quinta-feira, março 19, 2020

Post 7379 - CNEC 19/47 - 1/10 - Texto-sonho



Quando eu tinha onze anos morreu a minha avó. A avó que estava a morar connosco, que me deu a minha boneca favorita, a Joaninha, que nos contava histórias, dava-nos a sopa, fez-nos cafuné nas sestas, tinha mais tempo e paciência para nós, dava os melhores chi-corações do mundo.
Os dias a seguir foram estranhos. Vi a nossa mãe tão triste. Fui percebendo o que a morte implicava, não podermos mais estar com a nossa avó, e a ideia que acontecia connosco. À mesa passámos a ser cinco em vez de seis. Mas para onde tinha ido? Para onde é que vamos? Será o fim? Pode existir algo sem ter sido criado, como o Universo e o que é o fim?
Comecei a ter sonhos com ela. Num dos sonhos, era-me dito, a mim que sentia saudades do seu abraço, que no mundo inteiro existem duas pessoas capazes de dar o mesmo abraço. Se a minha avó tinha desaparecido eu podia ir à procura da pessoa que daria um abraço igual.
Uma ideia estranha, porque mesmo que o abraço fosse igual não seria ela, mas ajudou-me, talvez por implicar que não perdera tudo, algo ficara, como a recordação para reconhecer a semelhança de um abraço.
. Continuo a querer guardar seja o que for que possa ter restado, e segurar momentos, por isso também comecei vários Diários.
Um consolo pequenino, como um abraço parecido, e uma razão para escrever.

quarta-feira, março 18, 2020

Post 7378 - Quarta-feira, 18.3.20

A planear cozinhar peito de peru ou frango assado para o jantar fui até ao supermercado (com pequena lista e sem ser para açambarcar), Menos trânsito, mais lugares para estacionar, menos pessoas nas ruas, em filas para mercados e farmácias, guardando distância entre elas. Quando chegou a minha vez, não havia nada de peru ou frango, e nota-se a falta de outros artigos. É angustiante entrar e ver prateleiras vazias, a distância e as esperas, e sobretudo pensar que ainda vai piorar.

Parece-me que de repente caí dentro de um livro de ficção cientifica, estou ainda nas primeiras páginas, e não sou um dos protagonistas, mas personagem secundária que poderá durar só mais alguns capítulos.

O que se passa fez-me também lembrar o 11 de Setembro.
Estava no cinema com a minha mãe e uma das minhas irmãs (fomos ver o filme O Planeta dos Macacos mais recente) e a outra irmã começou a ligar-nos ou a enviar sms.
Quando cheguei a casa tive a mesma sensação de irrealidade ao ver as imagens de America under attack. E o que aconteceu mudou o mundo, a percepção que dele tinha, quanto à segurança, ódios, terrorismo e morte.

Por um lado, o mundo é mais pequeno, pelas facilidades de comunicação, por outro lado, torna-se mais distante e inalcançável, Fechados em casa chegam até nós imagens assustadoras do que se passa a muitos kms de distância.

Por tudo isto é muito bom encontrar posts positivos pela blogosfera e estou com mais tempo para os ler, e todos os gestos de bondade e gentileza que nos possam fazer sentir como estamos ligados,  e que isto vai passar (como a iniciativa na blogosfera de um post por dia até ao fim do Corona, os telefonemas ou mensagens de amigos, o deixar passar à minha frente um senhor com mais idade, o guardar o lugar na fila para a menina que ia buscar um carrinho, etc).

terça-feira, março 17, 2020

Post 7377 - Terça-feira, 17.3.2020 - Com aditamento

Estou a pensar fazer pão em casa.
Lembrei-me da história contada pela minha mãe quando do racionamento durante a Segunda Guerra Mundial a minha avó tentou fazê-lo (não correu lá muito bem).
Estive a ler no Google, temos de pegar na farinha 55 sem fermento, juntar-lhe água, sal e fermento, este não pode tocar na água, e formar uma espécie de bola, deixá-la por alguns minutos, "sová-la" que será, pelo que percebi, puxá-la e deixá-la voltar ao sítio, formar bolas mais pequenas e ficarem a levedar por uma hora, cobertas com um pano, e vão para o forno.

