"Quem tropeça é sempre alguém que se distrai a olhar para as estrelas" Vladimir Nabokov (nome do blogue veio do livro para crianças de Virgínia de Castro e Almeida)
terça-feira, julho 31, 2018
segunda-feira, julho 30, 2018
quinta-feira, julho 26, 2018
Post 6791 - Livros 2018 (55) O Guardião de Sherrilyn Kenyon
O Guardião de Sherrilyn Kenyon (Lydia e Seth)

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Sherrilyn Kenyon
Post 6790 - Desafio de Escrita (40/12) 9/10
Lembro-me
do preciso momento em que sucedeu porque estava lá fora, no jardim, sentado num
banco vermelho. Esperava pela Sofia para irmos almoçar os dois. Sentia o leve
empurrar do vento no rosto, via-o na dança de algumas folhas caídas sobre a relva,
ouvia-o no murmurar das árvores, misturado com o chilrear dos pássaros.
De
repente tudo parou.
Nada
se movia ou ouvia ao meu redor. Deixei de sentir o calor do sol. Pensei se
teria ficado surdo quando comecei a escutar o som da minha respiração, depois o
bater acelerado do coração. Ouvi passos curtos e assustados. Era a Sofia.
Estava a vir ao meu encontro quando sucedeu e também se apercebeu daquele
momento. Não sei se a alguém terá passado despercebido. Talvez.
Nós
os dois tivemos sorte. Nenhuma emoção ou sensação forte nos possuía. Ficámos
para sempre com algum apetite, mas não tínhamos dores ou comichões, raivas ou
depressões. Os desgraçados nesses estados sabem que nunca passará e que nem
sequer podem morrer. Vivem no Inferno.
Poderia
ser melhor, se estivéssemos estupidamente apaixonados e felizes. A alguns afortunados
assim aconteceu. A nós, não. E aqueles como nós procuram, até agora em vão,
percebeu o que se passou.
O
tempo parou.
Ficámos
presos no presente, todos os momentos são iguais, deixámos de ter um futuro,
começamos a esquecer o passado. Não há mais nascimentos, nem mortes. Não
envelhecemos, nem crescem as crianças. Estamos sempre iguais, inclusive nas sensações
e sentimentos.
Escrevo
para manter a ilusão do passar do tempo e continuo a ir ao mesmo jardim, a
sentar-me naquele mesmo banco vermelho.
Espero,
sem esperança, que o pesadelo acabe, que venha a revelar-se que o parar do
tempo foi apenas um intervalo, e possa voltar a sentir e a escutar o vento.
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quarta-feira, julho 25, 2018
Post 6789 - Alguém por aí saberá latim?
Estava escrito na entrada de um prédio:
"Beneficiorum memoria labilis est, iniuriarun vero tenax"
O que é que significa?
"Beneficiorum memoria labilis est, iniuriarun vero tenax"
O que é que significa?
Post 6788
Sábado, 21 de Julho - Frango assado no forno, temperado com sal, pimenta e alho, com sumo de limão, manteiga e vinho branco
Domingo, 22 de Julho - Arroz de tomate e ervilhas e bifes de peru
Segunda-feira, 23 de Julho, em OA e em cidade local de trabalho
Ainda na Segunda-feira, 23.7.18
E sopa de espinafres (meia cebola, um pouco de alho francês, de nabo, de courgete, de abóbora branca e três cenouras, água e sal; varinha mágica, azeite e alguma folhas de espinafres
Terça-feira, 24 de Julho, salmão e tamboril no forno
Quarta-feira, 25 de Julho, carne cozida com cenoura, couve, nabo, chouriço e batata
Post 6787 - Livro de Receitas Margão
Concorri no FB e ontem chegou o meu livro
Ver aqui
ou em https://www.facebook.com/EspeciariasMargao/
Ver aqui
ou em https://www.facebook.com/EspeciariasMargao/

Post 6786 - Desafios de Escrita
E está a começar novo desafio de Escrita, as Olimpíadas de Escrita Criativa
Ver mais aqui
ou em https://olimpiadasdeescritacriativa.blogspot.com/
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sexta-feira, julho 20, 2018
Post 6783
Entretanto apercebi-me de um novo seguidor no dona-redonda, o que acho óptimo, que será o 330 e tem como nome "a esmola da luz".
