quinta-feira, janeiro 03, 2019

Post 6956 - Livros 2019 (2) A Fonte de Mafamede de Fernando Évora

A Fonte de Mafamede de Fernando Évora - Prémio Manuel Teixeira Gomes- Menção honrosa 2001, Muito bem escrito e triste (a história de Ana e Bastião.

Sinopse no site da Wook:
"Neste texto o autor conduz-nos ao século XVI e a Benafátima, pequeno lugar da serra algarvia. Aqui, onde vive a jovem Ana, parecem distantes as novidades das descobertas e dos novos mundos. Contudo, da cidade virá um prior, um boticário e um escravo negro, o que irá perturbar a vida nesta povoação. Só que os novos tempos não são os do progresso, antes os da intolerância."
O autor Fernando Évora nasceu em Faro, em 1965. Tem-se afirmado como autor de contos, modalidade onde já obteve vários prémios literários. Além de alguns textos dispersos e incursões na literatura infantil, publicou uma pequena novela histórica, A fonte de Mafamede, e uma quase-fábula, Como se de uma fábula se tratasse.

"Soube que Mafamede não mais tinha regressado ao povoado. Soube também que agora se chamava aquele sítio a nascente do desorelhado e que se dizia ser a sua água venenosa, quando amor mais puro não havia eu conhecido"

A Fonte de Mafamede

Post 6955 - Desafio de Escrita 7/10 - Um homem entra numa loja



Um homem entra numa loja, e pouco depois, agarrando um blusão, sai apressado.
A funcionária estava meio atenta mas talvez pelo movimento súbito apercebe‑se do sucedido e alerta o segurança, que por sua vez chama outro.
Corre atrás dele pelo centro comercial, na direcção do colega, e cercam-no.
Trocam insultos que envolvem as respectivas mães, até que conseguem agarrá‑lo.
Entretanto, chegam dois agentes da polícia que o levam detido para a esquadra. O blusão é apreendido como meio de prova e a gerente formaliza a queixa.
Duas horas depois é conduzido ao tribunal para o julgamento em processo sumário. O defensor que lhe foi nomeado aconselha-o a confessar “porque a prova é forte”, e diz-lhe varias vezes que “deve declarar-se arrependido.”
Esperam os cinco no grande hall, ele, o defensor, os dois agentes e a funcionária da loja.
Um dos agente conta uma piada:
“Um homem entra numa loja de lingerie, vai ter com a funcionária ao balcão e pede-lhe: “Precisava de ajuda para escolher uma prenda para a minha namorada”
Ela responde-lhe a sorrir, “Tenho umas meias com liga muito finas, quer ver?
- “Claro, mas primeiro queria escolher a prenda”.
Os quatro riem. Ele, não.
Entra finalmente para a sala de audiência. Dizem-lhe para se levantar quando entra o juiz. Todos ali vestem preto, menos ele, e a sala é gelada.
Confirma os dados da sua identificação, ouve a acusação. Quando o juiz lhe pergunta se quer falar, diz primeiro que não, depois lembra-se:
“Declaro-me arrependido!”
- “Mas afinal confessa?”, pergunta o juiz.
O defensor acena-lhe para responder que sim e é o que faz.
Mal ouve ou percebe a sentença. Foi condenado numa multa. O defensor explica-lhe que se não pagar pode ir preso.
Pensa depois: ninguém lhe perguntou, mas o blusão era o dele.

terça-feira, janeiro 01, 2019

Post 6954 - Livros 2019 (1) A Lua-de-mel de Sophie Kinsella



Wook.pt - A Lua-de-MelA Lua-de-mel de Sophie Kinsella

Decepcionada por Richard não a ter pedido em casamento, Lottie, termina a relação dos dois, reencontra  Ben, um ex-namorado da adolescência, casa com ele e partem de lua-de-mel para a Ilha Grega de Ikonos.
Fliss, irmã de Lottie, quer resolver o problema deste casamento precipitado, assim como Lorcan, advogado da empresa do pai de Ben. Os dois, com o filho de Fliss, Noah, e Richard partem também para Ikonos.

