"Quem tropeça é sempre alguém que se distrai a olhar para as estrelas" Vladimir Nabokov (nome do blogue veio do livro para crianças de Virgínia de Castro e Almeida)
sexta-feira, janeiro 25, 2019
Post 6981 - Receitas com atum
www.clubcampos.com
E vista numa revista (ainda sem a fotografia)
Descongela-se o atum, tempera-se com vinho branco, azeite, sal e pimenta e vai ao forno pré-aquecido por vinte minutos coberto com papel vegetal;
Entretanto, estrugido ou refogado com azeite, cebola e alho picados, tomate (acrescentei também cenoura raspada) e hastes de açafrão (substitui por pó de açafrão) que vamos colocar sobre o atum, juntamos ervilhas cozidas e cebolinho e vai a apurar.
E vista numa revista (ainda sem a fotografia)
Descongela-se o atum, tempera-se com vinho branco, azeite, sal e pimenta e vai ao forno pré-aquecido por vinte minutos coberto com papel vegetal;
Entretanto, estrugido ou refogado com azeite, cebola e alho picados, tomate (acrescentei também cenoura raspada) e hastes de açafrão (substitui por pó de açafrão) que vamos colocar sobre o atum, juntamos ervilhas cozidas e cebolinho e vai a apurar.
quinta-feira, janeiro 24, 2019
Post 6979 - Desafio de Escrita 10/10 - Somos todos obrigados a crescer
Olhando
para trás penso às vezes se teria podido evitar o que sucedeu.
Mas
a maior parte do tempo evitar questionar-me e sobretudo imaginar que poderia ter
sido diferente.
À
medida que o tempo passa tenho uma vaga consciência do que esqueço. Deixo de me
sentir seguro quanto a se realmente aconteceram como me lembro ou se apenas mastigo
recordações de alguns momentos, sem a intensidade das sensações da altura, sem
certezas. Apenas fragmentos que baralho e reconstruo.
Sinto
que lhes devo, à Pérola e ao Dave contar o que sucedeu, contar como foram
corajosos e belos, tão imensamente belos, talvez também pela sua juventude e
confiança.
Eu,
pouco mais novo, acreditava então que haveria um sentido para a vida que iria
descobrir, que não repetiria erros dos mais velhos e algo de incrível iria fazer
com a minha vida.
Depois,
cresci.
Somos
todos obrigados a crescer, excepto se algo interrompe ou termina a vida. Julgava
antes cruel e trágica a ceifeira que colhia aqueles que mal começavam a viver.
Houve depois uma altura em os invejei, pelas decepções e desespero a que podiam
ser poupados.
Mas
irei começar pelo princípio, quando se conheceram, no Verão de setenta e sete.
Eu
tinha dez anos. Sofrera de raquitismo e os meus pais para que recuperasse
melhor arranjaram uma casa nas Caxinas, Vila do Conde. Casa de pescadores que a
arrendavam e iam viver com familiares ou em anexos. Muito perto do mar.
Logo
no primeiro dia conheci o Dave. Tinha quinze anos mas já trabalhava como pescador.
Nesse
mesmo dia o Dave conheceu a minha irmã da mesma idade, Ana, a quem todos
tratavam por Pérola.
Irei
contar aqui, não o que saiu nos jornais, mas o que realmente sucedeu.
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Post 6978 - Pela blogosfera - Livros
Chegaram ontem os meus exemplares de livros de bloggers, "Os Figos de Setembro da Maria João Falcão do blogue O Falcão de Jade e As Cores do Amor da Elvira Carvalho do blogue Sexta-feira
sexta-feira, janeiro 18, 2019
Post 6977 - Livros 2019 (15) A Menina que tinha medo do escuro de Janico
A Menina que tinha medo do escuro de Janico
No site da Colibri
No site da Wook
No site da Colibri
Sinopse:
«Esta é a história de uma menina que tinha medo do escuro. Quando acordava de noite e a luz que costumava ficar sempre acesa para ela adormecer estava apagada, o coração da menina começava a bater como se tivesse vida própria, independente, e quisesse saltar cá para fora. Era como se a vontade do seu coração fosse fugir para se esconder deixando-a ainda mais sozinha. Então, a menina apertava o corpo com os seus braços para o não deixar sair (...)».No site da Wook
"SINOPSE
Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes. Durante todo o dia a menina ficou a pensar naqueles milhares de raiozinhos de luz cada trazendo um bocadinho de cor e pintando um bocadinho de todas as coisas do mundo. Não podia deixar de se espantar como é que cada um desses raios de luz, tão pequeninos sabia a cor certa que tinha que trazer para não trocar as cores todas das coisas? Como é que todos eles sabiam exactamente o bocadinho do mundo que tinham que pintar? A menina ficou à janela do seu quarto a imaginar os pequenos raios de luz a tentar atravessar aquelas nuvens todas para trazer a sua cor ao mundo. Deviam chegar bem cansados. Nessa noite a menina sonhou com o menino do outro lado do mundo. Sonhou que ele também estava a olhar para as cores do jardim da sua casa e desejou com muita força que os raios do sol na terra onde o menino vivia não tivessem encontrado nuvens e pudessem chegar à terra com toda a sua força trazendo as suas cores quentes e alegres."
