sábado, novembro 25, 2017

Post 6468 Sábado, 25.11.17 - Apresentação de livro na Rua Costa Cabral e MarketPlace - Casual Style no Marquês, Porto

Apresentação do Livro Daqueles Além Marão de Manuel Amaro Mendonça
Na Casa Regional dos Transmontanos e Alto Durienses no Porto (estive só no início e não trouxe o livro, ficará quiçá para outra vez)


quinta-feira, novembro 23, 2017

Post 6467 - Porto, 22.11.17










Post 6466 - Terça-feira, 21.11.2017


Post 6465 - Desafio 1/10 Vida

As mãos, estranhamente tremiam.
Olhou para elas, brancas, com as articulações dos dedos salientes, transpareciam as veias azuis, evidenciavam-se os pontos castanhos nelas semeados.
Orgulhara-se da sua força e da sua delicadeza.
No trabalho conseguia operar todas as máquinas que o exigiam. Tinham-no até referido no seu discurso da despedida.
Houve uma altura em que com apenas uma das mãos segurara o seu filho, bebé recém-nascido. Continuara depois a ser capaz de o erguer do chão numa brincadeira só dos dois, utilizando de seguida as duas mãos para o colocar às cavalitas.
O filho crescera e entre eles tinha-se instalado uma reserva pesada.
Fora capaz com elas de acariciar tão levemente o rosto da mulher, que apenas os dois o viam. Com um toque assim se despediu, a frieza da face dela a dizer-lhe que a partir dali só ele o sabia.
Olhava pouco para si próprio sobretudo desde que deixara de fazer a barba. No pequeno espelho da casa de banho, embaciado pelo vapor da água e pelo tempo, mal se via. Reconhecia o seu reflexo, mas não tinha notado como mudara.
Naquela segunda-feira fora às compras como costumava fazer todas as semanas.
Voltara apenas com dois sacos plásticos, pouco cheios.
Custou-lhe mais do que se lembrava subir os dois lances de escadas. Atribuiu-o ao tabaco, mau hábito que ainda não deixara, e ao frio.
Pousou os sacos junto à porta, enquanto procurava a chave no bolso do casaco.
E foi então que o notou, aquele tremor bem visível. Com dificuldade encontrou a chave e enfiou-a na fechadura.
Envelhecera.
Pela primeira vez pensou na idade que tinha e em como o veriam aqueles com quem se cruzava.
Talvez devesse marcar uma consulta no Centro de Saúde. E talvez devesse ligar ao filho.

Post 6464 - A minha Vida dava um filme - Manuela da Conceição Andrade Coelho Beltran Pepe

Image result for editora papel d'arroz a minha vida dava um filme


A minha vida quando muito poderia dar um mini-conto bem chato, por isso, irei buscar inspiração para a minha vida dava um filme, à vida da minha avó materna, Manuela da Conceição Andrade Coelho.

