
"Quem tropeça é sempre alguém que se distrai a olhar para as estrelas" Vladimir Nabokov (nome do blogue veio do livro para crianças de Virgínia de Castro e Almeida)
domingo, outubro 25, 2015
quarta-feira, outubro 21, 2015
terça-feira, outubro 20, 2015
segunda-feira, outubro 19, 2015
domingo, outubro 18, 2015
Post 5165 Passagem pela FL Bertrand no DolceVita porto
Trouxe comigo apenas estes livrinhos (que custaram um pouco mais que dois e menos que três pelos preços normais)
E foi o FireHead do Blogue do FireHead que conseguiu acertar logo no número exacto de livros (15) e por isso ganhou o que trouxe repetido: "O Livro de Israel" de Jeremy Gavron.
(vou aguardar agora que me envies o teu endereço para o email escrita-redonda@gmail.com.
Na Contra-capa: "Dunsk, Lituânia, 1874: trazido moribundo para casa do moinho para onde trabalha, um velho deixa em herança ao neto recém-nascido a única coisa de valor que possui: o seu nome. E, assim, o nome Israel é transmitido de geração em geração até ao início do século XXI, mas os seus sucessivos portadores em vários países do mundo manterão com ele e com a pesada herança que acarreta um relacionamento muito distinto.
Em Dunsk, as esperanças da família relativamente ao futuro do jovem Israel como professor e rabi são desfeiras pela opressão russa. Em Leeds, nas oficinas têxteis do virar do século, Israel descobre que a prosperidade se conquista de forma bem mais secular. nas terras inóspitas da África do Sul, Israel sente-se dividido entre o espírito prático do homem de negócios e a utopia de uma moderna prática judaica. E durante a Segunda Guerra Mundial, o estudante Israel Dunsky transforma-se em Jack Dunn - sem bagagem a declarar, moderno, comercial. Os diferentes portadores do nome Israel estão no centro de uma história contada pelas pessoas que os rodeiam e através de cartas, diários, notícias e conversas. Com uma concepção ousadamente original e uma concretização absolutamente brilhante, O Livro de Israel alia as facetas comoventes e cómicas da vida quotidiana a compõe uma sinfonia de vozes perfeitamente harmoniosa que transmite de forma empolgante o desnraizamento colectivo do povo judeu ao longo do último século."
sábado, outubro 17, 2015
quinta-feira, outubro 15, 2015
quarta-feira, outubro 14, 2015
Post 5155
Prazo para tentar escrever uma história de Natal termina dia 15 (ver Post 5151).
Ainda não escrevi nada...preciso de ideias sobre histórias de Natal!
Talvez uma revolta de duendes (sugerido por N.)
Ainda não escrevi nada...preciso de ideias sobre histórias de Natal!
Talvez uma revolta de duendes (sugerido por N.)
Post 5154 - E no 1º dia da Feira do Livro Bertrand do DolceVita Porto
Passei ou não por lá?
Trouxe ou não um livro?
Se trouxe mais do que um, quantos é que poderei ter trazido (quem adivinhar habilita-se a ganhar o livro que trouxe repetido - não concordo lá muito com a forma que arranjaram para vender os livros em packs de dois até cinco porque posso querer apenas um do pack).
(Respostas até ser postado texto sobre esta breve visita à FL)
terça-feira, outubro 13, 2015
segunda-feira, outubro 12, 2015
Post 5151 Relembremos - Possibilidade de participar em Colectânea - Divulgação
"Coletânea de poemas e contos 2015
A Lugar da Palavra Editora quer editar (mais) um livro memorável para este Natal. E gostaria de contar consigo! Participe!
Depois de três anos de Lugares e Palavras de Natal:
Depois de três anos de Lugares e Palavras de Natal:

Nova Edição

Regulamento
1. O prazo de inscrição para participação na coletânea LUGARES E PALAVRAS DE NATAL e envio de textos decorre até 15 de outubro de 2015.
