"Quem tropeça é sempre alguém que se distrai a olhar para as estrelas" Vladimir Nabokov (nome do blogue veio do livro para crianças de Virgínia de Castro e Almeida)
segunda-feira, fevereiro 20, 2017
Post 6051 Sábado, 11.2.17
Fences de Denzel Washington, com Denzel Washington e Viola Davis.
"O filme é baseado na obra homónima de August Wilson que venceu o Prémio Pulitzer e que deu a Denzel Washington um prémio Tony (o equivalente do Óscar para o teatro) pelo seu papel como Troy Maxson, que repete no filme."
(será um bom filme pelas interpretações, especialmente de Viola Davis, mas de muitas adaptações de peças parece-me resultar uma "prisão" no cinema de que não gosto).
quinta-feira, fevereiro 16, 2017
Post 6049 Desafio de escrita 5/10 - Numa noite de 31 de Outubro
Não
acredito em bruxas, ou antes, não acreditava até Outubro do ano passado.
Os
vizinhos do 4º andar venderam o apartamento e mudaram‑se para casa da filha. Um
par curioso, a senhora gostava de falar, tinha sempre algo a contar sobre os
vizinhos, mesmo quando deixou de os ter, e o marido era surdo a tudo que não
lhe interessava, como aquelas conversas. Ficava-lhes com o gato quando iam de
férias.
Eramos
os últimos resilientes, no prédio e no bairro.
Pouco
a pouco o quarteirão esvaziava-se da vida com que tinha crescido.
Os
prédios velhos apodreciam vazios, cresciam tijolos nas janelas, cadeados cerravam
as portadas de madeira.
No
princípio, não me importei muito
Durante
o dia saía para trabalhar, muitos fins-de-semana e noites ficava em casa da Mia
com quem namorava.
Por
essa altura aborreci-me com a Mia, ou ela zangou-se comigo e separámo-nos.
Custou-me
a adormecer na primeira noite, sozinho, no apartamento.
Quando
finalmente caia no sono, ouvi algo e percebi que era um miar. Meio desperto
levantei-me, abri a porta e estava lá um gato que me pareceu o Fifi da vizinha.
Ensonado como estava não me lembrei que já lá não estavam e resolvi levar‑lhes
o gato.
Subi
até ao 4º andar. Quando bati à porta, ela abriu-se.
A
casa estava diferente, e pela janela entreaberta a luz traçou a silhueta da mulher
mais bela que alguma vez vira. O gato saltou-me dos braços e foi ter com ela.
Não era o Fifi.
Passei
a noite com ela, ali, mas no dia seguinte acordei gelado nas escadas do prédio,
à porta do 4º andar que estava firmemente fechada.
Não
conseguia recordar-me do que tínhamos falado ou o que tínhamos feito.
Mudei-me
naquele mesmo dia. Fiz as pazes com a Mia e nunca lhe contei sobre aquela
noite.
quarta-feira, fevereiro 15, 2017
Post 6047 - Jantar na Terça-feira, 14.2.2017
Aproximo-me com N de restaurante em Centro Comercial ao qual às vezes vamos.
Apercebemos-nos que tiveram um pequenino problema e ficaram sem luz.
Conseguiram resolvê-lo colocando uma velinha em cada mesa.
E mesmo assim estão à cunha, praticamente todas as mesas cheias...
Apercebemos-nos que tiveram um pequenino problema e ficaram sem luz.
Conseguiram resolvê-lo colocando uma velinha em cada mesa.
E mesmo assim estão à cunha, praticamente todas as mesas cheias...
Post 6046 Email aterrorizante recebido há pouco...
Foi seleccionado para uma consulta no dentista!
(foi rapidamente transposto para o caixotinho de lixo em cima)
segunda-feira, fevereiro 13, 2017
Post 6045 Livros 2017 (22) A Viajante de Gisèle Prassinos
A Viajante de Gisèle Prassinos
Nº 123 da Colecção Miniatura da Editora Livros do Brasil
Na contracapa do livro que antecede:
"A Viajante é a confirmação incontestável das qualidades que deram a Gisèle Prassinos um dos lugares de maior destaque no panorama literário da França nos nossos dias, depois dos elogios que mereceu a escritores de tanta responsabilidade como Cocteau, Émile Henriot, Alain Bosquet, Maurice Nadeau, Albert-Maria Schmidt e René Lacote.