Nasceu em Lisboa, a 17 de Junho de 1899, signo gémeos do Zodíaco, serpente no Horóscopo Chinês.  A sua mãe Luísa Barnabé era filha de um juiz, ficou à espera da filha sem ser casada e foi expulsa de casa pelo pai Juiz. A mãe dela e os irmãos visitavam-na às escondidas.
Sustentou-se a si e à filha como costureira. Desde manhã cedo até ao final do dia usava espartilho. Vestia também sob a saia, uma outra  azul escondida por ser monárquica.
O pai da minha avó, Joaquim Guilherme Andrade Coelho, professor de francês, perfilhou a filha, assim como tinha perfilhado uma filha mais velha, Laura Flávia e perfilhou depois o filho Vítor que teve com uma outra senhora. Não era adepto do casamento e só no final da vida é que casou com a mãe do último filho.
A minha avó teve uma educação esmerada, fez a 4ª classe, aprendeu  francês e a tocar piano, sabia cozinhar, coser, cerzir, tricotar e bordar (ensinou-nos ponto baixo, alto e de arroz, ponto de cruz e pé de flor) e morou com a sua mãe até aos dezassete anos, depois teve de ir morar para casa do pai, onde também residia a mãe deste.
Quando foi morar com o pai ele estranhou os "mimos" com que a mãe a tinha criado, frustrado com o facto dela não comer atirou-lhe com um prato (mas não lhe acertou).
A minha bisavó, sua mãe, morreu aos quarenta anos, penso que do coração, quando a minha avó tinha dezoito anos e ela fechou-se no quarto a chorar e sem comer durante dias.
Na casa do pai, a minha avó ia com a criada às compras e a minha trisavó, sua avó, reclamava depois que ao contrário dela, não sabia ser bem servida no Talho, tendo‑lhe retorquido a minha avó que isso sucedia porque o homem do Talho gostava dela. Foi uma tragédia, "caiu o Carmo e a Trindade" a minha trisavó gritou e queixou-se ao filho, que ela era viúva desde jovem e nunca mais tinha olhado sequer para homem nenhum.
A minha avó era muito bonita, tinha o cabelo muito escuro, olhos cinzentos e uma pele muito branca (a sua mãe Luísa Barnabé tinha o cabelo louro escuro e olhos azuis).
O meu bisavó, seu pai, dava-lhe pouco dinheiro para os seus alfinetes. Ela queria comprar um chapéu e ele dizia-lhe que usasse mantilha, que as senhoras de bem andavam com mantilha, aí ela arranjou emprego numa loja de roupa para senhoras, passava chapéus como modelo e conseguiu dinheiro para o chapéu.
Teve um primeiro noivo que era um rapaz rico e de boas famílias e morreu com uma pneumonia.
Ficou depois noiva de um rapaz que era oficial da marinha e tinha uns bigodes compridos.
Estava a fazer compras para o enxoval quando conheceu o meu avô, Eugénio Beltran Pepe.
O meu avô nasceu em Serpa, era o mais velho de vários irmãos. O seu pai, foi guarda fiscal e ganhava pouco, por isso com onze anos o meu avô foi trabalhar para uma loja em Castro Verde, até que a família se mudou para Algés e começou a trabalhar em Lisboa.
Era uma pessoa muito especial, tinha muitos amigos a quem era capaz de dar a camisa que vestia. Nas fotografias vejo-o como um ar simpático, bonito e para o louro. Devia ser um sedutor para ter conseguido arrebatar a minha avó e fazer com que deixasse o noivo número dois.
Casaram e tiveram um primeiro filho, Manuel, que morreu ao nascer. Depois tiveram uma menina de olhos azuis a quem chamaram Luísa. 
Uma das irmãs mais novas do meu avô, Valentina, contraiu  tuberculose - era jovem, bonita e gostava de cantar imitando cantores de ópera - e morreu com vinte e poucos anos. Antes de morrer infelizmente contagiou a sobrinha que teve meningite tuberculose. A minha avó tinha uns óculos especiais de protecção para estar com a filha quando se tentou salvá-la com radiação ultra-violeta. Não foi suficiente e a Luisinha morreu quando ainda não tinha dois anos de idade.
Depois tiveram a minha mãe, Eugénia que cresceu saudável, andou no colégio alemão e tinha tranças louras. O seu cabelo foi escurecendo e chocou as tias ao cortá-lo curto. Um dia conheceu o meu pai, transmontano a trabalhar então em Lisboa. Casaram e foram viver para o Norte. Tiveram três filhas que nasceram todas em Lisboa.
O meu avô morreu quando eu tinha seis meses. Pelo que me contaram, os meus avós eram diferentes mas completavam-se, gostaram sempre um do outro e eram muito amigos. 
Eu conhecia-a como  minha avó,  a vestir-se de escuro, com um carrapito, linda (de manhã penteava o cabelo comprido de prata e arranjava o carrapito). Contava-nos histórias, fazia-nos cafuné para que dormíssemos a sesta, dava-nos chi-corações - não havia nenhum abraço como o dela.
Íamos esperá-la à estação de S. Bento ou íamos ter com ela a Lisboa. A sua casa ficava na Avenida Duque de Ávila - um andar arrendado, o 1º esquerdo do nº86 (o prédio já não existe - naquele prédio os vizinhos eram amigos) com um corredor comprido cheio de coisas misteriosas para descobrirmos, como o cavalinho de pau guardado na despensa, a casa de banho com chão de losangos pretos e brancos e tina com pés, o quarto com a janela para uma rua estreita e escura, a sala com uma pele de leão e o piano. 
A certa altura passou a ficar connosco mas sempre com saudades de Lisboa, dos seus amigos e da sua casa. E estava connosco quando morreu do coração.
.