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quinta-feira, janeiro 17, 2019
Post 6976 - Livros 2019 (14) O Fanecas de Henrique Pinto
O Fanecas de Henrique Pinto
No site da wook:
"EXCERTOS
«E era, precisamente, o facto de que, a sua vida nada tinha para contar, o que o levava a sentir-se uma nulidade, ao contrário de tão grandes feitos. Gostaria de ser actor, e, quem sabe, pudesse até vir a ser realizador, apesar de ter apenas concluído o nono ano de escolaridade.
Estava ele ainda alheado e absorto nestes e noutros pensamentos, menos edificantes, quando uma voz, que ele, infelizmente, conhecia muito bem, o traz de volta, à barafunda do mercado.
– O mal cheiroso do Fanecas, por aqui!... – exclamou, em voz alta, o filho do cardiologista, Fernando Vasconcelos, o Doutor Luisinho, como lhe chamava, reverenciosa, a fina flor do bairro.
O ódio e a raiva não transbordaram, por pouco; uns instantes mais, e o Fanecas teria explodido farpas de fogo. Não era a primeira vez que o Luisinho saía com o corpo amachucado e dorido, depois de uma troca violenta de palavras. […]
Mas as coisas não podiam ficar assim. O Fanecas estava cansado de ser maltratado e humilhado. Não achava bem a pancadaria; sabia que nada iria resolver, antes pelo contrário, provocaria ainda maior animosidade entre os dois. Mas uma lição o Luisinho tinha de apanhar, e aquele era o grande dia. […]
De regresso a casa, preparava-se para ouvir a avó. Não ia resmungar, pois sabia que não tinha razão. A avó era a única pessoa certa na sua vida. Amava- -a, mas não podia continuar a não fazer nada por ela. Tinha ouvido falar que a CAIS ia abrir um centro com as mais variadas artes. Quem sabe, aí pudesse dar asas ao seu sonho de um dia vir a ser actor ou até realizador de cinema. A decisão de levar as coisas mais a sério estava tomada."
Estava ele ainda alheado e absorto nestes e noutros pensamentos, menos edificantes, quando uma voz, que ele, infelizmente, conhecia muito bem, o traz de volta, à barafunda do mercado.
– O mal cheiroso do Fanecas, por aqui!... – exclamou, em voz alta, o filho do cardiologista, Fernando Vasconcelos, o Doutor Luisinho, como lhe chamava, reverenciosa, a fina flor do bairro.
O ódio e a raiva não transbordaram, por pouco; uns instantes mais, e o Fanecas teria explodido farpas de fogo. Não era a primeira vez que o Luisinho saía com o corpo amachucado e dorido, depois de uma troca violenta de palavras. […]
Mas as coisas não podiam ficar assim. O Fanecas estava cansado de ser maltratado e humilhado. Não achava bem a pancadaria; sabia que nada iria resolver, antes pelo contrário, provocaria ainda maior animosidade entre os dois. Mas uma lição o Luisinho tinha de apanhar, e aquele era o grande dia. […]
De regresso a casa, preparava-se para ouvir a avó. Não ia resmungar, pois sabia que não tinha razão. A avó era a única pessoa certa na sua vida. Amava- -a, mas não podia continuar a não fazer nada por ela. Tinha ouvido falar que a CAIS ia abrir um centro com as mais variadas artes. Quem sabe, aí pudesse dar asas ao seu sonho de um dia vir a ser actor ou até realizador de cinema. A decisão de levar as coisas mais a sério estava tomada."
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Livros 2019
Post 6975 Desafio de Escrita 9/10 - Num país estrangeiro/Numa cidade estrangeira
Quando
o Dave terminou com a namorada ficou muito abalado (na verdade ela trocou-o
pelo mecânico que parecia o rapaz do anúncio da coca-cola mas não devemos
mencionar-lhe isso, melhor nem lhe falar em coca-cola).
Ele
sempre teve o sonho de ir ao estrangeiro e pareceu-me boa ideia incentivá-lo a
realizá-lo.
Não
estava era à espera que me convidasse para ir com ele…e depois não pude
recusar, mesmo sabendo que vivemos no melhor país do mundo onde temos tudo.
Ele
não queria um país qualquer, queria um em África. Passámos por uma Agência quando
tinha ocorrido um sequestro de turistas no Egipto ou na Tunísia. Aconselharam-nos
a optar por um país na Europa.
Pensando
no Mediterrâneo escolhemos uma província em Espanha, com o nome de Al qualquer
coisa.
Chegámos
e estava calor.
No
primeiro dia ficámos na esplanada com cervejas. Estava cheio de conterrâneos,
também a emborcar cervejas. Vi por lá colegas de escola que já não encontrava
há anos! O Al qualquer coisa é nosso!
Até
não estávamos mal.