Graças ao Repórter do blogue Vidas ou https://vidassem.blogspot.com/ consegui um link sobre como o fazer:

https://www.youtube.com/watch?v=o7XNiONFt8w

segunda-feira, março 16, 2020

Post 7376 - CNEC 48/20 - 1/10 - Um olhar




Eram quinze para a meia-noite, de um Domingo chuvoso, quando teve de sair. O seu cão Jolie já lhe dera dois ou três latidos de aviso.
Estava frio lá fora, mas andar aqueceu-o.
Já no regresso, o Jolie insistiu em que seguissem pela direita. Perto do Posto de Abastecimento reparou no casal junto a um carro preto, de faróis ligados. Ele enchia o depósito, ela próxima dele, imóvel. Não falavam. O Jolie, normalmente afável com todos, mesmo com estranhos, rosnou baixinho na direção do homem.
Só por acaso o seu olhar encontrou o dela e leu nele um pedido de ajuda.
Não sabia o que poderia fazer. Ele o Jolie estavam já os dois entradotes.  Fixou a matrícula, tentando decorá-la. Percebeu que atraíra a atenção do homem. Ele posicionara-se à frente da mulher, escondendo-a com o volume superior do seu corpo.
- Você quer arranjar problemas?
- Não senhor, não quero.
- Então, ponha-se a andar!
Algo lhe deu coragem para permanecer e responder-lhe:                        
- Mas a senhora vem comigo.
Tinha a mão direita enfiada no bolso do impermeável, agarrou a pequena lanterna que lá guardava e empunhou-a, fê-la visível como uma arma. Percebeu que o outro hesitava, até que agiu. Empurrou a mulher para cima dele. Meteu-se no carro e arrancou.
Quando a mulher foi empurrada na sua direção quase caíram os dois. Depois ela abraçou-se a ele a chorar. O carro era dela e estava a ser vítima de um assalto ou algo pior. “Salvou-me” disse ela. “Salvou-a”, confirmaram os agentes da polícia quando chegaram e identificaram o individuo como perigoso.
Nessa noite demorou menos a adormecer e comentou antes com o Jolie, “salvámo-la.”

domingo, março 15, 2020

Post 7375 - Domingo 15.3.2020

Breve saída de carro para comprar pão e o jornal, num Domingo com chuva e mais silencioso do que o costume. Um café/restaurante (a Barcarola) fechado, no Doce Alto, apenas uma cliente além de mim, fila no Posto de Combustível onde não se entra para a loja, mas as pessoas são atendidas pela janela. Num colégio que sempre estaria fechado por ser Domingo tinham pendurado um cartaz colorido e que terá sido feito pelas crianças com a frase: Vai correr tudo bem.

Chavela Vargas - LLORONA DIRECTO con subtitulos español YouTube



Na Sexta-feira à noite, no 2º Canal transmitiram um documentário sobre ela, além da sua voz e interpretação, uma mulher extraordinária.

sexta-feira, março 13, 2020

Desafio de Escrita dos Pássaros 2.7 - O meu Elogio Fúnebre


Elogio Fúnebre


Maria X morreu com a bonita idade de duzentos e noventa e três anos (quando já todos começavam a pensar que não havia maneira de o fazer) e não parecia fisicamente mais de quarenta (ou trinta e cinco, como peremptoriamente afirmava).
 Já de cabeça (estava cada vez mais chata) gostava de recordar os “bons velhos tempos” em que todos tinham telemóvel e andavam de carro (e havia muita poluição) em vez de bicicleta.
A sua vida e existência foi importante, como para a aprovação recente da Eutanásia.
E teve uma boa morte, depois de ter viajado duas vezes à volta do mundo, tendo estado em quase tantos países como aqueles que existem – não podendo ir obviamente aos que já não existem, e também não querendo ir àqueles mais instáveis ou perigosos para os viajantes – plantou várias árvores, teve várias aventuras, descobriu o segredo da felicidade, da vida após a morte, e de todas as doenças, escreveu alguns livros, e depois dos duzentos e trinta, teve três filhos que a visitavam com frequência, e a acarinhavam (mas também só conviveram com ela menos anos e os últimos não muito perto.
Que repouse em paz.


