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sábado, fevereiro 09, 2019

Post 6991 - Livros 2019 (24) Desconhecidos de Anita Brookner


Wook.pt - Desconhecidos

Desconhecidos de Anita Brookner

No site da wook:
SINOPSE
«Parecia-lhe estar dominado por uma sensação de invisibilidade, como se fosse um mero espectador da sua vida, da sua única vida, sem ninguém que o identificasse, e ainda menos que se identificasse com ele, no vazio do aqui e do agora.»

Paul Sturgis está reformado e vive sozinho em South Kensington. Dá passeios e come fora sozinho, mas sente prazer em pequenas conversas com desconhecidos. A sua única relação é uma prima viúva a quem visita aos domingos. Incapaz de encontrar sentido na sua natureza solitária e com receio de morrer entre desconhecidos, pergunta-se se não estará preparado para ter uma companhia. Mas um encontro de acaso com uma antiga namorada e o facto de travar conhecimento em Veneza com uma mulher mais jovem, recém-divorciada, forçam-no a decidir como (e com quem) irá passar o resto dos seus dias…"
Anita Brookner nasceu em Londres e licenciou-se em História da Arte, tendo-se especializado na pintura dos séculos XVIII e XIX. Foi a primeira mulher distinguida com o cargo de slade professor na Universidade de Cambridge. Crítica de arte conceituada, é autora de vários trabalhos publicados sobre o tema.

A partir dos anos 80 enveredou pela literatura tendo rapidamente sido considerada uma das maiores escritoras contemporâneas do Reino Unido. O seu romance "Hotel du Lac" foi galardoado, em 1984, com um dos mais prestigiantes prémios literários, o Booker Prize. Comparada frequentemente a Jane Austen ou Virginia Woolf, as personagens dos seus romances são quase exclusivamente femininas: são, em geral, mulheres que, após terem recebido uma educação tradicional, se vêem confrontadas com um mundo em perfeita mudança que lhes atribui um papel para o qual, nem sempre estão psicologicamente preparadas para assumir.
"A Baía dos Anjos" é a sua vigésima obra. Da sua bibliografia merece referência "Hotel du Lac", "Providence", "Fraude e Visitas", este último editado em Portugal pela Notícias. 
Morreu em Março de 2016."

Post 6990 - Livros 2019 (23) Obsidian de Laurann Dohner

Obsidian de Laurann Dohner (r)


segunda-feira, fevereiro 04, 2019

Post 6988 - Livros 2019 (22) Mel E Propólis de Alexandra Inês


Wook.pt - Mel e Propólis

Mel E Propólis de Alexandra Inês

No site da wook:
"SINOPSE
PRÉMIO MANUEL TEIXEIRA GOMES 2000 (Prémio Revelação)
A autora fala-nos das alegrias e das angústias de três abelhas que procuram encontrar, na rígida sociedade em que estão inseridas, um lugar para a sua liberdade. Leva-nos ao encontro de uma soberana que deseja conhecer o mundo colorido e luminoso que lhe está vedado pela Natureza e de duas obreiras que lutam para encontrar sentido numa vida de trabalho e de privações."
Na contracapa:
"Chegada a sua vez, 3485 aproximou-se da beira, devagarinho e com solenidade. Foi-se aproximando, aproximando, a medo, e antes que fosse o vento a desequilibrar-lhe as asas estendidas, respirou grave e fundo, com se o ar e o vento fossem a partir daquele momento fazer parte dela como um todo, e com um impulso das patas jovens e elásticas lançou-se no abismo.
Alexandra Inês Sarabando de Carvalho nasceu em Aveiro em 1982, e estuda actualmente Engenharia Civil na Universidade de Aveiro.
Gostei muito deste livro. Não pensaria que me fosse interessar a vida numa colmeia e as personagens, Zarda, a guerreira, 3485, que ainda não tem nome e a rainha Flora, e as outras, mas está tão bem escrito que é fácil lermos, sentirmos e querermos saber o que vai acontecer a seguir.

domingo, fevereiro 03, 2019

Post 6987 - Livros 2019 (21) Lençol de Sonhos de João Paulo Silva

Lençol de Sonhos de João Paulo Silva

No site da wook:
SINOPSE
Wook.pt - Lençol de Sonhos
Todas as noites a velha Dores vai, ponto a ponto, costurando, com os sonhos de milhares de crianças de todo o mundo, as nuvens que devolverão a paz ao mundo. O pequeno Pedroto é a testemunha e o herdeiro do mistério. É a ele que cabe a missão de devolver as nuvens ao mundo, carregadas de sonhos.
Na contracapa sobre o autor:
"João Paulo Silva é natural de Leiria, onde nasceu em 1972. Actualmente é chefe de redacção do Diário de Leiria, tendo já trabalhado como jornalista em diversos jornais regionais e no Correio da Manhã. Lençol de Sonhos é a sua primeira obra literária publicada por uma editora de âmbito nacional."