No
entanto, no dia seguinte, as nossas caras, braças e pernas estavam vermelhos e
com a pele empolada. Aquele sol talvez fosse um pouco mais forte do que pensara…
O
Dave decidiu então passear. Alugámos um carro – pensei que tínhamos escolhido
um Audi mas deram-nos um chaço, sem ar condicionado e que deveria ser mais
velho que nós.
Lá
fomos nós a subir um monte e aquilo avaria. O Dave queria virar o carro e descer
a encosta mas receei que não tivesse travões e nos rebentássemos todos na
descida.
Estávamos
perdidos e ali não encontrámos ninguém civilizado que falasse a nossa língua.
Pedimos
informações a dois homens e cada um apontava num sentido.
Levámos
horas a regressar e tão estourados que só queríamos ir para casa.
Algarve
nunca mais!
Quando
o Dave terminou com a namorada ficou abalado (na verdade ela trocou-o pelo
mecânico que parecia o rapaz do anúncio da coca-cola mas não devemos
mencionar-lhe isso, melhor nem falar-lhe em coca-cola).
Ele
tinha o sonho de ir ao estrangeiro e pareceu-me boa ideia incentivá-lo.
Não
estava era à espera que me convidasse para ir com ele…e depois não pude
recusar, mesmo sabendo que vivemos no melhor país do mundo onde temos tudo.
Ele
não queria um país qualquer, queria um em África. Passámos por uma Agência
quando tinha ocorrido um sequestro de turistas no Egipto ou na Tunísia.
Aconselharam-nos a optar por um país na Europa.
Pensando
no Mediterrâneo escolhemos uma província em Espanha, com o nome de Al qualquer
coisa.
Chegámos
e estava calor.
No
primeiro dia ficámos na esplanada com cervejas. Estava cheio de conterrâneos,
também a emborcar cervejas. Vi por lá colegas de escola que já não encontrava
há anos! O Al qualquer coisa é nosso!
Até
não estávamos mal.
No
entanto, no dia seguinte, as nossas caras, braças e pernas estavam vermelhos e
com a pele empolada. Aquele sol talvez fosse um pouco mais forte do que
pensara…
O
Dave decidiu então passear. Alugámos um carro – pensei que tínhamos escolhido
um Audi mas deram-nos um chaço, sem ar condicionado e que deveria ser mais
velho que nós.
Lá
fomos nós a subir uma colina de pequena cidade enganadoramente acolhedora e
aquilo avaria. O Dave queria virar o carro para ver se pegava mas receei que
não tivesse travões e nos rebentássemos todos na descida.
Estávamos
perdidos e não encontrámos ninguém civilizado que falasse a nossa língua –
quando pedíamos informações, cada um apontava um sentido.
Levámos
horas a regressar ao hotel e tão estourados que só queríamos ir para casa.
Algarve
nunca mais!
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domingo, janeiro 13, 2019
Post 6974 - Pela blogosfera
Um novo blogue:
À Flor da Pele
O regresso de um blogue:
Crónicas de um blogue anunciado
E a possibilidade de conseguirmos o livro Os Figos de Setembro de uma blogger de O Falcão de Jade (escrevendo para a livraria Lumiére:
livrarialumiere@gmail.com
À Flor da Pele
O regresso de um blogue:
Crónicas de um blogue anunciado
E a possibilidade de conseguirmos o livro Os Figos de Setembro de uma blogger de O Falcão de Jade (escrevendo para a livraria Lumiére:
livrarialumiere@gmail.com
Post 6973 - Livros 2019 (13) Almas ao Entardecer de Edith Wharton
Almas ao Entardecer de Edith Wharton (r)
Sobre a autora, no site da wook:
Edith Wharton nasceu em 1862 numa das famílias mais ricas e conceituadas de Nova Iorque. Para além de Sono Crepuscular, da sua vasta obra literária destacam-se A Idade da Inocência, Ethan Frome, Jovens Rebeldes e A Casa da Felicidade. Conhecida pela sua perspicácia e acutilância, é uma cronista excepcional e um dos nomes incontornáveis da literatura mundial. Foi a primeira mulher a ser distinguida com o Prémio Pulitzer de Ficção, a ser nomeada doutora honoris causa pela Universidade de Yale e a ser eleita para a Academia Americana de Artes e Letras. Faleceu em França, em 1937.
Na contracapa
"Edith Wharton, romancista norte-americana do século XIX, desde os primeiros títulos que se tornou deveras apreciada quer entre as classes populares, quer entre a média burguesia. Dotada de uma grande imaginação, e do poder de prender os leitores, a escritora primou sobretudo em retratar a vida americana na passagem do séc.. XIX para o séc. XX. Prova-o por exemplo, Almas ao entardecer, agora editado pela Vega. Trata-se da história de um par de enamorados americanos no estrangeiro, onde deparam com novas ideias sobre a liberdade, o amor, o poder."
De Editu Wharton, cuja obra é prolífica (quase quarenta títulos) foi levado ao cinema o romance A Idade da Inocência (Prémio Pulitzer), filme que já correu entre nós.
