domingo, outubro 21, 2018

Post 6866 - Desafio de Escrita 6/10 Email


queridos pais este email é enviado por mim o Martim, com a ajuda do mano, mas ele não vai ler o que eu escrevo
ele ajudou-me a criar um email , que não é este, este é o do mano, ele disse-me que para já é melhor mandar do dele porque se mandasse do novo poderiam pensar que era lixo e não o receberem ou lerem – o meu email é martim21@gmail.com – nunca pensei que existissem tantos martins, comecei só com martim e já estava tomado, fui crescendo martim1, martim2, desisti ao Martim 8, pulei logo para o 21 e deu J
por isso nos próximos que eu enviar será já com aquele email, não pensem que é lixo e leiam!!!
gosto de falar convosco com o skype e de morar com os avós e o mano
mas gostava mais de ir morar aí convosco
o mano também podia ir, mesmo tendo uma namorada aqui, ela podia vir também
os avós tentam e são grandes avós mas não é a mesma coisa
e no skype vocês parecem um pouco um filme, não parecemos nós, não dá para jogar à bola com o pai como fazíamos ou ter um abracinho vosso como quando vivíamos todos juntos, eu, vocês e o mano
mas se vocês não podem voltar porque não têm trabalho cá mas só aí
então queria ir para aí morar convosco e com o mano
e podia vir também a namorada do mano e podiam vir também os avós
pensem nisso, sim?
do vosso filho Martim
queria pôr aqui uns corações mas ainda não aprendi como o fazer
beijos
Martim



quinta-feira, outubro 18, 2018

Post 6865 Pela blogosfera

Está a decorrer a festa do 6º Aniversário do blogue Jardins de Afrodite
com discos pedidos que podemos pedir aqui
e ouvir aqui no Smooth Latitude

             JARDINS de AFRODITE

domingo, outubro 14, 2018

Post 6864

The Darkest Minds - Mentes Sombrias de Jennifer Yuh Nelson, com Amandla Stenberg, Harris Dickinson, livro de Alexandra Bracken

Resultado de imagem para cinema mentes sombrias


Post 6863 - Livros 2018 (68)

Dança com o diabo de Sherrilyn Kenyon (r)

Post Desafio de Escrita, 5/10 Um abraço



Tudo começou com um abraço.
Não vi primeiro quem me abraçava, mais exactamente quem tentava abraçar-me as pernas, senti-o, tive de baixar o olhar para o ver e depois ajoelhei-me para estar mais perto dele e vê-lo melhor.
Estávamos ali para conhecer o bebe porque esperávamos há anos.
Quando casei com o Pedro, sabíamos que queríamos ter filhos, dois ou três. Pelo menos um, pensámos ao fim de três anos sem que engravidasse.
Eu com endometriose, ele com azoospermia, tentámos a fertilização in vitro e a inseminação artificial, duas vezes.
Em vão.
Passo seguinte, inscrever-nos para a adopção. Queríamos um bebé. Esperámos cinco anos.
Até ao telefonema que nos trouxera ali, uma Instituição que acolhia crianças até aos dois anos.
 Enquanto esperávamos algo me atraiu para uma sala de onde vinham risos e gritinhos de crianças a brincar. Terão talvez pensado que eu era uma auxiliar. Não me barraram o caminho, ninguém parecia ter reparado em mim, ou assim pensei até sentir que dois bracinhos me rodeavam as pernas. Estava a ser abraçada por um garotinho de cabelo espetado e óculos de lentes muito grossas.
Quando me ajoelhei, veio para os meus braços como se nos conhecêssemos. Não falou mas não foram precisas palavras para que me fizesse sentir que confiava em mim.
Tinha também problemas numa perna e suspeitavam de um ligeiro atraso mental, que depois felizmente não se confirmou. Já ultrapassara a idade limite para aquela instituição, mas com quatro anos aparentava dois e pelos problemas que tinha, ninguém o queria.
Até nós chegarmos.
Peguei nele ao colo e levei-o comigo até ao Pedro, que percebeu.
Naquele dia não levámos connosco nenhum bebe, mas encontrámos o nosso primeiro filho, o meu garotinho de cabelo espetado que ainda hoje dá os melhores abraços do mundo.


domingo, outubro 07, 2018

sábado, outubro 06, 2018

Post 6860 - Já no Sábado, 6.10.18, pelas 00.10 horas - Venom

Venom de Ruben Fleischer, com Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed



Post 6859 - Várias receitas, entre as quais, pela 1ª vez, polvo

Lombinho de porco assado no forno com batatas e cenoura


Polvo cozido e polvo assado

- Polvo pequeno congelado, bem lavado e cozer com grãos de pimenta, folha de louro e uma cebola sem casca por cerca de 45 m;
- Depois tirar o olho do meio e cortar ao meio;
- Metade servida depois com batata e grelos cozidos com água e sal, e molho com azeite e alho picado;
- A outra metade, temperada com sal, pimenta, pimentão doce, alho picado e azeite, vai para o forno com batata cozida, poucos minutos até dourar o alho;