Introduzindo-nos no mundo de recordações de Laura, Gisèle Prassinos escreveu uma obra-prima de análise psicológica e oferece-nos neste livro a manifestação brilhante de uma arte de narrar do mais puro recorte clássico, fundida audaciosamente com as técnicas modernas do romance."
Na wikipédia
Gisèle Prassinos (26 February 1920 – 15 November 2015) is a French writer of Greek heritage, associated with the surrealist movement.[1]
She was born in Istanbul, Turkey and emigrated to France with her family at the age of two, where they lived initially in Nanterre. Her brother Mario Prassinos is a noted artist and designer.
Her writing was discovered by André Breton in 1934, when she was just fourteen, and published in the French surrealist magazine Minotaure and the Belgian periodical Documents 34. Her first book, La Sauterelle arthritique (The Arthritic Grasshopper) was published in 1935 with a preface by Paul Éluard and a photograph by Man Ray.
Marianne van Hirtum observed that the surrealists of the time recognised these early writings as a "veritable illustration of automatic language par excellence".
After World War II Prassinos's association with organised surrealism was limited, but she continued to publish widely."
Págs. 5 e 6
" Marta não irá hoje aos Halles, como em todos os outros Domingos. É uma manhã do mês de Agosto, sem lojas abertas, sem circulação. As persianas das janelas estão fechadas. O sol a custo se entremostra através de um tecto de nuvens, que ele próprio doura ligeiramente. Não tarda que vá chover, o ar parece fatigado e roça a terra, vêmo-lo cair pesadamente sobre as flores nos vasos alinhados ao fundo dos velhos pátios. É uma manhã ideal. A temperatura, os ruídos, as cores, tudo é perfeito."
Pág. 8
"Quando era muito pequena e Loris...
Laura sabe que nesta altura deveria dizer quem é Loris, mas não pode. Para ela, este nome não tem um contorno exacto, escorre sempre, transborda, irradia e parece-lhe que definir secamente com alguns pobres adjectivos aquele que o usou, situá-lo no tempo, no espaço, entre os homens, seria uma espécie de falta de respeito, de traição, que o diminuiria até a seus próprios olhos. Os que ela ama, não usam nome, são simplesmente eles."
"Quando era muito pequena e Loris...
Laura sabe que nesta altura deveria dizer quem é Loris, mas não pode. Para ela, este nome não tem um contorno exacto, escorre sempre, transborda, irradia e parece-lhe que definir secamente com alguns pobres adjectivos aquele que o usou, situá-lo no tempo, no espaço, entre os homens, seria uma espécie de falta de respeito, de traição, que o diminuiria até a seus próprios olhos. Os que ela ama, não usam nome, são simplesmente eles."
Gostei muito deste livro, pela forma como está escrito e nos leva a conhecer, Laura, o seu passado, o tio Loris, a mãe Ania, os irmãos Joana e André, e no seu presente, Marta e Miguel e também a Professora e tantos outros. A viagem que fazemos é mais pelas suas memórias e por um passado em que a ocupação nazi levou à morte e à separação, mas também à pessoa que a Laura pôde ser graças à Marta.