Uma das características de Edith Wharton é a pertinência do diálogo entre as personagens. Na verdade, a maioria dos enredos de Wharton vai-se desenvolvendo através da troca de impressões entre os principais intervenientes desta ou daquela história. É um diálogo sempre rico de potencialidades, o qual, quer por uma descrição ambiental, quer por uma observação sempre a propósito no correr do conflito, proporciona ao leitor o espaço e o tempo do que nos é contado. De não menor importância, e sem que nunca "enfastie" o leitor, é a subtileza psicológica de que Edith Wharton se serve com (se não outros) dois objectivos principais: o enriquecimento das figuras dos seus entrechos, no correr da trama, e o envolvimento do leitor, da primeira à ultima página."
Muito bem escrito e envolvente, como é referido na contracapa, com personagens e diálogos nos quais acreditamos e que nos prendem.
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Post 6972 - Livros 2019 (12) O Dia em que o Mar Desapareceu de José Carlos Barros
O Dia em que o Mar Desapareceu de José Carlos Barros
Sinopse no site da Colibri:
"Dois homens e duas mulheres descobrem que o mar
desaparece e que uma nave incandescente surge sobre o antigo leito das águas. A
partir daí, ao longo de um verão, O Dia em que o Mar Desapareceu leva-nos a uma
viagem pela transformação dos lugares e pela perda de memória. Entretanto um
grupo de extra-terrestres parece ter uma missão impossível: descobrir por que
razão os humanos desejam tanto a destruição da paisagem."
Sobre o autor no site da wook:
"José Carlos Barros nasceu em Boticas, em 1963. É licenciado em Arquitectura Paisagista pela Universidade de Évora e vive em Vila Nova de Cacela, Algarve.
É autor dos livros de poesia Uma Abstracção Inútil, Todos os Náufragos, Teoria do Esquecimento, Pequenas Depressões (com Otília Monteiro Fernandes), As Leis do Povoamento (editado também em castelhano). Com Sete Epígonos de Tebas venceu o Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama 2009.
Em 2003 estreou-se na prosa com O Dia em Que o Mar Desapareceu. venceu vários prémios literários (com destaque para o Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, que lhe foi atribuído duas vezes) e os seus textos poéticos estão publicados em vários países.
O Prazer e o Tédio é o seu primeiro romance."
O livro está bem escrito mas não gostei muito de o ler por as personagens serem tão iguais no que vêem, no que sentem, humanos de um lado e alienígenas do outro.
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quinta-feira, janeiro 10, 2019
Post 6970 - Livros 2019 (10) O Conto do Vigário de Fernando Pessoa e O sem-amor ou o major sem a serotonina de António Bento
O Conto do Vigário de Fernando Pessoa e O sem-amor ou o major sem a serotonina de António Bento
No site da Wook:
"SINOPSE
Em comum nestes dois contos surge a questão do abuso do álcool e do seu efeito pernicioso; no primeiro texto utilizado para ludibriar intencionalmente terceiros, que, ignorando-se vítimas da avidez e de um ardil engenhoso - o famoso Conto do Vigário -, acabam por ver-se enredados num crime sem culpados, e no segundo texto, ao mesmo tempo narrativa de ruína e redenção, o álcool é meio para ludibriar a si próprio, o sem-abrigo, ajudando-o a alhear-lhe da sua condição, não de sem-teto mas de sem-amor."
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Post 6969 - Livros 2019 (9) Balada do Café Triste de Carson McCullers
Balada do Café Triste de Carson McCullers (r)
Na contracapa:
"A Balada do Café Triste narra o encontro, num pequeno povoado norte-americano, de Miss Amélia, um corcunda que se afirma vagamente seu primo e um condenado, Marvin Macy, que regressa da prisão para se vingar de um repúdio antigo. A particular sensibilidade de Carson McCullers transforma magicamente este encontro de paixões numa história bela, estranha e nostálgica que termina com um combate entre Miss Amélia e MAcy no café que depois disso permanecerá para sempre triste.
Escrito em 1951, dezasseis anos antes da sua morte voluntária, este livro de Carson McCulers foi considerado por Tennessee Williams uma das obras-primas em prosa da língua inglesa. Nele, Carson McCuulers, mostra as razões as razões que levaram José Rodrigues Miguéis, tradutor de alguma das suas obras, a considerá-la o caso mais impressionante da actual literatura norte-americana."
