quarta-feira, março 29, 2017

Post 6121 - Livros - Divulgação


Na Almedina:



Na Wook

Post 6120 Quarta-feira, 29.3.2017

Breve passagem pela Praça ex-Velasquez agora Praça Dr. Francisco Sá Carneiro.
Antes, praticamente durante todo o dia, havia carros estacionados por todo o lado, em lugares permitidos e inventados e em dupla fila.
Entretanto, foram colocados parquímetros - agora podemos encontrar carros estacionados em lugares inventados e em dupla fila, mas estranhamente surgem vários espaços livres nos lugares permitidos...


terça-feira, março 28, 2017

Post 6119 Notícia de ontem

Um senhor ficou fechado no supermercado - um MiniPreço algures, durante duas horas - seria o tempo de almoço dos funcionários. Ele filmou-se a ele mesmo com o telemóvel, reflectindo sobre o ocorrido, o que isso diz sobre o nosso país, sobre o período de tempo que estava a passar ali, ter perdido um encontro, ter-se accionado o alarme (também o ouvimos) e estar com frio...
Comecei a imaginar-me a mim, antes da hora do almoço...com a fome com que às vezes estou, parece-me que nunca iria reparar se estava alguém lá ao fundo nos congelados ou atrás de filas/prateleiras, eu sairia era a correr para não ser a última e ter de fechar a porta.

Post 6118 - Desafio de Escrita, 2/10 Rir e chorar

Um, dois, três, fecho os olhos e recuo no tempo.
Paro no dia em que comecei mesmo a reparar nele. Entrei na lojinha da aldeia em que vivíamos. Ele estava lá a substituir a mãe, e fez um ar muito atarefado a abanar um mata-moscas.
Não resisti a colocar-lhe uma pergunta tonta:
- O que estás a fazer?
- A matar moscas, já foram cinco, três machos e duas fêmeas!
- Mas como é que consegues distingui-las?
- Fácil, três estavam na garrafa de cerveja e duas no telefone…
Sabia que ele gostava de mim mas só lhe dei uma oportunidade a seguir àquela piada pateta de que rimos os dois.
Dez anos passaram. Namorámos, viemos viver juntos para a cidade, conversámos sobre casar, fazer a festa, ter filhos… até ao dia em que lhe surgiu um sinal diferente ao qual devia ter dado importância, e não deu.
Depois, ele continuou a fazer-me rir, entre tratamentos, internamentos e cirurgia.
Viu-o emagrecer, perder o cabelo, o apetite e o fôlego, mas não o sorriso que guardava para mim.
E eu tentava esconder-lhe o meu medo.
Não fizemos mais planos para além de hoje ou amanhã. O tempo parou no hoje, no agora.
Um, dois, três, regresso ao presente.
Chegou a vez de ser atendido e entramos os dois para a consulta.
Dou-lhe a mão enquanto esperamos.
Está demasiado calor ali, ou eu devia ter tirado o casaco. O seu médico está na sala ao lado, ouvimos a sua voz, fala com alguém ao telefone.
Entra com os resultados e de repente tenho frio. Diz-nos para nos sentarmos. Ele também se senta, poupa os papéis na secretária, olha para nós e diz “está em remissão.”
Um, dois, três.
O tempo volta a correr como antes. Pela primeira vez, choro à sua frente.

Post 6117 - Livros 2017 (45, 46, 47, 48, 49 e 50) Abismo e outros contos de Jean Meckert, Growling for Mine e Paid For de Alexa Riley, Claimed de Laurann Dohner, Boomtown - Freebirds de Lani Lynn Vale e Tiger de Laurann Dohner

Abismo e outros Contos de Jean Meckert
Novas Espécies, Tiger de Laurann Dohner
Boomtown - Freebirds Lani Lynn Vale
Claimed de Laurann Dohner
Growling for Mine e Paid For de Alexa Riley