quinta-feira, março 12, 2020

Post 7372 - Desafio de Escrita (19/47) 9/10 - O que vejo da minha janela





Moro no trigésimo andar, que rua estreita separa dos edifícios do outro lado. Sinto‑me mais próximo do vizinho da frente que das pessoas que vejo na rua, do tamanho de formigas.
De há meses para cá comecei a seguir com atenção a vida do casal em frente. Talvez porque me vi sozinho -  a mulher revolveu “dar um tempo” e foi para casa da mãe, ou porque a mulher do meu vizinho era uma loura lindíssima com um riso alegre que adivinhava ou conseguia até escutar nos dias de calor.
Apercebi-me de que também discutiam com reconciliações apaixonadas, da sala iriam para o quarto, deixando eu de os ver, mas adivinhando o que se seguiria.
No entanto, a última discussão foi diferente. Gritavam um com o outro e ele cresceu para ela. Acreditei que a iria agredir quando tive de responder ao bater incessante à minha porta. Era a entrega de uma encomenda. Assinei e corri de volta para a janela.
Já não os vi. Era impossível que tão depressa pudessem ter passado da discussão para a reconciliação.
Continuei atento e cada vez mais preocupado. Voltei a vê-lo a ele, na sala. Jantava com a televisão ligada e apagava a luz quando se ia deitar. Mas ela, nada. Nunca mais ouvi o riso alegre.
Ontem, já tarde, vejo-o a vir do quarto com um volume pesado e depois na rua a puxar o tal volume para o carro estacionado perto.
Liguei à Polícia e contei-lhes que acabara de ver: o vizinho a levar o cadáver da esposa para o carro. Vi-os chegar. Rodearem-no. Abriram a mala do carro e subiram.
Lá dentro apareceu a loura de roupão com ar engripado. Estava viva!
O agente apontou pela janela e os três olharam para mim.
Pondero agora mudar-me para casa de sogra


terça-feira, março 10, 2020

Post 7371 - Eu, testemunha

Com poucos dias de antecedência recebi a notificação para depor como testemunha num julgamento marcado para a última quinta-feira.
Pelo numero do processo e pelas partes indicadas depreendi que seria pelo acidente de viação a que assisti em parte em Abril de 2015.
Poderia ser um problema, mas desde há alguns anos que mantenho, tchan, tchan, tchan tchan, os diários chatos (chatos porque quando os vou ler são repetitivos e praticamente deles nada se aproveita).
Localizei o dia em causa, reli e relembrei-me do que se passara.
Eu estava preparada.
Podia responder a todas as questões, sobre o local, o dia, a hora, o estado do tempo, o estado da via, o km em que sucedeu, os veículos envolvidos, os danos, as pessoas que lá estavam, tudo!
Eu ia ser uma grande testemunha!
Cheguei uns minutos antes (por acaso tive boleia, e em frente ao tribunal tinham batido dois carros e já estava lá a policia) apresentei-me, esperei e... partes resolveram o litígio com acordo.

segunda-feira, março 09, 2020

Post 7370 - Livros 2020 (19) Epílogo Bônus: A Noiva do Capitão Tessa Dare

Epílogo Bônus: A Noiva do Capitão Tessa Dare

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Post 7369 - Cinema na televisão - O Dia a seguir






Cartaz do Filme

O Dia a Seguir (The Aftermath) de James Kent
com Keira Knightley, Jason Clarke e Alexander Skarsgard, baseado no livro com o mesmo título de Rhidian Brook


"Na Alemanha do pós-guerra em 1946. Rachael Morgan (Keira Knightley) chega às ruínas de 
Hamburgo, para se reunir com seu marido Lewis (Jason Clarke), um coronel britânico 
encarregado de organizar a cidade destruída, na casa confiscada a um arquitecto e viúvo alemão (Alexander Skarsgård) onde também vive a sua filha adolescente."