Etiquetas:
Gisèle Prassinos,
Livros 2017
Post 6039 Quinta-feira, 9.2.2017
Nº 42 O Homem Que Via Passar os Comboios
Nº 47 Uma Negrinha à prcoura de Deus de G. Bernard Shaw
Nº 54 Caminho Escabroso de Georges Duhamel
Nº 57 La Bandera de Pierre Mac Orlan
Nº 87 Hiroshima de John Hersey
Nº 95 O Demónio da Rectidão de François Mauriac
Nº 99 Os Pioneiros de Jack Schaefer
Nº 102 A Última Aldeia de André Chamson
Nº 128 A Praga dos Gafanhotos de Nathanael West
Nº 115 Ofício de Vagabundo de Vasco Pratolini
Nº 62 Morte de Alguém de Jules Romain
Nº 63 O Bairro de Vasco Pratolini
Nº 66 As Raparigas de Sanfrediano de Vasco Pratolini
Nº 81 Genitrix de François Mauriac
Nº 86 O Crime dos Justos de André Chamson
Nº 125 O Cravo Vermelho de Elio Vittorini
Nº 165 O Destino Bate à Porta de James M. Cain
Na Livraria Alfarrabista Varadero, na Rua da Boavista nº 227, telef. 22 201 1443
A Tomada do Poder de Czeslaw Molosz
O Café dos Loucos de Felipe Alfau
Na Livraria Oásis, na Rua Oliveira Monteiro
Depois de ter andado 2,7 km + 2,7 km
Sexta-feira, 10 Fev. 2017
Colecção Miniatura Livros do Brasil
Nº 3 Ratos e Homens de John Steinbeck
Nº 25 A Manhã (Jean Christophe) de Romain Rolland
Nº 32 Também o Cisne Morre de Aldous Huxley
Nº 36 O Potro Vermelho de John Steinbeck
Nº 53 Ter Ou Não Ter de Ernest Hemingway
Nº 68 Outras Terras, Outras Gentes de Truman Capote
Nº 79 Biombo Chinês de Somerset Maugham
Nº 47 Uma Negrinha à prcoura de Deus de G. Bernard Shaw
Nº 54 Caminho Escabroso de Georges Duhamel
Nº 57 La Bandera de Pierre Mac Orlan
Nº 87 Hiroshima de John Hersey
Nº 95 O Demónio da Rectidão de François Mauriac
Nº 99 Os Pioneiros de Jack Schaefer
Nº 102 A Última Aldeia de André Chamson
Nº 128 A Praga dos Gafanhotos de Nathanael West
Nº 115 Ofício de Vagabundo de Vasco Pratolini
Nº 62 Morte de Alguém de Jules Romain
Nº 63 O Bairro de Vasco Pratolini
Nº 66 As Raparigas de Sanfrediano de Vasco Pratolini
Nº 81 Genitrix de François Mauriac
Nº 86 O Crime dos Justos de André Chamson
Nº 125 O Cravo Vermelho de Elio Vittorini
Nº 165 O Destino Bate à Porta de James M. Cain
Na Livraria Alfarrabista Varadero, na Rua da Boavista nº 227, telef. 22 201 1443
A Tomada do Poder de Czeslaw Molosz
O Café dos Loucos de Felipe Alfau
Na Livraria Oásis, na Rua Oliveira Monteiro
Depois de ter andado 2,7 km + 2,7 km
Sexta-feira, 10 Fev. 2017
Colecção Miniatura Livros do Brasil
Nº 3 Ratos e Homens de John Steinbeck
Nº 25 A Manhã (Jean Christophe) de Romain Rolland
Nº 32 Também o Cisne Morre de Aldous Huxley
Nº 36 O Potro Vermelho de John Steinbeck
Nº 53 Ter Ou Não Ter de Ernest Hemingway
Nº 68 Outras Terras, Outras Gentes de Truman Capote
Nº 79 Biombo Chinês de Somerset Maugham
Post 6038 Livros Colecção Mil Folhas
1 O Nome da Rosa de Humberto Eco
2 O Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago
3 Siddharta de Hermann Hesse
4 O Outono do Patriarca de Gabriel García Márquez
5 Dona Flor e Seus dois Maridos de Jorge Amado
6 O Jardim do Éden de Ernest Hemingway
7 O Deus das Moscas de William Golding
8 O Homem que Via Passar os Comboios de George Simenon
9 As Vinhas da Ira de John Steinbeck
10 A Costa dos Murmúrios de Lídia Jorge
11 Se Numa Noite de Inverno Um Viajante de Italo Calvino
12 Paula de Isabel Allende
13 O doutor Jivago de Boris Pasternak
14 Margarita e o Metre de Mikhail Bulgakov
15 Se Isto é um Homem de Primo Levi
16 Razões do Coração de Álvaro Guerra
17 As Ondas de Virgínia Wolf
18 Olhos Azuis, Cabelo Preto de Marguerite Duras
19 Era Bom que Trocássemos umas Ideias Sobre o Assunto de Mário de Carvalho
20 Um Quarto com Vista de E.M. Forster
21 Olhos Verdes de Luísa Costa Gomes
22 Boneca de Luxo de Truman Capote
23 O Som e a Fúria de William Faulkner
24 A Lua e as Fogueiras de Cesare Pavese
25 1984 de George Orwell
26 Afirma Pereira de Antonio Tabucchi
27 Morte em Veneza de Thomas Mann