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Na contracapa:
"Jean Meckert (1910-1995) é uma figura rebelde das letras francesas e autor de uma vasta obra que se reparte por romances policiais (sob o pseudónimo Jean Amila), peças de teatro e guiões. Conheceu precocemente o desespero, e guardará da sua infância a repulsa pelo ensino religioso e a memória da fome. Apaixonado pela literatura, mas forçado a deitar a mão a todo o tipo de trabalhos precários, é no fim dos dias de trabalho extenuante que se dedica à escrita. Autor prolífico, guardou em cadernos escolares diversos contos inéditos, entre os quais os três que compõem este livro. Foi mobilizado em 1939, e a experiência da guerra viria a despertar nele um profundo antimilitarismo. A consgração chegaria em 1941 com Les Coups, obra aclamada por André Gide e Queneau, entre outros."
"Tenho a carapaça dura, já vi muita coisa. Mas, de repente, dei-me conta da minha responsabilidade nesta história. E talvez seja desde esse dia que sei o que é odiar, talvez seja esse dia que assinala o modo como consegui recompor-me,aquele em que encontrei uma força interior, uma razão de ser: a luta, a luta implacável contra a sociedade actual, contra este regime abominável, abjecto, que me fez matar um homem, por trezentos francos."
Prefácio do editor francês:
"Em "O Bom Samaritano, conto inédito do jovem Jean Meckert, um das personagens alistou-se no exército porque estava desempregado e "morrer de fome". São realidades dolorosas vividas pelo próprio autor nos anos 30, depois de uma infância já de si bastante penosa.
Nascido em Paris a 24 de Novembro de 1910, Jean Meckert foi separado da família e enviado, em 1920, para o asilo Lambrechets, uma instituição de origem protestante situada em Courbevoie. Meckert guardará desses quatro anos de orfanato uma repulsa pelo ensino religioso, a memória da fome e do frio, bem como um profundo sentimento de humilhação e de abandono.
Bom aluno, obtém o diploma do ensino primário e entre como aprendiz para uma empresa de construção de motores eléctricos. Após ter trabalhado algum tempo na fábrica, ingressa, em 1927, já como empregado de escritório, no Crédit Lyonnais, onde a mãe trabalhava como empregada de limpeza.
Vítima da crise de 1919, Jean Meckert perde o emprego e passa a alternar desemprego com pequenos trabalhos eventuais. Para escapar a esta vida de miséria, em Novembro de 1930 alista-se no exército por um período de dezoito meses. Colocado no campo de Satory, em Versalhes, será punido com várias penas de prisão por ausências injustificadas, mas ainda assim promovido ao posto de cabo pelo comandante da 5ª Companhia de Engenharia, responsável pelas infra-estruturas ferroviárias e pelas pontes.
De regresso à vida civil, em Maio de 1932, volta a cair numa situação de pobreza: "Era a época do grande desemprego dos anos 30", escreveria ele, "Já não havia trabalho, era preciso fazer tudo e mais alguma coisa para sobreviver". Meckert deitará assim a mão a todo o tipo de trabalhos, inclusivamente o de vendedor ambulante ao portão da fábrica da Renault.
O quarto de hotel sórdido onde vive então, em Belleville, torna-se a sua "última trincheira", o refúgio onde escreveria narrativas inspiradas na sua própria existência, designadamente três "contos" que copiaria cuidadosamente, em 1935, para um caderno escolar: "Um Crime", "O Bom Samaritano" e "Abismo". Três textos de juventude que pronunciam a obra futura, e em particular Les Coups, romance publicado pela Editora Gallimard em 1941, sob o conselho entusiasta de Raymond Queneau."
Pág. 29
"Lá fora, o ar gélido era capaz de atravessar três pares de mitenes. A sentinela quase dava cabo da guarita a bater os pés para se aquecer. Pela nossa parte, estávamos todos à volta do fogão, com pena do homem."
Pág. 47
"Estava com ar de nem o poder ver.
Então o chefe do posto, o matador de negros, dirigiu-se a ele com o cenho mais carregado do que nunca.
- O que se passou é que deixaste cair o capacete - disse-lhe ele baixinho.
- Como assim?! - exclamou o cabo, desconcertado.
- Já disse: caiu ao chão - continuou o sargento, olhando-o bem nos olhos.
- Mas...!
- Vamos, não estás a perceber.
- Há uma testemunha!
- Eu dou-lhe uma palavrinha.
- Mas...!
- Vá lá, não te armes em mauzão. Senão vais ter chatices de outra maneira. Entendido?
A seguir o sargento voltou para o seu canto, pousou no banco o púcaro, o litro do vinho que não tinha acabado, pão branco da messe e uma lata de patê que tirou do bornal.
- Vamos, come!  - disse ele ao vagabundo.
Depois foi de novo deitar-se na enxerga."
Três contos muito diferentes (o meu preferido foi o segundo) em que o narrador é personagem sobretudo no primeiro e no terceiro, tem uma actuação reprovável com consequências trágicas no primeiro (Um crime) presencia um acto admirável e surpreendente pela pessoa que o pratica, em O Bom Samaritano, e cai numa degradação claustrofóbica da qual consegue sair depois de um acto do maior desespero (O Abismo).
Muito bem escrito.  