No site da Wook, sobre o livro:
"Numa pequena povoação no Sul profundo dos Estados Unidos, Carson McCullers dá-nos a conhecer um trio de personagens pouco convencional. Miss Amelia Evans foi casada durante dez dias com Marvin Macy, o homem mais bem-parecido mas com o caráter mais instável da povoação, e desde aí tem estado sozinha à frente do seu próprio destino. Até um dia chegar à terra um anão corcunda que se afirma seu primo, roubando-lhe o coração e transformando a sua loja num café cheio de vida. Mas quando o marido rejeitado regressa ao fim de vários anos, inicia-se um estranho triângulo amoroso - e a vida no café nunca mais voltará a ser a mesma…"
E sobre a autora:
"Carson McCullers nasceu na Georgia em 1917 e começou a escrever desde muito cedo. Com apenas 23 anos publicou O Coração É Um Caçador Solitário (1940), um livro muito bem recebido pelo público e pela crítica, que foi adaptado ao cinema e ao teatro e recentemente eleito um dos 100 melhores romances do século XX. No ano seguinte, saiu Reflexos Num Olho Dourado, que viria a ser imortalizado pelo filme com o mesmo título, realizado por John Huston e protagonizado por Marlon Brando e Elizabeth Taylor. Ambos os romances encontram-se publicados pela Presença nesta coleção. A extensa bibliografia da autora inclui ainda outros títulos que ficaram célebres, como The Member of the Wedding (1946) e A Balada do Café Triste (1951).
Carson McCullers morreu em Nova Iorque em 1967."
Sobre a autora em site do DN aqui
Carson McCullers, nascida a 19 de fevereiro de 1917, casou-se duas vezes com o mesmo homem, numa história que acabou em deceção e tragédia - ela optou por não cumprir o pacto de suicídio estabelecido entre ambos e ele, Reese McCullers, acabou mesmo por morrer num quarto de hotel parisiense, em 1953. A escritora manteve intensas e públicas paixões por outras mulheres, com destaque para a obsessão que a ligou à fotógrafa suíça Annemarie Schwarzenbach (1908-1942), mas, de acordo com as suas diferentes biógrafas, nunca consumou sexualmente nenhuma dessas atrações. Foi vítima de doenças sérias - da febre reumática ao alcoolismo -, que lhe custaram uma paralisia total do lado esquerdo do corpo, nos últimos vinte anos que viveu. Escreveu isto: "Quero ser capaz de continuar a escrever, doente ou com a saúde, até porque a minha saúde depende em absoluto de continuar a escrever. Os médicos decidiram que é preciso amputar a minha perna afetada. Só não o fizeram de imediato porque os hospitais estão cheios. É por isso que todas as noites, quando me sento a escrever, amaldiçoo os médicos por me fazerem esperar e amaldiçoo a minha perna por me doer tanto."
Li-o há muitos anos porque gostei muito de O Coração é um Caçador Solitário da mesma autora.
Na altura em que o li, ligava muito às histórias e não aderi a estes personagens, não me identifiquei com eles, nem os percebi. Desta vez, adorei o livro! Por estar tão bem escrito, pela forma como nos conta a história, o ambiente, os personagens (posso não me identificar com eles, mas acho que os percebi e posso identificar-me com as emoções).
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Livros 2019
Post 6968 - Desafio de Escrita 8/10 O Encontro
Bem, a culpa foi do
facebook.
Modernices reveladas
pela filha.
E ali estava, vinte
anos depois, na velha tasca dos quatro.
As paredes de cor
indeterminada, as velhas cadeiras e mesas de madeira, o presunto pendurado no
tecto, um leve cheiro a fumo e vinho. Levou um susto quando o chefe lhe veio
servir uma bebida, mas depois apercebeu-se que era o filho, cara-chapada do
dono que antes os atendia
Foi o primeiro a chegar
e enquanto esperava pelos amigos, deixou-se levar até ao passado. Conheceram-se
na primeira classe, na escola da aldeia. Juntavam-se nos recreios para jogar à
bola, quando não tinham uma, inventavam-na. Partilharam a gazeta e fugas à
escola, as asneiras e as tareias dos pais ou mães, que não lhes servia de emenda
Os quatro sabiam que
estavam juntos, um por todos e todos por um.
Ele, o Zé grande, o Zé
pequeno e o Ivo. Foi-se vendo e vendo os outos enquanto cresciam, arranjaram os
primeiros trabalhos, foram à tropa, saíram em namoricos. Depois, ele teve sorte
e começou a trabalhar na oficina com o tio. Os outros não se safavam e
emigraram, dois para França, um para Angola. Ia sabendo deles por familiares,
mas foram perdendo o contacto. Não eram de trocar cartas. Não se usava
telefonar, nem saberia o que lhes dizer.
Até que a filha de
tanto o ouvir falar nos amigos os encontrou com o facebook e marcaram o
encontro.
Percebeu então que os
outros chegavam. O Zé pequeno tornara-se bem grande, mas na barriga, o Zé grande
continuava gordo, o Ivo estava careca. Os quatro tinham ganho peso.
Sentaram-se à mesa,
beberam, petiscaram, conversaram.
Parecia que tinham
estado sempre juntos.
Na despedida não chorou
porque um homem não chora. Abraçaram-se.
