortadas de propósito para ilustrar o Outono, a voarem pelo chão, iluminadas ainda nas árvores pelo entardecer e uma a assustar-me quando de repente como uma mão atirou-se contra o vidro da frente do meu carro.E porque tive tempo de pensar enquanto andava pela manhã fria desenvolvi a ideia que vivemos em planos. Passou por mim uma menininha gorducha que com passos curtos conseguia acompanhar os da mãe ou avó que a levava pela mão. Parecia segura na aprovação da adulta ao seu lado, feliz por manterem a pressa na subida. Imaginei que aos olhos de senhoras também surgiria fofinha só por ser criança. Depois lembrei-me dos meus tempos da escola, quando normalmente as gorduchinhas e gorduchinhos não eram populares. E pimba lá me veio a ideia dos planos. Consoante as pessoas com quem estamos, o local, a actividade, interagimos de forma diferente, e podemos ver-nos de forma distinta. Felizes e infelizes consoante nos vêem ou acreditamos ser vistos, como um Narciso com tantos e dispares reflexos quanto os riachos por que passasse.

Sábado fui conhecer o novo Centro Comercial, o Mar Shopping. Além de uma Fnac, tem uma nova livraria chamada Wook. Comprei lá um livro da Taschen sobre pintores românticos e ofereceram-me uma espécie de jogo de origami, com quadrados coloridos e instruções. Quando tiver tempo vou ver se consigo fazer alguma coisa com os quadrados.
Domingo, dia 12, lá fui eu com uma amiga, primeiro à .jpg)