"Quem tropeça é sempre alguém que se distrai a olhar para as estrelas" Vladimir Nabokov (nome do blogue veio do livro para crianças de Virgínia de Castro e Almeida)
quinta-feira, fevereiro 01, 2018
terça-feira, janeiro 30, 2018
Post 6522 - Segunda-feira, 29.1.18, Pudim de atum (receita de N)
Pudim de atum, receita de N.
- Num tacho ou panela cozemos cenoura e pimento cortados em pedacinhos pequenos, e ervilhas, com água e sal;
- Noutra panela fazemos o puré de batata, com leite, manteiga, sal e queijo ralado;
- E na terceira panela, o estrugido ou refogado (azeite e cebola) com polpa de tomate, ao qual vamos juntar uma lata de atum e algum vinho branco, e depois os legumes cozidos, escoada a água;
Mistura-se tudo, e numa travessa de vidro colocamos a primeira camada - o conteúdo da terceira e primeira panelas, e a segunda camada, o puré de batata - pincelamos com gema de ovo e vai para o forno;
(na receita original também camada de fatias de ovo cozido)
(na receita original também camada de fatias de ovo cozido)
- Salada de tomate com queijo feta, sal, azeite e óregãos;
Post 6520 - Citação
"A vida é eterna e o amor é imortal
A morte é apenas um horizonte
E um horizonte não é mais do que o limite da nossa vista"
Rossiter W. Raymond
Na wikipédia
"Rossiter Worthington Raymond (27.4.1840/31.12.1918) was an American mining engineer, legal scholar and author. At his memorial, the President of Lehigh University described him as "one of the most remarkable cases of versatility that our country has ever seen—
http://onlinebooks.library.upenn.edu/webbin/book/lookupname?key=Raymond%2C%20Rossiter%20W%2E%20%28Rossiter%20Worthington%29%2C%201840-1918
segunda-feira, janeiro 29, 2018
Post 6518 Livros 2018 (3) A Metamorfose de Franz Kafka
A Metamorfose de Franz Kafka
Na capa e na introdução
"Publicado originalmente em 1915, a Metamorfose é um texto central na obra de Franz Kakfa. Uma parábola sobre a alienação humana, uma narrativa sobre o absurdo da vida e sobre os processos de exclusão que conserva ainda hoje toda a sua carga revolucionária. "Quando uma manhã Gregor Samsa acordou de sonhos inquietos, viu-se na sua cama transformado num monstruoso insecto" - assim se inicia esta espantosa e terrível história de um homem frente a frente com a sua repugnância, obrigado a esconder-se no interior dos seus aposentos, progressivamente rejeitado pela família, varrido por fim da sociedade com uma total e trágica indiferença."
"Franz Kafka nasceu em 1883, em Praga, uma família da média burguesia judia de expressão alemã. Tendo concluído os estudos jurídicos com o título de Doutor em Direito em 1906, começou dois anos depois a revelar os seus primeiros textos em revistas literárias. A Metamorfose, novela que viria a afirmar-se como uma das suas obras de referência, foi publicada em 1915. Publicou em vida apenas sete pequenos livros, três deles antologias de textos e contos. A 3 de Janeiro de 1924, não resistindo à tuberculose que havia contraído em 1917, morreu num sanatório em Kierling, a poucos quilómetros de Viena, deixando três romances fragmentários que seriam publicados postumamente pelo seu amigo e testamenteiro Max Brod: O Processo (1925), O Castelo (1926) e América (1927). A sua obra, centrada no homem solitário moderno, refém de uma vida absurda, tornar-se-ia uma das mais influentes do mundo literário do século XX."
Já tinha lido esta novela na edição de bolso da Europa-América (e dele li também O Processo). Enquanto lia relembrava a anterior leitura, e a impressão que me deixou, do horror por tal transformação. Diferentemente do escrito na contracapa, o horror e a repugnância, parecem-me vir mais da família que o rejeita, e aí também de certa forma a analogia com o que acontece por exemplo, nas sociedades actuais, quando homens e mulheres transformados em idosos são afastados para Lares.
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Post 6517 Desafio de Escrita 10/10
Acabou por ir a da alínea a) (hoje saberei a pontuação e classificação final)
Obrigada pela ajuda em comentários
"Escondido entre os gigantescos troncos, agarrava-se firmemente à pele, antecipando a delicia do momento seguinte. Mordeu e embriagou-se de sangue."
Obrigada pela ajuda em comentários
Hemingway once wrote a story in just six words:
"For sale: baby
shoes, never worn."
And is said to have called it his best work.