segunda-feira, março 27, 2017

Post 6116

Muito ocupada, a procurar inspiração para escrever o segundo texto de novo desafio de escrita depois de me ter esforçado em vão durante esta semana para convencer N, ou uma das minhas irmãs a escreverem-no, e o prazo para o enviar termina hoje.
É muito triste. Eu bem tentei , mas isto de delegar tarefas não é nada fácil...Vou ter de o fazer eu mesma.

domingo, março 26, 2017

Post 6115 Desafio




E neste momento, desafio a decorrer no blogue da Afrodite, ver aqui

.

Post 6114 - Livros

E entretanto já saiu o nº4 da Colecção Miniatura (nova série) da Livros do Brasil
Novela de Xadrez de Stefan Zweig


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Post 6113 - Domingo, 26.3.17



E mudou a hora...

Post 6112 - Sábado, 25.3.17

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(imagem no Google)
Jantar a quatro no Restaurante Gokobe, na Rua de Grijó, no Porto

sábado, março 25, 2017

Post 6111 Livros - Divulgação - Colecção com o Público



E no ano em que Lisboa foi eleita Capital Ibero-Americana de Cultura, o Público edita uma colecção, em parceria com a Leya com grandes obras de grandes autores ibero-americanos, cada livro por 8,90 cada:


1
Colômbia
Gabriel García Márquez
Crónica de uma Morte Anunciada
25-mar
2
Chile
Antonio Skármeta
O Carteiro de Pablo Neruda
01-abr
3
Peru
Mario Vargas Llosa
Quem matou Palomino Molero?
08-abr
4
Portugal
António Lobo Antunes
Auto dos Danados
15-abr
5
Espanha
Juan Marsé
Rabos de Lagartixa
22-abr
6
Brasil
Jorge Amado
Jubiabá
29-abr
7
Argentina
Julio Cortázar
Bestiário
06-mai
8
México
Juan Rulfo
Pedro Parámo
13-mai
9
Uruguai
Felisberto Hernández
Conto Reunidos
20-mai
10
Cuba
Alejo Carpentier
Concerto Barroco
27-mai
11
Honduras
Augusto Monterrosso
O resto é silêncio
03-jun
12
Guatemala
Miguel Ángel Asturias
O senhor Presidente
10-jun

Post 6110 - Sexta-feira, 24.3.17

Praceta: Sala de visitas





















Jantar a cinco no Praceta em Santa Maria da Feira
(fotografia do Google)


quinta-feira, março 23, 2017

Post 6108


Portanto se eu bem percebi o que disse, Jeroen Dijsselbloem, estou a ficar com a fama, sem o proveito!
Isto é uma injustiça!
Se os países afectados pela crise estão a gastar o dinheiro todo com bebida e mulheres para uns, tem de haver chocolates (para quem não gosta de álcool) e homens livros para outras!