Extra-colecção O crime do padre Amaro de Eça de Queirós
28 A Obra e o Negro de Margerite Yourcenar
29 Gente Feliz com Lágrimas de João de Melo
Extra-colecção Contos de Natal de Charles Dickens
30 A Metamorfose de Franz Kafka
31 Fanny Owen de Agustina Bessa-Luís
32 O Amante de Lady Chatterley de D.H. Lawrence
33 Diário de um Killer Sentimental de Luís Sepúlveda
34 As Horas de Michael Cunningham
35 Império de Gore Vidal
36 Balada da Praia dos Cães de José Cardoso Pires
37 Lolita de Vladimir Nabokov
38 O Sangue dos Outros de Simone de Beauvoir
39 Ficções de Jorge Luis Borges
40 Retrato do Artista Quando Jovem de James Joyce
41 Mulheres de Charles Bukowski
42 Pela Estrada Fora de Jack Kerouac
43 O Senhor Ventura de Miguel Torga
44 A Criança no Tempo de Ian McEwan
45 O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde
46 A Idade da Inocência de Edith Wharton
47 Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley
48 Sinais de Fogo de Jorje de Sena
49 Os Indiferentes de Alberto Moravia
50 A Linha de Sombra de Joseph Conrad
51 Lilias Fraser de Hélia Correia
52 Trópico de Câncer de Henry Miller
53 A Náusea de Jean-Paul Sartre
54 Os Mensageiros Secundários de Clara Pinto Correia
55 Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévski
56 A História de um Sonho de Arthur Schnitzler
57 Húmus de Raul Brandão
58 O Estrangeiro de Albert Camus
59 Uma Cana de Pesca para o Meu Avô de Gao Xingjian
60 Lituma nos Andes de Mário Vargas Llosa
61 O Deus das Pequenas Coisas de Arundhati Roy
62 Terra Sonâmbula de Mia Couto
63 O Velho e o Mar de Ernest Hemingway
64 A Lista de Schindler de Thomas Keneally
65 A trilogia de Nova Iorque de Paul Auster
66 Fahrenheit de Ray Bradbury
67 Os Jardins de Luz de Amin Maalouf
68 O Doente Inglês de Michael Ondaatje
69 A Terceira Rosa de Manuel Alegre
70 Servidão Humana de William Somerset Maugham
71 Nada do Outro Mundo de Antonio Muñoz Molina
72 O Túnel de Ernesto Sábato
73 Outono em Pequim de Boris Vian
74 O Cônsul Honorário de Graham Green
75 África Minha de Karen Blixen
76 Horizonte Perdido de James Hilton
77 Big Sur de Jack Kerouac
78 Nação Crioula de José Eduardo Agualusa
79 O Cheio da Noite de Andrea Camilleri
80 A História de Meu Filho de Nadine Gordimer
81 Bouvard e Pécuchet de Gustava Flaubert
Extra-colecção Glória in Excelsis Vasco Graça Moura - Contos de Natal
82 A Revolução Electrónica de William Burroughs
83 Os Sete Minutos de Irving Wallace
84 Os Nomes de Dom De Lillo
85 Um Espião Perfeito de John Le Carré
86 Pequenas Infâmias de Carmen Posadas
87 O Caso Morel de Rubem Fonseca
88 A Madona de Natália Correia
89 O Jovem Törless de Robert Musil
90 Senilidade de Italo Svevo
91 O Processo de Franz Kafka
92 O Quarto de Jacob de Virgínia Wolf
93 O Jogador de Fiódor Dostoiévski
94 Luz em Agosto de William Faulkner
95 A República dos Corvos de José Cardoso Pires
96 O Crime de Lord Saville e outros contos de Oscar Wilde
97 Gente de Dublin de James Joyce
98 O Sorriso aos Pés da Escada/Moloch de Henry Miller
99 O Coração das Trevas Joseph Conrad
100 Os Insolentes de Marguerite Duras
2 O Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago
3 Siddharta de Hermann Hesse
4 O Outono do Patriarca de Gabriel García Márquez
5 Dona Flor e Seus dois Maridos de Jorge Amado
6 O Jardim do Éden de Ernest Hemingway
7 O Deus das Moscas de William Golding
8 O Homem que Via Passar os Comboios de George Simenon
9 As Vinhas da Ira de John Steinbeck
10 A Costa dos Murmúrios de Lídia Jorge
11 Se Numa Noite de Inverno Um Viajante de Italo Calvino
12 Paula de Isabel Allende
13 O doutor Jivago de Boris Pasternak
14 Margarita e o Metre de Mikhail Bulgakov
15 Se Isto é um Homem de Primo Levi
16 Razões do Coração de Álvaro Guerra
17 As Ondas de Virgínia Wolf
18 Olhos Azuis, Cabelo Preto de Marguerite Duras
19 Era Bom que Trocássemos umas Ideias Sobre o Assunto de Mário de Carvalho