2. Os textos devem ser enviados em suporte informático (tipo word) e remetidos para editora@lugardapalavra.pt
3. Serão admitidos textos do género lírico (poemas) e narrativo (contos).
4. Cada autor poderá participar com um ou vários textos, que pode(m) ocupar até um máximo de quatro páginas, sendo que cada página corresponde a um conjunto de 1700 caracteres (incluindo espaços) ou 1400 caracteres (sem espaços), para os contos, ou 30 linhas de verso (incluindo espaços de transição de estrofe e eventuais versos demasiadamente longos).
5. A ordem de publicação obedecerá a um critério a definir, posteriormente, pela organização.
6. Os autores podem utilizar pseudónimo, embora sejam obrigados a identificar-se e o seu nome ser incluído na breve biografia a constar do livro.
7. Os autores devem enviar uma curta nota biográfica, que será publicada, com um máximo de 600 caracteres, incluindo espaços.
8. O tema de todos os textos é o Natal e/ou os valores à data associados.
9. No caso de a organização entender que o número de participantes não é suficiente para a edição do livro, os textos serão publicados on.line no site da editora Lugar da Palavra, em www.lugardapalavra.pt e enviado um exemplar em formato pdf a todos os participantes. A organização é soberana na seleção dos textos a incluir na obra.
10. A obra estará disponível em vários pontos de venda, com um preço de venda ao público (PVP) a definir em função do número de páginas, sendo certo que os autores beneficiarão de um desconto na sua aquisição diretamente à Lugar da Palavra Editora.
11. Todos os textos serão alvo de revisão, com vista a apresentar um trabalho da maior qualidade possível, comprometendo-se, obviamente, a organização a nunca desvirtuar o original do autor.
12. Os participantes disponibilizam os seus textos exclusivamente para a presente publicação, sendo- lhes, obviamente reconhecido o seu direito de autor (pelo qual assumem essa responsabilidade), mas não serão pagos quaisquer direitos patrimoniais. Ou seja: o participante envia textos da sua autoria (se já publicados, com a respetiva autorização competente) e cede-os exclusivamente para o fim em questão, não resultando da sua publicação a obrigação da editora de pagamentos de direitos patrimoniais ao autor.
13. A participação implica a aceitação de todos os termos do presente regulamento.
14. Os casos omissos serão resolvidos pela organização."
Post 5150 Capricho e Virtude (1ª e única tentativa porque deixei tudo para o último minuto)
Capricho
e Virtude
Tudo
isso se passou num outro tempo em que as meninas eram virtuosas, iam à Igreja,
aprendiam a obedecer aos pais, depois ao marido, e se deviam dedicar às lides
domésticas e à educação dos filhos, com todo o desvelo.
Eduarda
era muito bonita e tinha também a inteligência para aprender o que era esperado
dela. Cedo se tornou o orgulho dos pais, mas a ela cresceu-lhe a vaidade.
Foi
por capricho que naquela terça-feira ficou para trás e não foi como de costume
com as amigas para casa.
Seguiu
sozinha até à Confeitaria no centro. Abrira recentemente e era muito bem
frequentada, até por grupos de senhoras no chá da tarde ou jovens como ela na
compra de diferentes e tentadores bolos.
Sentou-se
numa mesa perto da janela e pediu o folhado de limão.
Pareceu
depois dedicar-lhe toda a atenção. Com a faca e garfo separou e cortou as lâminas
de massa, açúcar e limão, em pequeninos pedaços, levou-os vagarosamente à boca
e deixou-os derreter.
Sabia
que pela montra era visível lá fora a sua figura sentada, meia de lado. O
cabelo escuro entrançado e preso, a revelar o alvo pescoço e início do seu
peito abraçado pelo vestido amarelo e justo.
Caprichara
ainda mais do que habitualmente na roupa e no penteado.
Naquele
dia, àquela hora, costuma passar por ali o André, explicador de matemática do
seu irmão mais novo e no grupo dos seus conhecidos ou até de desconhecidos, o
único que parecia permanecer completamente indiferente aos seus encantos.