E com não sou nada curiosa estive a tentar descobrir algo sobre novo seguidor...até agora em vão
Por isso se por acaso voltar a passar por aqui, será que poderia dizer-me se tem um blogue, e tendo um blogue qual é?
E com não sou nada curiosa estive a tentar descobrir algo sobre novo seguidor...até agora em vão
Por isso se por acaso voltar a passar por aqui, será que poderia dizer-me se tem um blogue, e tendo um blogue qual é?
Post 6782 - Desafio de Escrita 8/10 Num dia...
Num dia de sol e chuva a menina gotinha de água
fundiu-se com o oceano.
Ou
Una envolveu-se com novo Amado.
Triângulo desfeito pelo marido zangado,
Par actual substituiu o divorciado.
Em criança imperara a curiosidade, agora sentia-se
meio espantado, pressentindo que no futuro viveria assustado.
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segunda-feira, julho 16, 2018
Post 6781 - Livros (divulgação)
Ainda por aqui e desde ontem a tentar aprender tcheco, em breve passagem pelo Continente apercebi-me que têm por lá uma Feira do Livro com livros de diferentes editoras com descontos de 50%.
quarta-feira, julho 11, 2018
Post 6779 - Livros 2018 (54) O Diabo também Chora O Predador da Noite - Vol. 12 de Sherrilyn Kenyon
O Diabo também Chora O Predador da Noite - Vol. 12 de Sherrilyn Kenyon
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Post 6777 - Segunda-feira, 9.7.18 - Bacalhau espiritual ou com natas
- Numa panela bacalhau a cozer com pimenta, noutra panela duas
batatas a cozerem com água e sal, depois esmigalhadas com colher e às quais
juntamos uma colher de manteiga; e numa terceira panela, cebola e alho picados,
a que juntamos meia cenoura raspada, algumas folhas de espinafres, depois de
lavadas; juntamos o bacalhau esfiado, depois de lhe retirarmos a pele e
espinhas, juntamos o puré de batata;
- Numa tijela, misturamos uma
gema de ova e natas que depois juntamos também ao bacalhau; vai tudo para um
pirex, por cima pão ralado e queijo para gratinar e forno a 180º durante 20 a
30 minutos.
Post 6776 - Segunda-feira, 9.7.18 - Sopa com feijão vermelho (e praticamente tudo mas até ficou bem)
- Colocamos o feijão vermelho a
demolhar no dia anterior;
- Numa panela, água, rodelas de
cenoura, cebola e batata pequenas em pedaços, um terço de uma courgete, um
pouco de abóbora e de alho francês, meio nabo em pedaços, o feijão e sal, a
cozer durante cerca de uma hora; Varinha mágica; Juntamos algumas folhas de
couve portuguesa depois de lavada e um tomate cereja sem pele e no final
azeite;
Post 6775 - Domingo, 8.7.18 - Lombinho de peru assado no forno
Lombinho de peru assado no forno
- Temperamos o lombinho com sumo de limão;
- Em pequena tijela juntamos vinho branco, sal, pimenta, alho picado, alecrim, tomilho, salsa, pimentão; pedacinhos de manteiga
- No pirex rodelas de cebola, meia cenoura cortada em palitos, três ou quatro batatas cortadas em cubos;
- Regamos com azeite e vai para o forno.
Post 6774 - Desafio de Escrita 7/10 Naquele dia
Naquele
dia, não estava calor nem frio.
Espreitou
pela janela. Não brilhava o sol, encoberto por nuvens acinzentadas, mas também
não chovia. As casas em redor permaneciam afiladas nos lugares onde sempre
tinham estado.
“Lentamente
instalava-se o Inverno, encurtando os dias e sombreando as ruas. Persistiam
algumas folhas caducas fragilmente agarradas a ramos despidos. Tinham já fugido
os pássaros e hibernado os ursos.”
Empancou
na última frase. Mas haveria algum urso por ali?
Por
instantes imaginou como seria um urso a percorrer a rua, grande e cinzento,
aparentemente calmo, varrendo à distância os transeuntes assustados.