domingo, março 08, 2020

Post 7368 - Domingo, 8.3.2020

Hoje no Google:

Dia Internacional da Mulher 2020

Almoço a quatro (eu, N., R. e I.) com prendas (estojo-lagosta e borracha) e à saída, flor e amostras de creme por ser dia da Mulher
E antes, livro prenda livro da SF, prenda compota de tangerina de MC e prenda lenço da MS

 




Post 7367 - Sábado, 7.3.2020, Cinema na televisão - Uma luta desigual

Uma luta desigual (On the Basis of Sex) de Mimi Leder, com Felicity Jones, Justin Theroux,

Cartaz do Filme

Post 7366 - Sexta-feira, 6.3.2020


Abigail e a Cidade Proibida : PosterAbigail e a Cidade Proibida de Aleksandr Boguslavskiy e  Bombshell - O Escãndalo, de Jay Roach, com Charlize Theron, Margot Robbie e Nicole Kidman

Cartaz do Filme

sexta-feira, março 06, 2020

Post 7365 - Desafio dos pássaros 2.6 “oh não, um vírus outra vez!”


“oh não, um vírus outra vez!”


Já não me lembro muito bem de como foi o anterior, mas tenho quase a certeza absoluta que não foi tão alarmante como este está a ser.
Sinto a pairar sobre nós uma nuvem cinzenta cada vez maior e mais escura.
Primeiro estava na China e pareceu quase um filme, até pela rapidez anunciada e concretizada na construção de um Hospital.
Depois foi-se aproximando, Itália, Espanha, e chegou cá.
Invadiu os telejornais, os jornais, as revistas e as conversas. Discute-se sobre a linha de apoio, planos de contingência, hospitais esgotados, quarentenas voluntárias, enquanto crescem os casos confirmados – para já serão nove, e os casos suspeitos não validados.
Cancelam-se voos e viagens eventos são adiados.
Fala-se sobre a prevenção – ouvi dizer que beber muita água e chá de erva doce ajuda, mas ainda não fui comprar o chá. É importante lavar as mãos, desinfectar tudo com lixivia. Evitar espaços fechados com muitas pessoas, cumprimentos e proximidade, e tossir para os cotovelos. Ligar para a linha de apoio se tivermos febre alta, tosse e/ou dificuldade respiratória.
Sinto-me já ligeira e hipocondriacamente resfriada.
Com a minha sorte se apanho isto, será já quando não há quartos livres, ainda terei de ir para uma tenda improvisada, sem livros, e poderei passar a seguir para outro plano mais quente. O que não queria era contagiar ninguém.
Por isso espero que descubram depressa um remédio e uma vacina.


Post 7364 - Participar em Campeonato de Escrita, divulgação


Apesar de ainda não ter terminado o 47º Campeonato Nacional de Escrita Criativa, vai começar no próximo dia 9 de Março o 48º.  

"O Campeonato Nacional de Escrita Criativa é uma prova semanal de escrita enviada via e-mail para os concorrentes – e avaliada por um júri composto por três pessoas: Pedro Chagas Freitas, escritor, Sara Câmara Leme, tradutora, e Rui Miguel Mendonça, jornalista.
 O prémio para o vencedor é a publicação de uma obra da sua autoria.
 E assim, durante 10 semanas, se viaja pelos territórios da escrita e da criatividade."




Post 7363 - Receita, carne assada no tacho

- Estrugido ou refogado (cebola e alho picados e azeite);
- Carne lá para dentro com palitos de cenoura, temperada com vinho branco, sal, pimenta e folha de louro, a estufar em lume brando;