Lençol de Sonhos
por João Paulo Silva
uma crítica de Jorge Candeias
publicada em 03.03.2004
Sabem como é quando as histórias se vão construindo quase sem se dar por isso, à medida que se avança na leitura? Sabem como é quando elas parece que vão deixando cair migalhas de curiosidade ao longo do caminho para que quem vem atrás, ou seja, o leitor, as vá seguindo, subtilmente, condizido pela mão mas sentindo-se apenas a passear?
Lençol de Sonhos, de João Paulo Silva, é assim.
Trata-se de uma pequena noveleta, que, não por acaso, venceu a edição 2001 do Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes. Mas isso não basta para a trazer ao E-nigma: é preciso também possuir o fantástico como elemento principal, quer seja único quer não o seja. Não há problema: Lençol de Sonhos é uma história de realismo mágico. Ou uma fábula, se olhada de outro ponto de vista.
A ideia quase parece coisa de história infantil: uma velha, chamada Dores, tem entre mãos um trabalho que parece infinito, e para isso precisa de lençóis, muitos lençóis. E um dia, entre os lençós que uma misteriosa personagem lhe entrega, encontra um rapazito. Pedroto, assim se chama a criança, vai transformar-se, ao longo dos anos que passa com a velha, numa mistura entre ajudante e uma espécie de neto, acabando por descobrir o segredo de Dores, o motivo que a leva a precisar de tanta roupa de cama.
Acontece que os lençóis nesta história de João Paulo Silva não são apenas rectângulos inertes de pano. Bem pelo contrário: são como esponjas que absorvem os sonhos de quem neles dorme. E é esse o material com que a velha trabalha: os sonhos, especialmente os sonhos de crianças como Pedroto, a partir dos quais faz nuvens, preparadas para, um dia, serem largadas nos céus e levarem os sonhos das crianças ao mundo inteiro, encerrados em gotas de água.
Poderia ser coisa de história infantil, não é? Mas as histórias infantis também se caracterizam por um certo tipo de linguagem, que aqui não existe, e por uma forma simples de construir uma história. A prosa de Lençol de Sonhos é adulta e de muito boa qualidade. E a história está construída de forma relativamente complexa, com os avanços e recuos necessários para ir deixando cair a informação necessária e suficiente para tornar claras coisas que são transportadas em curiosidades ao longo de várias páginas, e para criar novas curiosidades para aquilo que está para vir.
Em literatura, quase tudo está nos pormenores. Uma mesma ideia-base pode transformar-se em algo ilegível, se mal executada, ou numa pequena maravilha, se bem executada.
Quanto a Lençol de Sonhos, não será uma obra-prima, mas é certamente uma noveleta que abre o apetite para o que João Paulo Silva terá a mostrar no futuro. Seja no realismo mágico, seja noutro estilo qualquer.
Quatro estrelas."

Post 6985 - Livros 2019 (20) Pedro & Inês/Palavras Vivas/ 15 Poetas Contemporâneos

Pedro & Inês/Palavras Vivas/ 15 Poetas Contemporâneos
Wook.pt - Pedro & Inês
No site da wook:

SINOPSE
Um dos temas centrais da cultura e da literatura portuguesas é, sem dúvida, o mito, a lenda, a fábula dos amores de Pedro e Inês. Esta antologia reúne quinze poetas de agora, das mais diversas sensibilidades e estilos, provando que esse mito se mantém vivo. Se mito é «ideia», se pode fecundar a realidade como pretendeu Fernando Pessoa, a poesia, como transmissão dos mitos, é uma elevada expressão desse acto de fazer germinar, pela força das imagens, e pela originalidade de uma sintaxe, a ideia, as ideias. António Carlos Cortez desafiou 15 Poetas a (re)visitarem este mito de Amor e Morte, confirmando a vitalidade desta inquietante história.