Passava por lá, para levar os croissants encomendados pela sua mãe. Ficara
assim combinado, já que vinha dar a aula e passava pelo centro. Desde que
iniciara as explicações há dois meses, não falhava o encargo e cada
terça-feira, trazia-os sempre.
Ouviu
a porta abrir e pressentiu que seria ele.
Virou
ligeiramente o rosto para o poder olhar directamente e representar estar
surpreendida com aquele encontro.
Era
realmente o André que entrava, mas não vinha sozinho. Com ele entrou também a
Ana Maria.
Um
pouco mais velha que ela e com uma história bem conhecida na vila. Seduzida por
um vendedor de fora, fugiu com ele, da casa dos pais. Regressou meses depois
com barriga e os pais acolheram-na, e mais tarde ao neto, que adoravam.
Não
foi assim tão bem recebida pelo resto das pessoas, sobretudo pelas senhoras de
bem que a maldiziam nas conversas e se calavam quando se aproximava.
Até
a sua mãe lhe disse para não conviver com a Ana Maria, como se se pegasse a má
sorte de ter sido abandonada.
Eduarda
reparou que o André segurava a porta para que ela entrasse e que se olhavam os
dois nos olhos com o enleio que ela queria ver nele, mas dirigido a si.
Por
isso, não reparava nela, porque já estava enamorado, e pela Ana Maria.
O
André viu-a e corou levemente, sem saber bem o que fazer.
Nessa
altura, a Eduarda percebeu que era só a vaidade que a tinha trazido ali. Cumprimentou-os
aos dois, ao André e à Ana Maria, sem falsidade ou hipocrisia, e depois de
pagar o seu folhado de limão, foi-se embora.
Não
comentou com ninguém o encontro, nem quando mais tarde foi tema de conversa que
a Ana Maria tinha voltado a fugir, mas desta vez com o André.
E
a Eduarda começou a compreender o que era realmente ser virtuosa.
Post 5149 Email 4/10 (1ª tentativa)
Caro
Luci Fer
Como
deverás saber, uma vez que nos conhecemos há tantos anos que pesam como dezenas
de séculos, não gosto de rodear os problemas e sim ir directo ao que me
preocupa.
Ora,
os meus assessores chamaram-me a atenção, e pude também confirmá-lo pela
consulta dos últimos gráficos, que a crescente actividade dos teus funcionários
conduziu a um crescimento desmesurado dos teus domínios e diminuição
exponencial dos meus.
Contudo,
sabemos os dois que no passo seguinte, lutas contra o superpovoamento.
Venho
assim solicitar que martirizes menos a população destinatária das nossas campanhas,
advertindo-te que não o fazendo, irei elevar ainda mais os meus critérios de
admissão. Desta forma poderás ter de enfrentar juntamente com a falta de
espaço, o problema do surgimento de falsos profetas que aparecem sempre nestas alturas de
crise – sem que nada faça para os denunciar.
Proponho
assim para a manutenção da sã convivência habitual, a construção de uma ponte
de entendimento, em que aligeires a tua actividade e mantenhamos os níveis nas
futuras admissões.
Cumprimentos
D.
domingo, outubro 11, 2015
Post 5147 Divulgação Concurso
Escrever um mini-conto policial com personagens inventadas até 150 palavras ou até 1000 caracteres, até 17 de Novembro.
Ver em axn.pt ou mais exactamente em http://www.axn.pt/contests/livrocastle#entry
Primeiro prémio: Cartão oferta Fnac de 300 € + casaco Writer + edição em papel do livro de micro-relatos
quinta-feira, outubro 08, 2015
Post 5146 Prémio Nobel da Literatura 2015
Prémio Nobel da Literatura 2015

No site da wook

No site da wook
"Svetlana Aleksievitch, conceituada escritora e jornalista, nasceu em 1948 em Minsk, na Bielorrússia. Os seus livros estão traduzidos em 22 línguas e foram já adaptados a peças de teatro e documentários. Considerada uma das autoras mais prestigiadas a escrever sobre a URSS, os seus trabalhos têm recebido uma enorme aceitação por parte da crítica, tendo sido galardoados com importantes prémios internacionais, como o Erich Maria Remarque Peace Prize, em 2001, o National Book Critics Circle Award, em 2006, e o Prémio Nobel da Literatura, em 2015. O seu mais recente livro, O Fim do Homem Vermelho, recebeu o Prémio Médicis Ensaio, em 2013, e foi considerado o Melhor Livro do Ano pela revista Lire"
quarta-feira, outubro 07, 2015
terça-feira, outubro 06, 2015
segunda-feira, outubro 05, 2015
Post 5141 - 3/10 - Discurso
Caros colegas, alunos, pais, família e amigos.