Ficou a promessa de repetirem
no próximo ano
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Desafio Escrita,
Escrever,
Escrita
segunda-feira, janeiro 07, 2019
Post 6966 - Pela blogosfera - um livro que não quero perder
Um livro que quero ler: Os Figos de Setembro da Maria João Falcão, que tem o blogue O Falcão de Jade:
Ver aqui
Post 6965 - Livros 2019 (8) Miniaturas de Paulo Kellerman
Miniaturas de Paulo Kellerman (gostei muito deste livro, dos mini-contos com finais surpreendentes)
No site da wook: "Como o título indica, este livrinho encerra miniaturas de histórias (56). Trata-se de textos-relâmpago, mistos de conto e de anedota, mas cheios de humor e agradáveis de ler. Eis um deles, intitulado «Greve»: «Houve um dia em que as cegonhas decidiram entrar em greve, recusando-se a fazer entregas de bebés. Reivindicavam que o seu papel na sociedade fosse reconhecido e se acabasse definitivamente com a ideia, errada, de que os bebés nascem da barriga das mães. Contudo, os bebés continuaram a nascer. Então as cegonhas perceberam o que, para todos, era óbvio: já há muito tinham sido substituídas pelas mães. A partir desse dia, as cegonhas deixaram de ser os animais alegres que sempre foram; sentindo-se inúteis, começaram a desaparecer, tornando-se uma espécie em extinção».
"Paulo Kellerman nasceu em Leiria, em 1974, tendo editado, em edições artesanais e limitadas, Livro de Estórias (1999), Dicionário (2000), Sete (2000), Uma Pequena Nuvem Solitária perdida no Imenso Azul do Céu (2001), Fascículo (2002 a 2005, 75 edições), Da Vida e da Morte (2005), todas em edições de autor. Publicou Miniaturas nas Edições Colibri. Publicou, pela Deriva, "Gastar Palavras" em que ganhou o Grande Prémio Camilo Castelo Branco."
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Paulo Kellerman
Post 6964 - Livros 2019 (7) Raízes de Simões Netto
Raízes de Simões Netto (gostei muito de como está escrito, não gostei de como termina)

"No site da Wook
"No site da Wook
SINOPSE
Mágica é a sombra da alfarrobeira, onde se acolhe a aragem de todos os quadrantes, no abraço sussurrante de ramaria. Damião, quando na fazenda, costumava nela abrigar-se, buscando amparo no tronco protector em cuja espessura cabiam à larga seis Damiões.
E a árvore, sábia, como que dizia:
«Encosta-te aqui, meu velho».
PRÉMIO MANUEL TEIXEIRA GOMES 2000 (Menção Honrosa)"E a árvore, sábia, como que dizia:
«Encosta-te aqui, meu velho».
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Livros 2019,
Simões Netto
Post 6963 - Filmes na televisão
The Exception de David Leveaux, com Jai Courtney, Lily Janes e Christopher Plummer, baseado no livro The Kaiser's last kiss de Alan Judd


Petulia
"An unhappily married socialite finds solace in the company of a recently divorced doctor.
Director:
Richard LesterWriters:
Lawrence B. Marcus (screenplay), John Haase (novel)Stars:
Julie Christie, George C. Scott, Richard Chamberlain
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Cinema,
Cinema na televisão
Post 6962 - Livros 2019 (6) Bejaia de Miguel Ribeiro de Almeida
Bejaia de Miguel Ribeiro de Almeida
Na capa:
"Miguel Ribeiro de Almeida nasceu em Seia, em 1966. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Ingleses) pela Faculdade de Letras de Lisboa, aí tendo também concluído o Curso de Especialização em Tradução. Participou com dois textos, na antologia de contos Mosaico (Editorial Escritor, 1997). Actualmente tenta exercer o ofício de tradutor".
Bejaia nasceu da leitura do livro de Norberto Lopes, O Exilado de Bougie, e o desejo de imaginar aquilo que Teixeira Gomes, refugiado no seu exílio argelino, poderia não ter querido dizer a esse jornalista do Diário de Lisboa que em 1939, o entrevistou. Mas resulta, também, de uma antiga preferência pela sinuosa cartografia que une o Mediterrâneo, o Magrebe e o Garbe do Andaluz."