Ah,
mas esquecia-se que aquele urso teria era de estar a hibernar.
Viu-o
então numa gruta, apertada e escura.
Apenas
iria sair de lá na Primavera. Então deveria estar esfomeado, e derrubaria os
caixotes de lixo à procura de comida. Talvez mordesse um turista.
Tinha
de corrigir inúmeras e infindáveis composições sobre o Inverno. Exortara os
seus alunos a serem criativos. Julgava-se e condenava-se a si próprio por não o
ter sido na escolha do tema.
Apeteciam-lhe
dias diferentes e impossíveis, mas sentia-se ao invés inexoravelmente arrastado
pelo “a vida continua.”
Não
gritava pelas suas feridas que ninguém via.
Às
vezes a dor surgia-lhe como avassaladora e inultrapassável, outras vezes não
percebia como momentaneamente a esquecia.
Pensara
ser capaz de compreender os outros, e descobrira-se autista por não aceitar que
percepcionassem a realidade de forma distinta.
Naquele
dia não queria estar preso à correcção de testes.
Contudo
retirava do seu trabalho a ilusão que a seguir teria tempo livre, quando
viessem as férias.
E
antes do Inverno, entravam no Verão, e na roda seguir-se-ia depois o Outono,
revelando-se ultimamente as estações indecisamente enroladas e confundidas.
Até
às férias sustentaria o perfil de professor, e manter-se-ia ocupado.
Depois
talvez se dissolvesse nos dias iguais e vazios.
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Post 6773 - Desafio de Escrita 10/10 (OE) Um dos dias das minha vida
Acordo com o som
alternado dos dois despertadores, programados para tocarem meia hora antes, e
assim poder acordar devagar enquanto recordo sonhos …mas de repente passou uma
hora!
Tomo duche, faço cama,
e preparo pequeno-almoço ao mesmo tempo.
Bebo café-com-leite e
ligo televisão para ver a meteorologia, mas só apanho publicidade.
Saio para a rua e
constato que não escolhi roupa adequada ao tempo.
Enquanto ligo motor do
carro lembro a mim mesma que a pressa é em casa.
Hesito mas escolho
parar e aguardo pacientemente enquanto senhora de idade ou jovem ou seja quem
for, passa mui vagarosamente pela passadeira.
Nos semáforos sou
apanhada e contribuo com moeda para os sem-abrigo.
Sigo para a cidade
onde trabalho. Penso, felizmente é terça-feira (como podia escolher qualquer
dia escolhi uma terça-feira quando trabalho com colega que normalmente chega
mais atrasado do que eu).
Deixo o carro no
parque. Enquanto subo as escadas vejo o arco-íris reflectido nos degraus e
penso de novo que deveria escrever sobre ele e sobre o casal abraçado com que
uma vez me cruzei quando regressava ao Parque.
Cumprimento com um bom
dia os desconhecidos à entrada.
Começo a trabalhar.
Pelas 12.30 vou
almoçar com colegas ou opto por uma sandes e ir ao Cabeleireiro, onde aproveito
para adormecer alguns minutos.
Passando primeiro pelo
Supermercado, regresso ao trabalho e tento só sair quando está despachado tudo
o que poderia fazer lá.
Faço o caminho
inverso, apanhando mais trânsito. Lancho mesmo que sejam quase 20.00 horas. Vou
jantar com namorado ou (agora) cozinho. Porque é dia da semana ainda vou
trabalhar, ver alguma televisão, passar pela blogosfera, escrever e enviar
texto para CNEC e poderei deitar-me pelas 2 ou 3 da manhã,
Antes escolho a roupa
errada e programo despertadores para tocarem desta vez uma hora mais cedo…
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domingo, julho 08, 2018
Post 6772 - Sábado, 7.7.18 - Jardineira ou guisado de peru
- Numa panela, azeite, cebola e alho picados, pedacinhos de bacon, depois de peru, vinho branco, um pouco de vinho do Porto, tomate picado, cenoura cortada em palitos, pedacinhos de alho francês, de abóbora, de tomate, algumas ervilhas, duas batatas cortadas em cubos, água, sal, pimenta, pimentão doce, alecrim, uma folha de louro, e couve galega;
- Acompanhado também com Arroz de estrugido/refogado (ainda não o consegui fazer mais puxado)
- Acompanhado também com Arroz de estrugido/refogado (ainda não o consegui fazer mais puxado)
sexta-feira, julho 06, 2018
Post 6769 - Efeito transferência de Cristiano Ronaldo neste blogue
Não faço ideia de como ou porquê mas subitamente não só começaram visualizações de Itália neste blogue (não me lembro de antes terem ocorrido) como até ultrapassaram as visualizações de Portugal.