Obrigada por terem vindo hoje, mesmo que seja para
confirmarem que é desta que não regresso mais à escola.
Olhando para trás, custa-me a crer que já passaram
cinquenta anos desde que leccionei a minha primeira aula.
Desde então, pude acompanhar a formação de várias
gerações e crer que apesar dos tempos serem difíceis, poderemos esperar tudo
dos nossos filhos ou netos, no meu caso.
E por tudo, claro que me refiro a realizações
positivas, mesmo entre aqueles que podem ter passado por reprovações e faltas
disciplinares, mas que souberam aproveitar as oportunidades na escola.
Durante estes anos tive sempre a grata surpresa e
felicidade de reencontrar os meus antigos alunos a exercerem as mais variadas
profissões.
Lembro-me por exemplo do dia, em que encontrei o
João A como carteirista, que me levou a carteira sem eu reparar, e o João B como
policia que o apanhou.
Não pude deixar de reparar com o maior orgulho como os
soube ensinar a correr.
Como sabem, apesar de leccionar educação física fui
sempre adiando a reforma
Tal só sucede agora, não por não ter há muito o
vigor da juventude e os meus olhos me pregarem partidas levando-me a trocar
algumas caras e notas,
Ou ter tido também a má-sorte de passar por diversas
fracturas em consequências de estranhas quedas – sei que as brincadeiras com as
cascas de banana não me eram dirigidas,
Ou pelos constantes adiamentos legais da idade da
reforma e redução do valor da pensão
Mas porque eu e a minha Maria ganhámos o euromilhões.
Vamos viajar pelo mundo e no regresso contribuir,
sem dúvida, para o desenvolvimento do país, com a criação de novos empregos e
investimento na carreira dos colegas e antigos alunos, aqui presentes.
Bem hajam por terem vindo.
domingo, outubro 04, 2015
Post 5140 Domingo, 4.10.2015, Porto, dia de eleições
Céu cinzento e escuro, chuva e vento forte.
Vários condutores, alguns de mais idade, hesitantes no trajecto e na procura de um lugar para estacionar.
Na escola onde N. foi votar, uma senhora comentava ao sair da sala: "já está e não doeu". Ao sairmos da escola uma ambulância trazia um senhor de idade numa cadeira de rodas. Outro senhor deu-lhe os Parabéns por vir votar, apesar das dificuldades. Este último disse depois cavalheirescamente à mulher para esperar enquanto ele ia buscar o carro.
A minha escola, por coincidência foi aquela onde andei do 7º ao 9º anos (agora, depois de obras, tem melhores condições e parece mais nova).
Por todo o lado, calma e a convicção do exercício de um direito.
Post 5138 Livros 2015 (30) Younger Mais uma Oportunidade de Pamela Redmond Satran
Younger Mais uma Oportunidade de Pamela Redmond Satran
Agora que o marido desapareceu e a filha cresceu, Alice precisa desesperadamente de uma nova vida. Graças a alguma tinta para o cabelo e a uns jeans justos, conquista um homem mais jovem e o trabalho que tinha antes de se converter numa mãe a tempo inteiro. Pela primeira vez, Alice, ao lado do jovem Josh e com o trabalho na editora, sente-se verdadeira e que a vida lhe está a oferecer muitas possibilidades.
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Livros 2015,
Pamela Redmond Satran
quinta-feira, outubro 01, 2015
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