Post 6984 - Livros 2019 (19) Deste lado da morte ninguém responde de Pedro Sena-Lino

Deste lado da morte ninguém responde de Pedro Sena-Lino


Sobre o autor, no site da wook:
"Pedro Sena-Lino nasceu em Lisboa na Páscoa de 1977. Publicou sete volumes de poesia, estando traduzido em Alemão, Croata, Francês, Inglês e Japonês; cinco livros infantis; um livro de contos, Museu de História Sobrenatural, e um romance, 333; e três manuais de escrita criativa. Fundador e diretor da Companhia do Eu, terminou recentemente o doutoramento sobre literatura feminina do século XVII. despaís é o seu segundo romance. Actualmente, vive em Bruxelas."


sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Post 6983 - Livros 2019 (18) Mais Poste, Menos Poste de Margarida Fonseca Santos


Wook.pt - Mais poste menos poste
Mais Poste, Menos Poste de Margarida Fonseca Santos
No site da wook: EXCERTOS «A sua conduta deixava transparecer frustração e raiva. 
– É que nem isto!!! Nem isto!!! Que merda!!! […] 
A rapariga virou-se de novo para o carro. Coçou a cabeça, despenteando ainda mais o cabelo.
– É que nem esta merda consigo fazer!! 
– O quê? Partir o carro... ou o poste? 
– Não! Matar-me! 
[…] 
Luís voltou a sentar-se no chão, agarrando num livro. Deu-lho para a mão. 
– Conhece? 
– Não – disse Maria a revirar o livro. 
– É alguma coisa que preste?
– A história não é má, mas pode dar- -se um jeito. Um pouco gasto, o tema... No fundo, é a história de um homem que anda a ver se foge da vida que tem. O escritor pegou no tema de uma forma muito doentia, muito lamechas. Fugir da nossa própria vida é um assunto muito sério. Há muita gente a tentar fazer isso e a sofrer com isso. Só que a nossa vida é assim como a nossa sombra, não é? Cola-se a nós e não se vai embora. Só quando apagamos a luz é que ficamos sem sombra.»


Sobre a autora
"Publicou o seu primeiro livro para crianças há vinte e um anos. Desde esse instante, nunca mais parou de escrever para este público, um verdadeiro desafio que se transformou numa grande paixão.
Autora reconhecida e muito querida do público, tem uma grande parte das suas obras no Plano Nacional de Leitura.
Paralelamente a isso, escreve para adultos e para teatro, trabalha na área da escrita criativa e do treino mental, algo que ficou do tempo em que se dedicava à Pedagogia e à Formação Musical. A colecção, A Escolha É Minha, é o reflexo de todo este percurso."

sexta-feira, janeiro 25, 2019

quinta-feira, janeiro 24, 2019

sexta-feira, janeiro 18, 2019

Post 6977 - Livros 2019 (15) A Menina que tinha medo do escuro de Janico

A Menina que tinha medo do escuro de Janico
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No site da Colibri

Sinopse:

«Esta é a história de uma menina que tinha medo do escuro. Quando acordava de noite e a luz que costumava ficar sempre acesa para ela adormecer estava apagada, o coração da menina começava a bater como se tivesse vida própria, independente, e quisesse saltar cá para fora. Era como se a vontade do seu coração fosse fugir para se esconder deixando-a ainda mais sozinha. Então, a menina apertava o corpo com os seus braços para o não deixar sair (...)».

No site da Wook
"SINOPSE
Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes. Durante todo o dia a menina ficou a pensar naqueles milhares de raiozinhos de luz cada trazendo um bocadinho de cor e pintando um bocadinho de todas as coisas do mundo. Não podia deixar de se espantar como é que cada um desses raios de luz, tão pequeninos sabia a cor certa que tinha que trazer para não trocar as cores todas das coisas? Como é que todos eles sabiam exactamente o bocadinho do mundo que tinham que pintar? A menina ficou à janela do seu quarto a imaginar os pequenos raios de luz a tentar atravessar aquelas nuvens todas para trazer a sua cor ao mundo. Deviam chegar bem cansados. Nessa noite a menina sonhou com o menino do outro lado do mundo. Sonhou que ele também estava a olhar para as cores do jardim da sua casa e desejou com muita força que os raios do sol na terra onde o menino vivia não tivessem encontrado nuvens e pudessem chegar à terra com toda a sua força trazendo as suas cores quentes e alegres."