Post 6107 - Prémio Nobel da Literatura desde 1901

Visto aqui

AñoPremiadoIdiomaObra destacada[1]
1901Sully PrudhommeFrancésLa Felicidad
1902Theodor MommsenAlemánHistoria de Roma
1903Bjørnstjerne BjørnsonNoruegoDigte og sange
1904[2]Frédéric MistralOccitanoMirèio
José de EchegarayEspañolEl gran galeoto
1905Henryk Sienkiewicz PolacoQuo Vadis?      
1906Giosuè CarducciItalianoIntermezzo
1907Rudyard Kipling            InglésEl Libro de las Tierras Vírgenes
1908Rudolf Christoph EuckenAlemánLa verdad de la religión
1909Selma Lagerlöf             SuecoEl maravilloso viaje de Nils Holgersson
1910Paul von HeyseAlemánL'Arrabbiata
1911Maurice MaeterlinckFrancésEl Pájaro azul
1912Gerhart HauptmannAlemánLos tejedores
1913Rabindranath TagoreBengalíEl hogar y el mundo
1914
No se concede el premio a causa de la "I Guerra Mundial".
1915Romain RollandFrancésJean-Christophe
1916Verner von HeidenstamSuecoNya Dikter
1917[3]Karl Adolph GjellerupDanésEl peregrino kamanita
Henrik PontoppidanDanésPedro el Afortunado
1918
No se concede el premio a causa de la "I Guerra Mundial".
1919Carl SpittelerAlemánPrometeo paciente
1920Knut HamsunNoruegoHambre
1921Anatole FranceFrancésLa isla de los pingüinos
1922Jacinto BenaventeEspañolLos intereses creados
1923William Butler YeatsInglésLos cisnes salvajes de Coole
1924Władysław ReymontPolacoLos campesinos
1925George Bernard ShawInglésPigmalión
1926Grazia DeleddaItalianoCenizas
1927Henri BergsonFrancésMemoria y vida
1928Sigrid UndsetNoruegoKristin Lavransdatter
1929Thomas MannAlemánLa montaña mágica
1930Sinclair LewisInglésEsto no puede pasar aquí
1931Erik Axel KarlfeldtSuecoBaladas de Fridolín
1932John GalsworthyInglésLa saga de los Forsyte
1933Iván BuninRusoEl señor de San Francisco
1934Luigi PirandelloItalianoSeis personajes en busca de autor
1935
Declarado desierto, quedando 1/3 del premio
destinado al Fondo Principal y 2/3 al Fondo Especial
de esta sección.
1936Eugene O'NeillInglésExtraño interludio
1937Roger Martin du GardFrancésLos Thibault
1938Pearl S. BuckInglésLa buena tierra
1939Frans Eemil SillanpääFinésSilja
1940
1941
1942
De 1940 a 1943, no se concede el premio a causa de la "II Guerra Mundial",
quedando 1/3 del premio destinado al Fondo Principal y
2/3 al Fondo Especial de esta sección.
1943
1944Johannes Vilhelm JensenDanésEl largo viaje
1945Gabriela MistralEspañolDesolación
1946Hermann HesseAlemánEl lobo estepario
1947André GideFrancésEl inmoralista
1948T. S. EliotInglésLa tierra baldía
1949William FaulknerInglésEl ruido y la furia
1950Bertrand RussellInglésPrincipia Mathematica
1951Pär Fabien LagerkvistSuecoBarrabás
1952François MauriacFrancésNido de víboras
1953Winston ChurchillInglésMemorias
1954Ernest HemingwayInglésEl viejo y el mar
1955Halldór LaxnessIslandésGente independiente
1956Juan Ramón JiménezEspañolPlatero y yo
1957Albert CamusFrancésEl extranjero
1958Borís Pasternak[4]RusoDoctor Zhivago
1959Salvatore QuasimodoItalianoErato y Apolión
1960Saint-John PerseFrancésPájaros
1961Ivo AndrićSerbocroataEx-Ponto
1962John SteinbeckInglésLas uvas de la ira
1963Giorgos SeferisGriegoEl zorzal
1964Jean-Paul Sartre[5]FrancésEl ser y la nada
1965Mijaíl ShólojovRusoEl Don apacible
1966[6]Shmuel Yosef AgnonHebreoEl ajuar de la novia
Nelly SachsAlemánVivir bajo amenaza
1967Miguel Ángel AsturiasEspañolEl señor Presidente
1968Yasunari KawabataJaponésLo bello y lo triste
1969Samuel BeckettInglés/FrancésEsperando a Godot
1970Aleksandr Isaevich SolzhenitsynRusoArchipiélago Gulag
1971Pablo NerudaEspañolCanto General
1972Heinrich BöllAlemánOpiniones de un payaso
1973Patrick WhiteInglésTierra ignota
1974[7]Eyvind JohnsonSuecoOdisea, Regreso a Ítaca
Harry MartinsonSuecoAniara
1975Eugenio MontaleItalianoEl vendaval y otras cosas
1976Saul BellowInglésHerzog
1977Vicente AleixandreEspañolPoemas de la consumación
1978Isaac Bashevis SingerYiddishUn día placentero: Relatos de un
niño que se crió en Varsovia
1979Odysseus ElytisGriegoDignum est
1980Czeslaw MiloszPolacoEl poder cambia de manos
1981Elias CanettiAlemánAuto de fe
1982Gabriel García MárquezEspañolCien años de soledad
1983William GoldingInglésEl señor de las moscas
1984Jaroslav SeifertChecoToda la belleza del mundo
1985Claude SimonFrancésHistoria
1986Wole SoyinkaInglésLa muerte y el caballero del rey
1987Joseph BrodskyRuso/InglésHistoria del siglo XX
1988Naguib MahfouzÁrabeEl callejón de los milagros
1989Camilo José CelaEspañolLa colmena
1990Octavio PazEspañolLibertad bajo palabra
1991Nadine GordimerInglésEl conservador
1992Derek WalcottInglésEl testamento de Arkansas
1993Toni MorrisonInglésBeloved
1994Kenzaburō ŌeJaponésUna cuestión personal
1995Seamus HeaneyInglésNorte
1996Wisława SzymborskaPolacoMil consuelos
1997Dario FoItalianoMuerte accidental de un anarquista
1998José SaramagoPortuguésEnsayo sobre la ceguera
1999Günter GrassAlemánEl tambor de hojalata
2000Gao XingjianChinoLa Montaña del Alma
2001Vidiadhar Surajprasad NaipaulInglésEl curandero místico
2002Imre KertészHúngaroSin destino
2003John Maxwell CoetzeeInglésDesgracia
2004Elfriede JelinekAlemánLa profesora de piano
2005Harold PinterInglésTierra de nadie
2006Orhan PamukTurcoEstambul
2007Doris LessingInglésEl cuaderno dorado
2008Jean-Marie Gustave Le ClézioFrancésLa cuarentena
2009Herta MüllerRumano/AlemánEn tierras bajas
2010Mario Vargas LlosaEspañolLa ciudad y los perros
2011Tomas TranströmerSuecoGóndola fúnebre
2012Mo YanChinoGrandes pechos amplias caderas
2013Alice MunroInglesLas lunas de Júpiter
2014Patrick ModianoFrancésCalle de las tiendas oscuras
2015Svetlana AlexievichFrancésEl fin del homo sovieticus