Massa com salmão de conserva (encontrado no Supermercado do El Corte Inglês)



- Cozinhada como a massa de atum...(tenho de experimentar de forma diferente para que se sinta mais o gosto do salmão)

Croquetes
- Cebola picada, manteiga, resto da carne e cenoura cozidas, chouriço e bacon;
- Leite com farinha maizena;
- Varinha mágica;
- Rolinhos feitos com colheres, passar por ovo  mexido e pão ralado, fritar em azeite;

Post 6858 - Hoje no Google



Jogos Olímpicos da Juventude

Post 6857 - 5.10.18

Um ano

sexta-feira, outubro 05, 2018

quinta-feira, outubro 04, 2018

Post 6855 Desafio de Escrita 4/10 Monólogo


Não devia falar comigo mesmo, especialmente porque o faço em voz alta. Se alguém passasse por aqui, pensaria que sou louco, um velho louco, abrigado da chuva por baixo de uma arriba, a falar sozinho. Há avisos que pode ruir, a impor a distância, mas daqui vejo o mar, aqui estou abrigado da chuva.
Com o ruído das ondas e da água a cair, bem tenho de falar alto para me ouvir.
Gosto destes dias de Inverno, cinzentos e escuros. Gosto de ver quando chove, assim como espadas geladas e quebrarem-se nas águas revoltas.
Pouco a pouco, mesmo abrigado, vou ficando enregelado. Não me apercebo de quão gelado estou até me mover. Nessa altura o frio dói-me. Sei que devo ir embora. Mas, quando o faço sinto-me limpo, como se tivesse lavado a alma.
Ainda não estou assim, posso continuar aqui mais algum tempo.
Hoje passei por um homem aborrecido por ter o carro riscado, Queixava-se de o ter raspado na porta da garagem. Ao ouvi-lo pensei que tinha um carro, uma garagem e uma casa, imaginei-o como uma família dentro dessa casa. Tomava-os como certos, não lhes dava valor. Estragou-lhe o dia o sucedido.
Ele passou por mim sem me ver. Enquanto velho vagabundo ganhei o poder da invisibilidade. Se me dirigisse a ele, tal como estou, iria evitar-me, zangar-se-ia.
Mas se eu cortasse o cabelo, a barba, me vestisse de outra forma, talvez me visse como seu semelhante. Rir-se-ia se tentasse aconselhá-lo a dar valor ao que tem.
Sou mais livre agora que não me preocupo com trabalho, ter uma casa, pagar as contas.
Tento viver o momento, mas carrego as dores das perdas. Morreram-me os poucos que me conheciam. Por isso gosto de vir para aqui e falo sozinho, para não me perder de mim próprio.

terça-feira, outubro 02, 2018

Post 6854 - Possibilidade de se participar em Colectânea - Divulgação

Lugares e Palavras de Natal VII Volume
Até 29 de Outubro
Ver mais aqui
Regulamento

1. O prazo de inscrição para participação na coletânea LUGARES E PALAVRAS DE NATAL e envio de textos decorre até 29 de outubro de 2018.

2.Os textos devem ser enviados em suporte informático (tipo Word) e remetidos para editora@lugardapalavra.pt

3. Serão admitidos textos do género lírico (poemas) e narrativo (contos).

4. Cada autor poderá participar com um ou vários textos, que pode(m) ocupar até um máximo de quatro páginas, sendo que cada página corresponde a um conjunto de 1700 caracteres (incluindo espaços) ou 1400 caracteres (sem espaços), para os contos, ou 30 linhas de verso (incluindo espaços de transição de estrofe e eventuais versos demasiadamente longos).

5. A ordem de publicação obedecerá a um critério a definir, posteriormente, pela organização.

6. Os autores podem utilizar pseudónimo, embora sejam obrigados a identificar-se e o seu nome ser incluído na breve biografia a constar do livro.
7. Os autores devem enviar uma curta nota biográfica, que será publicada, com um máximo de 600 caracteres, incluindo espaços.
8. O tema de todos os textos é o Natal e/ou os valores à data associados. 


9. No caso de a organização entender que o número de participantes não é suficiente para a edição do livro, os textos serão publicados on.line no site da editora Lugar da Palavra, em www.lugardapalavra.pt e enviado um exemplar em formato pdf a todos os participantes. A organização é soberana na seleção dos textos a incluir na obra.
10. A obra estará disponível em vários pontos de venda, com um preço de venda ao público (PVP) a definir em função do número de páginas.
11. Todos os textos serão alvo de revisão, com vista a apresentar um trabalho da maior qualidade possível, comprometendo-se, obviamente, a organização a nunca desvirtuar o original do autor.
12. Os participantes disponibilizam os seus textos exclusivamente para a presente publicação, sendo-lhes obviamente reconhecido o seu direito de autor (pelo qual assumem essa responsabilidade), mas não serão pagos quaisquer direitos patrimoniais. Ou seja: o participante envia textos da sua autoria (se já publicados, com a respetiva autorização competente) e cede-os exclusivamente para o fim em questão, não resultando da sua publicação a obrigação da editora de pagamentos de direitos patrimoniais ao autor.
13. A participação implica a aceitação de todos os termos do presente regulamento.
14. Os casos omissos serão resolvidos pela organização.