 (em criança, com a sua mãe Luísa Barnabé)
(com a filha Luisinha)

Texto na Colectânea Corda Bamba II


Na Corda Bamba

Se olharmos com atenção para a vida de qualquer pessoa, veremos que viver é andar na corda bamba e será a forma como enfrentamos as dificuldades que nos define.

Maria Eugénia Coelho Beltran Pepe Lopes nasceu a 27 de Outubro de 1932.
Os seus pais, Eugénio Beltran Pepe e Manuela da Conceição Andrade Coelho, tinham tido antes dois filhos, Manuel e Luísa. O primeiro morreu à nascença – imagino a parteira a baptizá-lo à pressa - a segunda, quando ainda não tinha dois anos, de meningite tuberculosa. Morreram antes do seu nascimento, e cresceu como filha única. Faltou-lhe nos momentos difíceis o apoio que poderia ter encontrado nos irmãos, mas teve um primo, cerca de um ano mais novo, com o mesmo nome, Eugénio, que era como um irmão. Ensinou-a a nadar bruços e ela aprendeu tão bem que até nadou no mar alto.
Começou a andar com a ajuda da cadelinha Miss, agarrando-se a ela para os primeiros passos. Depois dela morrer, sendo ainda criança, recordava-a com saudade “a minha Miss que Deus tem” e quem a ouvia, sem ter conhecido a Miss, pensava que falava de uma pessoa, uma ama ou preceptora (teve depois ainda pequena, o Jolie - já o Come-se-há em Meleças adoptou o seu pai - e em adulta, quando morámos em Gondomar, o Fiel e o Wolf, e no Porto, o Tuiqui – não quis ter mais nenhum pelo desgosto em os perder).
Em criança a sua mãe gostava de manter a casa – o 2º andar de um prédio na Duque d’Ávila impecável. Um dia levou um susto porque lhe vieram dizer que a filha de cinco ou seis que deveria estar na marquise, estava a brincar no pátio. Depois de ter observado um menino mais velho a fazê-lo, tinha arranjado forma de chegar lá, descendo pelo exterior, talvez agarrando-se às saliências que encontrou na parede.
Quando era pequenina, a mãe gostava de a mascarar no Carnaval. Ela gostou da fantasia de ratinho por ser quente, já não tanto da do traje regional, de minhota ou saloia, por com elas ter frio.
O pai levava-a para passear e trazia-lhe para provar comidas descritas em livros (do Emílio Salgari e outros) como água de coco. Ultrapassou doenças graves como a difteria, sem os remédios actuais. Para a ajudar na convalescença o seu pai arranjou a Vivenda Geninha em Meleças.
Morava em Lisboa com os seus pais e entrou para o Colégio Alemão logo na infantil (sonhava em alemão). Nessa altura era loura e nos retratos aparece com tranças compridas. Os colegas brincaram com o seu primeiro apelido, imitando um coelho. Para a reconciliar com o seu nome, a mãe Manuela levou-o ao avô Joaquim Guilherme Andrade Coelho que lhe contou sobre homens ilustres que tinham o mesmo apelido.
Quando no colégio aprendeu equitação. Eram crianças e gostavam de uma égua mansinha. Uma vez o professor destinou-lhe um cavalo temido que tinha vindo do exército. Talvez por nesse dia estar aborrecido com alguma coisa, o professor deu uma palmada no cavalo que partiu a galope. Ela conseguiu manter-se sobre o cavalo, sem cair.
Quando ia a casa dos colegas com ambos ou um dos progenitores de nacionalidade alemã, gostava de como eram práticas – sem os naperons e bibelots das casas portuguesas, e de beber cacau quente.
Durante o período da Segunda Guerra Mundial irmãos dos seus colegas combateram e morreram na guerra - os pais de um deles, professores no Colégio, quando o filho mais velho morreu, não vestiram luto porque o filho tinha morrido pela pátria.
Em Lisboa seguiam-se as instruções para pintar os vidros de azul e colocar protecções para que no caso de um bombardeamento os vidros não se partissem e entrassem para o interior das casas, ferindo os seus ocupantes.