Post 6106 Hoje no Google



Na wikipédia:
Hassan Fathy (23.3.1900, Alecandria, Egipto/30.11.1989, Cairo, Egipto)  foi um arquiteto, engenheiro e inventor egípcio. Crítico da industrialização da construção, voltou-se para o estudo das construções rurais da sua região, especialmente a construção artesanal com tijolos de adobe. 

Post 6105 - Desafio de Escrita 10/10 Fim

 Fim em apoteose, ou como deveria ter sido.
O céu cintilantemente azul deveria ter escurecido logo após os raios vermelhos que surgiram pálidos e não sintonizados com os trovões que ao invés os precederam
Mas onde é que se viu, ouvir-se o trovão antes do relampejar?
Ali, tinha de ser ali!
No chão os corpos de dois dos “mortos” surpreendidos com o trovejar antecipado não conseguiram evitar estremecimentos inausitados – estavam a rir!
Todos deveriam ter permanecido imóveis, enquanto a cortina desceria lentamente.
Ao invés, o céu não escureceu, raios rosados seguiram-se aos trovões, e nem os mortos ficaram quietos.
Mas tinha de ser logo na noite de estreia?!
Desisto! Pensou. Nunca mais volto a encenar qualquer peça com este bando de amadores incompetentes.
Nessa altura, começou a ouvir os aplausos. O público levantava-se para aplaudir entusiasticamente. Ouviu “bis” e “muito bem”.
Voltaram ao palco já ressuscitados os que tinham morrido durante a tragédia e juntavam-se aos heróis sobreviventes. O par romântico, ao qual fora apenas permitido um abraço e no último acto, sorria agora separado, o herói com os amigos, a heroína de mãos dadas com o vilão com ar zombie, com quem começara a “sair” dias antes.
Chamaram por ele.
Hesitou, só por segundos, mas foi juntar-se aos colegas.
Luzes acesas, reconhecia na plateia os pais e demais parentes e alguns professores. Todos pareciam bem animados.
Talvez a peça não tivesse corrido tão mal como pensara…
Ou estariam animados porque finalmente tinha acabado?
Iniciou e terminou com aquela peça de escola, a sua brilhante carreira enquanto encenador.
Muitos anos depois conseguia rir-se de si próprio, de como levara tudo tão a sério, da sua irritação com os falhanços técnicos e amadorismo dos actores – mas ali eram todos amadores, garotos de doze e treze anos.
E nunca esqueceu aquele fim.