Post 6953 - Hoje no Google


Feliz ano novo!

segunda-feira, dezembro 31, 2018

domingo, dezembro 30, 2018

Post 6951 - Desafio de Escrita 5/10 Ontem foi o meu aniversário e 6/10 Carta



Ela de braço ligado e um olho fechado seguia com pouca atenção as notícias: ouviu o seu nome:
“Maria das Dores Silva, cinquenta anos.”
Como é?
“Mais uma vítima de violência doméstica”
Mas como é seus grandecíssimos filhos da p… não bastava estar ali moída, ainda tinha de ouvir aquilo? Mas que cinquenta anos? No dia anterior completara o seu quadragésimo aniversário!
E não era vítima de violência! Tivera o azar de quando ele lhe arreou, estar ao pé das escadas, falhou o corrimão a que se ia agarrar, malhou com as costas nos degraus. Resultado: uma costela partida. As feridas no braço e no olho, tinha-as antes de cair.
Estava num quarto de enfermaria com mais quatro camas, mas ninguém ali terá percebido que era ela a noticiada. Considerou dizê-lo: “A Maria das Dores sou eu,
mas não tenho cinquenta anos, só quarenta”
só quarenta?
Já quarenta.
O que é que eu fiz da minha vida? Fungou, mas não conseguiu chorar. O que lhe deram para as dores deixara-a meio inerte, melhor do que se tivesse bebido. Se os seus pais, que Deus tem, a vissem…Pensar neles quase fez com que saísse uma lágrima, mas não, não estava para ali virada.
Ainda tinha o cabelo escuro, sem brancas, poucas rugas, faltavam-lhe dois dentes, um fora-se com um murro, mas ele pagara-lhe a ponte. Agora com o olho negro não estaria no seu melhor, mas se lhe dessem uns dias, levantar-se-ia jeitosa. Que cinquenta, se nem quarenta lhe davam… e antes de ontem também não os tinha.
Amanhã far-se-ia à vida, o homem dela viria buscá-la se não o tivessem prendido. Aquilo não fora ele mas o álcool. Era fraco com a bebida.
Talvez com o susto da polícia à porta, deixasse de beber…
Ou pelo menos de lhe bater.




De repente existia.
Eu
Sentia o espaço infinito ao meu redor.
Foi pelo tacto que comecei a conhecer o mundo. Podia estender-me em qualquer direcção, rodopiar sem limites. Não tinha noção das dimensões e do que me separava do que existia em redor.
Pouco a pouco, à medida que o tempo passava, crescia.
Ganhei outros sentidos.
Como ouvir. Sons abafados. Comecei a reconhecer alguns, sobretudo vozes.
O gosto, amargo, salgado, doce.
Crescia e o espaço que antes acreditava infinito, diminuía, comprimia-me, limitava-me.
Vozes apreensivas e abafadas, e pressão, forçaram-me a uma cambalhota e fiquei de cabeça para baixo.
Queriam expulsar-me e eu queria evadir-me. Queria encontrar de novo o espaço infinito, mas primeiro fui forçado a passar por um túnel ainda mais apertado. No entanto, ao fundo do mesmo, havia luz.
Não sabia ainda nessa altura que descobriria mais um sentido, a visão.

Naqueles instantes algo imenso sucedia.
Nasci.

Antes não precisava de palavras. Adivinho que à medida que as aprendo vou esquecendo o essencial.
E queria escrever o essencial numa carta ao mundo, apesar de não ter palavras, que ainda não conheço.
Ainda não falo, muito menos escrevo, mas reconheço uma palavra, alguém que é tudo e cuida de mim: MÃE.
Acredito que ela consegue adivinhar o que penso quando nos olhamos, sei que ela me vê e sabe que eu A vejo.
Tento passar-lhe o essencial. Ela escreverá esta carta por mim.
Existo. E quero um mundo infinito.
Que não me limite, comprima ou mate.

O essencial:
Que todos, ao invés de o destruirmos, façamos algo para que a aguardar cada nova vida, haja um mundo infinito.


Post 6950 - Livros 2018 (99,100 e 101) To claim his girl de Sam Crescent , Taunting Krell de Laurann Dohner (r) e A Paixão de Wilde de Eloisa James

To claim his girl de Sam Crescent
Taunting Krell de Laurann Dohner (r)
A Paixão de Wilde de Eloisa James

Wook.pt - A Paixão de Wilde

Post 6949 - Natal 2018 - Post breve

E porque quero que este seja um blogue positivo (de menos positivo a angústia que senti pela falta dos que cá não estão e não estar a conseguir viver o espírito de Natal, e dar mais), vou sublinhar o que quero guardar deste Natal:
- As mensagens, onde se incluem os comentários neste blogue, dos amigos, o telefonema do Rui do blogue Coisas da Fonte (quando depois do forno ter avariado eu consegui fazer o jantar para sete) a prenda da Portuguesinha do blogue Aqui se grita! o estar com a família e N., os feriados, as prendas, a menina da Confeitaria que na confusão do dia 24 de Dezembro tinha uma regueifa para mim, e o senhor do casal no Café cheio no dia 25 de Dezembro, que nos cedeu o seu cinzeiro.