Houve racionamento com senhas. A minha avó tentou fazer pão, mas o resultado não foi muito feliz, saíram uns pãezinhos meio insonsos e apesar do meu avô ter dito que a culpa era do forno, não voltou a tentar.
Surgiram novos penteados femininos, “à refugiada”, cabelo preso, em rabo de cavalo ou numa banana, ou curto, penteado pela própria, sem ir ao Cabeleireiro.
Viam-se muito estrangeiros, sobretudo artistas que tinham fugido e queriam ir para os Estados Unidos.
No final da guerra o Colégio Alemão fechou e a minha mãe passou a ter aulas com uma professora contratada que a influenciou a escolher ciências. Via as colegas que seguiram línguas com dificuldades no alemão que ela ultrapassava com facilidade. Acabou por não ir para a Faculdade.
Cortou o cabelo que escurecera curto. Sabia vestir-se bem, parecia uma artista de cinema.
Sem precisar acompanhou a dieta de uma amiga de leite e bananas que queria emagrecer para o casamento (e conseguiu).
Conheceu o meu pai, médico veterinário, por ele ter arranjado um quarto perto. Queixou-se da vez em que no Eléctrico ele veio o caminho todo voltado para trás a olhar para ela. Passou a rondar o prédio onde ela morava, perguntando-lhe por gestos para a janela se o aceitava. Passou pelo crivo dos futuros sogros.
Também o pai dele veio de Trás-os-Montes conhecê-la. Aparentemente gostou dela, mas queria que o filho casasse com uma prima da mesma terra. Marcaram o casamento e pouco antes chegou um telegrama anunciando que o pai estava a morrer. O noivo largou tudo para ir ter com ele e descobrir que afinal estava bem. Isso sucedeu duas vezes. O Padre anunciou que com aquelas desmarcações já não os casava. A minha mãe também aborrecida com o sucedido foi para casa de uns primos no Algarve, onde o meu pai foi procurá-la. Conseguiu convencê-la a dar-lhe mais uma oportunidade e casaram pelo civil. A mãe da noiva que antes até simpatizava com o noivo não quis ir, mas o meu avô foi assistir.
O meu pai concorreu e foi colocado em Paços de Ferreira. Foram morar para lá os dois, numa altura em que ali as mulheres não iam a cafés ou usavam calças em vez de saias, não havia televisão e estava longe da família e dos amigos. Terá sido aí que começou a desenvolver uma depressão.
Ao final de cinco anos conseguiram ter uma filha, um bebé lindo e especial, a minha irmã mais velha, Isabel, logo adorada como primeira neta dos dois lados da família. Seguiram-se mais duas filhas. Antes do nascimento da terceira, morreu o seu pai, e para ajudar a mãe a recuperar pediu-lhe para a ajudar a tomar conta da neta mais nova (o que ela fez assim como das outras até ter de nos deixar cerca de oito anos depois).
Esteve ao lado do marido, nos problemas do seu trabalho e de família, na doença e cirurgias, ajudou-o a voltar à vida.
Desde criança em que foi operada ao apêndice sendo a anestesia com éter (foi para a mesa de operações nos braços do pai) passou por várias cirurgias, ao peito, ao útero, ao braço que partiu numa queda, a úlcera no duodeno, sofreu da tiróide, da vesícula, de osteoporose, de divertículos, sempre com coragem para querer levantar-se no dia seguinte.
Dona-de-casa, cozinheira, costureira, enfermeira, explicadora, professora, cabeleireira, manicura, conselheira.
Melhor mãe do mundo, centro do universo, companheira nos bons e maus momentos, a proteger e a torcer pelas filhas.
Foi apanhada em casa, de surpresa, pela morte, em 5 de Outubro de 2017, antes do seu aniversário.
Foi com espírito de aventura, amor e coragem que enfrentou a corda bamba da vida.
Resultado de imagem para maria eugénia coelho beltran pepe lopes