quarta-feira, março 22, 2017

Post 6104 Livros - Divulgação

Pelo Continente, temos uma mesa de livros com o "Leve 2 Pague 1", com livros como A caminho de casa de Fabio Volo, A Elizabeth desapareceu de Emma Healey, És tudo o que eu quero de Giovanna Fletcher e O Fim das Estações de Will North.
E poderemos juntar a esta promoção os 15% em talão desta semana, que acresce aos 10% do Editor desconto (não que eu tenha trazido qualquer livro destes comigo ou sequer tenha parado a ver quais os livros que lá estavam).

terça-feira, março 21, 2017

Post 6103 - Terça-feira, 21.3.2017, Em cidade local de trabalho, "Poesia à mesa"

Egito Gonçalves
Sobre os poemas
Há poetas que constroem o mundo nos cafés,
outros que o fazem no claro-escuro
entre as prisões e os intervalos


António Aleixo
Os vendilhões do templo
Fazer bem não é só dar
Pão aos que dele carecem,
E à caridade o imploram,
É também aliviar
As mágoas dos que padecem,
Dos que sofrem, dos que choram

Olinda Beja
Quem somos?
continuaremos a plantar  café cacau
e a comer por gosto fruta-pão
filhos do sol e do mato
arrancados à dor da escravidão

Cláudia R. Sampaio
Tu sentado na praça
Comove-me esta imensa fila para se
chegar à ginja como se assim se chegasse
à verdade das coisas, aos braços tão curtos da solidão ibérica.
Comove-me a velha que sobe as saias em busca.
A juventude não vem

Joaquim Pessoa
Poema décimo nono
O poeta deve ser um conhecedor, um "maitre", aquele que cria
e dá a provar novos sabores, mais requintados uns que outros
Se não souberes cozinhar, não sirvas poemas a ninguém
Mais vale o jejum do que comida sem arte, nem tempero.

António Torrado
Sargo e parvo
Parvo, disse o sargo/ ao pargo. / Parvo, não. Pargo,
emendou o pargo.
Mas já a rede/ o puxava/ e  o levava/ do mar largo / para a costa.
Era mesmo parvo, /concluiu o sargo


Gonçalves, Egito - Os Arquivos do Silêncio, Lisboa: Portugália. 1963.
Egito Gonçalves nasceu em Matosinhos, em 1922. Começou a publicar livros de poesia na década de 1950. Esteve ligado a algumas revistas de poesia que fundou ou dirigiu. Poeta e tradutor, desempenhou um grande papel na animação cultural e literária do Porto. Foi um dos fundadores do Teatro Experimental do Porto.

Aleixo, António. Inéditos 1ª ed. Loulé: Vitalino Martins Aleixo, 1976
Antonio Aleixo nasceu em Vila Real de Santo António, em 1899- Foi um poeta popular português celebrizado hoje pela sua ironia e pela crítica social. É também recordado por ter sido um homem simples, humilde e semi-analfabeto que deixou como legado uma obra poética singular no panorama português da primeira metade do século XX

Beja, Olinda, Aromas de Cajamanga, São Paulo: Escrituras 2009. ISBN 978-85-7531-340-4
Olinda Beja nasceu em São Tomé e Princípe, em 1946. Poeta e narradora, publicou vários livros, nomeadamente, Bô Tendê? (poemas), 15 dias de regresso (romance) e Pé-de-perfume (contos). As suas obras têm sido objecto de estudo em várias universidades, nomeadamente no Brasil, Inglaterra, Alemanha, França, África do Sul.