quinta-feira, março 05, 2020

Post 7362 - CNEC 47/19 - 8/10 - A cura para a tristeza

Maria dos Santos elegeu como religião a ciência. Sempre muito aplicada, após a licenciatura na área da química, dedicou-se à investigação, coleccionando pós-graduações, dois mestrados e um doutoramento. Este ultimo, embora o negasse, deixou-a esgotada.
Sobreveio então o choque de descobrir que lhe tinham roubado uma descoberta na qual trabalhava há dois anos. Participou à polícia, protestou que teria sido espiada. O inquérito foi arquivado com a conclusão que teriam ocorrido duas investigações em paralelo e o seu colega fora apenas mais rápido na apresentação.
Ela não aceitou este despacho. Tentou recorrer, participou dos magistrados. Só falava nisto. Começou a ser objecto de anedotas como: Sabes a última da Maria? O Midas roubou-lhe o toque e nada em ouro (não têm lá muita piada para quem está fora da comunidade científica).
Sobranceira a tudo e todos, dedicava-se com mais afinco à sua nova investigação. Cobriu as janelas com panos pretos, despojou a sala de quase tudo, pintou as paredes com lixivia para destruir câmaras escondidas, reduziu ao mínimo o registo dos seus passos e recorria a códigos de escrita tão complexos que ela própria tinha dificuldade em decifrá‑los.
Não queria sair da sua sala-laboratório e passou a dormir lá. Deixou de se lavar e encomendava as refeições que recebia com a porta entreaberta, quase fechada.
Esqueceu-se de pagar a renda, não respondeu a citações do tribunal e foi despejada. Na execução do despejo agarrou-se a um caderno, comeu as primeiras páginas, gritando que aquela não lhe roubavam, e desatou a rir, clamando ter descoberto a cura para a tristeza.
Levaram-na primeiro para o Hospital S. João, depois para o Magalhães Lemos. Diagnosticaram-lhe uma psicose e foi medicada. Enquanto lá estava, teve um AVC grave. Nada puderam fazer, mas ela morreu a sorrir, com ar feliz.
O caderno perdeu-se nos transportes.


segunda-feira, março 02, 2020

Post 7361 - Livros 2020 (18) The Wicked King de Holly

The Wicked King de Holly Black

The Wicked KingSINOPSE 
(no site da wook)
I have heard that for mortals, the feeling of falling in love is very like the feeling of fear.
Jude has tricked Cardan onto the throne, binding him to her for a year and a day. But the new High King does everything in his power to humiliate and undermine her, even as his fascination with her remains undimmed.
Meanwhile, a traitor in the court is scheming against her. Jude must fight for her life and the lives of those she loves, all while battling her own complicated feelings for Cardan.
Now a year and a day seems like no time at all...
CRÍTICAS
Holly Black is the Faerie Queen»

Victoria Aveyard

domingo, março 01, 2020

Post 7360 - Livros 2020 (17) O Príncipe Cruel de Holly Black


Bertrand.pt - O Príncipe Cruel
O Príncipe Cruel, Volume 1 de Holly Black 
No site da Bertrand, Sinopse
Passaram dez anos desde que Jude e as irmãs foram raptadas pelo assassino dos seus pais e levadas para Faerie — o reino das fadas. Jude sente um verdadeiro fascínio pela beleza destes seres mágicos e imortais, mesmo sabendo que também são malévolos e impiedosos, e continua a sonhar em pertencer a este mundo encantado.
Mas o povo das fadas despreza mortais e, para se tornar cavaleira e receber um lugar na Corte, Jude tem de arriscar a sua mortalidade e desafiar o príncipe Cardan, o filho mais novo e mais cruel do Rei Altíssimo. O príncipe odeia Jude e tudo fará para se ver livre dela. Tudo!
É então que Jude se envolve nas intrigas e atividades de espionagem do palácio, acabando por descobrir o seu próprio talento para derramar sangue. E quando o seu sonho está prestes a tornar-se realidade, o destino de Faerie fica por um fio, obrigando Jude a fazer uma inesperada e perigosa aliança para salvar as irmãs e o reino que tanto a rejeita.
As fadas não são de confiança,
Mesmo quando dizem a verdade…
CRÍTICAS
«Exuberante, perigoso, uma obra negra de ficção.»
Leigh Bardugo
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Uma lufada de ar fresco nas histórias sobre fadas… A sua complexidade, personagens misteriosas, sensualidade sem artifícios e narrativa aguçada conspiram para aliciar o leitor.»
The Guardian

Gostei muito deste livro.