Post sem título - Maria Eugénia Coelho Beltran Pepe Lopes



"Há coisas que não queremos que aconteçam, mas temos de aceitar, coisas que não queremos saber, mas temos de ouvir e pessoas sem as quais não podemos viver, mas temos de deixar partir."
Autor Desconhecido
(como?)

segunda-feira, novembro 20, 2017

Post 6462 - Pela blogosfera

Desafio a decorrer no blogue Coisas da Fonte:


ou em

Post 6461 - Porto, Novembro, 2017

 



 

Post 6460 - Apresentação/Lançamento do Livro Lugares e Palavras de Natal

Lançamento do livro Lugares e Palavras de Natal:
- Em Alenquer, no dia 3/12, às 15 horas, no Museu João Mário, Travessa de São Benedito, nº3;
- No Porto, no dia 9/12, às 17 horas, no Café Progresso - Rua Actor João Guedes, na Praça De Carlos Alberto;


Post 6459 Sábado, 18.11.17

Blade Runner 2049 de Denis Villeneuve, como Harrison Ford, Ryan Gosling, Ana de Armas, Jared Leto, Robin Wright e Mackenzie Davis.

Image result for cinema blood runner




Post 6458 - Sexta-feira, 17.11.17

Jantar de despedida de dois colegas no Restaurante Fénix
(em cidade local de trabalho)

Post 6457 - Desafio de Escrita 10/10 - Apetece-me dizer-te/ Amigo invisível

Apetece-me dizer-te que me vou embora, ser eu a dizê-lo, agora que sei que chegou a hora.
Olho para ti em silêncio. Antes queria que nos meus olhos lesses a súplica para te lembrares de mim. Agora penso que não deveria ter esperado nada.
Fomos companheiros nos bons e maus momentos. Era comigo que desabafavas as penas e os medos. Era a mim que abraçavas quando estavas feliz.
Embora também nessa altura me escondesses.
Pensei primeiro que o fizesses para me proteger ou nos proteger. Os outros não saberiam compreender a nossa amizade, disseste-me uma vez, e fixei esse teu desabafo.
Mais tarde comecei a desconfiar que talvez fosses tu que te envergonhavas de mim, de nós.
Pouco a pouco distanciavas-te. Não me procuravas como antes. Deixámos de nos divertir juntos, deixaste de me contar o que se passava contigo quando não estávamos juntos, o que te preocupava, ou sentias.
Só de vez em quando me concedias alguns minutos, mas agias de forma diferente, desligado e desinteressado, descrente e apressado.
Os dias cresceram para semanas e estas para meses sem que me procurasses.
Percebi que também tu deixaste de me ver. Cresceste e deixaste-me para trás. Ter‑te-ás esquecido de mim?
Apetece-me dizer-te que não serei mais teu amigo, mas apercebi-me que não me vais ouvir, como também já não me vês.
Continuo a acreditar que a amizade é eterna e os verdadeiros amigos nunca o deixam de o ser.
Por isso, mesmo que porque também tu já me vês, tenha ficado ainda mais invisível, vou continuar teu amigo e ficarei à espera que um dia possas voltar a ver‑me.

quinta-feira, novembro 16, 2017

Post 6456 Visto no FB






















Foto de Maggie Menezes Leitão.








Ver também https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/15fd4f725b4217bf

terça-feira, novembro 14, 2017

Post 6455 Hoje no Google


131º Aniversário do furador ou perfurador do papel

Post 6454

And Death Shall Have No Dominion - Poem by Dylan Thomas


And death shall have no dominion.
Dead man naked they shall be one
With the man in the wind and the west moon;
When their bones are picked clean and the clean bones gone,
They shall have stars at elbow and foot;
Though they go mad they shall be sane,
Though they sink through the sea they shall rise again;
Though lovers be lost love shall not;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
Under the windings of the sea
They lying long shall not die windily;
Twisting on racks when sinews give way,
Strapped to a wheel, yet they shall not break;
Faith in their hands shall snap in two,
And the unicorn evils run them through;
Split all ends up they shan't crack;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
No more may gulls cry at their ears
Or waves break loud on the seashores;
Where blew a flower may a flower no more
Lift its head to the blows of the rain;
Though they be mad and dead as nails,
Heads of the characters hammer through daisies;
Break in the sun till the sun breaks down,
And death shall have no dominion. 