20 Um Quarto com Vista de E.M. Forster
21 Olhos Verdes de Luísa Costa Gomes
22 Boneca de Luxo de Truman Capote
23 O Som e a Fúria de William Faulkner
24 A Lua e as Fogueiras de Cesare Pavese
25 1984 de George Orwell
26 Afirma Pereira de Antonio Tabucchi
27 Morte em Veneza de Thomas Mann
Extra-colecção O crime do padre Amaro de Eça de Queirós
28 A Obra e o Negro de Margerite Yourcenar
29 Gente Feliz com Lágrimas de João de Melo
Extra-colecção Contos de Natal de Charles Dickens
30 A Metamorfose de Franz Kafka
31 Fanny Owen de Agustina Bessa-Luís
32 O Amante de Lady Chatterley de D.H. Lawrence
33 Diário de um Killer Sentimental de Luís Sepúlveda
34 As Horas de Michael Cunningham
35 Império de Gore Vidal
36 Balada da Praia dos Cães de José Cardoso Pires
37 Lolita de Vladimir Nabokov
38 O Sangue dos Outros de Simone de Beauvoir
39 Ficções de Jorge Luis Borges
40 Retrato do Artista Quando Jovem de James Joyce
41 Mulheres de Charles Bukowski
42 Pela Estrada Fora de Jack Kerouac
43 O Senhor Ventura de Miguel Torga
44 A Criança no Tempo de Ian McEwan
45 O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde
46 A Idade da Inocência de Edith Wharton
47 Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley
48 Sinais de Fogo de Jorje de Sena
49 Os Indiferentes de Alberto Moravia
50 A Linha de Sombra de Joseph Conrad
51 Lilias Fraser de Hélia Correia
52 Trópico de Câncer de Henry Miller
53 A Náusea de Jean-Paul Sartre
54 Os Mensageiros Secundários de Clara Pinto Correia
55 Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévski
56 A História de um Sonho de Arthur Schnitzler
57 Húmus de Raul Brandão
58 O Estrangeiro de Albert Camus
59 Uma Cana de Pesca para o Meu Avô de Gao Xingjian
60 Lituma nos Andes de Mário Vargas Llosa
61 O Deus das Pequenas Coisas de Arundhati Roy
62 Terra Sonâmbula de Mia Couto
63 O Velho e o Mar de Ernest Hemingway
64 A Lista de Schindler de Thomas Keneally
65 A trilogia de Nova Iorque de Paul Auster
66 Fahrenheit de Ray Bradbury
67 Os Jardins de Luz de Amin Maalouf
68 O Doente Inglês de Michael Ondaatje
69 A Terceira Rosa de Manuel Alegre
70 Servidão Humana de William Somerset Maugham
71 Nada do Outro Mundo de Antonio Muñoz Molina
72 O Túnel de Ernesto Sábato
73 Outono em Pequim de Boris Vian
74 O Cônsul Honorário de Graham Green
75 África Minha de Karen Blixen
76 Horizonte Perdido de James Hilton
77 Big Sur de Jack Kerouac
78 Nação Crioula de José Eduardo Agualusa
79 O Cheio da Noite de Andrea Camilleri
80 A História de Meu Filho de Nadine Gordimer
81 Bouvard e Pécuchet de Gustava Flaubert
Extra-colecção Glória in Excelsis Vasco Graça Moura - Contos de Natal
82 A Revolução Electrónica de William Burroughs
83 Os Sete Minutos de Irving Wallace
84 Os Nomes de Dom De Lillo
85 Um Espião Perfeito de John Le Carré
86 Pequenas Infâmias de Carmen Posadas
87 O Caso Morel de Rubem Fonseca
88 A Madona de Natália Correia
89 O Jovem Törless de Robert Musil
90 Senilidade de Italo Svevo
91 O Processo de Franz Kafka
92 O Quarto de Jacob de Virgínia Wolf
93 O Jogador de Fiódor Dostoiévski
94 Luz em Agosto de William Faulkner
95 A República dos Corvos de José Cardoso Pires
96 O Crime de Lord Saville e outros contos de Oscar Wilde
97 Gente de Dublin de James Joyce
98 O Sorriso aos Pés da Escada/Moloch de Henry Miller
99 O Coração das Trevas Joseph Conrad
100 Os Insolentes de Marguerite Duras
Post 6037 - Livros 2017 (20 e 21) Branding the virgin e Roping the virgin de Alexa Riley
Branding the virgin e
Roping the virgin de Alexa Riley
Roping the virgin de Alexa Riley
Etiquetas:
Alexa Riley,
Livros 2017
quinta-feira, fevereiro 09, 2017
Post 6035
Porque ainda não faço a menor ideia de como o fazer, será que alguém me poderia explicar de um modo muito simples, tipo instruções para dummies, como é que posso conseguir colocar links e imagens em comentários?