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Post 6516 - Domingo 28.1.18 - Massa Penne Ziti Rigate que era para ser com frango à napolitana mas acabou por ser uma espécie de à carbonara porque não havia frango
Massa Penne Ziti Rigate que era para ser com frango à napolitana mas acabou por ser uma espécie de à carbonara porque não havia frango (dica para o futuro, conferir primeiro os ingredientes)
- Num tacho ou panela, cozemos a massa com sal;
- Noutro, estrugido ou refogado (azeite e cebola) a que juntamos pedacinhos de bacon
- À parte, misturamos e mexemos muito bem, um ovo, natas e queijo ralado
E mistura-se tudo.
Post 6515 - Quinta-feira, 25.1.18 - Arroz de atum no forno
Arroz de atum no forno
Três tachos ou panelas
- Ovo a cozer em água depois a cortar em rodelas
- Estrugido ou refogado (azeite e cebola) com polpa de tomate e depois pimento, arroz, água e sal
- Azeite com duas latas de atum
Travessa de vidro com camada do atum, rodelas de ovo, o arroz e por cima "4 queijos para fundir e gratinar" para o forno
- Salada de tomate, com queijo feta, azeite, sal e óregãos
quinta-feira, janeiro 25, 2018
quarta-feira, janeiro 24, 2018
Post ... Desafio de Escrita - Micro-ficção - E para terminar, qual escolher?
a)
Escondido entre os gigantescos troncos, agarrava-se firmemente à pele, antecipando a
delicia do momento seguinte. Mordeu e embriagou-se de sangue.
b)
Chegou a casa, e perante a família, declarou: “Tive vinte a
tudo!”
O pai adivinhou e riu: “só em ficção.”
c)
A primeira nave alienígena aterrou na Terra à sua frente
Choque anafilático impediu-o de respirar
Morreu, e entrou noutra dimensão.
d)
Durante anos, dias e noites, seguiu o homem sábio para descobrir o segredo da
morte.
Até que um dia...morreu.
e)
Ana e David apaixonaram-se.
Casaram e
foram felizes até que deixaram de o ser.
Divorciaram-se.
E
voltaram a ser felizes.
f)
Seria melhor escrever outra!
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quinta-feira, janeiro 18, 2018
Post 6506 - Sexta-feira, 12.1.18
O Grande Showman (The Greatest Showman) de Michael Gracey, com Hugh Jackman, Michelle Williams e Zac Efron. A história de P.T. Barnum (gostei muito deste filme)


https://www.youtube.com/watch?v=CjxugyZCfuw
https://www.youtube.com/watch?v=2O8E6y4gFtM
https://www.youtube.com/watch?v=71mpzmDIwhA&index=4&list=RDD0MTBJ2xIc8


https://www.youtube.com/watch?v=CjxugyZCfuw
https://www.youtube.com/watch?v=2O8E6y4gFtM
https://www.youtube.com/watch?v=71mpzmDIwhA&index=4&list=RDD0MTBJ2xIc8
Post 6505 - Desafio de Escrita 9/10 - Não há lugar como a nossa casa
Entrou
em casa, e atirou a chave que não precisara de usar para o bengaleiro que
silenciosamente vigiava a porta. Anoitecia e terá sido por isso que não reparou
no diferente posicionamento daquele que avançara alguns centímetros,
afastando-se da parede.
-
Eva, cheguei! Alteou a voz, imaginando-a no quarto, lá em cima. Não esperava
uma resposta. Como costumava fazer, foi até à sala e ligou o televisor,
diminuindo o som, baixou o tronco para se sentar no velho sofá azul… e aterrou
no chão.
Esparramou-se
desamparado, cabeça para trás, bracejando assustado. Mas onde é que estava o
sofá? Levantou-se para descobrir que não tinha desaparecido, mas tinha recuado
quase um metro e no escuro da sala surgia cinzento e indiferente.
-
Eva! Gritou, sentindo a raiva a crescer, já começava a ver tudo negro, quando
galgou os degraus da escada em direcção ao quarto.
-
Andaste nas decorações de novo?!
Já
era uma mania, punha-se a mudar os móveis de um lado para o outro, ficava tudo
pior durante alguns dias até ela cair em si e deixar que voltassem aos velhos
lugares.
Lá
em cima, abriu a porta com estrondo e tropeçou num banquinho desconhecido. Ali
tudo tinha sido mudado, nem cama havia, quanto mais a Eva.
Tinha-o
deixado? Se calhar devia ter sido menos crítico, e mais compreensivo e
incentivador dos seus ideais decorativos.
Foi
então que no canto esquerdo reparou num berço e no berço, uma criança dormia.