Post 6453 - Desafio de Escrita - 9/10

Entrou no café, olhou à sua volta e voltou a sair.
Tentou agir normalmente. Não seria para cancelar, e talvez se resolvesse aguardando alguns minutos.
Esfregou as mãos frias, tentando aquecê-las e percebeu que estava a transpirar. Suor gelado parecia cobrir todo o seu corpo. Estava enjoado e não tinha dormido nada ou quase nada naquela noite. Atravessou para o outro lado da rua e puxou de um cigarro. Decorreram os poucos minutos que tinha previsto, e o agente policial saiu do café, com ar vagaroso retomou a ronda.
Aguardou que ele virasse a esquina e deixasse de ser visível, como se tivesse sido devorado pelo nevoeiro que tinha descido sobre eles, antes do anoitecer.
Deitou o cigarro para o chão ainda em meio e calcou-o. Era hora de agir.
Tentando andar normalmente, dirigiu-se de novo para o seu objectivo.
Entrou. Lá dentro, apenas o dono limpava o balcão e um casal num canto mastigava um lanche triste, sem falarem, nem se olharem.
Avançou decidido e puxou da pistola: “abra a caixa e passe para cá o dinheiro” dirigiu ao dono. Falou em voz baixa, mas mesmo assim o casal ouviu-o. Não pareceram alarmados, mas apenas curiosos.
O dono olhou-o: “Aqui não há nada para ti”. Levantou a arma para que fosse mais visível, sem qualquer reacção, ou pelo menos sem a que pretendia. O homem à sua frente continuava sem parecer assustado e sim aborrecido. Todavia, dirigiu-se para a caixa e abriu a gaveta: “Serve-te”. Pelo barulho já o adivinhava, mas confirmou-o com o olhar, estava vazia. Ainda pensou se seria de dirigir‑se ao casal mas decidiu ir embora. Quando saia, ainda ouviu o homem à mesa perguntar: “Vamos atrás dele?” e a resposta lacónica “Não vale a pena”.
Ficou a pensar nessa frase. Falhara também ali.

Post 6452 Sexta-feira 3/11 e Sábado 11/11 - Thor: Ragnarok e

Thor: Ragnarok de Taika Waititi, com Chris Hemsworth, Tom Hiddleston e Cate Blanchett

Image result for Thor: ragnarok


Sete Irmãs (What happened to Monday?) de Tommy Wirkola, com Noomi Rapace, Willem Dafoe e Glenn Close

Image result for cinema sete irmãsImage result for cinema sete irmãs

segunda-feira, novembro 06, 2017

Post 6451 - Divulgação




Tema: A FESTA

1.
Com o objectivo de promover e incentivar o gosto e a prática da escrita em língua portuguesa e a exposição de novos autores, encontram-se abertas as candidaturas para a terceira Antologia de Contos, a ser publicada pelo Centro Mário Cláudio em 2018.

2. A submissão de candidaturas está aberta à participação de autores lusófonos, com o mínimo de 18 anos, não havendo limite máximo. Não serão admitidas candidaturas de autores vencedores das anteriores edições.

3. Todos os trabalhos apresentados a concurso terão de ser inéditos.

4. Normas de apresentação:

5 a 20 páginas A4, corpo 12 (Times New Roman ou Arial) com espaçamento duplo.


5. Os originais deverão ser apresentados em formato digital (word ou pdf) e enviados para: cemarioclaudio@gmail.com  No cabeçalho do e-mail deverá constar: Candidatura – A FESTA  – Centro Mário Cláudio

6. O prazo de recepção de candidaturas termina a 31 de Dezembro de 2017.