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Post 6976 - Livros 2019 (14) O Fanecas de Henrique Pinto


Wook.pt - O Fanecas

O Fanecas de Henrique Pinto

No site da wook:

"EXCERTOS
«E era, precisamente, o facto de que, a sua vida nada tinha para contar, o que o levava a sentir-se uma nulidade, ao contrário de tão grandes feitos. Gostaria de ser actor, e, quem sabe, pudesse até vir a ser realizador, apesar de ter apenas concluído o nono ano de escolaridade.
Estava ele ainda alheado e absorto nestes e noutros pensamentos, menos edificantes, quando uma voz, que ele, infelizmente, conhecia muito bem, o traz de volta, à barafunda do mercado.
– O mal cheiroso do Fanecas, por aqui!... – exclamou, em voz alta, o filho do cardiologista, Fernando Vasconcelos, o Doutor Luisinho, como lhe chamava, reverenciosa, a fina flor do bairro.
O ódio e a raiva não transbordaram, por pouco; uns instantes mais, e o Fanecas teria explodido farpas de fogo. Não era a primeira vez que o Luisinho saía com o corpo amachucado e dorido, depois de uma troca violenta de palavras. […]
Mas as coisas não podiam ficar assim. O Fanecas estava cansado de ser maltratado e humilhado. Não achava bem a pancadaria; sabia que nada iria resolver, antes pelo contrário, provocaria ainda maior animosidade entre os dois. Mas uma lição o Luisinho tinha de apanhar, e aquele era o grande dia. […]
De regresso a casa, preparava-se para ouvir a avó. Não ia resmungar, pois sabia que não tinha razão. A avó era a única pessoa certa na sua vida. Amava- -a, mas não podia continuar a não fazer nada por ela. Tinha ouvido falar que a CAIS ia abrir um centro com as mais variadas artes. Quem sabe, aí pudesse dar asas ao seu sonho de um dia vir a ser actor ou até realizador de cinema. A decisão de levar as coisas mais a sério estava tomada."

domingo, janeiro 13, 2019

Post 6973 - Livros 2019 (13) Almas ao Entardecer de Edith Wharton



Almas ao Entardecer de Edith Wharton (r)

Wook.pt - Almas ao Entardecer


Sobre a autora, no site da wook:
Edith Wharton nasceu em 1862 numa das famílias mais ricas e conceituadas de Nova Iorque. Para além de Sono Crepuscular, da sua vasta obra literária destacam-se A Idade da Inocência, Ethan Frome, Jovens Rebeldes e A Casa da Felicidade. Conhecida pela sua perspicácia e acutilância, é uma cronista excepcional e um dos nomes incontornáveis da literatura mundial. Foi a primeira mulher a ser distinguida com o Prémio Pulitzer de Ficção, a ser nomeada doutora honoris causa pela Universidade de Yale e a ser eleita para a Academia Americana de Artes e Letras. Faleceu em França, em 1937.

Na contracapa
"Edith Wharton, romancista norte-americana do século XIX, desde os primeiros títulos que se tornou deveras apreciada quer entre as classes populares, quer entre a média burguesia. Dotada de uma grande imaginação, e do poder de prender os leitores, a escritora primou sobretudo em retratar a vida americana na passagem do séc.. XIX para o séc. XX. Prova-o por exemplo, Almas ao entardecer, agora editado pela Vega. Trata-se da história de um par de enamorados americanos no estrangeiro, onde deparam com novas ideias sobre a liberdade, o amor, o poder."
De Editu Wharton, cuja obra é prolífica (quase quarenta títulos) foi levado ao cinema o romance A Idade da Inocência (Prémio Pulitzer), filme que já correu entre nós.
Uma das características de Edith Wharton é a pertinência do diálogo entre as personagens. Na verdade, a maioria dos enredos de Wharton vai-se desenvolvendo através da troca de impressões entre os principais intervenientes desta ou daquela história. É um diálogo sempre rico de potencialidades, o qual, quer por uma descrição ambiental, quer por uma observação sempre a propósito no correr do conflito, proporciona ao leitor o espaço e o tempo do que nos é contado. De não menor importância, e sem que nunca "enfastie" o leitor, é a subtileza psicológica de que Edith Wharton se serve com (se não outros) dois objectivos principais: o enriquecimento das figuras dos seus entrechos, no correr da trama, e o envolvimento do leitor, da primeira à ultima  página."

Muito bem escrito e envolvente, como é referido na contracapa, com personagens e diálogos nos quais acreditamos e que nos prendem.

