sexta-feira, janeiro 04, 2019

Post 6957 - Livros lidos em 2018 - 101


A Paixão de Wilde de Eloisa James
Taunting Krell de Laurann Dohner (r)
To claim his girl de Sam Crescent
Milagre de Amor de Eloisa James (r)
The Darkest Fire de Gena Showalter
Amante de sonho de Sherrilyn Kenyon (r)
O Mistério do Coelho Pensante de Clarice Lispector
Quase de Verdade de Clarice Lispector
A Mulher que Matou os Peixes de Clarice Lispector
A Vida Íntima de Laura de Clarice Lispector
The Darkest Passion de Gena Showalter
Heart of Darkness de Gena Showalter
Dry Spell de Vi Keeland
The Italian de Lisa Marie Rice
Slade de Laurann Dohner
Hot Secrets de Lisa Marie Rice
Reckless Night de Lisa Marie Rice
Fatal Heat de Lisa Marie Rice
Secluded de Lisa Marie Rice
São Salvador do Mundo - texto de Valter Hugo Mãe, ilustração de Rui Effe
Una Imperfecta Flor Inglesa de Concha Alvarez
Beauty de Laurell K Hamilton
Bite de Laurell K. Hamilton
A Girl, a Goat and a Zombie de Laurell K. Hamilton
Wounded de Laurell K. Hamilton
Três Coroas Negras de Kendare Blake
A Noiva da Primavera ou The Virgin Spring de Debra Lee Brown
Uma Noiva Tentadora de Sherry Thomas
Uma Beleza Sedutora de Sherry Thomas
Ravishing the Heiress ou Uma mulher para todas as estações de Sherry Thomas
Herança da Paixão ou The king's Pleasure de Shannon Drake
Woman on the run de Lisa Marie Rice
Sherry Thomas Claiming the Duchess
Dança com o diabo de Sherrilyn Kenyon
Os anéis do tempo de Chus Nevado
The Perfect WIfe - A esposa perfeita de Lynsay Sands
Para além das brumas de Karen Marie Moning (r)
Coração Negro de Naomi Novik
The Highlander Takes a Bride de Lynsay Sands
Sex, not Love de Vi Keeland
Acheron de Sherrilyn Kenyon
Regressar de Catherine McKenzie
O Guerreiro dos Sonhos de Sherrilyn Kenyon
Só em Sonhos de Sherrilyn Kenyon
Amor por Encomenda de Catherine Mckenzie
O Boss de Vi Keeland
O Guardião de Sherrilyn Kenyon (Lydia e Seth)
O Diabo também Chora O Predador da Noite - Vol. 12 de Sherrilyn Kenyon
Amor em Quarto Crescente de Sherrilyn Kenyon (Fang e Aimee)
The Switch de Lynsay Sands
A Escolhida - Irmandade da Adaga Negra - Volume XV, de J. R. Ward
The Spinster Bride de Jane Goodger
À luz da meia noite de Sherrilyn Kenyon (r)
Tiger de Laurann Dohner (r)
Na Sombra do Perigo de J. R. Ward, Volume IX
Na Sombra da Noite (1) de J.R. Ward
O Beijo da Meia-Noite (1) de Lara Adrian
Ascensão à Meia-Noite de Lara Adrian
How The Duke was won de Lenora Bell
Contos de Fevereiro
A Cama da Paixão de Laura Lee Guhrke
Sombras da Meia-Noite de Lara Adrian (Alex
Na Sombra do Pecado de J. R. Ward
Na Sombra do Dragão de J. R. Ward
Outlander de Diana Gabaldon
Sedução da Noite de Sherrilyn Kenyon
O Príncipe Feliz - O Rouxinol e a Rosa - O Gigante Egoísta de Oscar Wilde
Prazer da Noite de Sherrilyn Kenyon
O Guerreiro Highlander de Monica McCarty
Dança com o Diabo de Sherrilyn Kenyon
O Natal de Um Predador da Noite de Sherrilyn Kenyon
À Solta na Noite de Sherrilyn Kenyon
Babysitter wanted de Mia Madison
Beijos sombrios de Sherrilyn Kenyon
Lizzie Lynn Lee - Leões do Serengueti 01 - O Leão de Jennifer (o)
Hard Wood de Jenika Snow
O lado negro da lua de Sherrilyn Kenyon (r)
The Maiden de Jude Deveraux
The Duchess de Jude Deveraux
Mensagens do Céu de Jack Canfield, Mark Victor Hanseu e Amy Newmark
Aquele Rapaz Tão Meigo de Mario Cyr
Algo de Especial de Iris Murdoch
Stroke of Midnight (1001 Dark Nights) de Lara Adrian
Miracles de Judith McNaught
Hölder, de Hölderlin de Maria Gabriela Llansol
The king of Hel de Grace Draven
A Viagem de Maria do Vale Cartaxo
Um Destes Dias de Jorge Eusébio
Os InDiferentes de José de Matos-Cruz
O Eléctrico de Alexandra Quadros
Corpo da Sombra de José Antunes
Propositioning Mr. Raine de Laurann Dohner
Loving Deviant de Laurann Dohner
Something wicked de Laurann Dohner
Stepbrother fallen de Aya Fukunishi
Anjo Audaz/Velvet Angel de Jude Deveraux
Sex, Love, Repeat de Alexandra Torres
Hollywood Dirt de Alexandra Torres
A Metamorfose de Franz Kafka (r)
Unbreak My Heart de Nicole Jacquelyn
With Everything I Am de Kristen Ashley 