domingo, dezembro 23, 2018

Post 6947


Um Bom Natal para todos



Imagem tirada de aqui

Post 6946 - Sexta-feira, 21.12.18

Bohemian Rhapsody de Bryan Singer, com Rami Malek, Joseph Mazzello, Lucy Boynton


Resultado de imagem para bohemian rhapsody

Post 6945 - Sexta-feira, 14.12.18 - 5ª ou 6ª tentativa de ir ver ao cinema Bohemian Rhapsody

Aquaman de James Wan com Jason Momoa e Amber Heard (gostei muito do filme)

Resultado de imagem para cinema aquaman

Post 6944 - Livros 2018 (97 e 98) The Darkest Fire de Gena Showalter e Milagre de Amor de Eloisa James

The Darkest Fire de Gena Showalter
Milagre de Amor de Eloisa James (r)

Wook.pt - Milagre de Amor

sexta-feira, dezembro 14, 2018

Post 6943 - E para tentar tornar este blogue mais interessante enviámos Correspondente do dona-redonda para Cabo Verde em trabalho

Quando finalmente regressou e aguardávamos pelas fotografias para publicação, antecipando a visualização de paisagens incríveis, eis o que trouxe:



Post 6942 - E no dia 12.12.18 chegou o meu exemplar


O meu mini-conto no livro:

Algures, perto, pelo Natal...
O transporte chegou à paragem no horário pela primeira vez naquele ano.
Cansados no final de dia de trabalho e animados com a proximidade do Natal, ninguém estranhou.
Não repararam que a camionete era mais verde por fora, mais limpa por dentro e o condutor, um gorducho barbudo desconhecido.
Lá dentro, pouco a pouco, foram todos adormecendo.
Já não viram que não seguia o caminho habitual.
Trocou as ruas iluminadas do centro da cidade por caminhos sombrios, desvendados apenas pela parca luz dos faróis.
O seu sono durou o tempo da viagem, escondeu a grande distância percorrida, e quando pararam, despertaram num mundo diferente.
O estranho barbudo riu-se: “Ho, Ho, Ho, vamos ao trabalho!”
Lá fora, outras camionetas chegavam e despejavam os passageiros no centro da fábrica. Ali as cores eram mais intensas e vibrantes, e cheirava a bolos saídos do forno
Era preciso acabar os brinquedos, empacotá-los e ordená-los, seguindo os desejos das cartas escritas ou meramente sonhadas.
Eram vários os condutores gorduchos e as suas barbas branqueavam quando envergavam fatos vermelhos e se dirigiam para os trenós, já com as renas atreladas.
Tudo pronto antes da meia-noite, regressaram às camionetes, mais cansados e animados.
De novo adormeceram, esqueceram o sucedido e o tempo recuou enquanto voltavam para a cidade. Foram saindo nas suas paragens com a vaga sensação de não recordarem algo importante.
José chegou a casa e lembrou-se mais uma vez que se esquecera de comprar a boneca que a filha queria.
Fá-lo-ia no dia seguinte, pensou quando ela veio a correr ter consigo e a sentou no seu colo, meia de lado para poder beijar a mulher.
Mas eis que a filha descobriu no seu bolso a prenda que queria.
Ouviu-a rir, e sem perceber como era possível, viu-a com a boneca que cheirava a bolos acabados de cozer.

quinta-feira, dezembro 13, 2018

Post 6941 - Pela blogosfera - chegou a minha primeira prenda de Natal




E veio de muito longe - por ter aderido a esta incrível iniciativa no blogue Aqui se grita!
(recebi a melhor prenda de todas, um livro :)

Post 6940 - Hoje no Google

A chuva de meteoros geminídeos



Na wikipédia
"As Gemínidas, Geminidas, ou Geminídeos, são chuvas de meteoros causadas pelo objeto 3200 Faetonte, que acredita-se ser um asteroide da família Palas, com uma órbita de "cometa rochoso". Isto faz das Gemínidas, junto com as Quadrântidas, as duas principais chuvas de meteoros que não se originam de um cometa"

Post 6939 - Porto, 9.12.18








Post 6938 - Porto, 6.12.18








Post 6937 -

 Porto, 2.12.18
e
Restaurante Biológico em cidade local de trabalho - 4.12.18