Post 6034 Eu e os relógios
Primeiro foi relógio de carro. Para quê acertá-lo para a hora de Inverno se logo vamos voltar a ter a hora de Verão?
Entretanto ele tinha-se atrasado sozinho alguns minutos e continua a fazê-lo vagarosamente, não sei bem porquê.
Neste momento para saber a hora certa tenho de subtrair uma hora e adicionar vinte minutos...
Depois foi relógio de pulso. Parecia que tinha parado, mas afinal estava a adiantar-se. Pensei que podia ser da pilha mas não é. Já o tenho há vários anos, é evidente que não posso deitá-lo fora depois de ter estado comigo tanto tempo. Neste momento, ele conseguiu adiantar-se duas horas e atrasar-se dez minutos. Logo para saber as horas certas, só tenho de subtrair duas horas e adicionar dez minutos. Fácil.
Post 6033 Desafio de Escrita 4/10 - Aurora
Um
homem está sentado em frente à televisão. Janta os restos de uma feijoada que
trouxe do almoço, enquanto segue sem interesse um programa transmitido em directo.
Os apresentadores, volta-e-meia, interpelam a audiência pedindo aplausos.
A
câmara centra-se no público que aplaude e varre as filas ao fundo. Vêem-se muitas
senhoras de idade presas em sorrisos enquanto batem as palmas das mãos. Pelo
canto do olho algo lhe chama a atenção. Pára de mastigar, levanta-se e
aproxima-se da televisão, com o comando recua e pausa na imagem que lhe
interessa.
É
a Aurora!
Conheceu-a
há três anos numa festa do bairro. Soube logo que ela era a tal.
Não
conseguiu foi que ela o percebesse. Convenceu-a a dar-lhe o número de telefone,
mas não o anotou bem, quando ligou era o de um talho. Inúmeras vezes voltou
àquele bairro, que não era o dele, sempre em vão. Também não devia ser o dela.
E
agora ali estava. Um pouco mais velha e redonda, mas era a Aurora.
Engoliu
o pedaço de comida que tinha atravessado e precipitou-se para a porta, levando
o casaco e as chaves do carro. Para lá, parou apenas numa bomba de gasolina.
Não tinham flores, nem chocolates. Comprou-lhe um grande pacote de bolachas.
Chegou ao estúdio ainda com tempo. Ficou cá fora, à espera.
Fumou
um cigarro entre olhadelas ansiosas ao relógio.
Eis
que começam todos a sair. Vê-a e grita: “Aurora!”
Ela
não parece reconhecer o nome, talvez tenha começado a ficar surda.
Pára
à frente dela, forçando-a a parar, grita mais alto: “Aurora!”
-
Mas está-me a confundir, chamo-me Ana!
-
Uma rosa com outro nome não teria o mesmo perfume?
-
Cale-se com isso que tenho de apanhar o metro.
Deixou-o
com o coração partido e levou as bolachas.
Talvez
não fosse ela.
terça-feira, fevereiro 07, 2017
Post 6031 - Terça-feira, 7.2.2017
Ontem à noite tive a grande ideia de ir buscar mala de viagem para colocar grande volume de papéis que tinha de levar para local de trabalho.
Hoje de manhã constatei que a mala estava bastante pesada, mas consegui metê-la dentro do carro. Ao chegar, lembrei-me que tinha de subir quatro lanços de escadas porque um elevador está para arranjar e o outro é meio estranho...grande ideia começava-me a parecer talvez demasiado grande.
Acabei por deixar mala em carro e levar papéis em duas vezes.