quinta-feira, janeiro 03, 2019

Post 6956 - Livros 2019 (2) A Fonte de Mafamede de Fernando Évora

A Fonte de Mafamede de Fernando Évora - Prémio Manuel Teixeira Gomes- Menção honrosa 2001, Muito bem escrito e triste (a história de Ana e Bastião.

Sinopse no site da Wook:
"Neste texto o autor conduz-nos ao século XVI e a Benafátima, pequeno lugar da serra algarvia. Aqui, onde vive a jovem Ana, parecem distantes as novidades das descobertas e dos novos mundos. Contudo, da cidade virá um prior, um boticário e um escravo negro, o que irá perturbar a vida nesta povoação. Só que os novos tempos não são os do progresso, antes os da intolerância."
O autor Fernando Évora nasceu em Faro, em 1965. Tem-se afirmado como autor de contos, modalidade onde já obteve vários prémios literários. Além de alguns textos dispersos e incursões na literatura infantil, publicou uma pequena novela histórica, A fonte de Mafamede, e uma quase-fábula, Como se de uma fábula se tratasse.

"Soube que Mafamede não mais tinha regressado ao povoado. Soube também que agora se chamava aquele sítio a nascente do desorelhado e que se dizia ser a sua água venenosa, quando amor mais puro não havia eu conhecido"

A Fonte de Mafamede

Post 6955 - Desafio de Escrita 7/10 - Um homem entra numa loja



Um homem entra numa loja, e pouco depois, agarrando um blusão, sai apressado.
A funcionária estava meio atenta mas talvez pelo movimento súbito apercebe‑se do sucedido e alerta o segurança, que por sua vez chama outro.
Corre atrás dele pelo centro comercial, na direcção do colega, e cercam-no.
Trocam insultos que envolvem as respectivas mães, até que conseguem agarrá‑lo.
Entretanto, chegam dois agentes da polícia que o levam detido para a esquadra. O blusão é apreendido como meio de prova e a gerente formaliza a queixa.
Duas horas depois é conduzido ao tribunal para o julgamento em processo sumário. O defensor que lhe foi nomeado aconselha-o a confessar “porque a prova é forte”, e diz-lhe varias vezes que “deve declarar-se arrependido.”
Esperam os cinco no grande hall, ele, o defensor, os dois agentes e a funcionária da loja.
Um dos agente conta uma piada:
“Um homem entra numa loja de lingerie, vai ter com a funcionária ao balcão e pede-lhe: “Precisava de ajuda para escolher uma prenda para a minha namorada”
Ela responde-lhe a sorrir, “Tenho umas meias com liga muito finas, quer ver?
- “Claro, mas primeiro queria escolher a prenda”.
Os quatro riem. Ele, não.
Entra finalmente para a sala de audiência. Dizem-lhe para se levantar quando entra o juiz. Todos ali vestem preto, menos ele, e a sala é gelada.
Confirma os dados da sua identificação, ouve a acusação. Quando o juiz lhe pergunta se quer falar, diz primeiro que não, depois lembra-se:
“Declaro-me arrependido!”
- “Mas afinal confessa?”, pergunta o juiz.
O defensor acena-lhe para responder que sim e é o que faz.
Mal ouve ou percebe a sentença. Foi condenado numa multa. O defensor explica-lhe que se não pagar pode ir preso.
Pensa depois: ninguém lhe perguntou, mas o blusão era o dele.

terça-feira, janeiro 01, 2019

Post 6954 - Livros 2019 (1) A Lua-de-mel de Sophie Kinsella



Wook.pt - A Lua-de-MelA Lua-de-mel de Sophie Kinsella

Decepcionada por Richard não a ter pedido em casamento, Lottie, termina a relação dos dois, reencontra  Ben, um ex-namorado da adolescência, casa com ele e partem de lua-de-mel para a Ilha Grega de Ikonos.
Fliss, irmã de Lottie, quer resolver o problema deste casamento precipitado, assim como Lorcan, advogado da empresa do pai de Ben. Os dois, com o filho de Fliss, Noah, e Richard partem também para Ikonos.