Post 6853 - Sexta e Sábado, 29 e 30 de Setembro

Sexta-feira, depois de jantar a cinco, com mini jogo de xadrês e ioiôs, O Mistério da Casa do Relógio (The House with a Clock in its Walls) de Eli Roth, com Cate Blanchett, Jack Black, Owen Vaccaro, e Kyle MacLachlan, inspirado no clássico infantil escrito por John Bellairs.
Sábado com ida em trabalho a cidade local de trabalho.
Resultado de imagem para cinema a casa do relógio


Post 6852 - Receitas em construção

Peito de frango com tomate, arroz branco e batatas fritas


 Arroz de pato (um pouco tostado demais)

 Massa de atum e pataniscas de bacalhau


Post 6851 - Livros 2018 (67) Os anéis do tempo de Chus Nevado

Os anéis do tempo de Chus Nevado
Resultado de imagem para Os anéis do tempo de Chus Nevado

Post 6850 - Desafios de Escrita - 10/10 OE, 4/10 CNEC

Recomeçaram as aulas e no início da semana Eva apanhou o comboio para Coimbra. Com a prática de muitas viagens rapidamente guardou a mala e enfiou-se no seu lugar.
O seu olhar não se fixou na paisagem que corria perante si: campos cor-de-terra, poucas casas e árvores.
Nem nas gotas de chuva que escorriam pela janela.
Muito menos no reflexo do seu rosto iluminado no vidro quando passavam por um túnel.
Ou ainda no que se passava na carruagem, meio vazia, meio ocupada por desconhecidos.
Tinha-se deitado tarde na noite anterior. Com sono foi-se desligando de como era em família e vestindo o papel de estudante empenhada.
Reviu o “programa” para o dia. Quando chegasse teria de correr para chegar ao quarto, deixar lá a mala, comer alguma coisa e não perder a primeira aula.
Com o movimento cadenciado do comboio, pouco a pouco, deixou de ouvir a voz da senhora à sua frente que ao telemóvel contava a sua vida e a dos colegas a alguém que a escutaria do outro lado. Pelo que contava não pareciam vidas interessantes mas muito ocupadas em competir em bens e férias de facebook.
Adormeceu.
Um calor confortável e macio acolheu-a, juntamente com um cheiro bom a roupa lavada e algo mais.
Até que um balanço do comboio que acelerava a fez pensar que caía e abriu os olhos.
Tinha estado encostada a alguém e esse alguém era um rapaz um pouco mais velho que ela.
Endireitou-se-num ápice, envergonhada e pediu-lhe desculpa. Começaram a falar.
Estava a simpatizar com ele até que ele lhe disse o nome. Inacreditável entre os milhares de nomes possíveis para estranhos interessantes.
Não quis revelar-lhe o dela. Inventou que se chamava Maria.
Reduziu-o a mero episódio de uma viagem no comboio.
Nem pensar em envolver-se com um Adão.

A vida simplesmente acontece.
Num momento podemos estar a pensar em como será.
E parece que pouco depois, temos um passado.
Subitamente é demasiado tarde.
Apercebemo-nos de tudo o que não vamos fazer, de tudo que não seremos.
Creio que os momentos mais marcantes serão os dos nascimentos e das mortes.
Abomino a morte, não suporto a ideia que seja definitiva.
Disseram-me que se aprende com o sofrimento, nem que seja a compaixão.
Continuo a pensar que é quando estamos felizes que é mais fácil ser-se bom.
Não queria que a dor me tornasse uma pessoa má.
Sabê-lo-ei no derradeiro momento, se ainda tiver consciência e tempo para me lembrar de pensar nisso.
Então vou escolher os primeiros e lembrar momentos que são de nascimento sem o ser.
São-no porque nasce em nós a paixão, a admiração, o afecto, o amor por alguém que antes nos era estranho. Cada pessoa é um mundo, algumas até parecem ser mais
No tempo de pensar como será, o que desejava para a minha vida era viver um grande amor.
Desde os contos de fadas, aos romances no cinema, apenas príncipes e princesas, os personagens interpretados por belos actores e actrizes pareciam dignos de o sentir, de amar e ser amados. Aos outros, para o resto do mundo, restaria os papéis secundários, dos escudeiros, bruxas, ou melhores amigos.
Desejo não assumido ou revelado por o crer impossível. 
Até que não sendo eu nada de especial tropecei num príncipe.
E ele também gostou de mim.
Cada pessoa é um mundo, algumas até parecem ser mais.
Ele foi mais. É mais.
Momento marcante por todos os momentos que se seguiram.
Em que o que pensava e queria no tempo do pensar como será, foi como queria que fosse.
Queria lembrá-lo e senti-lo até esse último momento.