Hoje de manhã constatei que a mala estava bastante pesada, mas consegui metê-la dentro do carro. Ao chegar, lembrei-me que tinha de subir quatro lanços de escadas porque um elevador está para arranjar e o outro é meio estranho...grande ideia começava-me a parecer talvez demasiado grande.
Acabei por deixar mala em carro e levar papéis em duas vezes.
segunda-feira, fevereiro 06, 2017
Post 6030 - 5º Encontro de bloggers
Desta vez será em Braga, um almoço no dia 30 de Abril
Quem estiver interessado poderá saber mais e inscrever-se no blogue de uma das anfitriãs, a Afrodite, aqui
Quem estiver interessado poderá saber mais e inscrever-se no blogue de uma das anfitriãs, a Afrodite, aqui
domingo, fevereiro 05, 2017
Post 6027 Livros 2017 (19) Porgy e Bess de DuBose Heyward
Porgy e Bess de DuBose Heyward
Colecção Miniatura, Livros do Brasil, nº84
Colecção Miniatura, Livros do Brasil, nº84
Nota do Tradutor - Ao terminar a tradução deste belíssimo poema em prosa, no qual as imagens e as cenas se entrelaçam e desenvolvem numa estrutura sinfónica que reclamava de facto a música que Gershwin lhe deu, não quero deixar de acentuar que este Tristão e Isolda dos negros do Sul dos Estados Unidos, traduzido com o maior carinho e fidelidade, apenas não respeitou a fala típica dos personagens que DuBose Heyward captou. Seria impossível, sem ridículo e ilegibilidade, transpor para o português as sílabas elididas, as palavras deturpadas e as concordâncias erradas. Mas o sabor creio que não se perdeu inteiramente." Jorge de Sena
Na wikipédia
"Edwin DuBose Heyward (August 31, 1885 – June 16, 1940)[ was an American author best known for his 1925 novel Porgy, which was adapted by his wife Dorothy into a 1927 play. The stage Porgy inspired the 1935 opera Porgy and Bess with music by George Gershwin, which was later adapted into a 1959 film. Heyward also wrote poetry and other novels and plays, as well as the children's book The Country Bunny and the Little Gold Shoes (1939)."
No site da wook:
SINOPSE
"Pode dizer-se que DuBose Heyward (1885-1940) se sentiu depois de Porgy realizado. Porque tinha feito a conquista de um lugar entre os que sobressaíam nesse ano nas letras norte-americanas (até Langston Hughes, um escritor negro— o que era relevante neste caso—fazia notar que os seus «olhos "brancos" davam vida às maravilhosas qualidades poéticas dos habitantes da Catfish Row»); porque a sua inaptidão para negócios encontrava num amigo qualidades que a si próprio faltavam, ideais para o êxito da companhia de seguros que o tinha como sócio; porque vivia horas de criador protegidas pela sua esposa Dorothy, sua incondicional apoiante e co-autora em duas obras teatrais inspiradas pelos seus romances.
O êxito de Porgy ficou em grande parte a dever-se a algumas singularidades da sua história e do seu cenário; ao exotismo «caseiro» de bairro negro; aos momentos—de um ritual fúnebre, de um cortejo festivo, de uma floresta, de uma tempestade—onde o autor se exibe com grande eficácia descritiva; a um par amoroso sem graças físicas que se sobreponham à desgraça de membros mal conformados e a uma desfiguradora cicatriz na face; à indiferença pela boa regra do assassino castigado; à recusa em não instalar Porgy e Bess entre os apaixonados trágicos que alimentam a lista dos «imortais do amor».
Porgy e Bess pertencem a um grupo humano humilhado na sua segregação de bairro negro, conformado com a superioridade social do homem branco, e que se defende destas fatalidades com a embriaguez do canto, com uma religiosidade cristã de mãos dadas com a magia, com uma languidez alimentada por calor e sol. Todo o livro vive sob o peso do clima temperamental de Charleston, que condiciona os sentimentos e os actos dos habitantes da Catfish Row. Cena a cena iremos saber se as personagens deste conflito são batidas por calor, chuva ou vento; e a última frase do livro, para um Porgy envelhecido e vencido, invoca a força benfazeja do Sul, a que inunda o seu desgosto com «a ironia de um sol matinal».
A.F."