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Livros 2019,
Miguel Ribeiro de Almeida
Post 6961 - Livros 2019 (5) Acabou-se de Luísa Marques da Silva
Acabou-se de Luísa Marques da Silva
No Site da Saída de Emergência, aqui
"Luísa Marques da Silva nasceu em Lisboa a 23 de Agosto de 1971. Em 1990 começa a frequentar a licenciatura em Matemática Aplicada e Computação do Instituto Superior Técnico (IST) e entra para o grupo de teatro Esquerda Baixa, dirigido por António Feio, que vence o primeiro prémio do 10º Festival de Amadores de Teatro de Lisboa nesse mesmo ano. Termina a licenciatura em 1994 e, em 1997, conclui o mestrado em Engenharia Electrotécnica (ramo de Informática) pelo IST. Durante alguns semestres canta no Coro de Benfica, tenta aprender danças de salão, Alemão e Esperanto, e lecciona no Instituto Superior de Línguas e Administração e na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Em 2000 recebe uma menção honrosa no âmbito do Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes, promovido pela Câmara Municipal de Portimão, pelo conto «Acabou-se!»; este seria incluído no livro «Sete Histórias por Acontecer», publicado em 2001, que combina fantasia com ficção científica e mais umas coisas «indefiníveis». É também em 2001 que se torna investigadora no Laboratório de Sistemas de Língua Falada (L2F) do INESC-ID. Em 2004 termina o doutoramento em Engenharia Informática e de Computadores, realizado em co-tutela entre o IST e a Universidade Blaise-Pascal em França, e lecciona na Universidade Autónoma de Lisboa. Em 2005 escreve o conto «e-Medo», a sua estreia no género de terror, com o qual ganha em 2007 mais uma menção honrosa no Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes. Em 2006, depois de uma nova e breve passagem pela Universidade Lusófona, torna-se professora auxiliar no IST e aproveita a mais recente licença de parto para pintar, arrumar a casa e escrever dois livros. Começa ainda uma colaboração com Leonor Zamith no projecto «As Aventuras do Menino Alexandre» (http://www.leonorzamith.com). Mãe («babada») de três filhos, o seu ritmo de escrita habitual tem sido de quatro linhas por mês e, por isso, a sua carreira literária não anda muito «saudável». Ainda não conseguiu rever os livros que escreveu em 2006 porque têm mais de 25 páginas, mas ainda tem esperança."
Na capa:
"Imagine-se que alguém consegue evitar a morte dos que lhe são queridos, pelo simples factos de não querer que estes morram.
O que acontecerá em quase 100 anos de vida comum?
Haverá paciência para a vida eterna?
E a Morte? O que é que esta terá a dizer?
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Luísa Marques da Silva
Post 6960 - Livros 2019 (4) Sally de Jorge Candeias
Sally de Jorge Candeias
Prémio Manuel Teixeira Gomes 2001 (Menção Honrosa)
No site da wook:
"SINOPSE
Sally é uma história de amor... é uma história de amor que é tudo menos convencional, nascida sem a interferência de hormonas ou feromonas num lugar estranho e mutável. É uma história de amor que, pelo menos aparentemente, é unilateral, e o objecto desse amor dá título ao conto. Sally é a mulher perfeita. Pelo menos, é essa a resposta que obteriam do Alberto Lieman se lhe perguntassem alguma coisa. Aviso: além disso tudo é também uma história de ficção científica."
Sobre o autor: Nasceu em Portimão, em 1966. Depois de passar três anos na União Soviética, a estudar (num curso que não concluiu), e mais dez em Faro, a estudar Biologia Marinha e Pescas e a trabalhar, regressou a Portimão, onde exerce a atividade de tradutor. (visto aqui)
No verso do livro "Jorge Candeiras, um jovem de trinta e muitos anos, biólogo marinho e pesqueiro por formação e jornalista por desenrascanço e, se calhar, vistas bem as coisas, vocação. Algarvio de origem e ideologia, gosta de literatura por culpa do pais e, dentro desta, de ficção científica por culpa do pai. É esta a primeira vez que publica em forma de livro, mas desde 2000 publica regularmente em forma de revista, franzise e várias subespécies de páginas web.
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Post 6959 - Sexta-feira, 4.1.19
Bumblebee de Travis Knight, com Hailee Steinfeld e Jorge Lendeborg Jr. (gostei do filme)


sexta-feira, janeiro 04, 2019
Post 6958 - Livros 2019 (3) O Homem da Minha Vida de Risoleta C. Pinto Pedro
O Homem da Minha Vida de Risoleta C. Pinto Pedro.
Surpreendeu-me o final. Gostei muito deste livro
Pág. 34:
"Bom, O Santo António já tem uma certa idade, o ouvido concerteza jé lhe vai faltando, deve ter tomado esta minha conversa como uma oração. Ou um pedido. Ou uma promessa."
No site da wook, sobre a autora:
Risoleta Pinto Pedro é professora da Escola Secundária artística António Arroio, e escritora. Tem diversos livros publicados na área de ficção e recebeu vários prémios nesta área e na de poesia, de que destaca o Prémio Revelação da APE. Tem feito crónica radiofónica (Quarta-Crescente, na RDP-2) e jornalística. Escreve teatro e textos para dança, música e artes plásticas. Entre as suas obras estão: A Criança Suspensa (Prémio Ferreira de Castro de ficção narrativa); O Corpo e a Tela, O Aniversário (Prémio Revelação APE/IPBL 1994); A Compreensão da Lua; O Arquitecto; Venite In Silentio; Contos de Azul e Terra, em co-autoria com Raquel Gonçalves.