Apenas posso atribui-lo a este post
Imagino como terão ficado depois decepcionados...
Apenas posso atribui-lo a este post
Imagino como terão ficado depois decepcionados...
quinta-feira, julho 05, 2018
Post 6767 - O Segredo finalmente revelado...embora ainda não tenha experimentado
Na primeira (e única) vez que tentei fazer arroz de pato, o arroz saiu claro. O mesmo sucedeu na primeira vez em que fiz arroz no forno. Há dias consegui saber o que teremos de fazer para conseguir que o arroz fique mais escuro: temos de fazer o refogado ou estrugido mais puxado, perto do queimado.
Post 6763 - Segunda-feira, 2.7.18, Empadão de carne - receita da E. e sopa de legumes
Empadão de Carne
- Pegamos na carne assada do dia anterior e juntamente com algum chouriço vamos picá-la; que juntamos a um estrugido (azeite, cebola e alho picados) com tomate picado;
- Cozemos batatas com água e sal, reduzimos a batata a puré e juntamos noz moscada, leite e margarina;
- Camadas em pirex, com garfo riscos cruzados para depois pincelarmos com um ovo bem mexido e vai para o forno;
Sopa de Legumes
- Três cenouras, meio alho francês, uma cebola pequena, uma batata pequena, meia courgete, um pouco de abóbora branca a cozer com água e sal, durante 45 m;
- Varinha mágica - depois juntamos folhas de espinafre lavadas, bocadinhos de cenoura e algumas ervilhas - cozer durante mais 25 m
Post 6761 - Desafio de Escrita 6/10 Quando for grande
Quando for grande, pensava
dos seis aos dez anos, poderei comprar todos os chocolates e revistas da Mónica
e do Tio Patinhas que eu queira. E não voltar mais à escola.
Aos seis, pela primeira
vez sozinha por opção, num dos baloiços cobiçados do parque no Colégio de
Padres, anormalmente deserto porque todos estavam na festa de Carnaval, vejo o
edifício mais brilhante à medida que escurece, por oposição aos demais, penso
em quem sou, reconheci-me, esta sou eu.
Quando for grande,
decidi aos onze, será para pensar naquilo com que tinha chocado e me afligia,
de onde viemos, para onde vamos, porque afinal serei adulta aos dezoito.
Morreu a minha avó. Não
é algo que acontece só com os outros, por isso, irreal e distante, a morte
acontece-nos a nós. Tive sonhos em que procurava o seu abraço, chi‑coração.
Ouvir os apologistas de como é bom ser criança quando me afundava em
preocupações fez-me pensar que ser adulta devia ser uma droga.
Fechei-me mais. No
silêncio vejo-me melhor e aos outros.
Quando for grande, pensava
aos dezoito, não o posso ser agora quando me vejo tão pequena - entrei na
faculdade, mais entregue a mim própria, com passe e pouco dinheiro, conheço os
números e o caminho dos autocarros, o mundo aumentou essa distância - sê-lo-ei
quando acabar o curso?
Terminei a faculdade,
não sei se vou conseguir emprego. Devia ser adulta. Vejo‑me sem objectivos –
antes eram balizas, os exames, o passar de ano.
Procuro caber no perfil
da profissão, primeiro de advogada, depois, a ironia para quem adoptou como lema
não julgar ninguém.
Quando fosse grande
queria ter trabalho, a carta de condução, conduzir um carro, viver um grande
amor.
Cheguei lá.
Sinto-me pequena.
Diminuem as possibilidades enquanto a vida acontece.
Nunca serei grande. Não
o quero ser.
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