Post 6972 - Livros 2019 (12) O Dia em que o Mar Desapareceu de José Carlos Barros



O Dia em que o Mar Desapareceu de José Carlos Barros

Wook.pt - O Dia em Que o Mar Desapareceu











Sinopse no site da Colibri:
"Dois homens e duas mulheres descobrem que o mar desaparece e que uma nave incandescente surge sobre o antigo leito das águas. A partir daí, ao longo de um verão, O Dia em que o Mar Desapareceu leva-nos a uma viagem pela transformação dos lugares e pela perda de memória. Entretanto um grupo de extra-terrestres parece ter uma missão impossível: descobrir por que razão os humanos desejam tanto a destruição da paisagem."

Sobre o autor no site da wook:
"José Carlos Barros nasceu em Boticas, em 1963. É licenciado em Arquitectura Paisagista pela Universidade de Évora e vive em Vila Nova de Cacela, Algarve. 
É autor dos livros de poesia Uma Abstracção InútilTodos os NáufragosTeoria do EsquecimentoPequenas Depressões (com Otília Monteiro Fernandes), As Leis do Povoamento (editado também em castelhano). Com Sete Epígonos de Tebas venceu o Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama 2009. 
Em 2003 estreou-se na prosa com O Dia em Que o Mar Desapareceu. venceu vários prémios literários (com destaque para o Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, que lhe foi atribuído duas vezes) e os seus textos poéticos estão publicados em vários países. 
O Prazer e o Tédio é o seu primeiro romance."

O livro está bem escrito mas não gostei muito de o ler por as personagens serem tão iguais no que vêem, no que sentem, humanos de um lado e alienígenas do outro.

Post 6971 - Livros 2019 (11) An A to Z Creepy Hollow Rachel Morgan

An A to Z Creepy Hollow de Rachel Morgan

An A to Z of Creepy Hollow Fae

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Post 6970 - Livros 2019 (10) O Conto do Vigário de Fernando Pessoa e O sem-amor ou o major sem a serotonina de António Bento



O Conto do Vigário de Fernando Pessoa e O sem-amor ou o major sem a serotonina de António Bento

Wook.pt - O Conto do Vigário seguido de o Sem-Amor ou o Major Sem a Serotonina
No site da Wook:
"SINOPSE
Em comum nestes dois contos surge a questão do abuso do álcool e do seu efeito pernicioso; no primeiro texto utilizado para ludibriar intencionalmente terceiros, que, ignorando-se vítimas da avidez e de um ardil engenhoso - o famoso Conto do Vigário -, acabam por ver-se enredados num crime sem culpados, e no segundo texto, ao mesmo tempo narrativa de ruína e redenção, o álcool é meio para ludibriar a si próprio, o sem-abrigo, ajudando-o a alhear-lhe da sua condição, não de sem-teto mas de sem-amor."
Um livro pequeno e muito bonito, com desenhos e reproduções de pinturas - o segundo texto para nos fazer pensar.

Post 6969 - Livros 2019 (9) Balada do Café Triste de Carson McCullers

Balada do Café Triste de Carson McCullers (r)

A Balada do Café Triste


Na contracapa:
"A Balada do Café Triste narra o encontro, num pequeno povoado norte-americano, de Miss Amélia, um corcunda que se afirma vagamente seu primo e um condenado, Marvin Macy, que regressa da prisão para se vingar de um repúdio antigo. A particular sensibilidade de Carson McCullers transforma magicamente este encontro de paixões numa história bela, estranha e nostálgica que termina com um combate entre Miss Amélia e MAcy no café que depois disso permanecerá para sempre triste.
Escrito em 1951, dezasseis anos antes da sua morte voluntária, este livro de Carson McCulers foi considerado por Tennessee Williams uma das obras-primas em prosa da língua inglesa. Nele, Carson McCuulers, mostra as razões as razões que levaram José Rodrigues Miguéis, tradutor de alguma das suas obras, a considerá-la o caso mais impressionante da actual literatura norte-americana."

