"Quem tropeça é sempre alguém que se distrai a olhar para as estrelas" Vladimir Nabokov (nome do blogue veio do livro para crianças de Virgínia de Castro e Almeida)
domingo, abril 10, 2016
sexta-feira, abril 08, 2016
Post 5562 Encontro de bloggers
E no Domingo, desde que não me caia um piano em cima, estou a pensar em ir ao Porto, ao encontro de bloggers


embora, talvez não de comboio, estou a considerar ir a pé...


embora, talvez não de comboio, estou a considerar ir a pé...
Post 5561 Livros - Divulgação (post um pouco atrasado, mas na terça-feira estavam lá)
No Continente, DolceVita Porto, mesa com vários livros em "leve 2, pague 1".
(consegui não levar nenhum)
(consegui não levar nenhum)
quarta-feira, abril 06, 2016
Post 5559
Saltou-me o botão da máquina fotográfica e deixei de ter zoom.
Máquina comprada em promoção com grande desconto, por 79 €, com quase dois anos. Orçamento para reparação, 84,00 €.
Como eu sou míope, talvez não precise do zoom...
Máquina comprada em promoção com grande desconto, por 79 €, com quase dois anos. Orçamento para reparação, 84,00 €.
Como eu sou míope, talvez não precise do zoom...
Post 5558 - 07/10 - No jardim
Escrevo
um texto enquanto vejo os meus dois filhos a brincar. São ainda crianças, cinco
e seis anos, Afonso e Beatriz. Na verdade só têm onze meses de diferença. São
quase como gémeos. Estava ainda a amamentar a Beatriz quando fiquei de novo
grávida. Primeiro pensei que havia algo de errado. O enjoo, a pressão na
barriga, não associei a nova gravidez, julguei que estava doente, que ia
morrer.
Mas
foi bom assim, fiquei com um casalinho.
Olho
para eles como se olhasse para um espelho e imagino que também me vejo a mim, a
escrever. Estamos num jardim, perto de casa, eles correm na relva a brincarem
ao apanha-me, eu escrevo, sentada à mesa para piqueniques, num banco de pedra.
O sol ilumina a relva, ouço-os a rir, mas estou na sombra, sinto frio, e deixo
de os ver, como se alguém tivesse atirado uma pedra ao seu reflexo na água.
Este
momento terá existido de verdade?
Olho
para as minhas mãos torcidas pela artrite, com as veias marcadas.
Estou
sentada numa sala perto da janela. Algures há uma televisão em surdina. Não sei
muito sobre este presente. Fogem‑me as palavras. Enervo-me quando me fazem
perguntas. Uma mulher de meia-idade sentou-se à minha frente e estava a falar
algo. Não a ouvi, mas percebo pelo seu olhar que espera que lhe responda. Não sei
qual foi a pergunta. Ela insiste, “lembra-se de mim?”
Quero
que me deixe em paz. Olho-a e respondo-lhe que sim, mas não a reconheço, embora
se pareça um pouco com a minha mãe. E é essa a palavra que a ouço depois dizer,
num suspiro, “oh, mãe.”
Prefiro
regressar ao jardim e volto a ver os meus filhos. Chamam por mim. Decido ir ter
com eles e paro de escrever.
Post 5557 - 06/10 Foi a altura certa
Foi a altura certa, mas poderia não ter sido.
Doíam-lhe as costas.
Doíam-lhe demasiado as costas para pensar.
Tinha apenas de continuar com o que estava a
fazer e servir o jantar. A cara fechada sem deixar transparecer qualquer
emoção. Não que ele fosse olhar para ela. Desde que as coisas aparecessem
feitas seria como se não estivesse ali. Não olharia para ela nem a veria.
Colocou a comida na mesa, serviu-o e sentou-se
no seu lugar, de frente para ele, ao lado da porta que dava para a cozinha.
Tudo como de costume, embora pouco comesse.
Os únicos barulhos, além dos talheres a tocar
nos pratos, eram os da respiração e mastigação, pesados naquele silêncio quente
e húmido de Agosto.
Esperou que ele se sentasse na poltrona de
tecido rebentado como costumava fazer, a ver um qualquer programa de desporto
como também sempre costumava fazer.
Foi lavando a louça para se distrair, para não
pensar no que tinha decidido fazer.
Quando acabou e pôs o pano a secar, pensou é
agora.
Pegou na
faca afiada antes e dirigiu-se em silêncio até à poltrona.
Como para lhe facilitar a tarefa, adormecera
com a cabeça caída para trás.
Tão fácil pensou enquanto lhe passava a faca
pela garganta. O sangue saltou, sujando a roupa, a poltrona, o chão. Ele abriu
os olhos. Parecia espantado, depois zangado. Não disse nada. Fez um gesto como
de que se ia levantar, mas já não chegou a fazê-lo. Novamente o olhar de
espanto antes de se deixar cair na poltrona, agora com a cabeça para a frente.
Depois de lavar o sangue que por algum tempo
ainda pingou, sentou-se e ficou à espera. Ainda lhe doíam as costas.
Esperou durante bastante tempo, em silêncio,
sem ouvir mais nada, até que alguém da Polícia a levou.
segunda-feira, abril 04, 2016
Post 5555 A poupar dinheiro...
Passo pelo Pingo Doce e aproveito para comprar dois pacotes de guardanapos com um desconto cada um de 0,5 € e já que estou ali, faço depois um pequeno desvio pela Confeitaria e compro um croissant por 0.70 €
domingo, abril 03, 2016
sexta-feira, abril 01, 2016
Post 5549 Livros 2016 (7) Histórias que as mulheres contam de Isabel do Carmo
"Histórias que as Mulheres Contam, testemunhos reais" de Isabel do Carmo
Na contracapa:
"As histórias que aqui se contam são reais. Nada do que aqui é posto na boca destas mulheres é inventado, nem mesmo as expressões ou os comentários.
[...] Gosto de ouvir as histórias das pessoas. E acontece que geralmente as mulheres são melhores contadoras das suas histórias pessoais do que os homens. Os homens contam outras histórias, as que se situam fora deles. Mas é difícil "sacar-lhes" a história pessoal mais íntima.
Por outro lado, todas as histórias que aqui se contam estão relacionadas com a condição feminina, conduzindo muitas vezes a situações dramáticas na vida das mulheres, que são nossas contemporâneas."
Gostei deste livro, pareceu-me às vezes que estava quase a ouvir as mulheres dos diferentes capítulos a contarem a sua história.

Etiquetas:
Isabel do Carmo,
livros 2016
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