Também eu associo à história a musica de Gershwin e já conhecia a história em traços gerais antes de ler o livro, mas no livro além de reencontrar o Porgy e a Bess, há tanto mais, vários outros personagens, como o Peter, a Maria, a Serena, o Advogado Alan Archadale, etc. descrições de momentos com cor e som, diálogos e actos, que me surgiram como reais. Queria outro final para o Porgy.
Pág. 182
"O penetrante Sol de Outubro entrava energicamente pelo portão e banhava o vulto pendurado do bode, o ridículo carrinho e a figura curvada do homem, numa radiância satírica e dura. À sua luz reveladora, Maria viu que Porgy era um velho. A tensão que anteriormente o caracterizara, o aspecto que fora o seu durante um Verão tumultuoso, ambos se haviam desvanecido; e, em seu lugar, ela viu um rosto cansadamente abatido, e os olhos da idade apenas iluminados por uma vaga e reminiscente claridade dos muitos sois e luas que neles tinham entrado e já se haviam sumido no poente.
Maria ficou até não poder suportar mais o que via; depois, cambaleou para a tasca e fechou a porta, deixando Porgy e o bode numa ironia de Sol matinal."
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DuBose Heyward,
Livros 2017
sexta-feira, fevereiro 03, 2017
quinta-feira, fevereiro 02, 2017
Post 6025 Fevereiro
Em Fevereiro temos o dia dos namorados ou de S. Valentim (14) as Correntes d'Escritas (de 21 a 25), o Fantasporto (24/2 a 4/3) os Óscares (26), a ARCO (feira de arte contemporânea) em Madrid (de 22 a 26) o Carnaval (28), as amendoeiras em flor, e alguns aniversários (pessoas muito inteligentes, simpáticas e sensíveis costumam nascer em Fevereiro).
Actualização, o Outlet do livro também irá durar até 19/2
E temos também o Festiva RTP da Canção
A 2/2 temos o dia de Iemanjá
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Post 6024 Desafio de Escrita 3/10 No Supermercado
Fim-de-semana, o casal Silva vai ao Supermercado. A certa
altura Pedro olha estarrecido para alguém no fundo do corredor e diz para a
mulher:
- Rápido, esconde-te atrás dos congelados, o chato do
Hugo está ali!
- Vi-te, vi-te, não vale a pena fugires!
- Nunca fugi de ti, nem em miúdo mais pequeno do que tu.
Vinte anos e sempre o mesmo idiota, só cresceste em cintura …
- Se és assim tão valente porque é que estás atrás dessa
baleia?
- O senhor desculpe, mas baleia é a sua mãe. Tenho o peso
certo para a minha altura, se quer viver com esqueletos anorécticos, problema
seu!
- Peço desculpa minha senhora, não é preciso empurrar-me
para dentro da arca congeladora.
- E agora quem é o valente?
- Tu cala-te e explica de onde é que saiu este teu…não
sei bem o quê?
- Irmão-mais-velho, o pesadelo da minha infância, a
catástrofe da minha adolescência, o perpétuo infernizador dos meus dias…
- Tens sempre que te fazer de vítima, parece-me que te
estou a ver ao pé da nossa mãe…
- As pessoas estão a olhar para nós, falem mais baixo e
parem de se empurrar. Pára de bater no teu irmão com a bengala... O senhor não
atire a caixa de bolachas!
- Pronto agora vem aí o segurança. Que vergonha, o que
não vão dizer? Disfarcem, depressa!
- Querida não te preocupes…
- Aqui não há problema algum, apenas uma pequena reunião
familiar. A bengala caiu-me e o meu querido irmão estava a ajudar-me a
apanhá-la…
- A caixa de bolachas escorregou-me da mão com a pressa
de ajudar…Uma altercação? Impossível, pois não vê que somos gémeos, é verdade que
eu nasci uns minutos mais cedo …
- Mas que importância tem isso aos noventa anos?
quarta-feira, fevereiro 01, 2017
Post 6023 Hoje no Google
Na wikipedia
"Mary Edmonia Lewis (ca. July 4, 1844 – September 17, 1907) was an American sculptor who worked for most of her career in Rome, Italy. She is the first woman of African-American and Native American heritage to achieve international fame and recognition as a sculptor in the fine arts world. Her work is known for incorporating themes relating to black and American Indian people into Neoclassical style sculpture. She emerged during the crisis-filled days of the Civil War, and by the end of the 19th century, she was the only black woman who had participated in and been recognized to any degree by the American artistic mainstream-"
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