No site da Wook, sobre o livro:
"Numa pequena povoação no Sul profundo dos Estados Unidos, Carson McCullers dá-nos a conhecer um trio de personagens pouco convencional. Miss Amelia Evans foi casada durante dez dias com Marvin Macy, o homem mais bem-parecido mas com o caráter mais instável da povoação, e desde aí tem estado sozinha à frente do seu próprio destino. Até um dia chegar à terra um anão corcunda que se afirma seu primo, roubando-lhe o coração e transformando a sua loja num café cheio de vida. Mas quando o marido rejeitado regressa ao fim de vários anos, inicia-se um estranho triângulo amoroso - e a vida no café nunca mais voltará a ser a mesma…"
E sobre a autora:
"Carson McCullers nasceu na Georgia em 1917 e começou a escrever desde muito cedo. Com apenas 23 anos publicou O Coração É Um Caçador Solitário (1940), um livro muito bem recebido pelo público e pela crítica, que foi adaptado ao cinema e ao teatro e recentemente eleito um dos 100 melhores romances do século XX. No ano seguinte, saiu Reflexos Num Olho Dourado, que viria a ser imortalizado pelo filme com o mesmo título, realizado por John Huston e protagonizado por Marlon Brando e Elizabeth Taylor. Ambos os romances encontram-se publicados pela Presença nesta coleção. A extensa bibliografia da autora inclui ainda outros títulos que ficaram célebres, como The Member of the Wedding (1946) e A Balada do Café Triste (1951). 
Carson McCullers morreu em Nova Iorque em 1967."

Sobre a autora em site do DN aqui
Carson McCullers, nascida a 19 de fevereiro de 1917, casou-se duas vezes com o mesmo homem, numa história que acabou em deceção e tragédia - ela optou por não cumprir o pacto de suicídio estabelecido entre ambos e ele, Reese McCullers, acabou mesmo por morrer num quarto de hotel parisiense, em 1953. A escritora manteve intensas e públicas paixões por outras mulheres, com destaque para a obsessão que a ligou à fotógrafa suíça Annemarie Schwarzenbach (1908-1942), mas, de acordo com as suas diferentes biógrafas, nunca consumou sexualmente nenhuma dessas atrações. Foi vítima de doenças sérias - da febre reumática ao alcoolismo -, que lhe custaram uma paralisia total do lado esquerdo do corpo, nos últimos vinte anos que viveu. Escreveu isto: "Quero ser capaz de continuar a escrever, doente ou com a saúde, até porque a minha saúde depende em absoluto de continuar a escrever. Os médicos decidiram que é preciso amputar a minha perna afetada. Só não o fizeram de imediato porque os hospitais estão cheios. É por isso que todas as noites, quando me sento a escrever, amaldiçoo os médicos por me fazerem esperar e amaldiçoo a minha perna por me doer tanto."

Li-o há muitos anos porque gostei muito de O Coração é um Caçador Solitário da mesma autora.

Na altura em que o li, ligava muito às histórias e não aderi a estes personagens, não me identifiquei com eles, nem os percebi. Desta vez, adorei o livro! Por estar tão bem escrito, pela forma como nos conta a história, o ambiente, os personagens (posso não me identificar com eles, mas acho que os percebi e posso identificar-me com as emoções).

segunda-feira, janeiro 07, 2019

Post 6965 - Livros 2019 (8) Miniaturas de Paulo Kellerman


Bertrand.pt - Miniaturas

Miniaturas de Paulo Kellerman (gostei muito deste livro, dos mini-contos com finais surpreendentes)

No site da wook: "Como o título indica, este livrinho encerra miniaturas de histórias (56). Trata-se de textos-relâmpago, mistos de conto e de anedota, mas cheios de humor e agradáveis de ler. Eis um deles, intitulado «Greve»: «Houve um dia em que as cegonhas decidiram entrar em greve, recusando-se a fazer entregas de bebés. Reivindicavam que o seu papel na sociedade fosse reconhecido e se acabasse definitivamente com a ideia, errada, de que os bebés nascem da barriga das mães. Contudo, os bebés continuaram a nascer. Então as cegonhas perceberam o que, para todos, era óbvio: já há muito tinham sido substituídas pelas mães. A partir desse dia, as cegonhas deixaram de ser os animais alegres que sempre foram; sentindo-se inúteis, começaram a desaparecer, tornando-se uma espécie em extinção».
"Paulo Kellerman nasceu em Leiria, em 1974, tendo editado, em edições artesanais e limitadas, Livro de Estórias (1999), Dicionário (2000), Sete (2000), Uma Pequena Nuvem Solitária perdida no Imenso Azul do Céu (2001), Fascículo (2002 a 2005, 75 edições), Da Vida e da Morte (2005), todas em edições de autor. Publicou Miniaturas nas Edições Colibri. Publicou, pela Deriva, "Gastar Palavras" em que ganhou o Grande Prémio Camilo Castelo Branco."

