sexta-feira, novembro 08, 2019

Post 7252 - Hoje no Google



Cláudio Bravo - pintor hiper-realista chileno que viveu e trabalhou em Tânger, Marrocos, desde 1972 (nasceu no Chile em 8.11.1936, morreu no dia 4 de Junho de 2011, em Tarudante, Marrocos

Desafio dos Pássaros 9 - Numa ilha deserta


Tive muito frio durante a noite. Só o estar tão cansado fez com que teimasse em dormir. Não queria acordar, apesar do frio. E então, pouco a pouco, senti o calor a chegar, mas também a luz, cada vez mais forte. Não pude adiar mais despertar. Abri os olhos e tive de os fechar logo a seguir. O sol pairava sobre mim. E sob mim, areia, grãos de areia que comecei a sentir como me picavam. Estava nu. Mas onde estava?
Não me lembrava de nada. A praia estendia-se infindável, areia branca, palmeiras e coqueiros paralelos à linha do mar, água azul verde em ondas suaves. Tinha caído num postal de algum lugar paradisíaco, mas não sabia como…
Nada via em redor, nada que fosse construído pelo homem, era só natureza, mar, vegetação, areia… e estava nu. Nu, num paraíso, qual Adão, mas sem Eva.
A última coisa que recordava era ter saído à noite para a despedida de solteiro do Pedro, mas a ideia era irmos para um Bar. Não estava prevista uma ilha e o noivo era ele. Nenhuma razão descobria para ser eu, naquela ilha deserta e sem roupa.
Enquanto pensava, levantei-me e consegui arranjar uma espécie de sunga com folhas. Mais apresentável fui à procura de algo ou alguém, ou de uma explicação.
Descobri que estava numa Ilha pequena e deserta. Consegui apanhar umas bananas e beber água numa ribeira, com peixes – deduzi que se a água era boa para os peixes também o seria para mim.
Depois juntei uns troncos, esfolei os dedos em duas pedrinhas e não consegui iniciar uma fogueira. Pensei que seria mais fácil. Devia sê-lo!
Quando quase desatinava, afinal já estava ali há quase uma hora, pelo menos desperto, e só tinha comido umas bananas, avistei um barquinho no mar. Nele vinham o Pedro e os outros.  Nunca poderia imaginar o que me contaram, mas isso ficará para um próximo capítulo, nesta história das minhas incríveis aventuras.

Post 7250 - Toscos de bacalhau (ainda sem fotografia)

- Cozemos o bacalhau com o alho esmagado e um fio de azeite, depois tiramos a pele e espinhas;
- Cozemos as batatas em água e sal;
- Cebola e alho picados, azeite, juntamos o bacalhau, as batatas, salsa lavada e cortada, dois ovos mexidos, sal, pimenta, farinha maizena, leite;
- Fritamos em óleo;

(primeiro era para ser pastéis de bacalhau,mas depois lembrei-me da dificuldade em conseguir formá-los com duas colheres, pensei nas pataniscas e saíram os toscos, assim baptizados pela Emília)


Post 7249 - Desafio de Escrita 4/10 - Um velho sozinho num banco de um jardim



Um velho está sentado sozinho num banco de jardim.

Começa a escurecer.
As pessoas passaram por ele apressadas, sem se deterem, empurradas pelo vento, embrenhadas nos seus afazeres.

Antes, ele não se apercebeu logo do frio que fazia. Deu por si tão enregelado que desistiu de se mover.
Pensava: tenho um problema. Mas já não sabia bem que problema era. Alguém o levara para ali? Seria um castigo?
Quem o deixara ali? O seu filho ou o seu pai?
Nunca percebera o seu pai. Devia gostar dele, mas nunca lhe disse isso, nunca lhe deu um beijo. Vivia para o trabalho, ou assim parecia. Morreu novo, nem tinha ainda quarenta anos.
Tentara ser diferente com o seu filho. Em criança era um menino lindo. Mas quando cresceu, ficara parecido com o avô. Cada vez mais, até na ruga da testa e na falta de tempo. Zangava-se consigo porque andava esquecido ou não andava de todo.
Sabia que o seu tempo acabava, mas ninguém tinha tempo para o ouvir.

Quando mais ninguém por ali passava, e ficou tão escuro que já nem as próprias mãos sobre os joelhos via, sentiu que alguém chegava.
Sentou-se ao seu lado, emanava calor, aqueceu-o e abraçou-o.