Post 6953 - Hoje no Google


Feliz ano novo!

segunda-feira, dezembro 31, 2018

domingo, dezembro 30, 2018

Post 6951 - Desafio de Escrita 5/10 Ontem foi o meu aniversário e 6/10 Carta



Ela de braço ligado e um olho fechado seguia com pouca atenção as notícias: ouviu o seu nome:
“Maria das Dores Silva, cinquenta anos.”
Como é?
“Mais uma vítima de violência doméstica”
Mas como é seus grandecíssimos filhos da p… não bastava estar ali moída, ainda tinha de ouvir aquilo? Mas que cinquenta anos? No dia anterior completara o seu quadragésimo aniversário!
E não era vítima de violência! Tivera o azar de quando ele lhe arreou, estar ao pé das escadas, falhou o corrimão a que se ia agarrar, malhou com as costas nos degraus. Resultado: uma costela partida. As feridas no braço e no olho, tinha-as antes de cair.
Estava num quarto de enfermaria com mais quatro camas, mas ninguém ali terá percebido que era ela a noticiada. Considerou dizê-lo: “A Maria das Dores sou eu,
mas não tenho cinquenta anos, só quarenta”
só quarenta?
Já quarenta.
O que é que eu fiz da minha vida? Fungou, mas não conseguiu chorar. O que lhe deram para as dores deixara-a meio inerte, melhor do que se tivesse bebido. Se os seus pais, que Deus tem, a vissem…Pensar neles quase fez com que saísse uma lágrima, mas não, não estava para ali virada.
Ainda tinha o cabelo escuro, sem brancas, poucas rugas, faltavam-lhe dois dentes, um fora-se com um murro, mas ele pagara-lhe a ponte. Agora com o olho negro não estaria no seu melhor, mas se lhe dessem uns dias, levantar-se-ia jeitosa. Que cinquenta, se nem quarenta lhe davam… e antes de ontem também não os tinha.
Amanhã far-se-ia à vida, o homem dela viria buscá-la se não o tivessem prendido. Aquilo não fora ele mas o álcool. Era fraco com a bebida.
Talvez com o susto da polícia à porta, deixasse de beber…
Ou pelo menos de lhe bater.




De repente existia.
Eu
Sentia o espaço infinito ao meu redor.
Foi pelo tacto que comecei a conhecer o mundo. Podia estender-me em qualquer direcção, rodopiar sem limites. Não tinha noção das dimensões e do que me separava do que existia em redor.
Pouco a pouco, à medida que o tempo passava, crescia.
Ganhei outros sentidos.
Como ouvir. Sons abafados. Comecei a reconhecer alguns, sobretudo vozes.
O gosto, amargo, salgado, doce.
Crescia e o espaço que antes acreditava infinito, diminuía, comprimia-me, limitava-me.
Vozes apreensivas e abafadas, e pressão, forçaram-me a uma cambalhota e fiquei de cabeça para baixo.
Queriam expulsar-me e eu queria evadir-me. Queria encontrar de novo o espaço infinito, mas primeiro fui forçado a passar por um túnel ainda mais apertado. No entanto, ao fundo do mesmo, havia luz.
Não sabia ainda nessa altura que descobriria mais um sentido, a visão.

Naqueles instantes algo imenso sucedia.
Nasci.

Antes não precisava de palavras. Adivinho que à medida que as aprendo vou esquecendo o essencial.
E queria escrever o essencial numa carta ao mundo, apesar de não ter palavras, que ainda não conheço.
Ainda não falo, muito menos escrevo, mas reconheço uma palavra, alguém que é tudo e cuida de mim: MÃE.
Acredito que ela consegue adivinhar o que penso quando nos olhamos, sei que ela me vê e sabe que eu A vejo.
Tento passar-lhe o essencial. Ela escreverá esta carta por mim.
Existo. E quero um mundo infinito.
Que não me limite, comprima ou mate.

O essencial:
Que todos, ao invés de o destruirmos, façamos algo para que a aguardar cada nova vida, haja um mundo infinito.