Post 6964 - Livros 2019 (7) Raízes de Simões Netto

Raízes de Simões Netto (gostei muito de como está escrito, não gostei de como termina)


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"No site da Wook
SINOPSE
Mágica é a sombra da alfarrobeira, onde se acolhe a aragem de todos os quadrantes, no abraço sussurrante de ramaria. Damião, quando na fazenda, costumava nela abrigar-se, buscando amparo no tronco protector em cuja espessura cabiam à larga seis Damiões.
E a árvore, sábia, como que dizia:
«Encosta-te aqui, meu velho».
PRÉMIO MANUEL TEIXEIRA GOMES 2000 (Menção Honrosa)"

Post 6962 - Livros 2019 (6) Bejaia de Miguel Ribeiro de Almeida


Wook.pt - Bejaia

Bejaia de Miguel Ribeiro de Almeida

Na capa:
"Miguel Ribeiro de Almeida nasceu em Seia, em 1966. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Ingleses) pela Faculdade de Letras de Lisboa, aí tendo também concluído o Curso de Especialização em Tradução. Participou com dois textos, na antologia de contos Mosaico (Editorial Escritor, 1997). Actualmente tenta exercer o ofício de tradutor".
Bejaia nasceu da leitura do livro de Norberto Lopes, O Exilado de Bougie, e o desejo de imaginar aquilo que Teixeira Gomes, refugiado no seu exílio argelino, poderia não ter querido dizer a esse jornalista do Diário de Lisboa que em 1939, o entrevistou. Mas resulta, também, de uma antiga preferência pela sinuosa cartografia que une o Mediterrâneo, o Magrebe e o Garbe do Andaluz."

Post 6961 - Livros 2019 (5) Acabou-se de Luísa Marques da Silva

Acabou-se de Luísa Marques da Silva


No Site da Saída de Emergência, aqui
"Luísa Marques da Silva nasceu em Lisboa a 23 de Agosto de 1971. Em 1990 começa a frequentar a licenciatura em Matemática Aplicada e Computação do Instituto Superior Técnico (IST) e entra para o grupo de teatro Esquerda Baixa, dirigido por António Feio, que vence o primeiro prémio do 10º Festival de Amadores de Teatro de Lisboa nesse mesmo ano. Termina a licenciatura em 1994 e, em 1997, conclui o mestrado em Engenharia Electrotécnica (ramo de Informática) pelo IST. Durante alguns semestres canta no Coro de Benfica, tenta aprender danças de salão, Alemão e Esperanto, e lecciona no Instituto Superior de Línguas e Administração e na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Em 2000 recebe uma menção honrosa no âmbito do Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes, promovido pela Câmara Municipal de Portimão, pelo conto «Acabou-se!»; este seria incluído no livro «Sete Histórias por Acontecer», publicado em 2001, que combina fantasia com ficção científica e mais umas coisas «indefiníveis». É também em 2001 que se torna investigadora no Laboratório de Sistemas de Língua Falada (L2F) do INESC-ID. Em 2004 termina o doutoramento em Engenharia Informática e de Computadores, realizado em co-tutela entre o IST e a Universidade Blaise-Pascal em França, e lecciona na Universidade Autónoma de Lisboa. Em 2005 escreve o conto «e-Medo», a sua estreia no género de terror, com o qual ganha em 2007 mais uma menção honrosa no Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes. Em 2006, depois de uma nova e breve passagem pela Universidade Lusófona, torna-se professora auxiliar no IST e aproveita a mais recente licença de parto para pintar, arrumar a casa e escrever dois livros. Começa ainda uma colaboração com Leonor Zamith no projecto «As Aventuras do Menino Alexandre» (http://www.leonorzamith.com). Mãe («babada») de três filhos, o seu ritmo de escrita habitual tem sido de quatro linhas por mês e, por isso, a sua carreira literária não anda muito «saudável». Ainda não conseguiu rever os livros que escreveu em 2006 porque têm mais de 25 páginas, mas ainda tem esperança."
Ler mais aqui e aqui

Na capa:
"Imagine-se que alguém consegue evitar a morte dos que lhe são queridos, pelo simples factos de não querer que estes morram.
O que acontecerá em quase 100 anos de vida comum?
Haverá paciência para a vida eterna?
E a Morte? O que é que esta terá a dizer?

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