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Post 6957 - Livros lidos em 2018 - 101
A Paixão de Wilde de Eloisa James
Taunting Krell de Laurann
Dohner (r)
To claim his girl de Sam
Crescent
Milagre de Amor de Eloisa James (r)
The Darkest Fire de Gena
Showalter
Amante de sonho de Sherrilyn Kenyon (r)
O Mistério do Coelho
Pensante de Clarice Lispector
Quase de Verdade de
Clarice Lispector
A Mulher que Matou os
Peixes de Clarice Lispector
A Vida Íntima de Laura
de Clarice Lispector
The Darkest Passion de Gena
Showalter
Heart of Darkness de Gena
Showalter
Dry Spell de Vi Keeland
The Italian de Lisa Marie Rice
Slade de Laurann Dohner
Hot Secrets de Lisa Marie Rice
Reckless Night de Lisa Marie
Rice
Fatal Heat de Lisa Marie Rice
Secluded de Lisa Marie Rice
São Salvador do Mundo
- texto de Valter Hugo Mãe, ilustração de Rui Effe
Una Imperfecta Flor Inglesa de Concha Alvarez
Beauty de Laurell K Hamilton
Bite de Laurell K. Hamilton
A Girl, a Goat and a Zombie de
Laurell K. Hamilton
Wounded de Laurell K. Hamilton
Três Coroas Negras de
Kendare Blake
A Noiva da Primavera ou The Virgin Spring de Debra Lee Brown
Uma Noiva Tentadora de Sherry Thomas
Uma Beleza Sedutora de Sherry Thomas
Ravishing the Heiress ou Uma mulher para todas as estações de Sherry Thomas
Herança da Paixão ou The
king's Pleasure de Shannon Drake
Woman on the run de Lisa Marie
Rice
Sherry Thomas Claiming the
Duchess
Dança com o diabo de Sherrilyn Kenyon
Os anéis do tempo de Chus Nevado
The Perfect WIfe - A esposa perfeita de Lynsay Sands
Para além das brumas de Karen Marie Moning (r)
Coração Negro de Naomi
Novik
The Highlander Takes a Bride
de Lynsay Sands
Sex, not Love de Vi Keeland
Acheron de Sherrilyn Kenyon
Regressar de Catherine
McKenzie
O Guerreiro dos Sonhos de Sherrilyn Kenyon
Só em Sonhos de Sherrilyn Kenyon
Amor por Encomenda de
Catherine Mckenzie
O Boss de Vi Keeland
O Guardião de Sherrilyn Kenyon (Lydia e Seth)
O Diabo também Chora O Predador da Noite - Vol. 12 de Sherrilyn Kenyon
Amor em Quarto Crescente de Sherrilyn Kenyon (Fang e Aimee)
The Switch de Lynsay Sands
A Escolhida - Irmandade da Adaga Negra - Volume XV, de J. R. Ward
The Spinster Bride de Jane
Goodger
À luz da meia noite de Sherrilyn Kenyon (r)
Tiger de Laurann Dohner (r)
Na Sombra do Perigo de J. R. Ward, Volume IX
Na Sombra da Noite (1) de J.R. Ward
O Beijo da Meia-Noite (1) de Lara Adrian
Ascensão à Meia-Noite de Lara Adrian
How The Duke was won de Lenora
Bell
Contos de Fevereiro
A Cama da Paixão de Laura Lee Guhrke
Sombras da Meia-Noite de Lara Adrian (Alex
Na Sombra do Pecado de J. R. Ward
Na Sombra do Dragão de J. R. Ward
Outlander de Diana Gabaldon
Sedução da Noite de Sherrilyn Kenyon
O Príncipe Feliz - O
Rouxinol e a Rosa - O Gigante Egoísta de Oscar Wilde
Prazer da Noite de Sherrilyn Kenyon
O Guerreiro Highlander de Monica McCarty
Dança com o Diabo de Sherrilyn Kenyon
O Natal de Um Predador da Noite de Sherrilyn Kenyon
À Solta na Noite de Sherrilyn Kenyon
Babysitter wanted de Mia
Madison
Beijos sombrios de Sherrilyn Kenyon
Lizzie Lynn Lee - Leões do Serengueti 01 - O Leão de Jennifer (o)
Hard Wood de Jenika Snow
O lado negro da lua de Sherrilyn Kenyon (r)
The Maiden de Jude Deveraux
The Duchess de Jude Deveraux
Mensagens do Céu de
Jack Canfield, Mark Victor Hanseu e Amy Newmark
Aquele Rapaz Tão Meigo
de Mario Cyr
Algo de Especial de
Iris Murdoch
Stroke of Midnight (1001 Dark
Nights) de Lara Adrian
Miracles de Judith McNaught
Hölder, de Hölderlin
de Maria Gabriela Llansol
The king of Hel de Grace
Draven
A Viagem de Maria do
Vale Cartaxo
Um Destes Dias de
Jorge Eusébio
Os InDiferentes de
José de Matos-Cruz
O Eléctrico de
Alexandra Quadros
Corpo da Sombra de
José Antunes
Propositioning Mr. Raine de
Laurann Dohner
Loving Deviant de Laurann
Dohner
Something wicked de Laurann
Dohner
Stepbrother fallen de Aya
Fukunishi
Anjo Audaz/Velvet Angel de Jude Deveraux
Sex, Love, Repeat de Alexandra Torres
Hollywood Dirt de Alexandra Torres
A Metamorfose de Franz
Kafka (r)
Unbreak My Heart de Nicole
Jacquelyn
With Everything I Am de
Kristen Ashley
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