No dia seguinte saiu uma breve noticia no jornal, sobre o idoso senil que saíra do Lar, sem se saber quando ou como, e foi encontrado morto, sentado sozinho num banco do jardim.

quarta-feira, novembro 06, 2019

Post 7248 - Livros 2019 (99) - O Que Sabe o Vento de Amy Harmon


O Que Sabe O Vento

O Que Sabe o Vento de Amy Harmon


No Site da Fnac:
"Numa Irlanda dividida, uma história de amor épica quebra as barreiras do tempo.
«Só o vento sabe o que verdadeiramente vem primeiro.»
Anne Gallagher cresceu encantada pelas histórias do avô acerca da Irlanda. Destroçada pela morte dele, viaja até à sua casa de infância para espalhar as cinzas do avô no lago Lough Gill. Aí, invadida pelas lembranças do homem que adorava e consumida pela história que nunca conheceu, vê-se levada para uma outra época.
A Irlanda de 1921, à beira de uma guerra civil, é um sítio turbulento e instável? Mas é lá que Anne inesperadamente desperta, desorientada, ferida e ao cuidado do Dr. Thomas Smith, o homem que a resgatou do invulgar acidente que sofreu e que é tutor de um rapazinho que lhe é estranhamente familiar. Confundida por todos como a mãe perdida do rapaz, Anne adota a sua identidade, convencida de que o desaparecimento dessa mulher está ligado ao seu.
Com a tensão a escalar no país, levando Thomas a juntar-se à luta pela independência da Irlanda, Anne vê-se arrastada para o conflito e percebe que vai ter de decidir se estará disposta a desistir da vida que conhecia por um amor que nunca pensou vir a encontrar. Mas será mesmo dela a escolha?
Numa inesquecível história de amor, a viagem impossível de uma mulher através de décadas pode mudar tudo?"
Sobre a autora, no site da TopSeller:
"Amy Harmon é uma autora norte-americana cujo nome consta das listas de bestsellers do Wall Street Journal, do USA Today e do New York Times.
Com um talento aguçado para criar narrativas únicas e encantadoras, já viu os seus livros traduzidos para 17 línguas, sendo reconhecida mundialmente."

domingo, novembro 03, 2019

Post 7247 - Sexta-feira, 1.11.19

Maléfica II (Maleficent; Mistress of Evil de Joachim Ronning, com Angelina Jolie, David Gyasi, Elle Fanning, Michelle Pfeiffer)
Resultado de imagem para cinema Maléfica 21200 × 627
Não gostei assim muito, sobretudo pelo final, concretizando com Spoiler: morrem personagens queridas, a má é simplesmente transformada numa cabra, e vão todos celebrar o casamento, como se antes não estivessem a tentar matar-se uns aos outros e não tivessem mesmo morto companheiros dos dois lados?

sexta-feira, novembro 01, 2019

Desafio de Escrita dos Pássaros 8# Carta para a criança que fui


 Carta para a criança que fui



Está-me cá a parecer que o melhor é não te dizer muito, mesmo quase nada, porque acho que até foste mais ou menos feliz, não quereria estragar isso.
O que é que eu te poderia dizer?
Para teres menos receio, ousares mais…mas depois ainda ousas demais, cais dentro de um buraco e não chegas a adolescente.
Abraça mais o presente e aqueles que estão aí contigo, mas sei que à tua maneira o estás a fazer. Lembro-me da intensidade com que vivia quase tudo, como do centro do universo um pequeno problema me poderia reduzir à minha real insignificância. Poderia dizer-te que tudo isso passará, não era assim tão mau, um dia não irás recordar nem metade desses dramas.
Talvez o único conselho que te poderia dar é: quando receberes de prenda aquele diário com chave, que ainda tenho por aqui, pensares um pouco melhor no que vais lá escrever, porque aquilo a nível dos temas está uma desgraça, e para teres cuidado com os erros, uma vergonha, afinal já tinhas dez anos, deverias ser capaz de escrever melhor (nem com o acordo ortográfico lá ias).
Pronto, seria só isto. Aproveita os bons momentos, vive-os, sê só um pouco mais corajosa se conseguires, e se quiseres escrever naquele Diário, esquece, ou adia  por um ano ou dois, ou cinco…

Post 7245 - Livros 2019 (98) A Yuletide Kiss de Glynnis Campbell


Resultado de imagem para a yuletide kiss

A Yuletide Kiss: A Warrior Maids of Rivenloch short story de Glynnis Campbell