sexta-feira, janeiro 10, 2020

Post 7303 - Desafio de Escrita dos Pássaros 17 # Luz e sombra


Luz e sombra
Para haver sombra tem de haver luz, senão cairíamos na escuridão, tão completa que nada conseguiríamos ver.
O tema fez-me pensar na pintura, em como através do sombreado se consegue o volume, a dimensão.
Desde criança que achava que conseguia desenhar alguma coisa (completamente iludida, claro). Ainda no liceu descobri uma casa na Rua Sampaio Bruno onde vendiam telas e tintas. Fui lá com a minha mãe pelo menos uma vez, outras vezes sozinha. Para se entrar, tínhamos de passar primeiro por um corredor barbearia, com duas ou três cadeiras onde o Barbeiro atendia senhores e não sei se não parava por lá também um engraxador, com a caixa de madeira com o assento para o cliente e lugar para guardar a graxa e escova.
Subíamos por degraus de madeira inclinados e lá em cima, numa sala pequena cheia de luz, estavam as telas e tintas, todas bastante caras, mesmo com o desconto de estudante.
Fui para as mais baratas e fiz alguns retratos em pastel. Depois tentei o óleo mas comprei uma única tela e pequenina. Tentei pintar um céu, mas não correu lá muito bem. Planeei pintar por cima alguma outra coisa, até hoje.
Bem mais tarde, inscrevi-me num atelier de pintura indicado por um amigo. Primeiro ficava em Leça, perto de uma Casa Museu que fui visitar. Depois mudaram-se para uma casa antiga no Marquês – também com degraus de madeira inclinados e uma sala com muita luz e cheiro a tinta.
Adorei as aulas sobretudo pelos professores e pelos colegas  - chegámos a ter um jantar com disfarces no dia das Bruxas e uma exposição pelo Natal.
Tentei pintar uma dona-redonda e não correu lá muito bem, e depois, a partir de uma fotografia, um auto-retrato, com um resultado final ligeiramente melhor (pudera, tinha a fotografia aumentada).
Talvez um destes dias volte a tentar pintar e me lembre da luz, da sombra e deste desafio.



terça-feira, janeiro 07, 2020

Post 7302 - Divulgação

Está para começar um Novo Campeonato de Escrita Criativa
Ver mais em: https://www.escritacriativa.org/campeonato-de-escrita-criativa/

Post 7301 - Livros 2020 (3) O Açougueiro de Alina Reyes

O Açougueiro de Alina Reyes


Resultado de imagem para O Açougueiro de Alina Reyes


Na contracapa:
"A contraposição entre o amor ideal e o amor físico, entre o devaneio e a realidade do desejo. Um mundo de fantasias sexuais magistralmente descritas, numa obra que rompe com os clichés tradicionais do romance erótico e constitui um exercício vibrante acerca do amor, do sexo, do quotidiano e da morte.
O primeiro romance de uma autora que promete, vencedora do prémio Pierre Louys de 1987."

Muito bem escrito.

Pág. 23: "Daniel! O meu lindo amor, o meu anjo negro. Gostaria de te dizer que te amo e que as minhas palavras fizessem um buraco, um grande buraco no teu corpo, no mundo, na massa sombria da vida. Queria esse buraco para te prender a mim (meteria lá uma boa corda como aquelas que prendem os paquetes ao cais e gemem terrivelmente no Inverno, por causa dos ventos fortes), queria esse buraco para mergulhar nele."
Pág. 48 " Então, rebentou a trovoada. O relâmpago, o trovão e a chuva. Uma chuva grossa, quente e cerrada. Levaram a mesa, à pressa, aos encontrões com gritos e risos pesados. Os plátanos começaram a agitar as folhas."

Sobre a autora, no site da Bertrand
Alina Reyes nasceu em Burges (França) em 1956.
O seu primeiro livro, "Le Boucher", ganhou o Prémio Pierre Louys em 1988 e está traduzido em mais de 25 línguas. É autora de diversas obras, entre elas, "Derrière la porte: Une aventure dont vous êtes le héros" (1994), "Poupée, anale nationale" (1998), "Corps de femme" (1999), "Ma vie douce" (2001) e "Une nuit avec Marilyn" (2002).
Publica crónicas em diversos jornais e revistas e, em 2001, realizou a curta-metragem "Métamorphoses" para a série do Canal+ "O erotismo visto pelos escritores".

domingo, janeiro 05, 2020

Post 7300 - Desafio de Escrita - Desafio dos Pássaros

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do desafio dos Pássaros, ver mais aqui:

Post 7299 - Livros 2020 (2) Mas Tem Que Ser Mesmo Para Sempre? de Sophie Kinsella

 Mas Tem Que Ser Mesmo Para Sempre? (Surprise me) de Sophie Kinsella

Mas Tem Que Ser Mesmo Para Sempre? 
Sylvie e Dan casados há dez anos, com tudo para serem felizes (casa, empregos, duas filhas) após uma consulta médica são confrontados com uma esperança de vida de mais 68 anos juntos. Para manterem acesa a chama da paixão, entre outras ideias, pensam em surpreender-se, mas segredos e um escândalo do passado levam-nos a questionarem-se sobre quem é o outro de verdade

Post 7298

23/12/2019
 Souflé de pescada

24/12/2019
 Bacalhau cozido, com ovos, batatas, cenouras, couve e grão e peru assado no forno
(eu fiz o jantar de Natal para sete)





31 de Dezembro de 2019
 Pescada assada no forno com manteiga e limão e filetes de pescada com batatas fritas e arroz de tomate e ervilhas (eu fiz o jantar para seis)

1/1/2020

Post 7297 - Pela blogosfera

Para lembrar

a Marta Elle do blogue Nota Dissonante
Se a vida te der limões faz uma limonada

ou

https://notadissonante.blogs.sapo.pt/

Tinha descoberto há pouco o seu blogue. Gostei dos quadrinhos com o Sapinho, Mr Green, e outros, e de como tornava especial o que descrevia

sexta-feira, janeiro 03, 2020

Post 7296 - Desafio de Escrita dos Pássados - Tema # 16 Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer


Tema # 16
Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer
Antes pensava como seria, agora há muito que já sei como foi, primeiro amor, conduzir, trabalhar, perdas.
Encontrei adultos com vinte anos e crianças com quarenta.
A vida acontece e o tema aplica-se bem a mim porque ainda não entendi o que é para fazer.
Os adultos que encontrei eram pessoas fortes e boas. Sobre a vida adulta é isso que devo tentar fazer e ser.