Sampaio, Cláduia R. - Ver no escuro, Lisboa: Tinta-da-China, 2016, ISBN 978-989-671-303-4.
Cláudia R. Sampaio nasceu em 1981, em Lisboa. Em 2014 publicou o seu primeiro livro de poesia. Os dias da corja (Do Lado Esquerdo), seguindo-se A primeira urina da manhã (Douda Correria) em 2015. Desde então, tem colaborado em várias revistas e antologias de poesia. Vive em Lisboa com as suas duas gatas.

Pessoa, Joaquim - Guardar o fogo. (Moimenta da Beira): Esgotadas, cop. 2013 ISBN 978-989-8514--59-2.
Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948. Poeta, artista plástico, publicitário e estudioso de arte pré-histórica, publicou mais de 27 livros, nomeadamente "Ano Comum" e "O Poeta Enamorado". Foi premiado três vezes pela sua obra. Conta com mais de 600 recitais da sua poesia, realizados em Portugal e no Estrangeiro.

Torrado, António - Como quem diz, 2ª ed. Lisboa, Assírio & Alvim, 2007. ISBN 972-37-1046-9
António Torrado nasceu em Lisboa em 1939. Poeta, ficcionista, dramaturgo, autor de obras de pedagogia e de investigação pediográfica, é um contador de histórias por excelência. Tem mais de 120 livros publicados, onde sobressai a produção literária para crianças.

Post 6102 O dia em que descobrimos que dois colegas e amigos poderiam ser alienígenas

Há dias estava a almoçar com dois colegas e resolvi partilhar com eles o meu entusiasmo por irem realizar uma sequela para fins de beneficência do filme O Amor Acontece, com a Lúcia Moniz e o Colin Firth.
Silêncio estranho.
Eles não tinham visto o filme!!!
Insisti na ideia de que poderiam tê-lo perdido no cinema, mas passou na televisão e é até um filme de Natal como Do Céu caiu uma estrela
Silêncio ainda mais estranho.
Eles não viram Do Céu caiu uma estrela!!!!!
Quase em pânico resolvi apelar para o último teste possível sobre se seriam ou não do Planeta Terra e... está tudo bem, não são de Marte, viram a Música no Coração.
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Post 6101 - Desafio de Escrita 1/10 Depois

Depois da escola iam os dois para casa (sempre gostou de contar esta história aos filhos e aos netos).
Ele ajudava-a às vezes, segurava-lhe os livros, mas só às vezes, na indiferença fingida do alto dos dois anos de idade que os separavam, e não obstante estar sempre tão ciente de que ela caminhava a seu lado. Ela falava muito, tentava cativá-lo com histórias de colegas e professores. Ouvia a sua voz clara e fina, perdia-se nos sons, e escapava‑lhe o sentido. Lá fora, o sol brilhava mais, afogueava-a nas faces rosa, levava‑a a tirar o casaco e o seu perfume de lavanda rodeava-o. Deixava-a à porta da casa dos pais dela, e continuava, porque a sua ficava um pouco mais longe. Pesavam-lhe os seus passos enquanto se afastava, mas levava com ele o seu perfume e presença.
Não disse à prima que gostava dela, não o admitia para si mesmo, porque eram primos, porque era mais velho dois anos, e naquela altura isso fazia dela uma miúda.
Os tios foram morar longe e deixaram de se ver. 
Passaram-se oito anos mas não a esqueceu.
Soube então que ela ia regressar à cidade para continuar os estudos e a diferença de idade entre eles parecia agora quase nada.
Encarregou-se de ir esperá-la à estação.
Ainda era Verão e estava um dia bonito em que o ar cheirava bem.
Foi para a linha do comboio e viu-o chegar. Das carruagens começaram a sair multidões. Receou perdê-la e pela primeira vez pensou que poderia não a reconhecer, até que a viu. Continuava a ter faces rosadas. Ela também o reconheceu, veio ter com ele e abraçou-o. Voltou a escutar a sua voz clara e fina, a perder-se em estar na sua presença, mas soube quando a olhou, que ia haver um depois.