Mas não tinham filhos…
O
papel da parede estava diferente, e mostrava marcas do tempo, sobretudo perto
da janela, com flores amarelas descoloridas pelo sol e meio esfoladas.
Ouviu
passos, o som de saltos femininos a baterem nos degraus energicamente.
Aproximava‑se alguém.
Foi
ao seu encontro e deparou com a vizinha.
Tinha
entrado na casa gémea daquela onde vivia.
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Post 6504 - Desafio de Escrita 8/10 - O Encontro
Não
era a primeira vez que se encontravam, nem a segunda, a terceira, ou sequer a
décima, mas tinha decidido que seria a última
Estava
farta daqueles tropeços. Sentia-se observada e encurralada. Perseguida.
Viu-o
entrar no café, atrás de uns turistas. Tentava passar despercebido o
dissimulado. Teve azar. Calhou ela estar a olhar para a porta nesse preciso
momento.
Viu-o
escorregar para um banco no canto mais escuro. Não levantava os olhos, rosto
cinzento e inexpressivo, lábios como linhas, com um pequeno esgar ou meio riso
satisfeito. Acreditaria não ter sido visto.
Pensou
na estratégia a tomar. Ir até lá com passos largos e firmes e dirigir-lhe:
“Ouve
lá!”
Tratá-lo
por “tu” soava-lhe como demasiado próximo e familiar.
Seria
melhor:
“Ouça
lá!”
Imaginou
a surpresa, o choque, no rosto dele. Sem querer, deu por si a sorrir, mas logo
a seguir, apercebeu-se que ele estava a olhar para ela, nesse preciso momento
Terá pensado que o sorriso era para ele e sorriu-lhe também.
Foi
ela que desviou o olhar. Mas que era aquilo?! Ela era uma mulher séria, não
andava a sorrir para desconhecidos, especialmente desconhecidos que a
perseguiam em encontros falsamente acidentais que ela sabia muito bem que
coincidências assim não existiam.33
Ficou
sem saber o que fazer. Será que ele continuava a olhar para ela? E se ele
viesse ter consigo? Podia sentir como incentivo o sorriso correspondido.
Decidiu
ir embora. Sem olhar para onde ele estava (sentindo até o pescoço dolorosamente
rígido com o esforço para olhar somente em frente) levantou-se e dirigiu-se
para a saída.
Teve
de estacar quando ele lhe surgiu à frente: “Olhe lá, não nos conhecemos? Não é
a irmã do Rui?
Quer
horror, era sim e ele seria um colega do irmão.
Não
se deu por achada. Fugiu-lhe, balbuciando “olhe que não”.
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quinta-feira, janeiro 04, 2018
Post 6501 Desafio de Escrita 7/10 Num comboio
Uma mulher entra num
comboio.
Fá-lo sem olhar para
quem já lá se encontra mas há algo nela que chama a atenção dos dois homens que
se encontram na carruagem. É ainda jovem, veste-se bem. Uma mulher bonita que
sabe que o é.
O comboio onde se
encontram deverá estar prestes a reformar-se. Os vidros amarelecidos nos
cantos, as janelas difíceis de abrir e algumas sem cortinas, e os assentos de
cor indefinida em alguns pontos esfiados, revelam-no sem alarde.
Um dos homens
oferece-se para lhe guardar a mala, mas ela ignora-o. Senta-se no seu lugar.
Pouco depois o comboio
inicia penosamente a sua marcha. Ela olha pela janela, mas o seu olhar não se
fixa na paisagem que corre perante si. Os prédios dão lugar a casas cada vez
mais dispersas e sucedem-se campos e algumas árvores. O primeiro homem tenta
entabular conversa. Algo no olhar breve que ela lhe dirige fá-lo desistir. O
segundo homem observa-os, depois fixa o olhar só nela. Ela não o viu quando entrou
ou depois. Ele levanta-se e dirige-se até ela. Mais velho e com um ar comum, o
primeiro confia e aguarda que ela o rejeite igualmente.
Ele senta-se à frente
dela e aguarda. Há um momento em que ela parece despertar a ganhar consciência
da sua presença tão próxima. Olha-o, vê-o e sorri:
- Estás aí há muito
tempo?
- Desde que entraste.
Percebe o primeiro que
se conhecem e desiste de vez de tentar alguma coisa, sobretudo agora que está
acompanhada.
- Porque é que não
disseste nada?
- Imaginava o que te
diria se não nos conhecêssemos.
- E?
- Não te diria nada
- És um tolo. Ri-se
quando o diz, passa para o lado dele e abraça-o.
Quando o comboio chega
à estação saem os dois juntos.
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